terça-feira, 23 de dezembro de 2008

MELHORES DE 2008

Ainda no ritmo de Alta Fidelidade e com tantas premiações de final de ano acontecendo, deixo minha lista dos melhores do ano:

MELHORES ATLETAS:

1) Usain Bolt - o segundo lugar da lista que me desculpe, mas ter feito o que fez na final Olímpica dos 100m E quebrar o recorde mundial do Michael Johnson nos 200m coloca o Jamaicano no topo da minha lista.

2) Michael Phelps - 8 medalhas de ouro em Pequim, acho que não são necessários maiores detalhes.

3) Rafael Nadal - desbancou Roger Federer no topo do ranking mundial, venceu Roland Garros (de novo), Wimbledon e as Olimpíadas.

4) Kobe Bryant - MVP da NBA e líder da seleção americana que ganhou o ouro de volta para os EUA em Pequim

5) Cristiano Ronaldo - deve ser eleito o melhor do mundo pela FIFA no início de janeiro.


MELHORES EQUIPES

1) SELEÇÃO DOS ESTADOS UNIDOS DE BASQUETE MASCULINO - Recuperaram o ouro olímpico com propriedade, mesmo com a ameaça espanhola na final. Não posso deixar de colocar no topo da lista um time que reúne Kobe Bryant, Lebron James, Dwyane Wade, Chris Paul, entre outros.

2) BOSTON CELTICS - melhor campanha da NBA na temporada 2007-2008, título merecido e início da nova temporada arrasador (24-2, com 18 vitórias seguidas e contando).

3) MANCHESTER UNITED - Campeão Inglês (o campenonato nacional mais legal da Europa), da Champions League e do Mundial da FIFA.

4) SÃO PAULO FUTEBOL CLUBE - primeiro tricampeão brasileiro da história, maior vencedor do campeonato (6 títulos), campanha de recuperação impressionante no segundo turno. Nós, Sãopaulinos, continuaremos chatos (e com razão) por algum tempo.

5) SELEÇÃO BRASILEIRA DE VÔLEI FEMININO - apagaram a fama de amarelonas e conquistaram a medalha de ouro perdendo um único set em 8 jogos. E eu estava lá!

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RETROSPECTIVA 2008

Antes de terminar o ano, gostaria de deixar registrado os fatos que marcaram o ano esportivo para mim. Meu critério é muito simples: são os eventos, acontecimentos, performances ou jogos que virão a minha cabeça quando me referir a 2008 daqui a, digamos, uns 10 anos. Como assisti a Alta Fidelidade mais uma vez nessa semana, segue minha lista no esquema Top 10:

10) Jogo 5 da ALCS - Boston Red Sox 8 x 7 Tampa Bay Rays - uma daquelas viradas típicas dos Red Sox pós-2004. Boston perdia de 7x0 no sétimo inning e conseguiu a virada para 8x7 e continuou vivo na série (perdiam por 3x1 antes daquele jogo). Tivessem vencido a série e a World Series, esse jogo fatalmente entraria no Top 5.

9) US OPEN de golfe - a vitória de Tiger Woods no playoff mesmo com uma séria contusão no joelho foi impressionante no momento em que aconteceu e tornou-se ainda mais história nos dias seguintes, quando os exames mostraram o tamanho da gravidade da contusão: ligamentos do joelho esquerdo e fratura dupla por stress na perna esquerda, que levaram a uma cirurgia que colocou fim a sua temporada. Vale assistir a essa entrevista onde o próprio Tiger, questionado sobre o risco que ele assumiu ao continuar no torneio mesmo com contusões desse tipo e se havia valido a pena, disse simplesmente: "I Won!". Na mesma entrevista, ele afirma que só voltará a 100% da sua condição em 2 anos.

8) Fluminense 3 x 1 São Paulo, quartas-de-final, Taça Libertadores. Meu primeiro jogo no Maracanã, a desclassificação doída nos últimos segundos, não dá pra não dizer que não foi um jogaço. Melhor passar para o próximo da lista...

7) Final de Wimbledon - Rafael Nadal x Roger Federer. Definitivamente, um dos maiores jogos da história do tênis (para alguns, o maior) e a afirmação de Rafael Nadal como número 1 do mundo após a grande hegemonia do suíço. Mais de cinco horas de jogo, interrupções por causa da chuva, 5 sets, lances sensacionais e a vitória do espanhol pela primeira vez em um Grand Slan fora do saibro.


6) GP Brasil de Fórmula 1 - uma corrida que parecia monótona, mas que reservou um final eletrizante, quando o Felipe Massa chegou a ter o título nas mãos por alguns segundos.

5) SUPER BOWL XLII - New York Giants 17 x 14 New England Patriots. Os Patriots tentavam fechar a temporada perfeita, buscando o primeiro título invicto desde o Miami Dolphins de 1972, mas pela primeira vez com uma campanha de 16 vitórias na temporada regular. Mas perderam o Super Bowl numa das maiores surpresas da história do esporte, num jogo espetacular, com uma campanha final impressionante dos Giants, incluindo o famoso Helmet Catch, um lance que ficou para a história.

4) Corinthians na Série B - essa lembrança eles vão ter que aguentar para sempre.

3) NBA FINALS - LAKERS x CELTICS. A maior rivalidade da NBA de volta às finais depois de 21 anos. Vitória dos Celtics em 6 jogos, Paul Pierce MVP, Kevin Garnett finalmente comemorando um título.



2) SÃO PAULO CAMPEÃO BRASILEIRO - uma arrancada incrívei no segundo turno, tirando 11 pontos de diferença do então líder Grêmio e conquistando o sexto título nacional e o primeiro tricampeonato brasileiro da história.





1) JOGOS OLÍMPICOS DE PEQUIM - o principal momento esportivo de 2008 não poderia ser outro, especialmente após a realização do sonho de acompanhar os jogos in loco pela primeira vez. Obviamente, os jogos vão ficar marcados para sempre na minha memória, além de terem sido o motivo que originou esse blog. Desmembrar os eventos resultaria numa lista enorme, mas vale lembrar a minha seleção dos melhores momentos, aos quais podemos acrescentar a inesquecível final do basquete masculino entre Estados Unidos e Espanha, as medalhas de ouro do Cesar Cielo e da Maurren Maggi e, obviamente, as 8 medalhas de ouro do Michael Phelps.

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terça-feira, 16 de dezembro de 2008

SÃO PAULO NÃO CAIU EM 1990

Nesse post de outubro eu fiz um comentário sobre a queda do São Paulo à segunda divisão do Campeonato Paulista em 1990. Há algumas semanas, graças ao Bola, tomei conhecimento de alguns links que mostram que, DE FATO, O SÃO PAULO NÃO CAIU PARA A SEGUNDA DIVISÃO. Obviamente, faço questão de registrar aqui. Do Blog do Birner, publicado em 06/11/2007:

O São Paulo foi rebaixado em 1990?
De José Renato Sátiro Santiago Jr

Atendendo aos inúmeros pedidos, encaminho abaixo detalhes sobre os fatos ocorridos durante o Campeonato Paulista de 1990.

Ele foi dividido em 2 grupos:

Grupo 1: Corinthians, Internacional, Bragantino, Novorizontino, Palmeiras, São Paulo, Mogi-Mirim, Santos, Portuguesa, União São João, São José e Guarani.

Grupo 2: Catanduvense, Juventus, Botafogo, XV de Piracicaba, XV de Jaú, América, Noroeste, São Bento, Santo André, Ferroviária, Ituano e Ponte Preta

1) Segundo o regulamento do Campeonato Paulista, durante as duas primeiras fases as equipes se enfrentariam dentro e fora de seus grupos. Sendo que os 12 times com melhor campanha, independentemente do grupo do qual fazia parte, se classificariam, automaticamente, para a Quarta Fase:

O que aconteceu: As equipes classificadas foram o Corinthians, Palmeiras, Bragantino, Santos, Mogi-Mirim, Portuguesa e Novorizontino, pelo Grupo 1 e XV de Piracicaba, XV de Jaú, Ferroviária, Ituano e América, pelo Grupo 2.(Regulamento Cumprido)

2) Conforme o regulamento os campeões de cada grupo se classificariam automaticamente para a Copa do Brasil de 1991.

O que aconteceu: Corinthians e XV de Piracicaba foram os vencedores de seus grupos e se classificaram para a Copa do Brasil de 1991. (Regulamento Cumprido)

3) O regulamento informava que as equipes que não tivessem se posicionado entre as 12 melhores aos longos das duas primeiras fases, deveriam disputar a Terceira fase, uma espécie de repescagem. As equipes seriam divididas em dois grupos de 6.

O que aconteceu: As equipes foram divididas em 2 grupos, o primeiro formado por Botafogo, Internacional, Santo André, São Paulo, Ponte Preta e Noroeste e o outro por Guarani, Catanduvense, São José, Juventus, União São João e São Bento. (Regulamento Cumprido)

4) O regulamente definia que apenas os campeões de cada grupo desta terceira fase, se classificariam para a quarta fase, quando se juntariam aos demais 12 classificados anteriormente, e seriam divididos em 2 grupos de 7.

O que aconteceu: Botafogo e Guarani foram os campeões de seus grupos e se classificaram para a Quarta fase. Nesta fase, as equipes foram divididas em 2 grupos de 7. O primeiro grupo foi formado por Bragantino, Corinthians, Botafogo, Santos, Ituano, Mogi-Mirim e XV de Jaú, o segundo grupo foi constituído por Novorizontino, Palmeiras, Guarani, Portuguesa, América, XV de Piracicaba e Ferroviária. (Regulamento Cumprido)

5) Quanto ao rebaixamento, vamos ao texto original do regulamento oficial do Campeonato Paulista de 1990. Parágrafo 1º do artigo 5º: “Para o Campeonato da Primeira Divisão de Futebol Profissional de 1991, o Grupo I será constituído pelas 14 associações classificadas para disputar a quarta fase do Campeonato de 1990 e o Grupo II será constituído pelas dez associações restantes que não se classificaram para a quarta fase e mais quatro advindas da Divisão Especial de 1990.” Parágrafo 2º - “No campeonato da primeira divisão de futebol profissional de 1990, não haverá descenso à divisão especial de futebol profissional. Mas a partir de 1991, ou a cada ano haverá o descenso de uma associação da Primeira Divisão de Futebol Profissional e o acesso de uma associação da Divisão Especail de Futebol Profissional”

O que aconteceu: O Campeonato Paulista de 1991 foi constituídos por 2 grupos de 14 equipes: Grupo I formado pelos 14 classificados para a Quarta Fase do Campeonato de 1990 - Corinthians, Palmeiras, Botafogo, Portuguesa, Guarani, Bragantino, Santos, Ituano, América, Novorizontino, XV de Piracicaba, XV de Jaú, Ferroviária e Mogi-Mirim; Grupo II formando pelas 10 equipes que não se classificaram para a Quarta Fase do Campeonato de 1990: São Paulo, Internacional, Santo André, Noroeste, Catanduvense, Juventus, Ponte Preta, União São João, São José e São Bento, mais 4 equipes originária da Divisão Especial de 1990 que foram: Olímpia, Marília, Sãocarlense e Rio Branco (Regulamento Cumprido)

6) Por fim, voltando a Quarta Fase do Campeonato de 1990, o regulamento previa que os campeões de cada grupo disputariam o título

O que aconteceu: Bragantino e Novorizontino foram campões de seus grupos e decidiram o título em 2 jogos, nos dias 22 e 26 de agosto. O título foi conquistado pelo Bragantino (Regulamento Cumprido)

Também sugiro o vídeo abaixo, que mostra o jornalista Paulo Vinícius Coelho, o PVC, explicando o regulamento do Campeonato Paulista:



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segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

DIFERENTES ESTRATÉGIAS

A contratação do Ronaldo, para muitos, especialmente os corinthianos, já é um sucesso. Pergunto: "Como assim? Quantos gols ele já fez? Que título ele ajudou a conquistar para o time?" Me respondem: "Você não viu a apresentação dele na sexta-feira? Quantas camisas já foram vendidas? É um sucesso!".

A ousada contratação do Fenômeno é um mega-sucesso de marketing, sem dúvida. Nada mais. Todo mundo fala que Sãopaulino é chato (o que é verdade, mas é um chato com razão, como diz meu amigo Danilo Batata), mas existe uma diferença gritante de comportamento e agora temos que aguentar a corinthianada, para quem a contratação do Ronaldo é a solução de todos os problemas e agora "ninguém segura o Timão, rumo ao título da Libertadores em 2010, ano do centenário". Perceberam a diferença? Ele ainda mal consegue correr (já escrevi antes que espero que ele se recupere e volte à seleção)e a corinthianada já está delirando. Depois não querem ouvir as piadas quando perdem para o River Plate no Pacaembú.

Em tempo: o Ronaldo merece toda a festa que foi feita para ele. Só não entendo como é possível encher uma arquibancada para recepcionar um jogador na manhã de um dia útil. Vi entrevista de torcedor dizendo-se que valia a pena "dar migué no trabalho" para receber o Fenômeno... vai Brasil!

Semana passada ouvi o Benjamin Bachi dizer no Estádio 97 que a Trafic (parceira do Palmeiras) não pensava em contratar o Carlinhos Paraíba do Coritiba porque ele já tem 25 anos e depois seria complicado para vendê-lo ao exterior. Então esse é o principal objetivo? E a idéia de montar um time com o objetivo de... conquistar títulos?

Depois reclamam que o time não chega e o São Paulo leva um título após o outro. No meio do ano o Barcelona chegou com uma oferta de 12 milhões de Euros pelo Hernanes. Aposto que se essa proposta tivesse chegado para 99% dos times brasileiros, ou seus parceiros, topariam o negócio da hora, considerando apenas a questão do lucro com a venda (o Hernanes veio das categorias de base do São Paulo). Mas o presidente Juvenal Juvêncio bancou a permanência daquele que foi peça fundamental na conquista do Campeonato Brasileiro e que acabou eleito o melhor jogador do campeonato pela CBF.

Questão de objetivos, meios e fins.

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MINHA SELEÇÃO DO BRASILEIRO

Não entendo essa obrigatoriedade de que a seleção do Campeonato Brasileiro tenha que respeitar o esquema 4-4-2. Foi assim na escolha da CBF e da Bola de Prata da Revista Placar. Seleção não é para indicar os melhores? Então, na minha opinião, os melhores do Brasileiro formam uma escalação no esquema 3-5-2, por dois motivos: 1) não consigo deixar de escalar os três zagueiros que tiveram um campeonato espetacular e 2) a falta de meias que tenham se destacado a ponto de merecer lembrança. Com isso, minha seleção ficou assim:

Rogério Ceni (São Paulo)
Vitor (Goiás)
Miranda (São Paulo)
André Dias (São Paulo)
Thiago Silva (Fluminense)
Juan (Flamengo)
Ramirez (Cruzeiro)
Hernanes (São Paulo)
Alex (Internacional)
Nilmar (Internacional)
Borges (São Paulo)


Provavelmente os palmeirenses vão achar um absurdo a presença de tantos sãopaulinos. Como a seleção é minha, é isso aí mesmo. Minha maior dúvida foi em relação aos atacantes. Kléber Pereira, Washignton e Kléber (Palmeiras) merecem destaque, mas fico com o Borges pelos gols decisivos nos últimos jogos. E não nos esqueçamos que ele ganhou a Bola de Prata.

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sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

RONALDO NO CORINTHIANS



Considero Ronaldo, ao lado de Zidane, os dois maiores jogadores de futebol dos últimos 15 anos (época pós-Maradona). Ronaldo teve, pelas minhas contas apenas 6 temporadas de altíssimo nível (1994 a 1998 e 2002) - e foi eleito o melhor do mundo em 3 dessas 6 temporadas (1996, 1997 e 2002). Imagino como seria se não fossem as contusões.

E agora ele é anunciado como reforço exatamente do time que o mais torço contra: o Corinthians. Não consigo torcer contra Ronaldo, da mesma forma que jamais consegui torcer contra Michael Jordan ou Tim Duncan, mesmo nas vezes em que eles passavam por cima dos Lakers. Isso não quer dizer que vou deixar de torcer contra o Time-da-Marginal-Sem-Número - continuo querendo que eles voltem a comemorar o título da segunda divisão muitas e muitas vezes. Mas ao mesmo tempo não vou deixar torcer para que Ronaldo se recupere e volte a ser, se não o mesmo dos anos já citados, pelo menos aquele que tenha condições de voltar à Seleção Brasileira.

Aí que está um dos dois problemas que vejo nessa contratação ousada do Corinthians: em 2002, ele surpreendeu o mundo ao se recuperar a tempo para se tornar o artilheiro da Copa do Mundo, trazendo o penta para o Brasil. Mas naquela época, ele tinha 26 anos. Agora, com 32, qual a chance de que isso volte a acontecer (pelo menos num nível razoável)? Tenho minhas dúvidas.

Além disso, como os outros jogadores do time vão encarar ter uma estrela no time, com um mega-salário (falam de algo que pode variar de R$ 400 mil a R$ 1 milhão), com um tratamento fatalmente diferenciado (participação dos patrocínios e amistosos)? Estarão todos dispostos a correr pelo artilheiro ou pode acontecer algo semelhante ao que aconteceu com o São Paulo quando contratou Ricardinho a peso de ouro em 2004? É verdade que há indícios de que a chance de que o Fenômeno conquiste os colegas seja muitíssimo maior que aquelas que Ricardinho teve (diziam que o maior problema não era o alto salário, mas sim a fama de leva-e-traz). Ronaldo já começou agindo certo na entrevista exibida pelo Jornal Nacional de terça-feira, quando mandou anunciar que "estava chegando mais um louco para o bando de loucos que já estava lá". Obviamente a torcida está indo à loucura (dizem que Sãopaulino é chato - o que não deixa de ser verdade, com a diferença de que Sãopaulino é aquele chato com razão - aguenta a curintianada agora), e o retorno em bilheteria, venda de camisa e direito de TV serão garantidos.

Agora "só" falta ele se recuperar (problema número 1) e mostrar que pode ser estrela num time que comeu o pão que o diabo amassou na série B sem tirar a motivação dos demais (problema número 2). O Bola lembrou que, em 1966, o Corinthians contratou Garrincha - foram 10 jogos e 2 gols, nada mais. Torço para que Ronaldo se dê melhor que isso, mas apenas o suficiente para voltar a merecer o posto na Seleção Brasileira, não precisa se preocupar em trazer nenhum título para o Parque São Jorge.

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quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

CAMPEÃO... DE NOVO!


Está ficando oficial: o Campeonato Brasileiro, se seguir nesse ritmo, já pode ser considerado parecido com o campeonato alemão, no qual o Bayern de Munique venceu 7 dos últimos 10 títulos. Mais um pouco, será igual ao campeonato francês, no qual o Lyon ganhou cada um dos últimos 7 títulos e segue firme rumo ao octacampeonato.

O São Paulo, com o primeiro tricampeonato de sua história e sendo o primeiro tricampeão da história do Brasileiro, confirmou no último domingo que é o grande clube do futebol brasileiro, o mais vitorioso (6-3-3!) e o melhor estruturado. Nesse ano, mesmo com um elenco mais limitado do que os anos anteriores, conseguiu uma arrancada impressionante no segundo turno, terminando o campeonato com 18 jogos seguidos sem derrota (foram 12 vitórias e 6 empates. Tirou uma diferença de 11 pontos que o Grêmio possuía no início do segundo turno e chegou a abrir 5 pontos a duas rodadas do final.

Antes de mais nada, não concordo com o que muita gente vem falando que a eventual incompetência dos outros times, especificamente Palmeiras, Grêmio, Flamengo e Cruzeiro, os quais se mantiveram nas 4 primeiras posições na maior parte do campeonato, foi o fator primordial para “permitir” que o São Paulo conquistasse o título. Digo isso com base na comparação com os dois campeonatos anteriores, também vencidos pelo São Paulo, considerando a classificação dos 5 primeiros colocados:

2006: São Paulo (78), Inter (69), Grêmio (67), Santos (64), Paraná (60)

2007: São Paulo (77), Santos (62), Flamengo (61), Fluminense (61), Cruzeiro (60)

2008
: São Paulo (75), Grêmio (72), Cruzeiro (67), Palmeiras (65), Flamengo (64)

Olhando a pontuação do segundo ao quinto colocados nos três anos, observamos que, justamente nesse ano (2008) os clubes foram mais competentes do que nos anos anteriores. Foi isso que possibilitou um pega empolgante entre os cinco times ao longo de muitas rodadas e fez com que a decisão ficasse apenas para as últimas 3 rodadas com 3 times na briga e na última rodada com 2 times postulando o título. É verdade que alguns tropeços, como os do Flamengo no Maracanã contra Atlético-MG, Portuguesa e Goiás, do Palmeiras contra o Grêmio em casa e do Cruzeiro nos jogos fora de casa, além da queda de produção do Grêmio em grande parte do segundo turno, foram relevantes, mas eu não diria que foram decisivos... porque foram normais! Assim é um campeonato de pontos corridos: cada rodada tem o mesmo valor e a mesma importância, mas é a somatória de todas que decide um título. Os times que brigaram mas não levaram foram, em 2008, mais competentes do que em 2007 e em 2006, mas ainda não suficientemente competentes para chegar ao título.

E é exatamente a competência sãopaulina que vem fazendo a diferença nesses anos. Competência que tem alguns fatores mais do que citados pela mídia especializada nas últimas semanas (a tal “organização diferenciada”), dos quais destaco:

1) No São Paulo, a direção do clube tem uma rotatividade dentro dos padrões democráticos. Cada presidente pode ser reeleito no máximo uma vez. Não há virada de mesa ou “adendos ao estatuto” que permita a existência de Mustafás, Dualibs ou Marcelos Teixeiras da vida. E se a situação quiser manter-se no poder, que faça um bom trabalho. Houve 2 viradas de poder (situação/oposição) nos últimos 15 anos.

2) Liderança: personificada no capitão Rogério Ceni, vai muito além do simples “chefe” ou aquele que é a referência e o jogador mais importante. Isso ficou muito claro na entrevista de ontem no programa Bem Amigos do Sportv: no time do São Paulo há uma espécie de forma de trabalho que quem quiser participar tem que se adaptar a ela. E nesse ponto o capitão dá o exemplo, procurando trabalhar duro e não deixando que os outros amoleçam. Não há espaço para “malas” (ex.: Carlos Alberto). Ou se entra no “esquema” ou nem vem tentar atrapalhar o que está funcionando.

3) Continuidade do trabalho: existe a máxima de que “em time que está ganhando não se mexe”. Mesmo ganhando os Brasileiros, o Muricy balançou diversas vezes, principalmente nas perdas das três últimas Libertadores (em minha opinião, considero que as críticas a ele são justas apenas na derrota de 2007 para o Grêmio). Mas o presidente Juvenal Juvêncio bancou sua permanência. E a continuidade não se aplica somente à direção técnica. Aplica-se também na manutenção do elenco ou na renovação de forma equilibrada e contínua. No início desse ano as contratações “polêmicas” de Adriano, Fábio Santos e Carlos Alberto fugiram do padrão que vinha sendo adotado (foram 3 contratos de 6 meses) e foi um dos motivos que fez com o primeiro semestre não fosse tão bom, culminando com a desclassificação da Libertadores e com o início complicado do Campeonato Brasileiro.

Parece uma receita relativamente simples e lógica, mas é impressionante a dificuldade que outros times têm para colocar esses pontos em prática: seja vaidade, sede de poder, desespero por conquistas ou qualquer outro motivo – a instabilidade é marcante e decisiva. Ou os outros times começam a pensar nos objetivos maiores, coisa que alguns, como Inter e Cruzeiro, já dão sinais, ou então a hegemonia tricolor só vai se prolongar.

Arbitragem

Fui assistir ao jogo decisivo, contra o Goiás, na casa do meu amigo Dante, juntamente com os outros que acompanharam juntos as últimas rodadas (Batata, Bola, Cris e Baboo). No momento do gol do Borges todos nós pulamos dos sofás, mas ficamos uns 10 segundos parados, pois o impedimento era tão claro que o gol tinha que ser anulado. Só comemoramos quando tivemos certeza da confirmação do gol. Minutos antes, o Paulo Bayer teve uma chance clara de gol, quase marcando de letra, também em impedimento. Não é questão de que time A ou time B está sendo beneficiado ou prejudicado. A questão é que a arbitragem nacional é muito ruim pelo simples fato de ser AMADORA. Enquanto os árbitros não se profissionalizarem e passarem todo o tempo entre os jogos se preparando, estudando, analisando e debatendo lances polêmicos, não vejo como a situação pode ser melhorada. Não que os erros vão ser eliminados, mas tenho certeza que serão minimizados.

Herança

No domingo anterior, no jogo contra o Fluminense, fiz questão de levar meu pai ao estádio. Ele havia completado 70 anos na véspera e eu esperava que a comemoração do título fosse um presente extra. Infelizmente não comemoramos um título no estádio, mas tivemos que esperar apenas mais uma semana. Há 27 anos, meu pai me levou a um estádio de futebol (tinha que ser o Morumbi) pela primeira vez (eu tinha 6 anos), na semifinal do Campeonato Brasileiro de 1981, contra o Botafogo. Foi memorável, me lembro como se fosse hoje. Chegamos com alguma dificuldade e, quando entramos, o Botafogo já vencia por 2x0. Vimos uma virada histórica, com gols do Serginho Chulapa (1) e Éverton (2). Infelizmente, o São Paulo não foi campeão naquele ano, perdendo a final para o Grêmio, o mesmo Grêmio que dessa fez ficou com o vice-campeonato. Mas foi naquele jogo que o tricolor, de quem eu já gostava pela influência paterna, me conquistou definitivamente. Hoje, passados 27 anos, mais 5 Brasileiros conquistados, 3 Libertadores e 3 Mundiais, só posso dizer: “Papai, obrigado por eu ser Sãopaulino!!!”

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quinta-feira, 27 de novembro de 2008

LINHA ECONÔMICA

Até que enfim alguém pensou no nosso bolso... ter que comprar todo ano é complicado...



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segunda-feira, 24 de novembro de 2008

sábado, 22 de novembro de 2008

TORCEDORES e torcedores

Nessa reta final do Campeonato Brasileiro o tema "Torcedores" esteve presente no noticiário e nas diversas rodas de discussão. Ouvi e li em alguns lugares afirmações que dizem que a torcida do São Paulo, por exemplo, é "torcida de moda" e que só aparece nas horas boas, como agora, com o time na liderança e com boas chances de ser campeão mais uma vez. Pior que isso, ouvi até de alguns sãopaulinos que torcedor de verdade é só aquele que acompanha o time (por "acompanhar" entenda-se "ir ao estádio") em todos os jogos, seja na boa ou na má fase. Acho isso uma tremenda bobagem. Concordo que existam aqueles que mal conseguem escalar o time, ou ao menos citar 5 jogadores, e que só aparecem nessas horas, mas é um absurdo generalizar.

Meu sogro, Sr. Eduardo, é um dos maiores sãopaulinos que eu conheço. É sócio-torcedor mesmo morando em outra cidade (Santos). Assiste a TODOS os jogos pela TV (e ai de quem interromper durante uma transmissão). Tem mais informação sobre o time do que a grande maioria dos outros sãopaulinos que conheço - sabe até sobre os jogadores da base. Mas ele não vai a nenhum jogo (na verdade só costuma ir nos jogos contra o Santos na Vila Belmiro, onde aliás estamos invictos em 6 jogos). O fato de ser um "torcedor de sofá" o torna menos sãopaulino do que alguém que foi nos 18 jogos disputados no Morumbi até agora no Brasileiro? Tenho certeza que não.

Ir ao estádio não é uma tarefa das mais prazerosas... o acesso é ruim, não há transporte coletivo adequado (aliás, não há transporte coletivo nenhum!), estacionar o carro é uma aventura (que vontade de atropelar aqueles "guardadores" que vêm até o meio da rua pra tentar te empurrar pra uma vaga - cadê a polícia?), dentro do estádio o conforto é sofrível (se incluirmos os banheiros, o adjetivo correto é lamentável), e a saída acaba sendo uma aventura maior que a entrada (ah, que saudades do Ninho de Pássaro...). Se há opções para assistir aos jogos em casa confortavelmente, por que não?

Além disso, por mais contraditório que possa parecer, sou ao mesmo tempo um fã incondicional do futebol (e de esportes em geral, como já deu pra perceber), mas tenho uma visão mais relacionada ao custo-benefício do "espetáculo". Meu ponto é o seguinte: não vou perder tempo, dinheiro e passar por situações desconfortáveis (como descritas no parágrafo anterior) para assistir a um jogo de uma fase sem importância ou com o time jogando mal. Pra quê? Para passar nervoso? Não, obrigado! Prefiro acompanhar no conforto de casa. Vez ou outra acabo frequentando um ou outro jogo sem importância, mas normalmente quando não tenho programa melhor. Clássicos contra Palmeiras ou Corinthians? Não consigo nem me lembrar quando foi a última vez que fui num desses - acho que nosso técnico ainda era o Telê.

Pra muita gente isso é um problema. Dizem que torcida que é torcida acompanha o time até na má fase, como a torcida do Palmeiras e do Corinthias encheram os estádios durante as campanhas da segunda divisão. Como já escrevi antes, não consigo entender todo esse orgulho em fazer uma campanha vitoriosa na série B. Pra mim seria vergonhoso ter caído e jamais daria meu dinheiro para o time que me fez passar por tamanha vergonha. Quer ver meu dinheiro novamente? Volte à boa fase.

Mesmo assim, sou um frequentador dos estádios com relativa frequência. Costumo ir a todos os jogos da Libertadores (essa sim uma competição importante desde o começo) e vários jogos decisivos do Brasileiro. Neste ano fui ao Maracanã no fatídico jogo contra o Fluminense. Apesar do resultado e da tristeza (infelizmente às vezes faz parte), não deixou de ser um baita espetáculo em termos esportivos. Comprei alguns jogos pelo pay-per-view. E nunca deixo de acompanhar os jogos e os resultados. Isso não me faz ser mais torcedor que meu sogro ou menos torcedor que alguns conhecidos meus que vão em 90% dos jogos. De novo, não consigo entender essa obrigação de ter que ir ao estádio para demonstrar ser torcedor de verdade.

Chega num extremo que existem aqueles "torcedores profissionais", que são em grande parte membros de torcidas organizadas. São aqueles que vivem para acompanhar o time - são facilmente reconhecidos quando alguma baderna acontece, seja numa invasão de treino, num tumulto no aeroporto quando o time está embarcando ou desembarcando, seja numa briga de rua. Gostaria sinceramente de saber como esses caras arrumam dinheiro para se sustentar, já que aparentemente não trabalham e têm tempo para tumultuar o trabalho dos outros - leia-se treino do time. Sim, estou sendo irônico, é lógico que faço uma boa idéia de onde esse pessoal tira dinheiro, mas essa é uma história para um outro texto. Lembro de um jogo de Libertadores em que o São Paulo jogou MUITO mal e a torcida da arquibancada azul (onde não entra organizada), tentou empurrar o time até onde deu. No final do jogo, reclamou e vaiou. Fomos duramente xingados pelo pessoal da arquibancada laranja, como se não fôssemos torcedores de verdade.

Só vou ao cinema ver filme que me interessa. Quando acabo num filme ruim, ficou puto da vida. Só vou em show de artista que gosto e que sei que vai me proporcionar um espetáculo agradável. E uso o mesmo critério no futebol e no esporte em geral. Só pra falar de outra modalidade, no caso a minha preferida, o basquete, não perco meu tempo acompanhando campeonatos nacionais, pois o nível é muito ruim. Prefiro assistir a um jogo da NBA ou da Euroliga na TV. Atravessei o mundo para ver os melhores jogando em Pequim (nessa hora entraria o slogan daquele cartão de crédito) e ainda estou com uma pulga atrás da orelha por não ter pago a fortuna que os cambistas queriam pelo ingresso na final do basquete masculino. Porque sei que o nível do evento seria garantido. E foi.

Estive no Morumbi no último domingo e estarei lá novamente no dia 30, no jogo contra o Fluminense (eles de novo!), quem sabe comemorando mais um título do São Paulo. Meu sogro estará devidamente posicionado no seu canto preferido do sofá... e ambos fazendo uma das coisas que mais gostamos, sem nos preocupar se somos torcedores de moda, de sofá, ou profissionais (3 batidas na madeira). Somos simplesmente torcedores.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

PARTICIPAÇÃO NO BLOG DO BALU

Nesta semana um texto meu está publicado no blog do meu grande amigo Balu, na sessão 4a feria a 4 mãos. Todas as quartas feiras ele publica um texto de algum outro blogueiro convidado e agora foi a minha vez. Para ler o texto, basta clicar aqui.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

RAPID EYE MOVEMENT

Nem sempre vou escrever sobre esportes. E essa é uma das vezes. Você sabe que uma banda pode ser colocada entre as grandes da história quando você sai de um baita show e começa a lembrar de muitas outras excelentes músicas que não foram tocadas. Foi o que aconteceu comigo ao final do show do R.E.M. na última terça-feira, no Via Funchal em São Paulo. Foi a segunda vez que eu fui a um show deles, a primeira no Rock In Rio de 2001. E mais uma vez eles fizeram um show absolutamente impecável. A postura deles é exatamente a mesma, seja tocando para as quase 200 mil pessoas em 2001 ou para 3.000 nesse último show. Michael Stipe, um dos dois carecas mais legais do rock - o outro é Peter Garret do Midnight Oil - tem um carisma todo particular, Mike Mills é um músico pouco comentado, mas está para Michael Stipe assim com The Edge está para Bono. E Peter Buck consegue distorcer o som de sua guitarra sem afetar as belíssimas melodias.

Houve homenagem para Barack Obama, como descrito nesta matéria de O Globo. Particularmente, tendo a concordar mais com meu amigo Balu, que se preocupa quando a classe artística e intelecutal se alinha a favor de algum político. Ele estava falando em termos de Brasil, mas a relação com a eleição americana é maior do que se imagina.

Mas, voltando ao que realmente interessa nesse post, foi um show energizante. As imagens no telão, com as câmeras em constante movimento, saíram do habitual "apenas mostrar a banda" e criaram uma sensação de velocidade ou, por que não, de Rapid Eye Movement (o movimento dos olhos durante os sonhos - R.E.M.). Obviamente, as músicas que mais levantaram o público foram os hits Losing My Religion e Imitation Of Life, mas o que me deixou mais satisfeito foi a ausência de músicas dos discos mais recentes e o grande número de músicas álbuns dos anos 80 e do fantástico Automatic For The People, de 1992, que está na minha lista dos 10 melhores álbuns dos anos 90. O último álbum, Accelerate, é muito bom, talvez o melhor desde Automatic, com destaque para "Supernatural Superserious" e "Man-Sized Wreath". Recomendo!

E só uma grande banda pode se dar ao luxo de exibir um set list deixando de fora músicas com Fall On Me, The Sidewinder Sleepes Tonight, Stand, Pop Song 89, entre muitas outras. Em compensação, clássicos como Orange Crush e Pretty Persuation, as belíssimas Everybody Hurts e Nightswimming, Man On The Moon e o maior clássico, It's The End Of The World As We Know It (And I Fell Fine), deixaram esse fã mais do que satisfeito.

Set List:

1. Living Well Is the Best Revenge
2. These Days
3. What's the Frequency, Kenneth?
4. Driver 8
5. Drive
6. Man-Sized Wreath
7. Ignoreland
8. Exhuming McCarthy
9. Imitation Of Life
10.Pretty Persuasion
11. The Great Beyond
12. Everybody Hurts
13. 7 Chinese Bros.
14. The One I Love
15. I’ve Been High
16. Nightswimming
17. Bad Day
18. I’m Gonna DJ
19. Orange Crush
20. It's the End of the World As We Know It (And I Feel Fine)

21. Supernatural Superserious
22. Losing My Religion
23. Maps and Legends
24. Begin the Begin
25. Man On The Moon

terça-feira, 4 de novembro de 2008

TABUS BIZARROS - POLÍTICA E ESPORTE

A foto ao lado foi tirada pelo meu amigo Vitor Ohtsuki, torcedor fanático dos times de Nova York, em sua última visita à cidade. É um tipo de contagem regressiva para o último dia do mandato de George W. Bush, que será em 20 de janeiro de 2009. Qual a relação? Um dos tabus mais incríveis de que eu tenho conhecimento: os New York Yankees são a franquia com maior número de títulos na história da Major League Baseball, num total de 26 conquistas, TODAS CONQUISTADAS QUANDO HAVIA UM PRESIDENTE DEMOCRATA NA CASA BRANCA. Coincidência? Não podemos nos esquecer que os Yankees, mesmo com a maior folha de pagamento da liga, não conseguem vencer um título desde 2000, exatamente o último ano do mandato do democrata Bill Clinton. E antes dos títulos de 1996, 1998, 1999 e 2000, todos durante a era Clinton, haviam ficado toda a era Bush (pai) e Reagan, ambos republicanos, na fila. E, além de tudo, vale lembrar das derrotas em 2001 para o Arizona Diamondbacks, time mais jovem da história a ganhar um título, em 2003 para o Florida Marlins e em 2004 para o Boston Red Sox, quando conseguiram a proeza de perder uma série após estarem vencendo por 3x0.

Minha visão de engenheiro garante que é óbvio que é uma grande coincidência, mas não deixa de ser um fato muito curioso. E, por isso, os torcedores não vêem a hora da posse de Barack Obama como presidente. Mas é bom lembrar que a presença de republicano na Casa Branca significa ZERO de possibilidades de título, enquanto a presença de um democrata não garante nenhuma conquista, apenas faz com que deixe de ser impossível. Se eu fosse eles, estaria mais preocupado em reforçar a rotação dos arremessadores titulares do que fazer campanha para o Democrata.

Outro tabu mais do que curioso foi lançado ontem pelo e excelente Everaldo Marques, da ESPN, em seu blog , também relacionando política e esportes . Trata-se da suposta influência que o último jogo do time da capital, Washington Redskins, antes do dia da eleição teria sobre o resultado da corrida pela Casa Branca. O fato seria que, nas últimas 17 eleições (isso mesmo, DEZESSETE - são 68 anos), sempre que os Redskins vencem o último jogo antes da eleição, o partido que teve mais votos na eleição anterior vence a eleição. Quando perde, vence o candidato do partido que teve menos votos na última eleição. Nesse caso, a derrota de ontem para o Pittsburgh Steelers seria mais um motivo para acreditar na vitória de Barack Obama, que parece que vai se concretizar. É bom enfatizar que o que deve ser considerado é o número de votos da eleição anterior, e não o eleito. Em 2000, Al Gore teve mais votos que George W. Bush, mas não foi eleito devido ao sistema eleitoral americano. Em 2004, os Redskins perderam os último jogo antes da eleição, para o Green Bay Packers, e o partido que teve menos votos em 2000, no caso o Republicano, reelegeu o presidente.

Às vezes, durante os jogos, são lançadas algumas informações que me fazem perguntar: "como é que alguém pensou em algum momento em 1) guardar determinada informação e 2) lembrar de colocá-la na transmissão exatamente nesse momento relevante?". O fato que os americanos adoram todos os tipo de estatística e conseguiram construir uma história, seja política ou esportiva, repleta de fatos e informações documentadas. Podemos levantar estatísticas de qualquer temporada da maioria das modalidades esportivas. Infelizmente ainda não consegui ver nada igual no Brasil, nem que seja apenas no futebol, a modalidade mais popular.

(Obs.: este post foi editado devido a um erro de interpretação que eu havia feito sobre o tabu dos Washington Redskins. De forma equivocada, eu havia entendido que o que valia era o eleito da última eleição, e não o que teve mais votos. Faço um agradecimento especial ao próprio Everaldo Marques que esclareceu a minha confusão.)

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segunda-feira, 3 de novembro de 2008

QUE DOMINGO!

Que domingo, hein?

O Brasil chegou a comemorar um título mundial na Fórmula 1 por cerca de 30 segundos, antes que Lewis Hamilton ultrapassasse Timo Glock para arrancar o título de Felipe Massa. Estava num bar com alguns amigos assistindo à corrida e, quando na penúltima volta, vimos a ultrapassagem de Sebastian Vettel sobre Hamilton, demoramos alguns segundos para perceber que o inglês havia caído para a sexta posição (na verdade só tivemos certeza quando apareceu o número 6 ao lado de seu nome na tela), o que daria o título ao brasileiro. A última volta durou bem mais do que 1'28", parecia uns 15minutos. Felipe Massa (1º), Fernando Alonso (2º) e Kimmi Raikkonen (3º) cruzaram a linha de chegada e eu fiquei gritando deseperado "O Glock ainda não passou! Cadê o Glock? Cadê o Glock?". Glock ficou pra trás, tentando se manter na pista molhada com os pneus de pista seca. Como escreveu o Berber agora há pouco: "Se fosse filme a gente provavelmente falaria: “Nossa, que final forçado!!!” ". Pena que não foi filme...

Nos fatos menos comentados, um pouco antes da corrida em Interlagos, Marilson Gomes vencia a maratona de NY pela segunda vez (a primeira em 2006) e o barco sueco Ericsson 4, cujo comandante é o brasileiro Torben Grael (uma lenda, bicampeão olímpico), encerrava a primeira etapa (21 dias entre Alicante, na Espanha, a Cidade do Cabo, na África do Sul) da volta ao mundo Volvo Ocean Race na primeira colocação.

E no final do dia, o São Paulo assumiu a liderança isolada do Campeonato Brasileiro de Futebol pela primeira vez no ano, após vencer o Internacional por 3x0 no Morumbi. Agora tem 62 pontos, contra 61 do Palmeiras, 60 do Grêmio, 58 do Cruzeiro e 57 do Flamengo. No começo do segundo turno, o Tricolor chegou a ficar 12 pontos atrás do líder Grêmio, mas agora assume a ponta. Gostaria de destacar uma das respostas do Muricy na coletiva após o jogo. Perguntado se, considerando que o time passou o campeonato todo (faltam 5 rodadas) correndo altras dos líders, alguma coisa mudaria agora que o time chegou à liderança. A resposta é emblemática:

"Muda um pouco, sim. Agora vamos ter que treinar mais, se concentrar (concentração no sentido de isolamento do grupo antes dos jogos) ainda mais e eu vou cobrar ainda mais".

É por essas e outras que o São Paulo é o atual bicampeão brasileiro e tem chances de conquistar o inédito tricampeonato. Muricy é chamado por muitos de teiomoso, turrão, mal-humorado, etc., mas os resultados aparecem. Dizem que ele demora para acertar o time, o que até certo ponto é verdade e pode ter custado resultados melhores na Libertadores de 2007 e 2008 (foi vice em 2006), mas qual técnico brasileiro tem melhor resultado nos últimos 3 anos? Dois títulos nacionais, uma vice sul-americano (que poderia ser o título se não fosse a expulsão do Josué no início do primeiro jogo contra o Inter em 2006, sem contar o gol do Washignton aos 48' do segundo tempo nesse ano), e possibibilidades reais de um tricampeonato. Não tenho do que reclamar. Assim que ele conquistar uma libertadores, passará a ocupar o mesmo patamar de Telê Santana.

Foi muito criticado ao apostar no Hugo, que chegou a ficar com um-pé-e-meio fora do Morumbi, mas voltou numa hora de dificuldades e acabou por assumiu um papel importantíssimo no time, mas que recebe pouca importância: aquele meia que ajuda o ataque, volta pra marcar com certa eficiência e ainda faz gols. É o mesmo papel que Leandro desempenhava no time do ano passado, com a diferença que Hugo faz mais gols. Pode não ser o jogador dos sonhos da torcida, mas não deixa de ser importante. Confesso que o terceiro cartão amarelo que ele tomou hoje me deixa mais preocupado do que se a suspensão fosse, por exemplo, de um dos atacantes.

Eu ainda não havia escrito aqui no blog, mas já vinha dizendo nas rodas de conversa (amigos, trabalho) há algumas semanas: o campeonato fica entre São Paulo e Palmeiras. O problema é que, SEMPRE que o São Paulo tentou um tricampeonato paulista (foi bi 4 vezes), teve suas pretensões eliminadas exatamente pelo Palmeiras. Espero que dessa vez a história seja diferente.

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sexta-feira, 31 de outubro de 2008

NFL - PREVISÕES DA METADE DA TEMPORADA

Estamos praticamente na metade da temporada de 17 semanas da NFL (National Football League). Alguns times já jogaram 8 vezes e alguns apenas 7 (de um total de 16 jogos). Essa temporada está relativamente estranha e difícil de prognosticar, pois alguns resultados saem totalmente da lógica – equipes ganham jogos improváveis e perdem jogos fáceis. Algumas divisões são MUITO fortes, enquanto outras são MUITO fracas. Até o ano passado, a NFC era considerada a conferência mais fraca, considerando os resultados dos Super Bowl’s dessa década, especialmente devido a hegemonia do New England Patriots (campeões em 2001, 2003 e 2004) e dos títulos dos Pittsburgh Steelers (2005) e do Indianapolis Colts (2006). Porém, desde a mega surpresa do último Super Bowl, quando os New York Giants venceram os favoritíssimos New England Patriots naquela que é considerada uma das maiores zebras da história, parece que a maré mudou.

Mesmo assim, na função de palpiteiro, vou dar o meu pitaco e fazer algumas análises e prognósticos (a classificação atualizada pode ser conferida aqui:

(Para quem não acompanha, a forma de disputa do campeonato é a seguinte: são duas ligas (NFC e AFC), cada uma com 4 divisões de 4 times, totalizando 32 equipes. Cada time joga 16 vezes: 6 no esquema turno e returno dentro da divisão, 4 com todos os times de outra determinada divisão da AFC, mais 4 contra todos os times de outra divisão da NFC e 2 jogos contra times das duas divisões restantes da mesma conferência e que ficaram na mesma posição, dentro de suas respectivas divisões, no ano anterior. Classificam-se para os playoffs 6 times em cada conferência, sendo os 4 campeões de cada divisão, mais 2 “wild-cards”, que são os times de melhor campanha entre os restantes. Os campeões de cada conferência disputam o Super Bowl. Complicado?)

Na análise a seguir não vou perder tempo em citar aqueles times que não têm a menor condições de ir aos playoffs. Por isso, vou escrever os nomes deles apenas uma vez (e no máximo mais uma ao apresentar os times de cada divisão, mas sem analisá-los): Detroit Lions, Seattle Seahawks, St.Louis Rams, San Francisco 49ers, Cincinnati Bangles, Oakland Raiders e Kansas City Chiefs: até o ano que vem para vocês!

1)NFC (Liga Nacional)

NFC EAST – sem sombra de dúvidas é a divisão mais forte de toda a NFL, com NY Giants, Dallas Cowboys, Washigton Redskins e Philadelphia Eagles. Se não houvesse a regra de classificar ao menos um por divisão, eu apostaria que esses 4 se classificariam. Mas um deles vai ficar de fora. Inicialmente, eu achava que os favoritos seriam os Cowboys (5-3) e os Eagles (4-3), mas ambos perderam jogos que não poderiam perder. Os Redskins (6-2), por sua vez, conseguirem vitórias importantes exatamente em Dallas e em Philadelphia, mas na sequência perderam para os Rams (até então um dos piores times da liga) em casa. Já os atuais campeões Giants (6-1), começaram a temporada arrasadores, mas com uma tabela fácil e mesmo assim com uma derrota inesperada em Cleveland. Porém, vêm de uma vitória contra os poderosos Steelers, em Pittsburgh, demonstrando que têm condições de vencer todo mundo. Esse jogo foi o primeiro de uma segunda metade de temporada bem mais difícil, que inclui jogos em Dallas, em Philadelphia, em Washignton, em Arizona, além de jogos em casa contra Dallas, Philadelphia, Carolina e Baltimore. Impossível de apostar numa ordem, mas acredito que Giants e Cowboys se classificam. O terceiro lugar na divisão e provável wild-card nos playoffs deverá ser dos Redskins, pois as vitórias em Dallas e em Philadelphia terão um peso grande (e ainda receberá ambos em casa). Os Eagles dependem da condição de Brian Westbrook – se ele voltar realmente recuperado da contusão (e pela última semana parece que voltou), ainda têm uma chance, que eu considero menor. Quem vencer essa divisão deverá ser o representante da NFC no Super Bowl.

NFC NORTH - Chicago Bears (4-3), Green Bay Packers (4-3), Minnesota Vikings (3-4) e Detroit Lions (0-7): Eu descartaria Minnesota da briga (tabela mais difícil e já perdeu em Chicago e em Green Bay). Os Packers começaram bem com 2 vitórias, mas perderam 3 seguidas e agora voltaram a vencer 2 vezes consecutivas. Dependem da afirmação de Aaron Rogers como QB substituto do Brett Favre. Aposto nos cabeças-de-queijo.

NFC SOUTH - Carolina Panthers (6-2), Tampa Bay Buccaneers (5-3) Atlanta Falcons (4-3) e New Orleans Saints (4-4): Os Bucs têm uma das melhores defesas da NFL, mas ainda terão que jogar em Carolina. Mesmo assim, apostos neles, considerando a vitória que tiveram em casa contra os Panthers (27-3) e na tabela ligeiramente mais tranqüila.

NFC WEST – Arizona Cardinals (4-3), Seatle Seahawks (2-5), San Francisco 49ers (2-5) e St Louis Rams (2-6): Se a NFC East é a divisão mais forte da NFL, a NFC West é, de longe, a mais fraca. O primeiro que conseguir 7 vitórias leva a divisão e a vaga nos playoffs. Como Arizona não costuma perder em casa, levará com tranqüilidade.

2) AFC (Liga Americana)

AFC EAST – New England Patriots (5-2), Buffalo Bills (5-3), NY Jets (4-3), Miami Dolphins (3-4): Apesar da presença de Brett Favre nos Jets e da reação dos Dolphis em relação ao ano passado, ainda não são times confiáveis. A contusão do Tom Brady tirou todo o favoritismo dos Patriots, que ainda contam com uma bela defesa, apesar do colapso contra os Chargers e os Dolphins, o melhor técnico da liga, e uma tabela muito fácil, graças ao cruzamento com a NFC West. Essa tabela fácil também vai ajudar o Buffalo Bills. Acredito que ambos se classifiquem.

AFC NORTH – Pittsburgh Stellers (5-2), Baltimore Ravens (4-3), Cleveland Browns (3-4) e Cincinnati Bangles (0-8). Os Steelers são o melhor time da divisão e devem garantir o título sem problemas. Os Ravens ainda contam com uma defesa sólida e vão brigar pelo Wild Card.

AFC SOUTH – Tennessee Titans (7-0), Jacksonville Jaguars (3-4), Indianapolis Colts (3-4) e Houston Texans (3-4): Os Titans estão sobrando e têm a melhor defesa da liga. Na última segunda-feira mostraram um poder de recuperação muito bom ao virarem o jogo contra os Colts de Payton Manning (voz de Paulo Antunes). Com essa defesa, conseguem parar qualquer time da NFL, incluindo os poderosos ataques da NFC East. Já os Jaguars, são pra mim, juntamente com os Chargers, as maiores decepções da temporada até agora. Colts e Texans são muitos irregulares e os Texans vêm numa recuperação de 3 vitórias seguidas após perderem as 4 primeiras da temporada e ainda não considero carta fora do baralho. Qualquer um dos 3 terá condições de brigar por uma vaga no Wild Card.

AFC WEST – Denver Broncos (4-3), San Diego Chargers (3-5), Oakland Raiders (2-5), Kansas City Chiefs (1-6): Como já disse antes, a campanha dos Chargers é decepcionante, mas ainda podem se recuperar (a vitória contra os Patriots há algumas semanas foi maiúscula). Os Broncos começaram muito bem, mas podem cair. Esqueçam os outros 2 times, só estão aí para garantir 4 vitórias aos líderes da divisão.

Projeções para os playoffs:

NFC:
1. NY Giants
2. Tampa Bay
3. Green Bay
4. Arizona
5. Dallas
6, Washington.

(Fiquei muito tempo pensando se colocaria os Cowboys na posição 1 e os Giants na 5 ou vice-versa - os campeões de divisão são automaticamente classificados de 1 a 4 - e deixei os Giants por estar impressionado pela vitória recente em Pittsburgh).

AFC:
1. Tennessee,
2. Pittsburgh,
3. New England,
4. Denver,
5. Buffalo.
Para a última vaga, muita gente brigando e pode dar qualquer um: Baltimore, Jacksonville, Indianapolis, Houston e San Diego (impossível apostar em alguém).

Super Bowl: Tennessee Titans 20, NY Giants 13 (e eu fico livre de pagar um almoço ao meu amigo Vitor Ohtsuki).

COMEMORE PHILADELPHIA!!!!!!!!!

Os moradores de Philadelphia não comemoravam um título há mais de duas décadas. Apenas para posicionar todos historicamente, a lista das últimas conquistas da cidade é a seguinte:

• Stanley Cup – Philadelphia Flyers (NHL) – 1974 e 1975

• World Series – Philadelphia Phillies (MLB) – 1980

• NBA Championship – Philadelphia 76ers – 1983

• Heavy Weight World Championship – Rocky Balboa vence Ivan Drago e inicia, sozinho, o processo que acabaria com a Guerra Fria – 1985

E depois perguntam por que eu considero Philadelphia uma das cidades mais sofridas (em termos esportivos) dos Estados Unidos. Se não contarmos Rocky IV, foram 25 anos sem nenhuma conquista nos esportes profissionais. Para os fanáticos pelos Phillies, a espera durou 28 anos. No título de 1980, Jamie Moyer, nascido na cidade, na época com 17 anos, participou da parada de comemoração. Hoje, aos 45 anos de idade, ele participará novamente da parada, mas dessa vez como membro do time campeão de 2008 e como o segundo pitchers mais velho da história a começar uma partida de World Series (o mais velho foi Jack Quinn, também dos Phillies, com 47 anos na World Series de 1930).

E acabou (pelo menos por enquanto) a história de Cinderela dos Tampa Bay Rays. Nesta série, o ataque perdeu o poderio que apresentou contra os Red Sox na ALCS. A média de runs caiu de 6,1 para apenas 3,0 por jogo. Evan Logoria (provável calouro do ano) terminou a série com 1 rebatida em 20 “at bats”. Carlos Peña, 2/18. Contra os Red Sox, haviam rebatido 7/27 e 7/26 respectivamente, com 7 HR combinados. O time havia rebatido 16 Home Runs contra os Red Sox (2,3 por jogo) e agora, apenas 4 em 5 jogos (0,8 por jogo).

Méritos também dos pitchers dos Phillies, que terminaram a série com a excelente média de 2,86 ERA (runs permitidos para cada 9 innings jogados), que é muito baixa. Cole Hamels foi eleito o MVP, com 2 excelentes apresentações nos jogos 1 e 5 (13.0 IP, 2.77 ERA).

E como se a espera de 25 (ou 28) anos não fosse suficiente, ainda foi necessário uma espera adicional de 2 dias para a conclusão do jogo 5, que foi interrompido no 6º inning na segunda-feira por causa da chuva, não pôde continuar na terça-feira pelo mesmo motivo e foi acabar somente na quarta-feira. Realmente não foi uma World Series das mais atraentes (sem o mesmo atrativo que teria com Red Sox e/ou Dodgers, a média de audiência nos EUA foi 25% menor do que no ano passado), mas o importante é que a espera terminou e os moradores de Philly podem voltar a comemorar.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

NBA PREVIEW

Está começando a temporada 2008-2009 da NBA. E não pode faltar um preview deste que é simplesmente fanático por basquete. Antes, gostaria de indicar os links para as análises dos especialistas da ESPN.com:


- Divisão do Atlântico
- Divisão Sudeste
- Divisão Central
- Divisão Sudoeste
- Divisão Noroeste
- Divisão Pacífico

- Campeão do Leste
- Campeão do Oeste
- Campeão da NBA
- MVP
- Power Rankings do Marc Stein
- Previsões do Bill Simmons

Minhas previsões:

1) Em termos de favoritos, acredito que começamos onde a temporada anterior terminou. Celtics e Lakers saem na frente. Porém, os Celtics vão sentir falta de James Posey (que trará um impacto muito positivo nos Hornets, principalmente na questão defensiva - como lembrou Bill Simmons, as duas vitórias mais importantes dos playoffs do ano passado (jogo 6 em Detroit e jogo 4 em LA) vieram justamente em grandes atuações do Posey). Os Lakers, ao contrário, não perderam ninguém e terão a volta de Andrew Bynum, que trará um ganho nos dois extremos da quadra. Acredito que terão a melhor campanha de toda a liga na temporada regular, mas o futuro nos playoffs vai depender da capacidade de parar os melhores jogadores adversários na defesa. Não tiveram isso nas finais contra os Celtics e foram beneficiados pela contusão do Ginobili na final do Oeste.

2) Alguns times "velhos" podem estar na última chance de brigar pelo campeonato: Dallas, Phoenix, San Antonio e Detroit. Só não sou louco de apostar contra os Pistons e os Spurs. Os Pistons estão com alguns reforços: a saída do Flip Saunders (ô técnico loser!), Rasheed Wallace está em ano de renovação de contrato e os mais jovens, especialmente Rodney Stuckey, começarão a ter mais impacto. Tim Duncan deverá ter uma temporada espetacular (talvez a última da carreira), mas os Spurs estão com coadjvantes mais fracos que o costume e dependem da recuperação do Ginobili. Se ele se recuperar, podeão chegar nos playoffs com o argentino sem contusão e descansado. Nesse caso, sabemos o que pode acontecer.

3) Em contrapartida, os times mais "jovens" entrarão definitivamente na briga pelo título. Destaco especialmente o Cleveland Cavaliers no Leste e o New Orleans Hornets no Oeste.

4) Também deverão fazer campanhas excelentes na temporada regular Houston Rockets (dependendo de quantos jogos T-Mac, Yao Ming e Ron Artest conseguirão jogar juntos), Utah Jazz, Orlando Magic e Philadelphia 76ers.

5) Aposto numa boa recuperação do Miami Heat, agora que Dwyane Wade está sem problemas de contusão (apesar de que o time parece mais um "catadão"). E eu não gostaria de enfrentá-lo nos playoffs.

6) O Portland Trailblazers será a sensação e um dos times mais legais do campeonato, com a chegada de Greg Oden e Rudy Fernandez.

7) Kevin Durant e Al Horford vão explodir nesse ano e vão confirmar que serão superstars em breve. Al Horford tem tudo para chegar no nível de Dwight Howard e Chris Bosh. Já Kevin Durant será daqueles jogadores mais-do-que-especiais, tanto que nem consigo pensar em algum do passado para compará-lo.

8) Lebron James será o MVP. Kobe, Chris Paul e Dwyane Wade chegarão perto, mas não terão chances.

Palpites para os playoffs:

LESTE:
1. Boston Celtics
2. Cleveland Cavaliers
3. Orlando Magic
4. Philadelphia 76ers
5. Detroit Pistons
6. Miami Heat
7. Toronto Raptors
8. Atlanta Hawks

OESTE:
1. LA Lakers
2. New Orleans Hornets
3. Utah Jazz
4. Houston Rockets
5. San Antonio Spurs
6. Phoenix Suns
7. Dallas Maverics
8. Portland Trailblazers

Final do Leste: Cleveland 4x2 Boston
Final do Oeste: LA Lakers 4x3 New Orleans
Final da NBA: LA Lakers 4x3 Cleveland

Sete jogos entre Kobe e Lebron, com Kobe finalmente liderando um time ao título - que mais posso pedir?

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FANTASY TIP-OFF

Começa hoje a temporada do Fantasy Basketball. Dessa vez estou participando de duas ligas, com regras bem diferentes entre si. Na minha preparação para os drafts resolvi definir alguns critérios. Os principais eram:

1) Ficar longe dos jogadores “malas”, ou seja, aqueles que podem te dar uma noite com 25-10-8 (pts-rebs-ast) e na seguinte ficar com 11-3-1. Nessa categoria se encaixam Vince Carter, Baron Davis e Jamal Crawford (os dois últimos por experiência própria no ano passado);

2) Nos dois primeiros rounds, evitar aqueles jogadores que estão ficando com o peso da idade e tendem a ter as estatísticas encolhendo – Steve Nash, Kevin Garnett, Shawn Marion, Chauncey Billups, Marcus Camby, Jason Kidd;

3) Nem chegar perto dos jogadores que estão em processo de recuperação de contusão, por mais que os mesmos possam explodir na segunda metade da temporada: Manu Ginobili, Monta Ellis, Gilbert Arenas, Yao Ming (que acabou com a minha temporada do ano passado ao anunciar a fratura por stress em março), Tracy McGrady.

Com isso, montei minhas pré-listas excluindo os jogadores acima e ordenando os demais da seguinte forma:

1) Lebron James (inevitável #1, mas como eu não tinha a primeira escolha, esquece);
2) 2-4: Chris Paul, Kobe Bryant e Amare Stoudemire (não necessariamente nessa ordem);
3) 5-7: Dwight Howard, Dwyane Wade, Dirk Nowitzki (nessa ordem)
4) Final da primeira rodada ou para a segunda: Tim Duncan, Elton Brand, Carlos Boozer, Allen Iverson (parece que não envelhece), Deron Williams, Chris Bosh, Al Jefferson, Josh Smith.
5) Terceira e quarta rodadas: Joe Johnson, Carmelo Anthony, Andre Iguodala, Pau Gasol, Rashad Lewis, Caron Butler, Danny Granger, Jason Richardson, Rudy Gay, David West, Kevin Martin.
6) Para os demais rounds, as prováveis explosões em relação ao ano passado: Kevin Durant, Al Horford, David Lee, Brandon Roy, LaMarcus Aldridge, Mo Williams, Mike Dunleavy, Corey Maggette.

Na Liga Basqueteiros, de 10 times, o draft foi no último sábado e acho que me dei bem. Tinha a escolha número 6 e, graças à escolha do Dirk Nowitzki no #3 e do Kevin Garnet no #5, consegui ficar com o Amare Stoudemire, que deveria ser seguramente um Top 4. Consegui ainda Tim Duncan na segunda rodada e fechei minha base com Rudy Gay, Andre Iguodala, Kevin Martin e Brandon Roy . Até aí tudo melhor que o planejado. Mas cometi um mega vacilo, ao deixar passar Al Horford, que tem tudo para explodir no seu segundo ano, nos rounds 7 e 8 (ele foi a 10ª escolha do 8º round – uma barganha). Mesmo assim achei o resultado final muito bom pro meu lado e acho que estou com um dos 3 melhores times.

Já na liga Michael Chang, de 12 times, com a galera do Bolão NBA, eu tinha apenas a 8ª escolha e achava que não conseguiria nenhum jogador do meu Top 7. Mas, graças à ajuda dos que escolheram Kevin Garnett e Steve Nash nos números 4 e 7, consegui pegar Dwight Howard, que deve ter mais uma temporada espetacular. Consegui ainda Elton Brand na segunda rodada (espera-se uma ótima temporada no novo time, os 76ers, desde que o joelho esteja realmente recuperado – e parece que está), Joe Johnson, Rudy Gay, Mo Willims, Al Horford (esse eu garanti já na 5ª rodada), David Lee e Corey Maggette. Apesar de ter gostado mais do time da liga Basqueteiros, acho que nesse eu tenho mais chances, pois acho que alguns vacilaram em algumas escolhas e confiado demais nos jogadores “malas” e nos contundidos. Mesmo assim, o equilíbrio é grande.

Fato é que o fantasy está caindo no gosto da galera. Prova disso é que a maioria se preparou muito bem para o draft e estava on line para a escolha dos jogadores. A temporada começa nesta terça-feira. Boa sorte a todos.

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segunda-feira, 27 de outubro de 2008

AVISO AOS CORINTHIANOS

Achei patética toda essa comemoração da torcida do Corinthians no último sábado, quando garantiram o retorno à primeira divisão do Campeonato Brasileiro. Se orgulhar do quê? Alguns respondem: "Pô, o time voltou na bola, com muita raça, etc". Isso não é mais do que obrigação? Eu ainda estaria envergonhado se meu time tivesse que disputar a série B.

(Antes que alguém comece, EU SEI que o São Paulo caiu para a série B do campeonato paulista em 1990 - o que foi uma baita vergonha. Mas não chegou a disputá-la, já que o regulamento para 1991 foi mudado e o Tricolor pôde disputar um grupo mais fraco, se classificar com folga para um a fase final, com os times do grupo mais forte e acabou sagrando-se Campeão Paulista de 1991 (os corintthianos ainda devem ter pesadelos com aqueles 3 gols do Raí). Só quero deixar claro que a "marmelada" não foi do São Paulo, que sozinho não conseguiria nada - foi uma "marmelada" em grupo, com o aval não só da Federação Paulista, mas também dos outros clubes, que apoiaram a mudança do regulamento. Então, não reclamem com a gente, reclamem com seus clubes que permitiram a "virada de mesa").

Voltando aos dias atuais, já tem corinthiano dizendo que o time é o máximo e que ninguém segura em 2009. Depois não quer ouvir gozação. E esse negócio de colocar estrela na camisa considerando o título da série B mais um título nacional é uma das maiores (e piores) piadas que já ouvi. No máximo, entendo que se enalteça a torcida que encheu os estádios e apoiou o time em todos os jogos - justificando o apelido de "fiel" - mas toda essa festa é um baita exagero.

E no ano que vem acabou a moleza - nada de CRB, Marília ou Ceará. Agora vão ter que enfrentar times do mesmo nível ou melhores, como Figueirense, Náutico, Atlético Mineiro, Vitória, Goiás e até o temido Sport Recife, o algoz da Copa do Brasil. Boa sorte, vocês vão precisar!

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FANTASY FEVER

No Brasil ainda é relativamente pequena a participação em Fantasy Games. Pra quem não sabe, são jogos on line (nem sempre foi assim, já volto a esse ponto) onde fãs de esporte montam equipes próprias, com jogadores reais, e se utilizam do desempenho real desses jogadores nos campeonatos que disputam para somar pontos nesses jogos “de fantasia”.

A versão brasileira mais conhecida é o Cartola FC, do Sportv, com base nas estatísticas do campeonato brasileiro de futebol. Ainda no futebol, os jogos da UEFA (tanto da Champions League quanto da Euro) funcionam mais ou menos da mesma forma.

Mas nos Estados Unidos os Fantasy Games são uma verdadeira febre. E começaram antes mesmo do advento da Internet. Já li histórias de meados dos anos 80, quando um grupo de amigos se reunia, escolhia jogadores da NBA e um deles, normalmente o mais fanático (ou seria desocupado?) passava a semana coletando as estatísticas em todos os jornais para transferir as pontuações para o fantasy. Com a Internet, obviamente, tudo ficou mais fácil, além de possibilitar a massificação da brincadeira. Hoje, as principais ligas profissionais americanas – basquete, futebol americano, baseball, hockey, futebol e até automobilismo, entre outras – possuem a versão fantasy.

O site da ESPN, por exemplo, traz disponíveis as versões em todas as modalidades. Outras opções são o yahoo ou os sites das próprias ligas (NBA, NFL, MLB, NHL, etc). Em todos esses jogos, há uma infinidade de ferramentas para que os jogadores, ou melhor, “owners” possam pesquisar ao máximo na hora de montar as equipes: colunistas especializados no assunto, rankings pré-definidos, todas as estatísticas imagináveis, e por aí vai. Além disso, a ferramenta de draft on line (evento no qual os owners se “encontram on line” para escolher os jogadores dos respectivos times) é impressionante. E, acreditem, os mais fanáticos gastam um tempo enorme pesquisando os melhores jogadores ou tentando descobrir quais serão os “sleepers” (jogadores de estatísticas baixas na temporada anterior que podem arrebentar na temporada que se aproxima).

A seguir mostro alguns exemplos do que os fantasy games representam (ou podem representar) nos Estados Unidos:

• O jogo entre Philadelphia Eagles e Dallas Cowboys, no último dia 15 de setembro, no Monday Night Footbal, foi o evento de maior audiência da história da TV a cabo dos Estados Unidos. Convenhamos, era um jogo da segunda semana do campeonato e será que o fato de que são 2 dos principais times da NFL e considerados entre os favoritos ao título antes da temporada seria suficiente para tal recorde? Bill Simmons escreveu uma coluna com argumentos bem razoáveis afirmando que um dos principais motivos de tamanha audiência seria as implicações que o resultado do jogo traria para o fantasy NFL, afinal, o número de jogadores top envolvidos (Tony Romo, Donovan McNabb, Brian Westbrook, Terrel Owens, etc) era muito grande e o número de fantasy points a serem distribuídos, no último jogo da rodada (era um Monday Night Football), definiria a classificação de muitas ligas.

• Na última semana, o mesmo Bill Simmons, juntamente com Mattew Berry (ESPN's new Senior Director of Fantasy – olha o cargo!) lançaram um desafio para os fãs para que fosse criada uma liga de fantasy basketball, na qual os participantes seriam os dois (Simmons e Berry) mais 8 fãs que mandassem os e-mails mais criativos, podendo até oferecer “presentes” para ganhar a vaga. Para quem tiver paciência e curiosidade, o processo seletivo foi registrado em 2 podcasts: aqui e aqui.

Eles receberam MILHARES de e-mails, com algumas respostas beirando ao absurdo. Um cara chegou a oferecer sua própria irmã ao Mattew Berry. Outro, ofereceu itens de colecionador do Boston Red Sox ao Bill Simmons (incluindo um card autografado pelo Manny Ramirez). E esses dois não foram escolhidos. Entre os vencedores, um membro da marinha que se encontra no Iraque, um cientista de foguetes que promoteu entitular sua tese de PhD como “Simmons-Berry-Fulano Theorem” e um que prometeu deixá-los escolher qualquer coisa a ser tatuada em seu corpo. Os últimos 27 minutos do segundo podcast traz os finalistas e os escolhidos.

• Há quem ache que não se está muito longe de ocorrer um crime motivado por uma questão de um fantasy game. Vejam ESSA NOTÍCIA.

• E o fato que mais me chamou a atenção ultimamente: a menos de um mês da eleição para presidente dos Estados Unidos, Barack Obama passou um dia inteiro com Ricky Reilly escolhendo jogadores para aquela semana do fantasy football. E com conhecimento de causa. Detalhe para a frase: "Man, this is more important than politics! This is football!"

São apenas alguns exemplos. Eu mesmo já utilizei algumas horas da última semana pesquisando para as duas ligas que participo (ambas da NBA). E como as duas são de regras diferentes, a pesquisa foi dobrada. Já participei de um draft ontem (sábado) e acho que me dei bem. Nesta segunda-feira, será o outro, na Michael Chang’s League, com a galera do Bolão NBA, que entra na sua terceira temporada. Durante esta semana, coloco as escalações de minhas equipes por aqui...

Que comece a temporada 2008-2009 do Fantasy NBA!

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quarta-feira, 22 de outubro de 2008

WORLD SERIES


Ao contrário de 2004 e 2007, os Red Sox não conseguiram finalizar mais uma virada histórica na ALCS. Após estarem perdendo por 3x1 na série e 7 eliminações do início das férias, quando perdiam por 7x0 no 7º inning do jogo 5, conseguiram não só virar aquele jogo, como vencer o jogo 6 em Tampa e forçar o decisivo jogo 7 no Tropicana Field.

Mas, quando todos esperavam que o momento estava com os Red Sox e que a inexperiência dos Rays pesaria, tivemos um jogo 7 com uma atuação memorável do arremessador Matt Gazar, que só permitiu uma corrida no 1st inning (um HR do Dustin Pedroia) e depois disso anulou o ataque de Boston, que havia voltado a funcionar nos jogos 5 e 6. Final de jogo: Tampa Bay Rays 3, Boston Red Sox 1.

E os Rays conseguem se transformar numa das maiores surpresas da história. Saíram de uma campanha de 96 derrotas em 2007 para 97 vitórias em 2008 (somente na temporada regular – 162 jogos) Antes de a temporada começar, pagavam 150 dólares para cada dólar apostado em Las Vegas caso conquistassem a World Series. Ganharam uma divisão onde havia Boston Red Sox e New York Yankees. Isso sim é história de Cinderela.

Ainda precisam passar por mais um adversário, o Philadelphia Phillies, campeão da National League, pela primeira vez na World Series desde 1993 e que conquistaram o título apenas em 1980. Confesso que não conheço muito o time dos Phillies, mas vou manter o meu palpite da prévia que fiz dos playoffs: Tampa Bay em 6 jogos. Tudo bem que na minha prévia o adversário seria o Chicago Cubs, mas por princípio vou manter o mesmo critério de sempre, que é apostar no time da liga mais forte (no caso a AL). Nem sempre isso funciona: em 2006 o St Louis Cardinals surpreendeu ao vencer o Detroit Tigers na final, uma das poucas vezes em que o time da NL venceu o campeonato. O mesmo aconteceu em 1995 (Atlanta Braves), 1997 e 2003 (Florida Marlins) e 2001 (Arizona Diamondbacks). Nos dois últimos casos (2001 e 2003) foram títulos mais do que comemorados por esse que vos escreve, já que foram em cima dos Yankees.

Mesmo apostando nos Rays e não conhecendo o time dos Phillies, começo as séries simpatizando um pouco com Philadelphia, pois é uma das cidades mais sofridas dos Estados Unidos em termos de conquistas esportivas. O último grande título da cidade foi em 1983 com os 76ers (NBA). Antes disso, os próprios Phillies em 1980 e os Flyers (NHL) em 1974 e 1975. Tentei vasculhar na memória alguma cidade mais sofrida, considerando as grandes cidades com pelo menos 3 times profissionais, e só consegui pensar em Seattle, que desde 1978 não comemoram um título (Sonics, NBA) e ainda teve seu time de basquete seqüestrado nesse ano, quando foi movido para Oklahoma City, se transformando nos Thunders. Até Tampa, com times jovens, já comemorou títulos recentes com os Bucs (NFL, 2002) e Lightning (NHL, 2004). Mas Philadelphia vem sofrendo há 25 anos, com algumas poucas tentativas de sucesso como os 76ers em 2001 e os Eagles em 2004, mas sempre na base do quase. Até Atlanta, com os Braves e Miami, com o Heat e os Marlins, já conseguiram sair da miséria mais recentemente.

É verdade que esse série não terá nem de perto o mesmo atrativo que uma série entre Dodgers x Red Sox teria - os executivos da FOX ainda devem estar batendo com a cabeça na parede - e as audiências deverão ser baixas, mas vamos acompanhar as séries dentro do possível, começando nesta quarta-feira, às 22h00, em Tampa.

domingo, 19 de outubro de 2008

ANOTHER COMEBACK?

Em 2004 o Boston Red Sox fez história ao se tornar o primeiro time na história, (considerando as ligas americanas de Baseball e Basquete, no hóquei já havia acontecido) a vencer uma série melhor de 7 após perder os 3 primeiros jogos. Naquela séries contra o New York Yankees, após perder os dois primeiros jogos em NY, tomou uma verdeira surra no jogo 3 em Boston (19x8) e perdiam o jogo 4, também em Boston, com Mariano Rivera (talvez o maior "closer" da história do baseaball) entrando para sepultá-los de vez. Não só viraram aquele jogo, contra Mariano Rivera, como viraram a série e foram para a World Series, quando varreram o St. Louis Cardinals por 4x0 e saíram da fila de 86 anos.

No ano passado, contra o meu Cleveland Indians, também na ALCS, perdiam a série por 3x1, incluindo comentários do Manny Ramirez aceitando a derrota na série, quando o ataque explodiu no jogo 5, em Cleveland. Resultado? Nova virada na série.

E chegamos a esse ano. Final da conferência americana, contra a "Cinderela" da temporada, o Tampa Bay Rays. Durante a temporada regular, os Rays dominaram a disputada AL East a maior parte do tempo. Ganharam as duas últimas séries contra os Red Sox, uma em agosto em Boston e outra em setembro em Tampa, para evitar a perda do título da divisão. E, após os 2 primeiros jogos em Tampa, bastante equilibrados, com vitória dos Red Sox no primeiro (2-0) e dos Rays no segundo (9-8 em 11 innings), a série foi para Boston. E os Rays pareciam dominar a série. Dois massacres nos jogos 3 e 4 (9-1 e 13-4) e venciam o jogo 5 por 7-0 no 7º inning. A torcida começou a deixar o Fenway Park já pensando em 2009. Até Bill Simmons chegou a escrever um post-morten para a temporada 2008 dos Red Sox:

"The Sox were too banged up. They missed Manny. They didn't have enough reliable relievers. They had too many young guys with Schiraldian looks on their faces, too many pseudo-fans in the stands, too few free spirits in the dugout. They never should have let Josh Beckett pitch to those last two batters in Game 2. They never should have put Mike Timlin on the playoff roster, much less brought him in for the 11th inning of Game 2. And now, they were going down with a whimper. They were going to get swept in the middle three games at home, three humiliating losses to their formerly scrawny stepbrother in the AL East. Our boys seemed fine with it, and that was what really troubled us. Who was this team? Where were the guys I watched for 6½ months? Were the defending champs really handing over their title without a fight?"

Game Over, ou melhor, Series Over, certo? Não era bem assim. De repente os Red Sox conseguem uma corrida na segunda parte do 7º inning, seguido por um Home Run de 3 corridas do David "Big Papi" Ortiz, que vinha rebatento algo como 1/15 na série. 7x4 ao final do 7º inning. A torcida que ficou no estádio - provavelmente aqueles torcedores de verdade, não aqueles que só estavam lá para dizer que estava lá - começa a se agitar e de repente tudo muda. Mais 3 corridas no 8º inning e o jogo está empatado (7-7). Vem o último inning e a corrida da vitória, através de um single de JD Drew, impulsionando Kevin Youkilis para o Home Plate. O improvável aconteceu - DE NOVO! Os campeões estão vivos e acordaram.

Ontem à noite tivemos o jogo 6 em Tampa. E sabem o que aconteceu? Vitória dos Red Sox (4-2). Josh Beckett voltou a arremessar muito. O Bull Pen voltou a funcionar, especialmenet Okajima, Masterson e Papelbon. Além de Dustin Pedroia e Kevin Youkilis, os únicos que vinha batendo alguma coisa no início da série, Big Papi, JD Drew e até Jason Variteck voltaram a acertar a bolinha.

Quando o jogo estava 3-2 e Jason Variteck estava no bastão, apareceu uma estatística do seu desempenho na série (se não me engano, 0-14). Nessa hora Paulo Antunes começou a fazer piada sobre ele, mas completou: "E só falta ele bater um Home Run agora para calar a minha boca". Próximo arremesso: BANG! Home Run no da direção do right field. "CALA A BOCA PAULO ANTUNES", gritava o Everaldo Marques, se divertindo horrores.

E mais uma vez os Red Sox chegam a um jogo 7 da ALCS após estarem com série praticamente perdida. Fortes emoções hoje à noite. Pra piorar, começou o horário de verão, o que significa que é dia de dormir ainda mais tarde e passar a segunda-feira com sono. Na minha previsão dos playoffs, cravei Rays 4x3 Red Sox na ALCS. Até agora acertei todos os vencedores das séries da American League (a NL é uma várzea e consegui errar quase tudo, não precisamos entrar no mérito). Mas se considerarmos o histórico dos Red Sox e até mesmo os 3 jogos dessa série em Tampa (2 vitórias do Red Sox e uma derrota nos extra-innings), dá pra imaginar que a história de Cinderela dos Rays pode acabar hoje.

SELEÇÃO BRASILEIRA 2

Pois é... e pela terceira vez consecutiva a seleção brasileira ficou no 0x0 jogando em casa. Antes de jogo com a Colômbia, o mesmo já tinha acontecido nos jogos contra Bolívia e Argentiva. Quando uma seleção que se diz a melhor do mundo fica 3 jogos consecutivos em casa sem marcar um único gol sequer, é sinal que a coisa está errada.

E olha que a Colômbia não ficou totalmente fechada atrás, como se esperava. Quem recuou no começo do jogo foi exatamente o Brasil, tentando conseguir algumas jogadas da forma que mais tem funcionando ultimamente: os contra-ataques. Mas nem assim conseguimos algo. Kaká e Robinho não renderam nada, não havia aproximação entre os jogadores, poucas jogadas de linha de fundo, o jô saindo muito da área para buscar o jogo (como é que um cara desses pode ser titular da seleção? - ainda bem que ainda temos Luis Fabiano e Adriano!), e por aí vai.

É verdade que fica complicado montar um time com tantos desfalques por contusão (Luis Fabiano), suspensão (Adriano) ou mesmo definicência técnica (Ronaldinho). É complicado também ainda não termos encontrado laterais que assumam de vez a posição desde a saída de Cafu e Roberto Carlos. Mas, se com esses não funciona, por que não tentar outros? O Dunga deve estar achando que convocou o Kléber que jogava no Corinthians em 2003, que claramente não é o mesmo de hoje. Josué ainda dá uma força na marcação, mas sem a mesma efetividade de 2005 no São Paulo. E por aí vai... um time com jogadores que não são mais nem os melhores na posição (não que os outros disponíveis sejam muito melhores, mas por que não tentar?), sem padrão de jogo, dependendo de uma jogada individual ou de espaço pra jogar nos contra-ataques.

Mas o que mais me irrita é a postura do Dunga. É um ar de arrogância e superioridade que não dá para aceitar. Como ele consegue defender o trabalho depois dessa sequência de resultados? Dizer que é injusto criticar quando o país está em segundo lugar nas elimitórias ("parece que estamos em último", nas palavras do próprio) é no mínimo achar que somos cegos. Por que não uma postura mais humilde? Não precisa jogar a culpa na queda do nível técnico dos jogadores, mas pelo menos assuma que as coisas não estão bem e há necessidade de tentar algo diferente. Concordo que algumas atitudes de ordem disciplinar ou de "privilégios" (tanto para jogadores quanto para "terceiros") foram bem tomadas e eram necessárias, mas insistir que o trabalho técnico está no caminho certo é uma piada.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

COMENTÁRIOS SOBRE A SELEÇÃO BRASILEIRA

A seleção brasileira de futebol venceu a Venezuela hoje por 4x0, em San Cristóbal. Até aí, tudo normal, é o que tem acontecido sempre que vamos jogar lá nas eliminatórias - sempre vencendo com goleada. Para alguns, especialmente os defensores do Dunga, é mais uma coincidência que demonstra que seu trabalho não deixa a desejar em relação aos trabalhos de outros técnicos (Parreira, Felipão, Luxemburgo), que sofreram nas eliminatórias, nas sempre golearam a Venezuela na última rodada (tudo bem que hoje ainda era apenas o final do primeiro turno) e acabaram se classificando. Mas para mim algumas coisas são sintomas de que não é bem assim. Posso até estar exagerando, mas vamos lá:

1) Por mais incrível que pareça, havia certa preocupação com esse jogo. Não era visto como 3 pontos garantidos. E isso por causa da derrota para os venezuelanos naquele amistoso em Boston há alguns meses. Isso mesmo: a VENEZUELA CAUSOU PREOCUPAÇÃO! Nem adianta vir com aquela história de que "não tem mais bobo no futebol mundial" - não nesse caso. Como diria um certo colunista americano que costumo ler: "Senhoras e Senhores, a Era Dunga!"

2) A cena da bandeira brasileira sendo queimada por torcedores venezuelanos me deixou abismado, inconformado. Imaginem se, durante o tal amistoso em Boston, aparecesse uma bandeira venezulena sendo queimada na arquibancada por espectadores americanos... qual seria a reação do Hugo Chavez? No nosso caso, entendo que nosso "líder" Lula teria obrigação de, no mínimo exigir um pedido de desculpas para seu "amigo" Chavez. Obviamente, isso não vai acontecer, o que é mais que lamentável.

Voltando ao jogo, os Venezuelanos cairam na besteira de, empolgados com a vitória naquele amistoso, tentar jogar de igual pra igual e fizeram exatamente o que o time do Dunga mais queria: deixar o contra-ataques à disposição. E foi assim que construimos a goleada. Pelo amor de Deus, por mais que o Kaká, vencedor do último prêmio de melhor mundo, seja realmente o grande jogador brasileiro e realmente faz a diferença no time, se empolgar com uma vitória dessa é realmente um exagero. Após o jogo já ouvi comentaristas e repórteres voltando a exaltar o trio Robinho-Kaká-Adriano, que reencontrou o futebol da Copa das Confederações de 2005, e coisas do tipo. Calma aí! Vamos ver o que acontece na quarta-feira, contra uma Colômbia que fatalmente se apresentará toda retrancada, não dando o espaço que o Brasil encontra fora de casa. Lembrem-se do que aconteceu após a última vitória contra o Chile, fora de casa e o jogo seguinte, em casa, contra a Bolívia.

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domingo, 5 de outubro de 2008

MANNY BEING MANNY

Tirei a foto ao lado no SkyDome, estádio dos Blue Jays, equipe de baseball de Toronto. Se visualizarem a foto ampliada, perceberão um círculo numa das portas amarelas do nível superior dos espectadores (ao lado das janelas que ficam ao redor do placar eletrônico). Quando visitava o estádio, o guia explicou que o Home Run mais longo da história do estádio fez com que a bola entresse naquele porta. E foi batido por Manny Ramirez.

Manny Ramirez certamente é uma das figura mais curiosas e fantásticas na história do baseball. Sem um dúvida um dos maiores rebatedores de todos os tempos. Comecei a acompanhar baseball em 1995 e naquele ano, os Indians chegaram a World Series, quando foram derrotados pelo Atlanta Braves. Virei simpatizante dos Indians desde então. Em 1997, a equipe voltou à World Series e esteve a apenas 3 eliminações de vencer o campeonato depois de 50 anos, mas colapsou no 9th inning e permitiu o empate do Florida Marlins, que venceria aquele jogo 7 no 11th inning.

Naquela época, Manny já fazia chover, mesmo à sombra de Jim Thome, a estrela do time. A partir de 1995 (estreiou na liga em 1993) até 2000 (em 2001 foi negociado com o Boston Red Sox), apresentou estatísticas espetaculares: mais de 30 HR e 100 RBI em todos os anos, com exceção de 1997, chegando a impressionates 44 HR's e 165' RBI em 1999. Nos anos de Red Sox sempre manteve o mínimo de 30 HR's e 100 RBI's, ajundando o time a sair da fila de 86 anos e sendo eleito o MVP da World Series de 2004. Sempre foi um dos rebatedores mais temidos pelos arremessadores (média sempre próxima ou superior a 30%), que às vezes precisavam de até 10, 11 ou 12 arremessos para eliminá-lo (quando isso era possível - em grande parte das vezes ele alcançava as bases com rebatidas ou walks).

Esses números justificam com sobras o adjetivo "fantástico". Quanto ao "curioso", temos que recorrer ao seu comportamento. Algumas "manias":

- Tinha uma coreografia diferente de "high-fives" para cada companheiro de time quandos os mesmos voltavam para o dogout (banco do baseball, onde os jogadores esperam sua vez de rebater);
- Tinha uma rotina de arrumar o boné quando ia pegar uma fly-ball no left field... a bola chegando e ele ajeitando o boné... a torcida temendo que ele não pegaria a bola - sempre pegava e sorria como uma criança;
- Ao rebater uma bola que seria um Home Run, abria os braços para o alto por algum segundo, dava alguns passos lentos e depois começava a correr. E os arremessadores não levavam a mal - era só Manny being Manny.
- Já pelos Dodgers, nesse ano, ele pregou uma peça no repórter da FOX, quando serviu de tradutor para a entrevista do Angel Berroa, que supostamente não falava inglês... quando o repórter percebeu que estava sendo enganado, Manny e Berroa pareciam crianças rindo da travessura.

E por aí vai... não importava qual era a importância do jogo, podia ser oppening day, um jogo qualquer numa segunda-feira à tarde ou um jogo decisivo de playoff ou World Series. Manny sempre parece estar se divertindo. No ano passado, quando os Red Sox perdiam para os Indians por 3x1 na ALCS, Manny fez uma declaração polêmica, dizendo que não tinha importância, não dava pra ganhar sempre, dando a série como perdida. No início, todos acharam um absurdo, já que a série não tinha acabado, mas depois passaram a dizer que era apenas "Manny being Manny". Os Red Sox viraram a série para 4x3, foram para a World Series e ganharam o segundo título em quatro anos.

Durante todo esse tempo, todos aceitavam as manias de Manny... sejam as molecagens ou mesmo os lances em que ele "economizava", ou seja, não se arriscava mergulhando no chão para fazer um catch, ou a falta de velocidade para chegar às bases após uma rebatida simples, etc., desde que continuasse com as estatísticas incríveis e trouxesse as vitórias. Para facilitar a compreensão, procurei algum jogador de futebol conhecido para compará-lo. Incialmente pensei que esse perfil que eu descrevi se encaixaria muito no do Romário - deixa ele ir para a balada, deixa ele "passear" com a mulher durante a Copa do Mundo, no final ele garante o bixo do time.

Mas pensando bem, acho que a comparação correta é com Garrincha... obviamente, não presenciei a era Garrincha, mas já li e vi muita coisa sobre o Mané (Mané/Manny? - sim, ambos se chamam "Manuel"!!!!). Romário era mais na malandragem, Garrinha, mais na inocência - são clássicas as hitórias da Copa de 1958, quando ele perguntou, após a final, quando começaria o segundo turno, ou então quando comparão uma das seleções ao time do São Cristóvão. Ao final da World Series de 2004 (fim do jejum dos Red Sox), Manny e Johnny Damon passaram a se intitular como "um bando de idiotas que gostavam de jogar baseball" - e os caras pareciam mesmo um bando de "cabeças-ocas".

Pois Manny Ramirez deixou os Red Sox nesse ano, no limite do prazo para transferências, sendo negociado numa troca que envolveu também Pittsburgh Pirates, e acabou nos Los Angeles Dodgers. Sua saída foi controversa - muitos dizem ele forçou a saída, começando a fazer corpo mole e dando declarações dizendo que queria sair. Os dirigentes e alguns membros da mídia passaram a dizer que ele não respeitava mais o jogo (nesse caso, a comparação com Romário poderia ser mais correta). Saiu como o vilão da história.

Mas algumas coisas indicam que pode não ter sido bem assim. Bill Simmons fez um artigo entitulado "Manny being manipulated" no qual indica uma série de considerações que mostram que ele pode não ser esse vilão que foi desenhado. O principal fato é que Manny contratou um novo agente nesse ano (Scott Boras, que parece não ter uma boa reputação em termos de "escrúpulos" na hora de ganhar dinheiro com as comissões dos contratos milionários de seus jogadores). E nesse ano vencia seu contrato com os Red Sox, que tinham a opção de prolongá-lo de forma automática por mais 2 anos (20 milhões de dólares por ano). Se isso acontecesse, a comissão iria para os antigos agentes de Manny, que haviam fechado esse acordo, enquanto Boras não receberia NADA. Além disso, a direção do time usou alguns atos eventualmente duvidosos por parte do jogador (corpo mole, mau companheirismo) para justificar a necessidade de deixá-partir, mas não aplicou nenhuma punição (multa, suspensão, etc). Por que? Porque eram as mesmas coisas que Manny costuma fazer o tempo todo, desde que foi contratado em 2001.

Boras também é agente de outras estrelas dos Red Sox (Jason Varitek, JD Drew e Daisuke Matsuzaka). Foi o responsável pela vinda de JD Drew, dos Dodgers para Boston em 2006. Ou seja, é possível que os donos do Red Sox não tenham achado uma boa idéia "brigar" com Boras, que já havia ajudado o time antes e que poderia prejudicá-lo no futuro. Possível complô para transfeir a responsabilidade apenas para o lado mais fraco?

É verdade que devemos ler o artigo considerando que Simmons é fanático pelos Red Sox e que, conforme ele mesmo escreveu, está tentando não acreditar que Manny possa ter forçado a saída de forma premeditada. Provavelmente eu faria a mesma coisa se houvesse caso parecido entre o São Paulo e o Rogério Ceni, assim como os palmeirenses num eventual caso Marcos/Palmeias. É verdade também que os números de Manny depois da transferência melhoraram sensivelmente: em 100 jogos pelo Boston, bateu 20 HR's e 68 RBI, rebatendo 29,9%. Em praticamente a metade disso (53 jogos) pelos Dodgers, seus números foram: 17 HR's e 53 RBI's, com aproveitamento de 39,6% no bastão - grande melhora não? A teria do corpo mole ganha força, não? Mas vale dizer que os números de antes da transferência era MUITO bons e, mantendo a média, se aproximariam dos números das temporadas anteriores. Isso e as muitas informações e fatos do artigo fazem pensar que Manny pode realmente ter sido manipulado por uma (Boras) ou mesmo pelas duas partes (Boras e Red Sox).

Fato é que a questão dos agentes/empresários nos esportes afetando decidões de atletas e futuro de equipes é cada vez mais presente. Podemos pensar no histórico da dupla Robinho/Wagner Ribeiro, por exemplo, lembrando das saídas tumultuadas do Santos e agora do Real Madri. Acho que a analogia perfeita é essa: imaginem Garrincha nos tempos atuai tendo Wagner Ribeiro como representante - o que poderia acontecer? Na minha opinião, sendo Romário ou Garrincha, pensaria MUITO antes de abrir mão de jogadores como eles no meu time, mas atualmente, infelizmente, a corrida pelo dinheiro e a presença de "profissionais" com cada vez mais influência nos jogadores tem falado mais alto.

Os Red Sox foram "assombrados" com a teoria da maldição do Babe Ruth após a sua venda para os Yankees em 1919 - ficaram sem títulos por 86 anos. Agora, deixam Manny Ramirez partir e não será surpresa se ele aparecer em NY no ano que vem (o contrato que ele fez com os Dodgers só vai até o final dessa temporada). Nova maldição? Apesar de não acreditar nessa história de maldição - afinal a melhor coisa que aconteceu para Babe Ruth foi ele ter ido para os Yankees, onde se transformou num dos maiores jogadores de todos os tempos, logo, o que o faria querer assombrar o time Boston? - as coincidências fazem pensar. E a tal nova assombração pode chegar mesmo antes dessa possível transferência de manny para os Yankees.

Manny teve atuação excelente na série dos Dodgers frente aos Cubs na NLDS (aproveitamento de 50% no bastão, 2 HR's e 3 RBI), sem falar na participação decisiva na sequência que que definiu o jogo 1 (e talvez a série): no 5th inning, o jogo estava 2-0 para os Cubs. Manny no bastão, com 2 strikes, 0 balls, 2 jogadores ocupando bases e 2 jogadores eliminados. Passou a defender a zona do strike como faz um maestria e conseguiu um walk, enchendo as bases. Na sequência, James Loney bateu um Grand Slam Home Run, virando o placar para 4-2. Tivesse Manny sido eliminado, a história do jogo e da série poderia ter sido outra.

Manny e os Dodgers estão na NLCS e podem chegar a World Series enfrentando exatamente... o Boston Red Sox! Como escrevi nos posts anteriores, ainda acho que os Tampa Bay Rays vencem a AL, mas que seria sensacional poder ver o que aconteceria nos jogos de Manny no Fenway Park CONTRA os Red Sox, ah, seria!

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