sábado, 26 de dezembro de 2009

OS TIMES DA DÉCADA

Não passaram no corte final: Seleção de Basquete da Espanha (2006), Seleção Brasileira de Vôlei Feminino (2008), New York Yankees (2009), A.C. Milan (2007), Boston Celtics (2008), Seleção de Futebol da Itália (2006) e Seleção de Basquete da Argentina (2004).


10. Real Madri – 2002

Na era pré-galáticos, ainda sem David Beckham e Ronaldo, mas com Zinedine Zidane, Luis Figo e Roberto Carlos, entre outros, no melhor de suas formas, conquistaram a UEFA Champions League com um gol memorável de Zidane na final contra o Bayer Leverkusen. Já com Ronaldo em campo, venceram o Olímpia do Paraguai no Mundial de Clubes, sendo que o fenômeno foi eleito o melhor jogador em campo. Ainda iniciariam a campanha vitoriosa do Campeonato Espanhol da temporada 2002-2003.


9. San Antonio Spurs – 2003

Os Spurs e os Lakers passaram a década brigando entre si pela hegemonia da Conferência Oeste da NBA. Juntos, ganharam 9 vezes a conferência (a exceção foi o Dallas Mavericks em 2006) e 7 títulos (4 dos Lakers e 3 dos Spurs). Se somarmos o título dos Spurs de 1999, a coisa fica ainda mais equilibrada. O time de 2003 teve Tim Duncan em seu melhor ano (ganhou seu segundo prêmio de MVP), 2 outras estrelas despontando (Tony Parker e Manu Ginobili), fez a melhor campanha da NBA na temporada regular com 60 vitórias em 82 jogos e nos playoffs eliminou o então tricampeão Los Angeles Lakers a caminho do título.

8. São Paulo Futebol Clube – 2005

Campeão da Libertadores e Campeão Mundial (ambos pela terceira vez). Obviamente seria o número 1 da lista se a escolha fosse puramente emotiva... Rogério Ceni, Cicinho, Lugano, Fabão, Edcarlos, Junior, Mineiro, Josué, Danilo, Amoroso e Luisão (com Aloísio em seu lugar na decisão do Mundial). Técnico: Paulo Autuori.

7. F.C. Barcelona – 2009

“Campeones de Todo” – destacou o jornal espanhol Marca após a vitória do Barcelona sobre o Estudiantes da Argentina na final do mundial de clubes. Pela primeira vez um time de futebol conquistou todos os títulos disputados na temporada: Campeonato Espanhol, Copa do Rei, UEFA Champions League, Supercopa Européia, Supercopa da Espanha e Mundial de Clubes. Ainda contaram com o melhor jogador do mundo em 2009, o argentino Lionel Messi.




6. New England Patriots – 2004

Entre a segunda metade da temporada de 2003 e a primeira metade da temporada de 2004 os Patriots acumularam 21 vitórias seguidas na NFL, um recorde, incluindo as 3 vitórias dos playoffs de 2003, quando ganharam o segundo Super Bowl. Em 2004, finalizaram a temporada regular com uma campanha de 14 vitórias e 2 derrotas a caminho do terceiro título de Super Bowl em 4 anos. Uma mini dinastia e o time da década na NFL. O time de 2007 poderia ter superado o de 2004 após a campanha invicta na temporada regular (16-0), mas acabou perdendo o Super Bowl para o New York Giants.


5. Seleção Brasileira de Futebol – 2002

A família Scolari fez história vencendo os 7 jogos da Copa de 2002, contando com o trio Ronaldo, Ronaldinho e Rivaldo para conquistar o pentacampeonato.




4. Los Angeles Lakers – 2001



Apesar de terem feito uma campanha inferior na temporada regular (56-26) em relação ao ano anterior, quando fecharam 2000 com impressionantes 67 vitórias, os Lakers de 2001 tiveram uma performance nos playoffs (15-1) que não deixou dúvidas sobre o poder da dupla Kobe-Shaq e seus companheiros. Venceram o Oeste sem perder um único jogo, incluindo a varrida sobre o San Antonio Spurs na final da conferência. Poderiam ter confirmado a campanha invicta nos playoffs não fosse a atuação monstruosa de Allen Iverson no jogo 1 das finais, quando os Sixers venceram em Los Angeles. Mas os Lakers venceram os 4 jogos seguintes, sendo 3 em Philadelphia, confirmando a hegemonia.




3. Boston Red Sox – 2004

Responsáveis pela vitória mais espetacular da década (e talvez da história do esporte norte-americano) ao virar a séria contra os Yankees na ALCS, quando pediam de 3x0 e venceram 4 jogos seguidos (fato inédito na história dos playoffs da MLB e da NBA até então). Avançaram para a World Series e atropelaram o St Louis Cardinals em 4 jogos, quebrando o jejum de 86 anos sem títulos. Contavam com Manny Ramirez, David “Big Papi” Ortiz e Johnny Damon no ataque e ainda tinha uma rotação de arremessadores com Pedro Martinez, Curt Schilling, Tim Wakefield e Derek Lowe.


2. Seleção Brasileira de Vôlei Masculino – 2004

A lista é para times de determinado ano. Se fosse pelo conjunto da obra, provavelmente a seleção de Bernardinho seria o número 1 (e quem me conhece bem sabe o que significa ter que admitir isso se tratando de voleibol). Campeões mundiais de 2002 e 2006, campeões olímpicos em 2004 e campeões da Liga Mundial umas 398 vezes. Um domínio impressionante no esporte mundial.


1. Seleção de Basquete dos Estados Unidos – 2008

A melhor seleção que os Estados Unidos conseguiram montar desde o Dream Team de 1992 (a melhor equipe de qualquer esporte coletivo da história, não custa lembrar). Quando alguém consegue juntar Kobe Bryant, Lebron James, Dwyane Wade, Camelo Anthony, Dwight Howard, Chris Bosh, Jason Kidd e Chris Paul num mesmo time (que ainda contou com Deron Williams, Carlos Boozer, Tyshaum Prince e Michael Redd), sabemos que estamos falando de algo especial. E ter tido a chance de vê-los in loco em Pequim é o motivo mais do que suficiente para dar uma pequena vantagem sobre as demais equipes dessa lista e transformá-los em no time que mais me marcou na última década.


quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

OS ATLETAS DA DÉCADA - INTERNACIONAIS

Não passaram no corte, mas certamente marcaram história nos últimos 10 anos: Shaquile O’Neal (basquete), Rafael Nadal (tênis), Tom Brady (Futebol Americano), Albert Pujols, Manny Ramirez, Derek Jeter, Alex Rodriguez e Randy Johnson (baseball), Ian Thorpe e Pieter Van Den Hoogenband (natação) e Phil Mickelson (golfe). Melhor não tentar aplicar um exame anti-doping em parte dessa lista...

E entre as mulheres: Serena Williams (tênis), Yalena Isinbayeva (atletismo - salto com vara), Lisa Leslie (basquete), Dara Torres (natação) e, obviamente, Francesca Piccinini (vôlei).

Mas os nomes as seguir estão acima de todo o resto:

10. Kenenisa Bekele
Segundo meu amigo Balu, o especialista quando o assunto é atletismo, uma das 3 maiores máquinas de correr que o mundo já conheceu. Recordista mundial, bicampeão olímpico e tetracampeão mundial dos 10.000m, recordista mundial, atual campeão olímpico e mundial dos 5.000m. Fiz questão de vê-lo correndo os 10.000m em Pequim e ele não decepcionou.


9. Tim Duncan
Apesar da falta de carisma e de jogadas de efeito, estamos falando do melhor Power Forward da história da NBA, que já ganhou 2 títulos de MVP (2002 e 2003), comandou 3 elencos diferentes dos Spurs a 4 títulos e foi o MVP das finais de 1999, 2003 e 2005 (no título de 2007 o MVP das finais foi Tony Parker). Um dos jogadores mais inteligentes e eficientes da história do basquete.







8. Zinedine Zidane
Considero um dos dois melhores jogadores do futebol mundial dos últimos 20 anos, junto com Ronaldo. Infelizmente (ou felizmente para nós, brasileiros) estava machucado na Copa de 2002 e pouco pode ajudar no fracasso francês (eliminação na primeira fase). Mas em 2006 voltou da aposentadoria para levar a França a mais uma final e poderia até ter conquistado o título se tivesse mantido a cabeça no lugar (literalmente). Melhor jogador do mundo pela FIFA em 1998, 2000 e 2003, comandou a França na conquista da Eurocopa de 2000 e o Real Madri na conquista da Champions League e Mundial de Clubes de 2002.



7. Peyton Manning
Fiquei muito tempo em dúvida ao tentar escolher um jogador da NFL. Tom Brady comandou os Patriots a 3 títulos do Super Bowl, foi o MVP da liga em 2007, numa temporada espetacular (mas sem o título) e ainda se casou com a Gisele Bundchen! De outro lado, Peyton Manning conquistou 3 prêmios de MVP (2003, 2004 e 2008) e o título de Super Bowl XLI. Mas a minha dúvida acabou ao analisar a temporada atual de Peyton Manning, que está a caminho de seu quarto título de MVP: sua capacidade de comandar o ataque dos Colts é impressionante e fica mais evidente agora que Tony Dungy não é mais o técnico. É o responsável direto pela campanha até agora invicta do time (14-0 e contando) e é o jogador que qualquer um gostaria de ter no time no último quarto, estando na frente ou atrás no placar. Não consigo me lembrar da última vez em que ele perdeu um jogo transmitido pela TV em horário nobre (Sunday Night ou Monday Night) e é o único cara da NFL, talvez desde Joe Montana, a representar tamanha capacidade de decisão para virar um jogo, que faz com que todos os times fiquem apavorados ao saberem que ele pode ter a bola nas mãos nos momentos decisivos de uma partida (escrevi sobre isso após o jogo contra os Patriots). Estamos falando de um dos 5 maiores quarterbacks de todos os tempos e acredito que ainda teremos grandes atuações suas no próximo mês de janeiro.


6. Usain Bolt
O homem mais rápido da história, fez o que fez em Pequim e ainda repetiu a dose no mundial desse ano em Berlim, vencendo os 100m e os 200m, ambos com recorde mundial. Um monstro.









5. Tiger Woods
Durante 99% da década (de 01 de janeiro de 2000 a 26 de novembro de 2009) foi o maior ídolo do esporte norte-americano. Um golfista! Que conseguiu popularizar o golfe! 12 de seus 14 títulos em Majors (os Grand Slam’s do golfe) foram nessa década e está a 4 de igualar o recorde de Jack Nicklaus. Um dos maiores atletas de sua geração e um dos mais dominantes. Após 26 de novembro... bom, melhor deixar seu escândalo pessoal pra lá.






4. Lance Armstrong
Uma das histórias mais impressionantes no esporte (recomendo fortemente o livro “It’s Not About The Bike”). Diagnosticado com câncer nos testículos em 1996, aos 25 anos, com metástase no cérebro e nos pulmões, recebeu dos médicos a informação de que teria apenas 20% de chances de sobreviver e, se isso ocorresse, jamais voltaria a ser um atleta. Passou por cirurgia no cérebro para remoção do tumor, outra para remoção de um dos testículos e por pesadas sessões de quimioterapia. Superou o câncer, o que já seria uma vitória maiúscula. E conseguiu voltar a competir, vencendo a principal e mais difícil prova do mundo, o Tour de France, 7 vezes consecutivas (1999 a 2005). Há certa controvérsia quanto à questão do doping no ciclismo e ele nunca deixou de estar nas listas de questionáveis – o tipo de câncer que ele teve não deixa de levantar suspeitas. Mas eu não consigo imaginar que, caso essa tivesse sido realmente a causa, ele voltaria a utilizar substâncias proibidas após tudo o que passou com a doença. E vale lembrar também que seu talento e aptidão física já eram percebidos desde os 16 anos, quando já competia em alto nível como triatleta. Por isso, tenho convicção de que as vitórias do Tour de France foram limpas.


3. Kobe Bryant
Talvez o jogador que mais polariza opiniões na NBA. Por muito tempo foi tratado como mascarado e fominha. Sempre foi visto como um mau companheiro de time, tendo sido considerado o maior culpado pela saída conturbada de Shaquile O’Neal dos Lakers. Hoje? Sabemos que Shaq já havia saído de maneira conturbada de Orlando e também não saiu em bons termos do Miami Heat e nem do Phoenix Suns. Será que o problema era mesmo Kobe? Após conquistar 3 títulos ao lado de Shaq (2000-2001-2002) e a “separação” ao final de 2004, Kobe passou pela época de vacas magras em Los Angeles e, a partir de 2007, passou a se reinventar como jogador (não dá pra negar a influência de Phil Jackson). Seus últimos 2 anos foram históricos: MVP da liga em 2008, campeão olímpico, como líder da seleção norte-americana, em Pequim, e finalmente campeão da NBA em 2009, sem a sombra de Shaq, sendo eleito MVP das finais e demonstrando o papel de líder e de bom companheiro de time. Como esquecer dos 81 pontos marcados contra o Toronto Raptors em 2006 (para muitos a maior atuação da história do basquete em um jogo, maior mesmo que os 100 pontos de Wilt Chamberlain)? Nessa década, foi eleito para o All NBA First Team 7 vezes (o mesmo número de vezes que foi eleito para o All NBA Defensive Team) e foi o líder em média de pontos em 2006 e 2007. Conhecido por ser um dos maiores “trabalhadores” e um dos jogadores mais competitivos da liga (há histórias de que, durante os Jogos Olímpicos de Pequim, Lebron, D-Wade e Carmelo Anthony perceberam como é que se devia trabalhar para atingir um outro nível, o que mudou seu comportamento desde então), é aquele que possibilita a maior capacidade de comparação com Michael Jordan, não somente pelo comportamento (competitividade e trabalho duro), mas também pela questão técnica. E, por último, é o primeiro jogador que eu escolheria se tivéssemos que montar uma seleção para enfrentar qualquer seleção alienígena que quiser disputar o Planeta Terra em um jogo de basquete.

O melhor jogador de meu esporte favorito deveria ser o número 1 dessa lista, não? Não dessa vez, considerando o que os dois próximos senhores fizeram:


2. Michael Phelps
O maior campeão olímpico da história: 14 medalhas de ouro em 2 edições de Jogos Olímpicos, sendo 6 em Atenas 2004 e 8 em Pequim 2008. CQD.









1. Roger Federer
Possivelmente o maior de todos os tempos no tênis. Quinze títulos de Grand Slam (recorde) nessa década. Já escrevi bastante sobre Roger Federer recentemente - as imagens valem mais que qualquer novo texto:



OS ATLETAS DA DÉCADA - BRASIL

Pra não dizer que esqueci das mulheres: Marta (futebol), Janeth (basquete), Fofão (vôlei), Maurren Maggi (atletismo) e Daiane dos Santos (ginástica artística) em alguma ordem marcaram seus nomes na história esportiva do país.

10. Diego Hypólito (Ginástica Artística)
Junto com Daiane dos Santos, colocaram o Brasil no mapa da ginástica artística, tendo sido campeão mundial no solo em 2005 e em 2007, além de vários títulos em etapas da Copa do Mundo de ginástica. Não fosse o erro em Pequim estaria algumas posições acima nessa lista, mas não deixa de merecer a citação.

9. Kaká (Futebol)
Melhor jogador de futebol do mundo em 2007 e um atleta realmente diferenciado.

8. Leandrinho (Basquete)
Seu prêmio de melhor sexto homem da NBA, conquistado em 2007, significa MUITA COISA e, infelizmente, não teve a devida repercussão aqui no Brasil. Uma pena que esse talento incrível não possa ter contribuído mais para a seleção brasileira, principalmente pela bagunça que o basquete brasileiro foi nos últimos tempos.

7. Ronaldinho (Futebol)
O que ele fez entre 2002 e 2005 foi impressionante. Desde aquela atuação histórica contra a Inglaterra nas quartas-de-final da Copa do Mundo de 2002 (mesmo se considerarmos a expulsão), deixou sua marca como um dos maiores talentos do futebol quando passou pelo Barcelona e foi eleito o melhor jogador do mundo em 2004 e 2005. Infelizmente fracassou com a seleção em 2006 e nunca mais voltou a ser sombra do jogador que foi.

6. Robert Scheidt (Iatismo)
Conseguiu deixar sua marca numa modalidade sem a menor popularidade, com a medalha de outro nos Jogos Olímpicos de Atenas em 2004 (já havia conquistado o ouro em 1996, em Atlanta) e o octacampeonato mundial na Classe Laser, além da medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Pequim em 2008 e o título mundial na Classe Star em 2007.

5. Giba (Voleibol)
O melhor jogador da equipe mais dominante do mundo na última década não poderia ficar de fora dessa lista.

4. Rogério Ceni

O que ele fez pelo São Paulo o transformou no maior jogador da história do clube, não só por ser um goleiro diferenciado, que teve que disputar a preferência dos técnicos da seleção brasileira com outros dois goleiros fantásticos (Dida e Marcos), mas também pela liderança dentro e fora de campo, pelos mais de 80 gols marcados e como o principal jogador do time nas conquistas de 2005 (Libertadores e Mundial de Clubes) e o tricampeonato brasileiro de 2006, 2007 e 2008. Ainda tenho convicção que 1) em qualquer outro país do mundo ele teria sido o titular absoluto da seleção nacional por muitos anos e 2) se em 2005 ele jogasse o que jogou em um clube de ponta europeu teria sido NO MÍNIMO bola de prata da FIFA. Obviamente os não-sãopaulinos postarão comentários raivoso...


3. Ronaldo
Ao lado de Zidane, um dos dois maiores jogadores de futebol do mundo nos últimos 20 anos. Fez história na Copa do Mundo de 2002, exorcizando todos os fantasmas que o assombraram após 1998. Novas contusões nos privaram de presenciar mais atuações memoráveis, mas Ronaldo significa tanto para a minha geração que me obrigou a ficar muito feliz ao ver atuações incríveis de um jogador vestindo a camisa do Corinthians. E se ele fez isso na forma em que se encontra, imaginem como seria se estivesse com uma condição física adequada...


2. César Cielo (Natação)
Já está se posicionando como um dos maiores nomes da natação mundial em todos os tempos. Após o ouro olímpico em 2008 nos 50m, neste ano conquistou o campeonato mundial nos 50m e nos 100m (com direito a recorde mundial nos 100m) e na última semana unificou a posse dos recordes mundiais das duas provas mais rápidas da natação, quando cravou 20”91 na piscina do Clube Pinheiros em São Paulo.




1. Gustavo Kuerten (Tênis)
Guga já havia conquistado Paris em 1997 e em 2000 e conquistou o mundo assumir a liderança do ranking no final de 2000, ao vencer a Masters Cup. Ainda venceria Roland Garros novamente em 2001 antes de começar a sofrer com o excesso de contusões, sobretudo nos quadris. Nunca mais voltou a ser o mesmo, mas já estava garantido como um dos maiores atletas da história do Brasil.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

MOMENTOS ESPORTIVOS INESQUECÍVEIS DA DÉCADA

Não passaram no corte final, mas não deixam de ser inesquecíveis:

- Vitória de Phil Mickelson no Masters de 2004
- Vitória de tiger Woods no US Open de 2008
- Medalha de ouro de Cesar Cielo nos Jogos Olímpicos de Pequim em 2008
- Vanderlei Cordeiro de Lima na Maratona dos Jogos Olímpicos de Atenas em 2004



E o Top Ten:

10. Rebaixamentos do Palmeiras (2002) e Corinthians (2007)

Sempre que possível, devem ser citados. E eles vão ter que conviver com isso para sempre.


9. Medalha de prata do revezamento 4 x 100m rasos nos Jogos Olímpicos de Sidney 2000

Para esse pedi ajuda de um especialista, o Balu: “O Brasil entra em sua segunda final olímpica seguida com uma equipe ainda melhor que a de bronze de 4 anos antes, pois contava agora com o excelente Claudinei Quirino (2º melhor do mundo nos 200m), mas tínhamos apenas o 4º tempo entre todos os competidores. Apesar da desclassificação dos fortes britânicos ainda havia cubanos, franceses, jamaicanos e os então imbatíveis americanos com 3 dos maiores velocistas de todos os tempos (Maurice Greene, Jon Drummond e Tim Montgomery, que não correu a final). Vicente Lenílson abre a prova e entrega em 3º mesmo levemente lesionado, Edson Luciano Ribeiro entrega em 2º empatado com os cubanos e ele por sua vez entrega para o André Domingos que “encavala” sua passagem para o Claudinei Quirino que começa a corrida em 3º. Quirino faz uma ultrapassagem incrível sobre o cubano assumindo a 2ª colocação com uma marca que é até hoje recorde sul-americano. Em entrevista Quirino disse que quando cruzou a chegada não tinha idéia da colocação e que começa a comemorar quando viu o Oscar Schmidt e alguns nadadores comemorando. A narração do Galvão é de arrepiar!!”




8. Medalha de ouro do Vôlei Feminino, Jogos Olímpicos de Pequim, 2008

A redenção das “amarelinhas”. Era o penúltimo dia de Jogos Olímpicos em Pequim e eu ainda temia ter que voltar ao Brasil sem ter cantado o hino nacional. Uma campanha impecável das meninas comandadas por José Roberto Guimarães. E cantar o hino de seu país durante os Jogos Olímpicos, estando presente e vendo a bandeira no ponto mais alto, paga cada um dos muitos centavos gastos na viagem.


7. Roger Federer 3 x 0 Novak Djokovic – semifinal US Open 2009

Ter estado presente nessa exibição antológica de tênis, que arrancou comentários como “I don’t this it is possible to reach perfection in tennis, you know, unless you’re Roger Federer” (by Djokovic) é uma daquelas coisas para serem guardadas e relembradas de tempos em tempos. O lance no final do segundo set e o lance que levou ao match point foram antológicos.

6. Vitórias de Gustavo Kuerten em Roland Garros em 2000 e 2001.

Também vou agrupar ambas em uma só. Alguns jogos fantásticos, especialmente as finais contra Alex Corretja e Magnus Norman e as viradas inesquecíveis contra Yevgenye Kafelnikov e Juan Carlos Ferrero em 2000 (perdia ambos por 2 sets a 1 e 4 games a 2 no quarto set, conseguindo, viradas incríveis) e contra Michael Russel em 2001, quando perdia por 2 sets a 0, vencia o terceiro por 5-2 e chegou a salvar um match-point contra (o lance mais dramático de sua carreira, com direito a bola na linha) antes de conseguir a virada nas oitavas-de-final.




5. Vitória de Roger Federer – Roland Garros 2009

O título em Roland Garros não só igualou a marca de Pete Sampras (14 títulos de Grand Slams) como completou o Grand Slam na carreira daquele que, possivelmente, é o maior tenista da história.





Uma das maiores performances já vistas na história, chegando de lado, batendo no peito e quebrando o recorde mundial dos 100m rasos na prova mais nobre do atletismo. E não canso de repetir: eu estava lá! De quebra, ainda quebrou um daqueles recordes considerados “inquebráveis”, de Michel Johnson, nos 200m rasos.


3. Masters Cup de Tênis, 2000

Nosso Gustavo Kuerten, o Guga, depois de ter vencido Roland Garros pela segunda vez, chegava ao torneio que colocava frente a frente os 8 melhores jogadores do ano. Disputava com o russo Marat Safin a possibilidade de terminar o ano como o número 1 do mundo. No primeiro jogo, contra Andre Agassi, com problemas físicos, foi derrotado. Por muito pouco não abandonou a competição. Seguiu em frente, conseguiu 2 vitórias contra Magnus Norman e Yevgeny Kafelnikov e conseguiu se classificar para as semifinais. Na semifinal, contra ninguém mais, ninguém menos que Pete Sampras, perdeu o primeiro set (6-7), mas conseguiu a virada (6-3, 6-4) e a vaga na final, contra Andre Agassi, para quem já havia perdido na primeira fase e que que havia vencido Marat Safin ma outra semifinal. Safin, ao final do jogo, pediu a Agassi: “Please, beat him!” (Por favor, vença-o!). A vitória de Agassi na final daria a primeira colocação no ranking a Safin, enquanto Guga precisava vencer para chegar ao topo do mundo. Numa atuação fantástica, fez um triplo 6-4 e fez história, chegando ao topo do ranking, onde permaneceria por um ano. A cerimônia de premiação e seu discurso também marcaram.



2. Pentacampeonato do Brasil na Copa do Mundo de 2002

O jogo contra a Inglaterra poderia ter sido incluído na lista de confrontos, tamanha a dramaticidade, com o gol de Michael Owen, a virada comandada por Ronaldinho e sua expulsão, deixando a seleção brasileira com um jogador a menos e sofrendo a pressão dos ingleses. A final contra a Alemanha também poderia, com o jogo equilibrado no primeiro tempo e os gols de Ronaldo no segundo, exorcizando todos os fantasmas que o rondaram entre 1998 e 2002. Sete jogos, sete vitórias e o pentacampeonato.


1. Tricampeonato Brasileiro do São Paulo (2006-2007-2008)

Nas palavras de Hernanes: “muitos são campeões, poucos são bi, mas só o São Paulo é tri”.





segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

OS CONFRONTOS DA DÉCADA

Nos últimos 10 anos tivemos:

- 10 Campeonatos Brasileiros;
- 10 Libertadores;
- 10 edições da UEFA Champions League;
- 10 Mundiais Interclubes;
- 10 temporadas da NBA;
- 10 temporadas da NFL;
- 10 temporadas da MLB;
- 40 torneiros de Grand Slam de Tênis e 10 Masters Cup;
- 40 Majors de golfe;
- 2 Copas do Mundo;
- 3 Jogos Olímpicos;

Isso apenas para citar os eventos que eu acompanho regularmente. Se pensarmos, por exemplo, nos mundiais de outras modalidades (vôlei, atletismo, natação, basquete, etc), as possibilidades aumentariam ainda mais. E mesmo assim peguei o desafio de eleger os 10 grandes confrontos da década. Em dado momento, me vi numa encruzilhada conceitual, pois alguns momentos começaram a pipocar na minha lembrança e não representavam exatamente em confrontos inesquecíveis, mas sim em conquistas memoráveis. Confuso? No começo também era para mim. Tentando esclarecer: defini os confrontos considerando o equilíbrio e o desfecho até certo pronto surpreendente, não necessariamente representando uma zebra, mas sim o fator emoção. No caso dos “momentos”, prevalecem a questão da performance, resultado alcançado e inclusão na história.

Ainda não está claro? Não tem problema... na falta de 10, vou registrar 20 fatos esportivos históricos (pelo menos para mim) que serão mencionados nas conversas dos malucos por esporte por muitas décadas no futuro. Hoje, aqueles que eu classifiquei como “confrontos”. Na sequência, os classificados como “momentos marcantes”.


Da lista de confrontos é o único que não levou o vencedor ao título – os Lakers venceram essa série e a final do Oeste, mas perderam para os Pistons na final da NBA. Mas o jogo teve um dos desfechos mais emocionantes da historia, com duas cestas praticamente impossíveis nos segundos finais: primeiro, Tim Duncan consegue um arremessoincrível, marcado por Shaquile O’Neal, para dar a liderança aos Spurs e deixando apenas 0,4 segundos no cronômetro. Fim de jogo, certo? Errado! A bola ainda iria para as mãos de Derek Fisher... Na minha opinião, depois do “Helmet Catch” (ver número 2 dessa lista), o lance da década.



O jogo não foi necessariamente um primor de técnica, mas o desfecho do jogo, com o gol de Grosso no final da prorrogação, abrindo o caminho da classificação da Itália para a final, foi inesquecível. Ainda houve tempo para o gol de Del Piero, calando os alemães e iniciando a arrancada final da Itália para o tetracampeonato. Talvez a final da Copa tenha ficado mais na memória da maioria, graças ao caso Zidane, mas para mim, esse foi O JOGO da Copa do Mundo de 2006.



Lembro que durante o primeiro tempo chegavam vários e-mails de amigos sobre o vareio que o Liverpool estava tomando do Milan (e vejam a empolgação do narrador italiano), que foi para o vestiário com a vantagem de 3x0. Os ingleses, numa reação espetacular, empataram o jogo, resistiram à pressão do Milan na prorrogação, e venceram nos pênaltis, conquistando o campeonato europeu, se qualificando para outro dos grandes confrontos dessa minha lista, mas volto a ele daqui a pouco.




Ainda não havia embarcado para Pequim, então assisti ao vivo pela TV ainda em casa. Vou usar a descrição do Balu: “Em outra prova duríssima para que Phelps obtivesse seu recorde de medalhas, o revezamento americano vinha de 2 JOs sem ouro. Os franceses com 2 recordistas mundiais, a sempre forte Austrália e a então campeã olímpica África do Sul fizeram desse provavelmente o maior revezamento dos últimos tempos. Jason Lezak abre em 2º a última perna atrás do francês recordista mundial, mas ninguém conta que ele faria os 100m lançados mais rápidos da história com inacreditáveis 46,06. As 4 primeiras equipes batem o antigo recorde mundial.”




Um jogo de 5 horas de duração, com 16x14 no quinto set e que deu a Roger Federer o recorde de conquistas de Grand Slams, com 15 títulos, um a mais que Pete Sampras. CQD.



Após estarem vencendo a série por 3x1, os Lakers perderam o jogo 5 em casa (e a chance de fechar a série em 4x1), perderam o jogo 6 em Portland e começaram o último quarto do jogo 7, em Los Angeles, com uma desvantagem de 13 pontos. Jogando contra um timaço (Damon Stoudemire, Steve Smith, Scottie Pippen, Rasheed Wallace e Arvidas Sabonis), parecia que o sonho de vencer seu primeiro título pós showtime (time dos anos 80 com Magic Johnson), o primeiro da dupla Shaq e Kobe, teria que esperar mais um ano. Numa reação espetacular, que incluiu uma sequência de 25x04, os Lakers conseguiram a vitória e a classificação para as finais, quando venceriam os Pacers em 6 jogos e conquistariam o primeiro de uma série de 3 títulos. A ponte aérea de Kobe para Shaq a 40 segundos do final acabou com as pretensões dos Blazers.






Se a lista fosse puramente emotiva, esse jogo estaria na primeira colocação. O gol do Mineiro, a pressão do Liverpool, as defesas fantásticas do Rogério Ceni (especialmente na cobrança de falta perfeita de Steven Gerrard), os gols corretamente anulados por impedimento. O coração quase saiu pela boca. E o mundo era tricolor pela terceira vez.



Os dois maiores rivais dos últimos 10 anos, em um jogo que quase não acabou devido à falta de luz natural no All England Club, interrompido algumas vezes pela chuva e com lances antológicos. Possivelmente (e discutivelmente) o melhor jogo da história do tênis.



Sem dúvida, o “upset” da década. Os Patriots jogavam não só para se firmarem com o time da década e confirmar o que os americanos chamam de dinastia, com o quarto título em 8 anos, como tentavam o incrível título invicto (conseguido apenas pelos Dolphins em 1972, mas com 4 jogos a menos na temporada regular). O jogo, que deveria ser fácil, tornou-se dramático. Mesmo assim, o Touchdown marcado a 3 minutos do final parecia garantir a vitória. Mas Eli Manning comandou uma campanha fantástica para os Giants, incluindo o “Helmet Catch” de David Tyree (para mim, o lance da década) e o Touchdown da vitória de Plaxico Burres.







Os Red Sox vinham com 86 anos sem títulos e perdiam de 3x0 para os maiores rivais. Nunca na história do Baseball (e nem no Basquete) algum time havia conseguido vencer uma série melhor de 7 jogos após perder os 3 primeiros. No jogo 4, em Boston, os Yankees venciam por 4x3 e Mariano Rivera (o maior “closer” da história) arremessava para fechar a série. Um walk, uma roubada de base por David Roberts e uma rebatida empataram o jogo. O Home Run de Davi Ortiz no 12º inning deu a vitória e a sobrevida na série. Ainda tivemos o jogo histórico de Curt Schilling com o tendão do calcanhar costurado (“The Blood Sox Game”) e a vitória nos jogos 6 e 7 em pleno Yankee Stadium, acabando com qualquer maldição que poderia existir. (Infelizmente, não consegui encontrar bons vídeos no Youtube).

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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

É FIM DE JOGO!



Fim de mais um Campeonato Brasileiro. Flamengo Hexacampeão (sim, o título de 1987 é do Flamengo!) com méritos simplesmente porque era o time que vinha jogando melhor ultimamente e teve uma arrancada semelhante a do São Paulo no ano passado: teve que tirar 12 pontos do então lider Palmeiras (ops... um minuto de silêncio... pronto!) e ainda terminou com 5 pontos de vantagem sobre o time da Rua Turiassu. O campeonato foi o mais disputado dos últimos tempos, com 4 times disputando o título matematicamente até a última rodada. Até a metade do segundo tempo dos jogos da última rodada o Flamengo, com os resultados parciais, estava em terceiro lugar. O gol salvador de Ronaldo Angelin iniciou uma festa que só é possível no Maracanã, não podemos negar.


Não é preguiça e nem falta de tempo (ok, talvez um pouco de falta de tempo), mas ao invés de fazer uma longa análise do campeonato e dos principais times, prefiro indicar a análise feita pelo Bola antes da última rodada, com a qual concordo quase que integralmente. Aqui vou me limitar a escrever sobre o campeão e sobre o meu time.

Sobre o Flamengo: se dentro de campo o time criou liga e teve méritos, não deixa de ser curioso que o clube mais devedor do Brasil, que teve renúncia da presidência durante o campeonato, técnico interino que foi se mantendo (como Carlinhos em 1987), algumas crises envolvendo jogadores, contratações mais do que questionáveis que deram mais do que certo: Petkovic, que só veio para saldar uma dívida e se transformou no maior destaque da conquista e Adriano, que quase largou o futebol e acabou campeão e artilheiro, acabasse com o titulo. Não deixa de ser um certo golpe à teoria de que planejamento e organização são fundamentais para um campeonato de pontos corridos. Mas, pensando que o campeão teve 67 pontos (contra 78, 77 e 75 dos últimos 3 títulos do São Paulo), não dá pra negar que a incompetência dos outros não deixou de ser um fator. Evidentemente tivemos decisões de arbitragem e de tribunais que podem ter afetado diretamente o resultado final do campeonato, como o Batata gosta de lembrar sempre, mas é fato que São Paulo, Internacional e Palmeiras tiveram algumas chances de buscar o título, mesmo com essas "interferências", e foram incompetentes em vários momentos decisivos.

Quanto ao São Paulo, se pensarmos que em meados de junho eu e alguns amigos estávamos preocupados com uma possível luta contra o rebaixamento e questionando a contratação de Ricardo Gomes (sem falar que eu estava totalmente inconformado com a demissão do Muricy), a arrancada que o time deu no final do primeiro turno e começo do segundo, quando entrou na briga pelo título, assumiu a liderança na 34ª rodada e se manteve lá até o começo da penúltima, é para ser louvada. Como proprietário de “season tickets” pela primeira vez, estive em praticamente todos os jogos no Morumbi e vou levar comigo a lembrança da arrancada aos gritos de "O Campeão voltou".

Analisando o desempenho propriamente dito, a minha maior conclusão é mais ou menos a mesma que eu já tinha na época da troca de técnico: é tudo questão de execução. Os bons e maus resultados devem ser atribuídos principalmente aos jogadores. No caso do São Paulo, isso é gritante: nos jogos em que Hernanes e Jorge Wagner jogam bem, o São Paulo fatalmente sai com a vitória. Mas eles não tiveram a regularidade dos campeonatos anteriores (mesmo a melhor zaga do Brasil teve seus momentos complicados), o time perdeu alguns jogos que não costumava perder nos últimos anos e o título não veio. O trabalho de Ricardo Gomes foi realmente bom, embora fique aquela pulga atrás da orelha quando pensamos se o time dirigido por Muricy permitiria as viradas que tomou no Serra Dourada e no Engenhão (prefiro pensar que, em compensação, também ganhamos alguns jogos que não costumávamos ganhar). Mas não podemos reclamar, como ficou demonstrado pela festa feita no Morumbi no último jogo (4x0 contra o Sport, com gol do Rogério Ceni e 3 gols do Washignton, para desespero do Batata): a torcida cantou o hino o jogo todo, aplaudiu todos os jogadores e saiu do estádio, se não comemorando o título, satisfeita por termos brigado por ele mais uma vez. Foi sensacional e uma sensação muito boa. É a vantagem de ter acumulado títulos recentes: sabemos que ser tricampeão já era difícil, imagine ser tetra... em algum momento a sequência seria quebrada.

Para o ano que vem, deve haver uma renovação, especialmente no ataque. A saída de André Dias parece inevitável, mas pelo menos Miranda deve continuar. E mais uma vez vamos brigar na Libertadores. E, obviamente, estaremos na briga pelo título brasileiro, resta saber quem será o rival da vez.

Parabéns Flamengo! Valeu Tricolor! Aaaaah Palmeiras...

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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

MÚSICAS DA DÉCADA

Continuando na série "Melhores da Década", agora é a vez das músicas. Confesso que dessa vez não consegui ser muito criativo: a lista se resume ao que de melhor as minhas bandas favoritas lançaram (daquelas que lançaram alguma coisa) mais alguns hits que realmente marcaram.

Essa "falta de criatividade" vem daquela história que eu escrevi algum tempo atrás sobre a falta de renovação na música, especialmente quando falamos das grandes bandas. Meu amigo PJ resumiu muito bem um dos motivos para essa falta de renovação: "O que acontece agora é que a cultura do disco está acabando, e, com o dinamismo da internet, as músicas ficam hot e esfriam com uma velocidade muito maior do que com a qual estávamos acostumados. E essa cultura de “single” dificulta a tarefa de uma banda construir uma obra: com o disco era mais fácil, já que todo mundo comprava o disco, ouvia n vezes (era caro... tinha que aproveitar), decorava as músicas e cantava tudo no show". Além disso, é bom lembrar que, aos 34 anos, eu já não ouço tanto rádio como ouvia nos anos 90 e nem assisto mais MTV (que no começo dos anos 90 ainda se dedicava exclusicamente a música). Com isso, as informações sobre coisas novas ficam cada vez mais difíceis de serem captadas pelos meus ouvidos.

Como resultado, minha lista apresenta poucas coisas fora do convencional, mas vale pelo registro dos sons que marcaram para mim os últimos 10 anos. Assim, como falei dos filmes, a lista é muito pessoal. E resolvi não limitar a apenas 10 músicas: dessa vez será um top 15, pois eu faço questão de mencionar algumas bandas das quais gosto muito (mais precisamente os números 11 e 12 da lista):

15) Crazy - Gnarls Barkley (St. Elsewhere) - para mim está para essa década assim como "Cantaloop" esteve para os anos 90.

14) Big Jack - AC/DC (Black Ice) - considerando a queda no ritmo de lançamentos das bandas antigas, o álbum Black Ice do AC/DC se destacou positivamente, sem falar no show fantástico que vimos aqui em São Paulo no último dia 27 de novembro.


13) Mr Brightside - The Killers (Hot Fuss) - ainda estou começando a conhecer melhor a obra do The Killers, e essa música é um cartão de visita espetacular.

12) Man-Sized Wreath - R.E.M. (Accelerate) - o ótimo Accelerate é o melhor trabalho do R.E.M. desde o fantástico Automatic For The People, de 1992.

11) The Shock Of The Lightning - Oasis (Dig Out Your Soul) - das bandas surgidas nos anos 90 que fazem parte da minha lista de favoritas, talvez o Oasis seja aquela que menos conseguiu manter o nível dos álbuns dos anos 90. É verdade que manter o nível de "Definitely Maybe" e "(What's The Story) Morning Glory" seria uma tarefa quase impossível. Mas "The Shock Of The Lightning" mostrou que se os irmãos Gallenger se entenderem ainda poderão produzir muitas coisas boas.

10) Jesus Of Suburbia - Green Day (American Idiot) - Green Day fazendo música com mais de 9 minutos? Sim! E muito boa!

9) Miracle Drug - U2 (How to Dismantle An Atomic Bomb) - àqueles que não gostam do U2: eles lançaram 3 álbuns excelentes nessa década e não posso deixar de listar pelo menos uma música de cada um desses álbuns. Não posso fazer nada menos do que isso. E "How To Dismantle An Atomic Bomb" é o meu vencedor na categoria "álbum da década".

8) Wherever You Will Go - The Calling (Camino Palmeiro) - pausa nas minhas bandas favoritas para incluir os 3 grandes hits da década. "Wherever Wil You Go" deve ter sido "a" música de muitos casais.

7) I Got A Felling - Black Eyed Peas (The E.N.D.) - é aquela música que vai tocar em qualquer festa que se preze pelos próximos 10 ou 15 anos (o mesmo efeito de "Mr. Jones" nos anos 90). E como se não bastasse, não só foi o tema das minhas férias de 2009, como proporcionou uma das coisas mais sensacionais que eu já assisti. Ah, e ainda tem a Fergie... ah Fergie!

6) Viva La Vida - Coldplay (Viva La Vida Or Death And All His Friends) - com ou sem a questão do possível plágio a Joe Satriani, não dá pra negar que é o hit da década.

5) I'll Go Crazy If I Don't Go Crazy Tonight - U2 (No Line On The Horizon) - a segunda do U2 na lista (ainda falta uma) e que talvez seja a minha escolha mais "pessoal", considerando as mudanças da minha vida no último ano...

4) I Am Mine - Pearl Jam (Riot Act) - as quatro primeiras da lista são aquelas que eu realmente posso chamar de "as grandes músicas da década". Pelo menos pra mim nem é ncessário dar uma explicação pela escolha, basta escutá-las. "I Am Mine" é a primeira dessas quatro.

3) Mistery - Live (Songs From Black Mountain) - se houvesse algum tipo de estatística para as bandas como existe no esporte, o Live seria uma espécie de Jason Kidd da música. Não são espetaculares como Magic Johnson, Isiah Thomas ou Oscar Robertson, mas a eficiência e regularidade são impressionantes.

2) Spindrift - Rush (Snakes & Arrows) - como se eu não fosse incluir alguma coisa da minha banda favorita... e também ganhou significado especial para mim da mesma forma que "Go Crazy" do U2, com um dos refrões mais "poderosos" dos últimos tempos.

1) Walk On - U2 (All Thay You Can Leave Behind) - o U2 tinha deixado a desejar nos anos 90, depois de ter lançado o brilhante "Achtung Baby", com os "polêmicos" "Zooropa" e "Pop". Na primeira vez que ouvi "Walk On" tive a certeza que o bom e velho U2 de "The Joshua Tree" estava de volta, o que se confirmou com os três álbuns lançados na década.

Todas as músicas possuem link para o Youtube. Não tenho como pedir que gostem da minha lista (lista de músicas é ainda mais pessoal que lista de filmes), mas espero que pelo menos a aproveitem.

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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

OS FILMES DA DÉCADA

Sem enrolação, os 10 filmes que marcaram a minha década, em contagem regressiva. Vou evitar detalhar as histórias, em respeito a quem não assitiu a um ou mais deles. Valorizo principalmente roteiros inteligentes e desfechos surpreendentes e sou um daqueles que acham que cinema é mais entretenimento do que arte.


Um roteiro fantástico (vencedor do Oscar de roteiro original), com Jim Carey em seu melhor papel (dessa vez um papel sério) e Kate Winslet numa atuação brilhante. Escrever uma sinopse seria injusto com o filme, que merece ser visto com atenção a todos os detalhes.

Acredito que seja um dos dois filmes "polêmicos" a se colocar em uma lista de melhores (afinal, é um daqueles filmes "chick flick" que a namorada/esposa nos obriga a assitir no cinema), mas não me importo, pois pra mim é o filme "pra fazer se sentir bem" da década. Diversas histórias que se cruzam em alguns momentos, algumas com desfechos felizes, outras nem tanto. Diversão garantida com Hugh Grant como Primeiro Ministro.

Com uma trilha sonora impecável (afinal o personagem de John Cusak é dono de uma loja de discos e tem como parceiro Jack Black), é a história de um cara que sai um busca das ex-namoradas para entender por que os relacionamentos não deram certo. Um dos diferenciais são as conversas que personagem principal tem com o público (câmera), praticamente nos levando para dentro de seus dilemas. E ele também é um viciado por listas (seria uma identificação com alguém que eu conheço?).

Mais um filme envolvendo rock n' roll, que traz um menino de 15 anos conseguindo uma chance da revista Rolling Stone para acompanhar uma das bandas de maior ascenção dos anos 70. Diálogos fantásticos e uma cena antológica, quando o avião da banda sofre uma pane e começa a cair. Vencedor do Oscar de roteiro original.

Provavelmente o segundo filme "polêmico" da minha lista, pois para muitos é apenas mais um filme nojento de violência gratuita. Mas os minutos finais são comparáveis aos minutos finais de "Seven" e minha reação ao final do filme foi exatamente a mesma que tive quando assisti a "Seven": fiquei imobilizado em frente à tela por vários minutos tentando assimilar tudo o que tinha visto. As sequências (já estamos em Jogos Mortais 6) foram perdendo em qualidade e aumentando em violência, o que para alguns prejudica o "legado" do primeiro filme, mas mesmo assim, o filme de 2004 marcou pelo roteiro brilhante e o desfecho de cair o queixo.

Antes de mais nada, uma lista dessas sem um filme de Will Smith normalmente é incompleta. "Sete Vidas" é mais um filme que eu comparo com "Seven", mas seria um "Seven do bem". Muitas coisas acontecem, aparentemente sem muita relação, mas de repente tudo começa a ser explicado chegando a um desfecho impressionante.

Não sou muito fã do cinema brasileiro, mas nessa década tivemos 2 filmes que marcaram época e podem ser considerados de longe os melhores filmes já produzidos no país. Cidade de Deus marcou muito, mas Tropa de Elite marcou ainda mais, não somente pelas expressões eternizadas pelo Capitão Nascimento (Wagner Moura numa atuação impecável), mas principalmente por ter sido o primeiro filme a escancarar algumas verdades polêmicas, colocando o dedo na cara da classe média e mostrando que há dignidade pelo menos em parte da polícia.

Meu filme de esporte favorito. Já assisti tantas vezes que já decorei muitas falas. História real, com Denzel Washington como técnico de uma equipe de futebol americano colegial numa época onde o racismo ainda falava muito alto (1971). O filme inspira, emociona e empolga. Por ser verídico, é mais um daqueles exemplos das coisas que o esporte pode proporcionar. E ainda temos Hayden Panettiere (a Claire de "Heroes" com apenas 10 anos no papel de filha do técnico que é rebaixado para auxiliar técnico).

Oscar de melhor filme, direção (Martin Scorcese), roteiro adaptado e edição. Um baita elenco (Jack Nicholson, Leonardo DiCaprio, Matt Damon, Mark Wahlberg, Alec Baldwin, Martin Sheen). Ainda acho que cinema é mais entretenimento do que arte e um elenco desses em uma excelente história de espionagem em mão-dupla (um policial entre os bandidos e um bandido entre os policiais) é suficiente para chegar nesse ponto da lista.

1) Crash (2004)
Vibrei como um louco quando "Crash" foi anunciado como o vencedor do Oscar de melhor filme em 2006, desbancando o favorito "Brokeback Mountain". O filme é brilhante. As histórias de várias pessoas que se cruzam em situações diferentes, em um roteiro exemplar (também vencedor do Oscar) e que nos faz pensar nas idas e vindas de nossas vidas. Para mim, o filme mais completo da década.


A SELEÇÃO DO COMITÊ DOS AMIGOS:
Participaram da eleição: Luciano Sobral (PJ), Danilo Bessa (Batata), Ricardo Baboo, Danilo Balu, Fabio Pimentel (Bola), Dante Compagno, Carol Compagno, Carol Singer, Fabrício Tota, Osmar Camilo, Cris Farias, Rodrigo Pontes (Soneca) e Gui Afonso. Forma de apuração: cada um mandou seu Top 10 e cada filme recebeu 10 pontos por cada citação em primeiro lugar, 9 pontos para cada citação em segundo lugar, e assim sucessivamente. Dessa vez, em ordem progressiva:

6) Crash (2004)
9) O Senhor dos Anéis (The Lord Of The Rings, 2001, 2002, 2003)

Convido todos a colocarem seus favoritos na seção de comentários. Eu mesmo vou citar meus filmes classificados de 11 a 20 (tem muitos filmes bons que não chegaram no Top 10 mas que merecem ser citados) e também meu Top 10 de filmes de esporte.

Até a próxima lista. Nas palavras de Brad Pitt em Bastardos Inglórios: "Arrivederci!".


sábado, 28 de novembro de 2009

OS MELHORES DA DÉCADA

Sei que estou devendo uma maior frequência de posts a todos os meus 4 leitores, mas estou numa fase de pico de trabalho e, ao mesmo tempo, utilizando as horas livres (reduzidas nas últimas semanas) para acompanhar a NFL, o Campeonato Brasileiro e o primeiro mês da NBA. A mudança de fuso horário atrapalhou também, já que agora os jogos nos Estados Unidos começam mais tarde por causa do horário de verão, que começou aqui e terminou lá, fazendo com que eu acabe ficando acordado até mais tarde aos domingos e as segundas (NFL) e fique com reflexos de sono no resto da semana.

Mas não fiquei totalmente parado. Há algumas semanas tive uma idéia e, falando dela a alguns amigos, o negócio cresceu. Como eu considero que uma década começa no ano terminado em ZERO, ao contrário de alguns critérios talvez até mais oficiais e matematicamente corretos (afinal, pra mim faz mais sentido dizer que, por exemplo, a os anos 80 tenham começado em... 1980!), decidi eleborar listas dos destaques da primeira década do século 21. Na verdade nem sei como chamá-la ainda, seria "década de 2000"? "Década de 00"? Enfim, isso é de menos, o que vale são as listas. Escolhi algumas categorias de esporte e entretenimento e comecei a relembrar os últimos 10 anos. Serão publicadas ao longo mês de dezembro, sempre no esquema "Top 10".

Minhas listas não indicam somente os melhores (embora seja um critério importante), mas representam também aqueles filmes, músicas, confrontos esportivos, equipes, atletas, etc., que marcaram a década PARA MIM. Meu principal critério, na verdade, é imaginar quais os nomes, em cada categoria, virão à minha cabeça daqui a uns 10 ou 15 anos?

A primeira lista será a de filmes da década. Não foi nada fácil chegar aos 10 finalistas (minha lista inicial tinha quase 60 nomes). Mesmo com tantas opções, uma conclusão pessoal é que essa década foi inferior à decada passada no cinema. Quando penso nos anos 90, 5 filmes saltam à minha memória imediatamente: "Pulp Fiction", "Um Sonho de Liberdade", "Os Suspeitos", "Seven" e "O Sexto Sentido". Na minha modesta opinião, nenhum filme da década atual ficaria numa posição acima desses 5. Mas é só a minha opinião...

Como eu ia dizendo, alguns amigos também gostaram da idéia e preparam suas próprias listas de filmes da década. Alguns as divulgarão em seus respectivos blogs mas eu decidi publicar por aqui também uma lista consolidade do "comitê". Para consolidar, adotei um critério básico: 10 pontos para cada citação em primeiro lugar, 9 para cada citação em segundo lugar, e assim sucessivamente. O resultado ficou bem interessante.

As listas são mais um registro pessoal das coisas que me marcaram do que qualquer outra coisa. Mas espero que todos os 4 leitores aproveitem a retrospectiva.

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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

COLTS 35, PATRIOTS 34 - MAIS MÉRITOS DE PEYTON MANNING DO QUE CULPA DE BILL BELICHICK

Valeu muito a pena ter ficado acordado até tarde para acompanhar o jogo entre os times da década da NFL: New England Patriots e Indianapolis Colts (ok, os Steelers também entram na discussão). Além de serem 2 dos 3 times mais vitoriosos dos últimos 10 anos, ainda contam com os dois melhores quarterbacks desse mesmo período: Tom Brady (Patriots) e Peyton Manning (Colts).

O jogo foi em Indinapolis e, no início do quarto período, os Patriots pareciam ter total controle da situação, vencedo por 31x14. Ainda venciam por 34x21 a 4:12 do final. Em uma campanha de 79 jardas em 1 minuto e 49 segundos, os Colts reduziram a vantagem para 34x28, com 2:23 por jogar. Os Patriots começaram sua última campanha para fechar a partida e se depararam com uma situação de 4th down para 2 jardas na marca de 28 jardas de seu campo. A cartilha básica diz que a jogada correta é o punt, devolvendo a bola para o adversário o mais longe possível. Mas o técnico Bill Belichick, para descrédito de todos, partiu para a tentativa de conversão para ganhar mais 4 jogadas. A tentativa foi em vão e os Colts ganharam a posse de bola a 29 jardas da end zone. Quatro jogadas depois, Peyton Manning completava o passe na end zone para Reggie Wayne, completando uma das viradas mais espetaculares que eu já vi.

De repente, todo o foco ficou na decisão de Belichick, considerada uma loucura por muitos, incluindo os narradores da ESPN, Paulo Antunes e Everaldo Marques. Eu também tive a mesma sensação no momento. Mas, parando para pensar, cheguei a conclusão de que, se não foi uma decisão 100% correta, foi, no mínimo mais do que lógica. Por que? Porque no outro time havia um monstro chamado Peyton Manning. Já mencionei que ele havia conduzido uma campanha de 79 jardas em pouco menos de 2 minutos para reduzir a vantagem para 34x28. Pois essa já era a SEGUNDA campanha de 79 jardas resultante em touchdown naquele quarto! Pouco antes, em 2 minutos e 4 segundos, ele havia conduzido outra campanha, também de 79 jardas, para reduzir a vantagem para 31x21. O play-by-play do último quarto pode ser visto aqui.

Nesse ponto temos que pensar com a cabeça de Belichick. Restavam pouco mais de 2 minutos para o final do jogo. Um punt levaria a bola para a marca de 30 a 40 jardas do campo adversário, deixando de 60 a 70 jardas a serem percorridas em 2 minutos, coisa que já havia sido feita por duas vezes somente naquele quarto! Com o histórico de decisões arrojadas (e na maioria das vezes eficazes) ao longo da carreira, o técnico dos Patriots procurou fazer o que considerava mais seguro, que era manter a posse de bola e não dar a chance para Manning. Por algumas polegadas o plano não deu certo.

Desde que acompanho a NFL (cerca de 20 anos), só consigo citar 5 quarterbacks que poderiam provocar tal decisão: Joe Montana, Steve Young, Brett Favre, Tom Brady e Peyton Manning. Todos com histórico de várias viradas incríveis em finais de jogos, em campanhas longas e rápidas. Dois deles estavam em campo ontem e estão disputando uma vaga na minha lista de melhores atletas da década (detalhes em breve). Um deles provocou uma decisão que, embora questionável, era lógica e teve mais uma chance de conseguir mais uma vitória. E quando Kevin Faulk ficou a algumas polegadas de completar o 4th down, todos sabiam que os Colts venceriam o jogo. Peyton Manning ganhou o jogo, manteve seu time invicto na temporada (9-0), ganhou mais pontos para conquistar o prêmio de MVP pela quarta vez na carreira, o que será o recorde na história da NFL e ainda levou mais um ponto em seu favor para entrar na minha lista.

Ontem assistimos aos 4 melhores times da AFC em campo (mais cedo, a Band Sports havia transmitido a vitória do Cincinatti Bengals sobre o Pittsburgh Steelers). Após ver esses jogos, estou com a sensação de que teremos mais um duelo entre Patriots e Colts em janeiro, novamente em Indianapois e dessa vez, provalvente, por uma vaga no Super Bowl. E todos sabemos o que pode acontecer se Peyton Manning tiver a chance de ganhar o jogo.

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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

PLAY-BY-PLAY DA QUARTA À NOITE


Fortes emoções na quarta-feira à noite. Enquanto os Yankees tentam fechar a World Series contra os Phillies (lideram a série por 3 a 2), o São Paulo joga contra o Grêmio no Estádio Olímpico pela liderança do campeonato. Para não perder nada, posicionei 2 TV's uma ao lado da outra, a maior com o jogo do Olímpico e a menor com o jogo do Yankee Stadium. Além disso, é dia de encher a sala com os amigos sãopaulinos. Tentamos montar a mesma formação tática do título do ano passado: eu, Batata, Dante, Bola e Cris. Só faltou o Baboo (departamento médico). Segue o play-by-play da noite:

21h48: Arouca escalado. Todos preferem Jean na meia e ninguém não entende por que o Adrian Gonzalez não pode jogar... explicaram que é por questão de altura. Hein?

21h49: Batata comenta que o Souza cairia bem no SP. Prontamente repreendido pelo Bola e pelo Dante. Comentário do Bola: “quer dizer que quando o Hugo estiver jogando muito pela Taça Guanabara em 3 anos pelo Botafogo vc pedir pra ele voltar?”

22h02: Cris pergunta se o árbitro é o Hugo. O pior é que parece mesmo... e muito.

22h04: Batata não gosta de falar mal de jogadores adversários durante o jogo pra não zicar. Mas arrisca mesmo assim: “Esse Maxi Lopez é muito grosso!”

22h07: Começamos a montar a seleção dos caras que NÃO gostaríamos que voltassem ao São Paulo: a zaga: Juninho e Jean. Lateral direito: Éder. Lateral esquerda (e capitão): Gustavo Nery. Goleiro: Alencar.

22h10: Lance complicado na área do São Paulo. Maxi Lopez faz o giro em cima do André Dias, mas o árbitro marca falta. O Fil deve ter tido um ataque lá em Itacaré.

22h11: o Lúcio ainda é o quarto melhor lateral-esquerdo do mundo ou já subiu, agora que o Roberto Carlos está em fim de carreira?

22h11: Mais uma bom lance do Hernanes e um chute perigoso. Ele tem sempre 2 opções de drible: pedalada saindo pra esquerda ou pisar na bola com a esquerda e sair pra direita. E os marcadores SEMPRE caem.

22h12: Mais nomes para a seleção dos que não devem voltar: meio de campo: Ramalho, Fabio Santos, Marquinhos. No ataque: Roger, André Lima e Alex Dias. Técnico: Oswaldo de Oliveira.

22h17: e o São Paulo toma mais um gol de bola aérea. E aqueles 15 minutos de treino que o Ricardo Gomes comentou? O cara nem subiu pra cabecear. Grêmio 1x0.

22h20: Frase da noite até agora: “O Galo está com uma gordurinha pra não cair” (Dante)

22h21: Batata: “É, tenho uns amigos que não gostavam do Muricy, mas com ele a gente não tomava gol de cabeça...”

22h25: DAGOBERTO! 1x1! VAI TRICOLOR! Obviamente a bola desviou em alguém...

22h28: Chega mensagem da Carol (esposa do Dante) – tem um vizinho com um Megafone. Precisamos arrumar um para o próximo jogo.

22h30: segunda TV ligada. O Paulo Autuori está no Yankee Stadium comentando pela ESPN americana?

22h34: Fechamos a seleção dos “não voltem” no esquema 4-3-3 (afinal, o técnico é o Oswaldo): Alencar, Éder, Jean, Juninho e Gustavo Nery (capitão). Ramalho, Fabio Santos e Marquinhos. Roger, André Lima e Alex Dias.

22h35: Tentativa de passe do Washington para a lateral. Resultou numa isolada para fora do campo. Meu Deus...

22h41: Final do primeiro tempo: 1x1.

22h45: Discussão sobre qual filme é melhor: Amnésia ou Efeito Borboleta (eu e mais alguns amigos estamos preparando a lista dos melhores da década). A maioria prefere Amnésia. Eu prefiro Efeito Borboleta por dois motivos: 1) O desfecho do filme é muito bom e 2) Amnésia vale pela criatividade da forma de contar a história, mas a história não é tão boa quanto a de O Efeito Borboleta. Se bem que nenhum dos dois deve entrar no meu Top 10 mesmo...

22h50: Hino Americano é cantado no Yankee Stadium. TODAS as pessoas presentes ao estádio em pé e em silencio, em sinal de respeito. Nos jogos que assisti lá em setembro percebi que isso acontece até com as pessoas que estão nos corredores externos e nos funcionários das lanchonetes. Aqui no Brasil a torcida, durante a execução do hino, fica gritando o nome dos jogadores. Temos muito o que aprender.

23h11: Rogério faz duas boas defesas na sequência. Pressão do Grêmio. Já dá pra afirmar que o empate é um bom resultado?

23h12: Começa o jogo 6 da World Series no Yankee Stadium. Pedro Martinez arremessando pelos Phillies. A TV do baseball está sem som, então não estamos ouvindo o Paulo Antunes e nem a torcida dos Yankees gritando “Who’s Your Daddy”. 3 up, 3 down (Jeter, Damon e Teixeira). Bom começo.

23h17: Andy Pettitte arremessando com apenas 3 dias de descanso na tática suicida do Joe Girardi. Um walk para Jayson Werth. Na sequência, um wild pitch e Werth rouba a segunda.

23h17: Borges no lugar do Washington. A essa altura do campeonato, ninguém sabe o que é melhor para o time. O pior é que pensar que a melhor opção seria o Hugo não é nenhum absurdo. Senhoras e senhores, o ataque do São Paulo Futebol Clube em 2009!

23h22: Defesa monstruosa do Rogério Ceni em cima na linha em MAIS UMA cabeçada do Grêmio.

23h23: Final do primeiro inning sem nenhuma corrida. Mas Pettitte já mostrou que pode ter uma noite complicada.

23h26: Pergunta do Internauta: “Quem tem mais chance de ser campeão: São Paulo ou Muricy?”. Melhor não publicar os xingamentos ao Jefferson de Campo Grande.

23h28: Marlos no lugar de Jorge Wagner. Será que vamos perder de vez o meio-de-campo? A próxima substituição lógica seria Hugo no lugar do Dagoberto. A chance do São Paulo é encaixar um contra-ataque.

23h30: Borges expulso.

23h32: Dagoberto expulso. Lance parecido com o carrinho do Danilo do Palmeiras no domingo. Essa expulsão foi justa. A não-explusão no domingo não foi.

23h33: Walk para A-Rod. Home Run de Hideki Matsui. Terceiro home run do japonês na World Series, segundo contra Pedro. Yankees 2x0. Dá pra esquecer os últimos 3 minutos?

23h43: O empate se tornou um baita resultado. Hugo no lugar do Arouca. 4 minutos de acréscimo.

23h45: Rebatida tripla do C.Ruiz com 1 eliminado. Sacrifice fly do Jimmy Rollins. 2x1. Temos um jogo.

23h46: Jean expulso. Mais dois minutos de acréscimo. Não faz o menor sentido. Tanto que ele (o árbitro) acabou aos 50’.

00h07: Pedro entregando o campeonato. Bases lotadas e mais um hit do Matsui. Yankees 4x1. O Matsui pode ser o MVP da World Series sem ter estado no line up em 3 dos 6 jogos (considerando que pode acabar hoje).

00h13: Diálogo da noite:

Cris: o Fabregas está na minha seleção do mundo.

Dante (prontamente apoiado por Batata e Ronalt): O meio do campo da minha seleção seria Gerrard e mais 3.

Cris: A minha pode ser no 4-3-3 com o meio de campo com Gerrard, Fabregas e Kaká

Bola: Pô, mas aí não vai ganhar de ninguém.

Ronalt: Então coloca o Jean de primeiro volante.

Cris: Sim! E o Lugano na sobra!

Ser sãopaulino é fantástico!

00h21: E-mails do egroups do BolãoNBA: o Fil ainda tá achando que teve boa vontade com o São Paulo, mesmo com 3 expulsos e 5 minutos de acréscimo. Os palmeirenses são impressionantes...

00h34: bela defesa do Chase Utley para fechar o quarto inning. Ainda Yankees 4x1. Comentários: o Bosco teria rebatido pra frente. O Felipe (Corinthians) daria 2 passos para o lado para fazer uma ponte.

00h38: Entrevistas nos vestiários do Olímpico. As câmeras do Sportv (Globo) ficam de lado para não focalizarem os patrocinadores. Belo incentivo àqueles que incentivam o esporte.

00h49: Pedro só durou 4 innings. No quinto, dupla do Jeter, RBI do Mark Teixeira. Yankees 5x1.

00h54: Opa, e hoje temos NBA também! Rodada tripla! Dallas Mavericks jogando contra os Hornets em New Orleans. Ontem o Dirk Nowitzki fez 29 pontos no último quarto para virar o jogo contra o Utah Jazz (68 fantasy points no total!). Baseball para a TV maior, basquete na menor.

00h57: Outra rebatida do Matsui. Yankees 7x1 com 6 corridas de responsabilidade do Matsui. Lamento, Kate Hudson, mas você não será mais a MVP.

01h10: Ryan Howard está vivo! Home Run de duas corridas. Yankees 7x3. Reunião no monte central, Pettitte continua. Strike Out em cima de Jayson Werth. Na sequência, uma rebatida dupla e é o final do jogo para o veterano. Sai de campo ovacionado e, salvo uma mega zebra, vai sair com a vitória em um jogo decisivo de World Series. Nada mal. O número de closes nele até o final do jogo vai ficar entre 19 e 23.

01h22: Paulo Antunes comenta que a torcida dos Yankees não é barulhenta e credita isso ao alto preço dos ingressos que traz um público mais endinheirado e mais tranqüilo. É verdade. Nos jogos que assisti no Yankee Stadium em novembro percebi que o público do outfield (ingressos mais baratos, onde fiquei no jogo contra o Tampa Bay Rays) é muito barulhento, mas o problema é que estão longe. Já o público próximo ao infield (ingressos mais caros, onde assisti ao jogo contra o Boston Red Sox) é realmente mais tranqüilo. Os caras gastam 1,5 bilhão de dólares em um novo estádio e conseguem perder o efeito do apoio da torcida.

01h33: na outra TV, a ESPN mostra um quadro com um resumo da carreira de Jason Kidd: é o terceiro na história em número de assistências e triple-doubles e o sétimo em roubos de bola. E Steve Nash tem 2 títulos de MVP a mais (2x0)... minha cabeça dói.

01h50: Mais 6 eliminações para o título dos Yankees. Será que Mariano Rivera já vai entrar no oitavo inning?

01h59: Pedro Feliz e Jimmy Rollins deixam a rebatida de A-Rod passar. Pareceu coreografado. Os Phillies estão mortinhos.

02h03: Troca de pitcher. Matsui no bastão. Strike Out. Só faltava mais um RBI do Godzila.

02h08: No jogo da NBA, metade do terceiro quarto, Hornets 58, Mavericks 52. O jogo começou 2 horas depois do jogo de baseball e pode acabar antes.

02h15: Começa a tocar Enter Sandman. Mariano Rivera entra para mais 5 eliminações e para fazer história mais uma vez. Ele tomou 4 corridas em World Series em toda a sua carreira (34 innings). Os Phillies precisam de 4 corridas nos próximos 2 innings. Até parece.
 
02h25: apesar de uma rebatida dupla, conseguiu eliminar os 2 rebatedores que precisavam, um com strike out e outro num pop out. 3 eliminações para o título.
 
02h50: E os Yankees são campeões. Incrível. Mantém o tabu mais impressionante do esporte mundial. Agora são 27 títulos, TODOS COM UM DEMOCRATA NA CASA BRANCA. O último título havia sido no último ano do governo de Bill Clinton. Nenhum título nos 8 anos de George W. Bush. No primeiro ano de Barack Obama, bingo!
 
A boa notícia: posso dizer que assisti in loco ao time campeão de 2009 jogando, em um ano histórico (inauguração do novo Yankee Stadium). Para um fanático por esporte, é o que vai ficar marcado.

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