quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

COMENTÁRIOS SOBRE O ALL STAR WEEKEND

No ultimo final de semana ocorreu, em Phoenix, o All Star Weekend, evento que reúne a elite da NBA. O evento acontece durante 3 dias, culminando com o All Star Game, o jogo entre as seleções do Leste e do Oeste da NBA, no domingo. Antes disso, na sexta-feira acontecem alguns eventos envolvendo celebridades e o jogo entre os calouros e jogadores do segundo ano – na verdade, de jogo não tem nada, é um mega-rachão praticamente sem competitividade, onde só se fica esperando como será a próxima ponte-aérea.

No sábado ocorrem os eventos de habilidades entre os jogadores – dois eventos tradicionais (campeonato de 3 pontos e campeonato de enterradas) precedidos de outros dois eventos mais recentes, o primeiro uma competição de arremessos (Shooting Stars) na qual cada “equipe” é formada por um jogador atual, um jogador aposentado e uma jogadora da WNBA (todos da mesma cidade). Não tem a menor graça e ninguém se importa. O mesmo vale para a competição seguinte (Skills Chalenge), onde armadores da NBA competem para ver quem consegue melhor juntar habilidade e velocidade, passando por um circuito de dribles, passes e arremessos, tendo que fazer no menor tempo possível. Também nenhuma emoção.

O campeonato de 3 pontos é bem tradicional e, mesmo que o desse ano tenha sido de um nível mais fraco, deve ser mantido, pois já proporcionou momentos históricos, especialmente quando o envolvido era Larry Bird.

O campeonato de enterradas já é uma história a parte. Depois de alguns anos sem grandes inovações, o fator criatividade voltou a atingir novos níveis, especialmente quando falamos de Dwight Howard (campeão de 2008) e Nate Robinson (campeão de 2007). Ambos fizeram uma competição muito engraçada nesse ano, com alguns bons destaques:

• Dwight Haward pegando uma bola que lançou contra a lateral da tabela (na minha opinião, a melhor da noite);

• Dwight Howard solicitando uma tabela com o aro mais alto que o normal (foi divulgado 60 cm, mas acho que era menos), entrando em uma cabine telefônica e saindo com uma capa do Superman;

• Rudy Fernandez com essa enterrada – pena que precisaram de inúmeras tentativas para conseguir finalizá-la. Se tivessem conseguido na primeira ou segunda tentativas, fatalmente teria uma pontuação alta;

• Nate Robinson trocando de uniforme entre a primeira rodada e as finais, voltando com um uniforme verde dos Knicks, no papel de KRIPTONITA. Resultado: não só retomou o título, com ainda esfregou seus genitais sobre a cabeça do adversário.
Detalhe para as danças.

O problema de Dwight Howard foi a ordem das enterradas. Tivesse ele deixado a enterrada no aro mais alto para a final, possivelmente receberia um número maior de votos. E Lebron James deixou no ar que pode participar no ano que vem! Isso sim será interessante...

Mais cedo, no próprio sábado e numa quadra externa, foi realizado o primeiro torneiro de H-O-R-S-E da história do All Star Weekend, jogo muito popular entre os jogadores. Nesse jogo, cada jogador tenta um arremesso com grau de dificuldade elevado (de uma grande distância, de olhos fechados, de costas, etc) e os demais devem converter o mesmo arremesso. A cada erro, o jogador recebe uma letra (H-O-R-S-E) e quem completa as cinco letras é eliminado. Pena que o jogo foi feito numa área externa e com jogadores novatos (Kevin Durant e O.J.Mayo). Seria legal se fosse realizado na noite do sábado e com jogadores de mais expressão, falando bobagens uns com os outros para atrapalhar os arremessos e desconcentrar. Um jogo desses no lugar dos dois primeiros eventos (Shooting Stars e Skills) e com jogadores como Lebron, Paul Pierce, Kobe, Kevin Garnet, Ginobili e Nash seria muito mais divertido.

No domingo, tivemos All Star Game propriamente dito. A grande história foi a reunião de Shaq e Kobe, sob o comando de Phil Jackson, na seleção do Oeste, que venceu por 146 x 110. Kobe, competitivo por natureza, sempre é o que mais quer jogo, terminando com 27 pontos. E Shaq, talvez em seu último All Star Game, também foi muito bem (temos que considerar que, pela falta de jogadores grandes no Leste, ele foi marcado a maior parte do tempo por Danny Granger e Rashard Lewis), com jogadas de efeito e alguns momentos que fizeram lembrar a dupla dos Lakers que dominou a NBA entre 2000 e 2002. Tanto que ambos foram eleitos Co-MVP’s do jogo. Ah, se eles tivessem continuado nos Lakers por mais alguns anos...

O problema é que o jogo não apresenta praticamente nenhuma competitividade, o que é relativamente compreensível, já que os jogadores não podem arriscar nenhuma contusão inesperada. Mas, mesmo assim, na época de Magic, Jordan e Bird a competitividade aparecia. Confesso que não sei o que poderia ser feito para melhorar o jogo que, convenhamos, está ficando sem graça. Na Major League Baseball acontecia a mesma coisa foi estabelecido que a liga vencedora do jogo teria o mando de campo na World Series. Não sei se essa idéia seria viável para a NBA, mas alguma coisa poderia ser feita.

Para finalizar, dois outros destaques do final de semana que não podem ser esquecidos:

• A dança do Shaq na apresentação das equipes – a imagem fala mais que mil palavras;


• O anúncio, pelo comissário David Stern, de que o troféu para o MVP das finais da NBA passará a ser chamado “Troféu Bill Russel”, em homenagem ao maior campeão da história da NBA, com 11 títulos pelo Boston Celtics. Homenagem mais do que justa e merecida.

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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

MJ - 46 anos


Homenagen aos 46 anos do maior de todos os tempos - Michael Jordan.
Do site da ESPN.com (http://proxy.espn.go.com/nba/dailydime?page=dime-090217):

Happy 46th Birthday, Michael

NBA Statistics and Information Research

In honor of Michael Jordan's 46th birthday Tuesday, here's everything you would want to know about MJ, by the numbers:

1. Won one NCAA title (1982) in which he scored the game-winning points
2. Won two Olympic gold medals (1984, '92)
3 Selected third overall in the 1984 NBA draft after Hakeem Olajuwon and Sam Bowie
4. Had four 60-point games in his career
5. Won MVP award five times (1988, '91, '92, '96, '98)
6. Won six NBA titles (1991, '92, '93, '96, '97, '98)
7. Led the NBA in scoring in seven consecutive seasons (tied NBA record)
8. Led UNC to the Elite 8 in the 1982-83 season, after which UNC lost to Georgia
9. Named to the NBA All-Defensive first team nine times
10. Led NBA in scoring 10 times in his career (NBA record)
11. Made the All-NBA team 11 times, including 10 times on the first team
12. Once wore No. 12 in a game against the Magic on Feb. 14, 1990, after someone stole his No. 23 jersey
13. Made the postseason 13 times (won 6 NBA titles)
14. Selected to 14 NBA All-Star games in his career
15. Played 15 NBA seasons (13 with Bulls, 2 with Wizards)
16. Had 16 points in the 1982 NCAA championship game, in which he made the game-winning basket
17. Career high in assists was 17, done March 24, 1989 at Portland
18. Played only 18 games in his second season (broken foot)
19. Jordan returned to the NBA as an executive with the Wizards on Jan. 19, 2000
20. Hit a 20-foot shot over Bryon Russell of the Jazz on April 6, 1998 to win Game 6 of the Finals
21. Age at NBA debut (Oct. 26, 1984)
22. Made 22 field goals and added 19 free throws for a postseason-record 63 points against Boston on April 20, 1986
23. Wore No. 23 for most of his career
24. Athletes on Nike's Team Jordan, including Chris Paul, Ray Allen and Carmelo Anthony
25. On Sept. 25, 2001, Jordan announced his return to the NBA as a Washington Wizards player
26 In 26 minutes in the 1997 All-Star Game, MJ had 14 points, 11 rebounds and 11 assists (first triple-double in the game's history)
27. On March 27, 1995, only a few games into his return, MJ scored 55 points on the Knicks at MSG
28. Had 28 career triple-doubles in his NBA career
29. On Oct. 29, 1996, the NBA released its 50 Greatest Players, one of which was Michael Jordan
30. Actually 30.1, which is Jordan's career scoring average in the regular season (NBA record)
31. Had 31 50-point games in his NBA career
32. Retired from baseball at age 32, and eventually returned to the NBA
33. Actually 33.4, which is Jordan's career scoring average in the playoffs (NBA record)
34. Played 34 games in his freshman season at North Carolina
35. Had 35 first-half points and six 3-pointers in a 1992 Finals game against the Blazers (gave the famous shrug)
36. Had 36 points in his first NBA Finals game (June 2, 1991 vs. Lakers)
37. Had 37 steals in his All-Star Game career (13 games)
38. Had 38 points in the "flu game" in the 1997 Finals against the Jazz
39. Age at the start of his final playing season (2002-03)
40. Age at which Jordan played his final game, on April 16, 2003 at Philadelphia
41. Jordan averages a Finals-record 41.0 ppg as the Bulls beat the Suns in Game 6 (June 20, 1993) to win the NBA title
42. Jordan and Charles Barkley each scored 42 points in Game 2 (1993 Finals), the first time opposing players scored 40-plus points
43. Age at which Jordan became a part-owner of the Charlotte Bobcats
44. Had 44 points in Game 5 (May 7, 1989) culminated with a game-winning buzzer-beater over Craig Ehlo of the Cavs
45. Wore No. 45 in his comeback with the Bulls until returning to No. 23
46. Feb. 17 was his 46th birthday
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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

MANCHAS E ASTERISCOS NA HISTÓRIA

Na semana passada escrevi sobre o privilégio que é podermos presenciar alguns ídolos do esporte, que certamente terão um lugar de destaque na história, ainda durante suas carreiras. Citei diversos nomes e entre eles, Alex Rodriguez, terceira-base do New York Yankees. A-Rod, como é conhecido, já é considerado um dos maiores rebatedores de todos os tempos e, seguindo o ritmo que apresentou em sua carreira, mesmo que os números sofram uma ligeira queda, fatalmente baterá o recorde de Home Runs na carreira, que atualmente pertence a Barry Bonds, com 762 HR’s (já possui 533 e tem mais 9 anos de contrato com os Yankees). Bonds bateu esse recorde, que antes era de 755 e pertencia a Hank Aaron, em 2007. Além disso, A-Rod tem o maior contrato da história da Major League Baseball (275 milhões de dólares por 10 anos).

Na época, Bonds enfrentava problemas frente a acusações de utilização de substâncias ilícitas (leia-se esteróides). Por isso, seu recorde possui um asterisco, pois parte de seus números foram obtidas com “ajuda extra”. Boa parte dos fãs do baseball nem considera que o recorde foi batido.

Pois é... neste último final de semana, uma reportagem da Revista Sports Illustrated trouxe à tona que A-Rod teria testado positivo para esteróides em testes realizados em 2003. Dois dias depois, em uma entrevista para a ESPN, A-Rod admitiu o uso de substâncias banidas entre 2001 e 2003, quando ainda jogava pelo Taxas Rangers. A transcrição da entrevista pode ser lida aqui.

Antes de prosseguir, vale explicar o histórico do problema: até 2003 não havia regras na MLB que proibisse ou indicasse punições para o uso de tais substâncias. Existia “apenas” um código de ética informal. Nem controle anti-dopagem havia. Em 2003, a partir de um escândalo que envolveu alguns atletas e um laboratório, a liga resolveu implantar testes em todos os jogadores da liga, mas sem objetivo de punição, seria apenas para dimensionar o tamanho de um eventual problema. As amostras coletadas seriam identificadas apenas com um código, e a lista que relacionava esses códigos com os nomes dos atletas ficaria com uma terceira empresa, em caráter de confidencialidade. Em princípio, nomes de atletas que testassem positivo não seriam publicados.

Acontece que foi verificado que 104 amostras tiveram resultado positivo. Isso equivalia a quase 10% da liga, um número absurdo. E, a partir de 2004, regras, controles e punições foram estabelecidos. Durante esse tempo, os únicos nomes que vieram a público foram os nomes relacionados ao tal laboratório da Califórnia (BALCO). Entre esse nomes, tivemos alguns notáveis, como Roger Clemens, Andy Pettitte, Mark McGwire, Sammy Sosa e Barry Bonds, entre outros. Alguns desses, como Clemens e McGwire, vêm enfrentando problemas com a justiça americana, não pelo uso das substâncias, mas sim por terem negado o uso sob juramento. Bons resumos desse caso podem ser lidos aqui e aqui.

E agora, o primeiro nome da lista de 104 vem à tona. E logo o jogador mais prestigiado da liga. As primeiras questões a serem levantadas, obviamente, são: E os outros 103? Os nomes devem ser divulgados? Se não foram divulgados, TODOS os jogadores da liga passarão a ser suspeitos.

Não vou entrar no mérito dos procedimentos a serem tomados nem as conseqüências imediatas para a liga propriamente dita. O que mais me preocupa é que boa parte da história está manchada. Até que ponto podemos acreditar nos números e nos recordes estabelecidos por esses “atletas”? Mark McGwire já foi recusado no “Baseball’s Hall Of Fame” e os outros provavelmente terão o mesmo destino.
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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

NBA - SEMANA MEMORÁVEL








Não posso deixar de comentar a última semana da NBA. Meu post anterior, “Glory Days”, fica ainda mais válido. A sequência de jogos e performances que tivemos nos últimos sete dias nos faz lembrar o auge dos anos 80, quando tínhamos 2 times que realizavam novos capítulos de uma rivalidade histórica (coincidentemente, também estou falando de Lakers e Celtics) e um “superduperstar” começando a mostrar que dominaria a liga nos próximos 10 anos (Michael Jordan na época, Lebron James agora).

• Segunda-feira, 02 de fevereiro: Kobe Bryant faz 61 pontos no Madson Square Garden, contra os Knicks, batendo o recorde de pontos marcados em um jogo no ginásio mais “histórico” da NBA (considerando que o antigo Boston Garden não existe mais).

• Quarta-feira, 04 de fevereiro: 48 horas depois do feito de Kobe, Lebron James entra em quadra com a missão de bater o recorde novamente. Não conseguiu bater o recorde, pois fez “apenas” 52 pontos e um impressionante triple-double, completado com 11 assistências e 10 rebotes.

• Quinta-feira, 05 de fevereiro: os Celtics vinham de 12 vitórias consecutivas e recebiam os arqui-rivais Lakers, querendo devolver a derrota sofrida no dia de Natal, em Los Angeles, quando tiveram interrompida outra sequência, na ocasião de 19 vitórias consecutivas. Em um jogo emocionante, os Lakers venceram na prorrogação, por 110x109 – o pessoal dos Celtics estão reclamando de uma falta no Ray Allen na última bola do jogo, quando tentava o arremesso da vitória. Já revi os lances diversas vezes e não acho que tenha havido nenhum contato além do normal.

• Domingo, 08 de fevereiro: Spurs e Celtics duelam em Boston e o time de San Antonio mostra que não estão mortos na briga. Enquanto todos falam somente de Lakers, Celtics e Cavs, os Spurs conseguem uma vitória importante fora de casa e se firmam na segunda colocação do Oeste, mesmo após passar pelos períodos de contusão de Manu Ginobili (novembro e dezembro) e Tony Parker (janeiro). Já escrevi antes e repito: enfrentá-los nos playoffs sem problemas físicos será MUITO complicado.

• Domingo, 08 de fevereiro: Lakers e Cavs se enfrentam em Cleveland, marcando um encontro entre os dois melhores jogadores do mundo, Kobe e Lebron. Os Cavs eram o único time invicto em casa até esse jogo (23 vitórias em 23 jogos). Numa noite apagada de Lebron (acertou apenas 5 de 20 arremessos), com mérito para a defesa dos Lakers, e com Kobe sem condições físicas muito boas (gripe), Lamar Odom foi o destaque, com uma atuação monstruosa (28 pontos e 17 rebotes) e os Lakers derrubaram o último invicto em casa da liga.

Esse jogo encerrou uma sequência de 6 jogos consecutivos fora de casa para os Lakers, que havia começado com um problema grave: a perda (mais uma vez) de Andrew Bynum, com uma contusão no joelho que o deixará afastado entre 8 e 12 semanas. Assim como no ano passado, quando o mesmo Bynum se machucou e desfalcou o time pelo restante da temporada, surge a dúvida sobre se a perda do pivô vai afetar novamente as chances do time nos playoffs, se bem que dessa vez há uma chance de que ele poderá voltar a tempo. Porém, essa má notícia ficou temporariamente segundo plano, já que essa “road trip” terminou com 6 vitórias em 6 jogos, incluindo os 61 pontos de Kobe em NY e as vitórias contra Boston e Cleveland, o que, além de garantir momentaneamente a melhor campanha da Liga (41-9), trouxe uma vantagem num eventual empate com as campanhas de Celtics e Cavs numa eventual final da NBA: caso a final seja contra um dos dois times e as campanhas forem a mesmas, a vantagem de mando de quadra será dos Lakers. Além disso, Kobe Bryant voltou a entrar na briga pelo título de MVP, a qual parecia já encerrada em favor de Lebron James.

O único ponto negativo da semana foi o desempenho pífio do meu time no Fantasy, que não só fez a pior pontuação da liga, como perdeu Elton Brand e Jameer Nelson pro resto da temporada... mas ainda continuo na briga, em segundo lugar até agora.
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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

GLORY DAYS

Depois dos acontecimentos dos últimos dias eu pensei que precisaria escrever diversos posts para registrar tudo. Decidi fazer somente um, aproveitando o título do clássico do Bruce Springsteen, que realizou uma apresentação memorável (parte 1 e parte 2)no intervalo do Super Bowl XLIII (ouvir “Born To Run” ao vivo – certamente uma das minhas 20 músicas favoritas de todos os tempos – sempre arrepia). Realmente vivemos dias gloriosos quando o assunto é esporte. E não estou falando somente dos últimos dias, das últimas semanas ou dos últimos meses, estou falando da nossa época. Como o Balu escreveu muito bem hoje em um e-mail (e em breve em um post em seu blog), temos sorte de estarmos presenciando ou de termos presenciado alguns fenômenos do esporte que definitivamente ficarão para a história.

Hoje ainda ouvimos nossos pais e avós contando as histórias de Pelé, Garrincha, Emerson Fittipaldi, Éder Jofre, Amaury Passos e Wlamir Marques (volto a esses dois daqui a pouco), entre outros, muitos outros. Lemos muito também sobre Mohamed Ali, Bill Russel, Wilt Chamberlain, Jesse Owens, Babe Ruth, Johnny Unitas, Mark Spitz, Bjorn Borg, Jack Nicklaus, enfim, a lista é enorme. Acontece que também teremos de quem falar para nossos filhos e netos – e a lista também será muito grande: Michael Jordan, Magic Johnson e Larry Bird, ou para falar de nomes atuais, Kobe Bryant (que ontem mesmo fez 61 pontos contra o New York Knicks, batendo o recorde de pontos no Madison Square Garden) e Lebron James; Maradona, Ronaldo, Zidane e Rogério Ceni (especial para os palmeirenses); Hortência e Paula; Ayrton Senna e Michael Schumacher; Tiger Woods, Michael Phelps, Lance Armstrong; Joe Montana e Jerry Rice, ou os atuais Tom Brady e Peyton Manning; Manny Ramirez e Alex Rodriguez; Carl Lewis, Michael Johnson e Usain Bolt; Pete Sampras e Roger Federer... Podemos ocupar linhas e linhas com nomes e mais nomes.


Em tempo: o parágrafo anterior não é necessariamente uma lista dos melhores de cada modalidade (se bem que vale para muitos), apenas joguei nomes que definitivamente são ou serão lembrados na história como fenômenos acima da média.

Tudo isso para chegar nesses últimos dias, nos quais pudemos acompanhar eventos que fatalmente serão lembrados na história do esporte. Pudemos também relembrar de um evento que já faz parte da história do esporte, e que enche os brasileiros de orgulho. Valeu a pena todo o sono da segunda-feira, especialmente após as duas maratonas do domingo.

Super Bowl XLIII:

Mesmo que a maior parte do jogo não tenha apresentado lances de efeito ou momentos de tensão, o que dizer da interceptação e retorno de 100 jardas do James Harrison para touchdown, na última jogada do segundo quarto, com direito a balão de oxigênio, não só impedindo que os Cardinals marcassem o TD (era 1st and goal) e fossem para o intervalo liderando por 14x10, como possibilitando que os Steelers abrissem uma diferença de 10 pontos (17x7)? Um lance de 14 pontos. Ou então, o que dizer duas viradas nos últimos 3 minutos? Primeiro, o TD de 65 jardas de Larry Fitzgerald dando a liderança para os Cardinals (23x20) no único momento em que a defesa dos Steelers vacilaram na sua marcação, seguido do drive de 78 jardas dos Steelers que terminou com a recepção espetacular do Santonio Holmes (MVP do jogo) para garantir a vitória por 27x23.

Um jogo tão emocionante como o do ano passado, também com 2 viradas no placar nos últimos 3 minutos, quando os Giants surpreenderam os Patriots. Não considero o melhor Super Bowl da história, pelo menos considerando os que eu assisti, pois não dá pra esquecer das finais entre Rams e Titans (2000), Patriots e Rams (2002), Patriots e Panthers (2004) e Patriots e Giants (2008), entre outras. Mas, sem dúvida, um jogo histórico.

Os Steelers conquistaram o sexto título do Super Bowl, e se isolaram como os maiores vencedores da NFL (Cowboys e 49ers têm 5 títulos cada). Além do São Paulo, teeeeemos mais um hexacampeão, hello Sixburgh! (tentem ler a última frase no estilo Paulo Antunes e não cair a gargalhada).

Roger Federer x Rafael Nadal – final do Australia Open

Valeu a pena acordar às 06:30 da manhã de domingo para assistir a mais um duelo de 5 horas entre Roger Federer e Rafael Nadal. Outro dia escrevi em um e-mail que Nadal e Federer são o equivalente no tênis a Lebron James e Kobe Bryant no basquete. Nadal (Lebron) é uma força da natureza, que quando quer é “imparável”. Além disso, tem uma capacidade mental invejável. Já Fereder (Kobe) é o jogador mais completo, mais habilidoso e tenta alcançar o status do maior de todos (Sampras/Jordan), mas não sabemos se vai chegar a tanto (vale dizer que no caso de Kobe sabemos que NÃO vai chegar). Federer (Kobe) dominou os últimos anos (13 Grand Slams / 3 títulos da NBA e um título de MVP), mas Nadal já está dominando, já com 6 títulos de Grand Slam, incluindo títulos fora do saibro, como Wimbledon e Australia Open (todos verão como serão os próximos 10 anos de Lebron).

Alguns dizem que o choro de Federer durante a cerimônia de premiação foi patético. Não concordo. Dá para imaginar o pressão em relação ao eventual 14º título de Grand Slam (o que empataria com Sampras) e mesmo em relação à conseguir ganhar de Nadal, que lidera por 13x6 nos confrontos entre os dois. Mesmo com toda a estrutura que ele deve ter e com tudo o que já alcançou, reconheçamos que não é pouca coisa. O próprio Nadal mostrou-se meio constrangido e chegou ao cúmulo de pedir desculpas por ter vencido. Esse negócio de esporte é mesmo coisa de louco.

Recomendo esse excelente texto da ESPN.com sobre o jogo, que trata também da questão da rivalidade. Destaco uma frase que resume muito bem as coisas:

“Spent, both men are in tears for the trophy ceremony. Only they understand why. Each is less without the other, though the other may destroy him. The legacy of one must now become the legacy of the other. Trapped, they define each other. Paris, London and New York still lie ahead of them. And ahead of us.”

Brasil Campeão Mundial de Basquete Masculino - 1959

No último sábado, dia 31 janeiro, a principal conquista do basquete masculino do Brasil completou 50 anos. No Chile, em 1959, o time comandado por Amaury Passos e Wlamir Marques conquistava o Campeonato Mundial, façanha que se repetiria 4 anos depois, em 1963. A ESPN Brasil apresentou um especial emocionante sobre a conquista, com depoimentos dos jogadores, incluindo Rosa Branca, falecido no último mês de dezembro. Wlamir Marques esteve no Chile para o programa, relembrando detalhes e homenageando os companheiros de time (tanto os vivos quanto os que já se foram). Um fato histórico e que tem quer ser valorizado ao extremo. Uma pena que no país do futebol foram poucas as menções à data e a ESPN Brasil está de parabéns. Uma pena também que não podemos nos orgulhar da atual situação do basquete brasileiro, que não participa de uma Olimpíada desde 1996.



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Temos também que acabar com essa história de que só é bom o que é dos tempos antigos. Nesse raciocínio, todos os “melhores do mundo” já se aposentaram e nunca vai aparecer ninguém melhor, o que não precisa ser necessariamente verdade. Vale também para os eventos. Parece um crime dizer que o jogo entre Federer e Nadal na final de Wimbledon no ano passado tenha sido o melhor jogo de tênis da história. Por que não? Definitivamente, podemos não só rever ou relembrar a história do esporte, temos o privilégio de poder também presenciá-la.

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Agradecimento ao Bola, de quem "peguei emprestado" a foto da Seleção de Basquete Masculino de 1959 e aos caras que inventaram o Youtube, o qual eu não canso de classificar como um negócio espetacular.
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quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

FARRA OFICIALIZADA

Os dirigentes da FIFA estão no Brasil para avaliar os projetos das sedes da Copa do Mundo de 2014. Ontem foi anunciado pelo Presidente da FIFA, Joseph Blatter, que o mundial terá 12 sedes, quando o normal seria que fosem apenas 10. Se considerarmos as dimensões do Brasil, até faria um pouco de sentido, mas sabemos que os critérios usados para a definição desse número (na minha opinião) excessivo de sedes não é técnico, mas sim político. Com isso, está oficializada a farra que será a corrida para as construções (ou reformas) de estádios.

No último sábado a ESPN Brasil exibiu a entrevista com o Presidente Lula no programa "Bola da Vez". Questionado sobre a Copa de 2014, Lula garantiu que não será utilizado dinheiro público FEDERAL na construção ou reforma de estádios, somente nas questões de infra-estrutura. Paulo Vinícius Coelho, o PVC, replicou prontamente que o Estádio Mané Garrincha, de Brasília, seria reconstruído através de uma parceria público-privada (PPP) e que, até o momento, só há a garantia da origem do dinheiro PÚBLICO. Lula afirmou que não pode controlar o que prefeitos e governadores fazem com as respectivas verbas, só pode responder pelas verbas federais.

Pois é, como se desse para acreditar numa palavra do que ele diz e como se boa parte do dinheiro que os estados e municípios vão utilizar não tivesse origem nos repasses federais. É mais do que evidente que, quando as obras estiverem "atrasadas", aí sim haverá justificativa para o socorro federal, pois "as circunstâncias" exigiram a ajuda. Foi assim no Pan Rio-2007, quando o governo liberou centenas de milhões de reais para a conclusão das obras. É brincar com a nossa inteliigência. O que nos faria acreditar que o mesmo não acontecerá lá para 2012 ou 2013? É verdade que Lula e, se tudo correr bem, o PT não estarão mais lá (três batidas na madeira) e se o Presidente for mesmo José Serra, surge alguma esperança. Mas mesmo assim será difícil não abrir os cofres...

E se, mesmo com tudo isso, o dinheiro público fosse utilizado da forma correta, ou seja, sem superfaturamento (alô Pan 2007!), caixa-dois, propinas, enriquecimento ilícito de políticos, empresários, entre outros, daria até para aceitar o investimento. Mas sabemos que, quando o assunto é Brasil, não podemos esperar nada diferente da farra anunciada.

Por essas e outras espero que o Rio não ganhe o direito de sediar os Jogos Olímpícos de 2016... mas isso já é assunto para outro post, que pretendo publicar em breve.

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sábado, 24 de janeiro de 2009

41 JOGOS DEPOIS...


A maioria dos times da NBA já disputou ou está prestes a disputar o 41º jogo da temporada, marcando sua metade. Pelo menos no caso da NBA, ao contrário da NFL , minhas previsões de início de temporada estão se mostrando bastante acertadas – ainda bem que pelo menos quando o assunto é basquete ainda consigo dar uma dentro. Atualizando as previsões e o que rolou até agora (a classificação atualizada pode ser vista aqui):

Nessa temporada podemos ter, pela segunda vez na história e a primeira desde 1998, 4 times com mais de 60 vitórias: Lakers, Celtics, Magic e Cavs, sendo que mais de um pode terminar com mais de 65 vitórias, o que será histórico. Em 1998, os 4 times foram Bulls (62), Jazz (62), Sonics (61) e Lakers (61).

Boston Celtics e Los Angeles Lakers confirmaram o posto de favoritos, assim como terminaram a temporada anterior. Os Lakers estão mais tranqüilos do Oeste, mantendo uma vantagem de pelo menos 5 jogos sobre os mais próximos (San Antonio, Denver e New Orleans). A “profundidade” do time, que possui pelo menos 11 jogadores disponíveis para a rotação está fazendo a diferença, mesmo com algumas contusões recentes, que não fizeram o efeito que fariam em outros times. Essa profundidade permite até que os minutos de Kobe Bryant sejam reduzidos, especialmente nos jogos mais tranqüilos, o que é muito importante principalmente devido ao fato de que já chegou aos 30 anos e praticamente não teve férias por estar envolvido com a seleção em Pequim. Com essa redução dos minutos, espera-se que ele esteja com melhores condições físicas nos playoffs, ao contrário do que foi visto nas finais do ano passado. E ele demonstra não se importar com isso, mesmo que a conseqüência dessa decisão praticamente o elimine da disputa de MVP da temporada (volto a esse assunto daqui a pouco).

CONFERÊNCIA LESTE

- Os Celtics começaram a temporada arrasadores, com 27 vitórias nos primeiros 29 jogos. Parecia que defenderiam o título de qualquer forma e começaram a surgir comparações com o Chicago Bulls de 96, que até hoje possui o recorde de 72 vitórias em uma temporada. Diziam que o recorde poderia cair. Porém, o que se seguir foi uma sequência de 7 derrotas em 9 jogos, trazendo-os de volta ao mundo dos mortais. A perda de jogadores importantes do ano passado, como James Posey (transferido para New Orleans) e PJ Brown (aposentado), fez com que o time perdesse opções no banco de reserva e, mesmo com a explosão do armador Rajon Rondo, o time cheio de veteranos (Garnet, Pierce, Allen), parece ter sentido a sequência de jogos (foi o time que mais jogou até agora) e esse deve ser a principal razão da queda de rendimento. Agora, parece que recuperaram o ritmo e já emendaram mais 7 vitórias consecutivas.

- Continuando na Conferência Leste, uma das coisas mais curiosas dessa primeira metade da temporada é que, mesmo com o começo arrasador, os Celtics (27-2) não conseguiram abrir vantagem significativa dos perseguidores mais próximos, que são o Cleveland Cavaliers e o Orlando Magic. Durante a sequência de derrotas os Celtics foram ultrapassados por ambos, que chegaram a assumir a liderança da conferência em momentos distintos. Os Cavs ainda está invicto em casa (20-0) e o Magic mostrou que pode brigar de igual para igual com todo mundo (na última semana fez uma excursão pelo Oeste e voltou com 3 vitórias contra nada mais, nada menos que Lakers, Spurs e Nuggets). Confesso que não vejo no Magic um time com condições de bater Boston ou Cleveland numa série de 7 jogos, pois o time depende basicamente dos arremessos de 3 pontos de Turkoglu, Rashard Lewis e Jameer Nelson (aliás que temporada desse último, o que ele tem me ajudado no Fantasy é uma enormidade) e numa série longa acredito que isso não seja suficiente, falta um “algo a mais”, mas não deixa de ser um excelente time de temporada regular (e pra mim, até agora, Stan Van Gundy é o técnico do ano). Já o Cleveland...

- Os Cavs mostram que chegaram para brigar com os Celtics pela hegemonia do Leste. As contas são simples: nos playoffs de 2008 levaram os Celtics para o jogo 7 e ameaçaram desclassificar aqueles que seriam os campeões; agora os Celtics perderam 2 peças importantes (Posey e Brown), enquanto os Cavs não só não perderam ninguém como time está mais entrosado (lembrem-se que no ano passado Bem Wallace, Delonte West e Wally Zcerbiack eram recém chegados numa troca de meio de temporada). E Lebron James está fazendo uma temporada monstruosa – é uma força da natureza, imparável e ainda por cima melhorou a sua maior deficiência, que eram os arremessos de média e curta distância. Os Celtics podem até terminar a temporada com a melhor campanha, mas nos playoffs, estou ainda mais convicto da minha previsão de que os Cavs levarão o título do Leste.

- Completando a análise do Leste, mais algumas previsões que se confirmaram: o renascimento do Miami Heat, com a recuperação total de Dwyane Wade, que está fazendo uma temporada espetacular, a afirmação do Atlanta Hawks, que mostrou que não levou os Celtics a 7 jogos nos playoffs do ano passado por acaso e os Pistons se mantendo como aquele time que está sempre por ali (volto a eles daqui a pouco). Daí pra baixo, é tudo um balaio de gatos, sendo que a maior decepção seja o Philadelphia 76ers, que começou muito mal, mas que agora está se recuperando, mesmo sem contar com Elton Brand, machucado (e me atrapalhando no Fantasy), e já está entre os 8 que se classificariam para os playoffs. Dos oito times nos quais eu havia apostado para os playoffs, apenas o Toronto deverá ficar de fora.

Antes de passar para a Conferência Oeste, vale mencionar a única troca realmente relevante na liga até agora, que envolveu a ida de Chauncey Billups para Denver e de Allen Iverson para Detroit. O General Manager dos Pistons Joe Dumars havia dito ao final da última temporada que precisava fazer alguma coisa com o time e que ninguém estaria seguro. E sobrou exatamente para o MVP das finais de 2004, último título da equipe: Billups, que não só foi enviado para Denver, como viu Iverson assumir não só o seu lugar no time, como também o número de sua camisa (A.I. está utilizando o nº 1). Para Detroit, pouca coisa mudou e o único que se beneficiou com a troca foi o armador reserva Rodney Stuckey, que vem mostrando que pode ser um armador realmente bom. De resto, Rip Hamilton perdeu espaço, Tyshawn Prince viu-se obrigado a jogar de Power Forward, o que está sendo revisto agora, o próprio Iverson está com seus números em queda e o time mantém uma campanha mediana. Já para o lado do Denver...

CONFERÊNCIA OESTE

- Já falei sobre os Lakers no início desse post e, para o time de Los Angeles, qualquer resultado que não seja o título do Oeste será considerado fracasso. Voltando ao Denver Nuggets, a troca com Detroit voltou a equilibrar o time, pois a bola deixou de ter que ser dividida entre Iverson e Carmelo Anthony, já que esse último voltou a ser a principal opção ofensiva, Billups trouxe uma qualidade já conhecida na armação, fazendo todo o time jogar melhor, incluindo Nenê, que está em sua melhor temporada. Até o técnico George Karl parece ter ressuscitado. Resultado: os Nuggets passaram de um time que iria apenas brigar por uma vaga nos playoffs para os postulantes ao número 2 da conferência, ao lado dos Spurs e Hornets.

- Falando nos Spurs, eu havia escrito na minha previsão de início de temporada que não era louco de apostar contra eles. E eles vêm mostrando que ninguém deve ser louco de fazer isso, pois estão se mantendo na briga pelo número 2 do Oeste, ao lado do Denver, Tim Duncan está com uma temporada monstruosa, Ginobili se recuperou da contusão no tornozelo e começa a dar sinais de que estará 100% nos playoffs, Tony Parker está virando uma máquina de fazer pontos e até os novos coadjuvantes, em quem eu não mostrava muita confiança, estão decidindo jogos importantes, especialmente Roger Mason. Junte tudo isso a um dos melhores técnicos da NBA, Greg Popovic (pra mim, um dos dois melhores, ao lado de Phil Jackson) e todos sabemos o estrago que eles podem fazer.

- Os Hornets poderiam estar melhor, ainda mais com a adição de James Posey, mas ninguém consegue explicar o que aconteceu com Tyson Chandler, que não é sombra do jogador do ano passado (será que a perda da vaga no time que foi para Pequim o afetou tanto assim?). Chris Paul continua espetacular (um dia será considerado um dos 5 melhores armadores da história da NBA, talvez atrás apenas de Magic Johnson e Oscar Robertson, no mesmo nível de John Stockton, Isiah Thoma e Jason Kidd).

- O Utah Jazz vem sofrendo com as contusões dos seus dois principais jogadores, primeiro Deron Willians, no início do ano e, depois que este se recuperou, de Carlos Boozer, que ainda está fora (espero que volte logo para me ajudar no Fantasy). Não fossem as contusões, estaria brigando com Spurs, Hornets e Nuggets pelo número 2.

- Os Rockets também vêm sofrendo com contusões, mas nesse caso já era esperado, considerando o histórico de Ron Artest e Tracy McGrady (atualmente fora de ação) e Yao Ming, que vem se mantendo saudável, mas que também apresenta um histórico duvidoso, jogando em média apenas 55 jogos nas últimas 3 temporadas.

- O Portland Trailblazers também confirma a previsão de ser um time sensação e vai se classificar aos playoffs. Talvez ao lado do Atlanta Hawks seja um dos times mais legais de se asssistir.

- Até aqui estou preenchendo 7 vagas do Oeste. Para a última, parece que a briga vai ficar entre os dois times veteranos (nos quais eu já tinha colocado um ponto de interrogação na minha previsão): Dallas e Phoenix. Os Suns estão tentando se adaptar à mudança de estilo após a saída do técnico Mike D’Antony, o que colocou um fim à era do “Seven Seconds or Less”. Se tivesse que apostar hoje, apostaria nos Suns para a oitava vaga e deixaria os Maverics de fora dos playoffs. Também estaria acertando 7 das 8 vagas dos playoffs, sendo que não contava exatamente com o Denver, mas sem saber que o Billups transformaria o time.

MVP

Parece que Lebron James vai cumprir as expectativas e levar o MVP pra casa nesse ano. Já escrevi: o cara é um monstro. Devemos ter uma sequência de 10 anos nos quais ele vai dominar a liga e vai entrar definitivamente nas discussões sobre os 10 melhores de todos os tempos. Dwyane Wade é o segundo na minha lista (voltou a ser aquele de 2006 – azar de quem enfrentá-lo nos playoffs), Kobe o terceiro (já expliquei antes), Chris Paul o quarto e Dwight Howard o quinto. Merecem destaque Tim Duncan, Chauncey Billups, Joe Johnson, Brandon Roy e Kevin Durant (o moleque está explodindo!). Com esses 10 caras em montaria o time e desafiaria a seleção do Universo, caso a Terra estivesse em perigo, e venceria.

Resumindo tudo: pelos números, seriam 5 times com condições reais de título: Lakers, Celtics, Cavs, Spurs e Magic. Na prática, deixaria Orlando de fora (mesmo com a possibilidade real de terminar com mais de 60 vitórias). Hornets, Nuggets e Jazz podem melhorar na segunda metade da temporada e entrar na briga (talvez não pelo título, mas por uma vaga na final do Oeste). E os playoffs desse ano têm tudo pra ser um dos melhores dos últimos tempos. E mantenho minha previsão de uma final entre Lakers x Cavs, Lebron x Kobe.

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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

A CAMINHO DO PRIMEIRO MUNDO – SERÁ?


Estive ontem no Morumbi para acompanhar a estréia do São Paulo em 2009, no primeiro jogo do Campeonato Paulista, contra o Ituano. Em condições normais, o jogo não teria nenhum atrativo especial que justificaria a ida ao estádio numa quarta-feira chuvosa e relativamente fria para uma noite de verão, mas fiz questão de comparecer por dois motivos principais: 1) saudar o hexa-campeão brasileiro no início na primeira apresentação do ano e 2) verificar uma das grandes novidades que o clube proporcionou para a torcida neste ano: o novo setor Visa do estádio do Morumbi.

Depois de anos lamentando o fato de que aqui no Brasil não tínhamos as mesmas oportunidades de torcedores europeus e americanos no que se refere à possibilidade de aquisição de carnês para todos os jogos da temporada dos nossos times, nesse ano esse desejo se tornou alternativa real: o São Paulo lançou o Passaporte Tricolor, ou seja, um pacote para torcedores que consiste na aquisição do direito de assistir a todos os jogos do time em seu estádio durante o ano através de uma única compra. E mais: quem adquire o pacote passa a ter um lugar específico no estádio, reservado, identificado com seu nome. Não perdi muito tempo: adquiri 2 lugares, em sociedade com meu amigo Fabrício, com quem dividi algumas aventuras em Pequim enquanto acompanhávamos juntos os Jogos Olímpicos.

O custo-benefício, na minha opinião, é enorme: chega daquele trabalho de ter que ir às bilheterias antes de cada jogo, às vezes tendo que enfrentar fila e eventualmente não conseguindo ingressos para jogos mais importantes, quando a única opção passa a ser os cambistas (para os quais eu nunca dei meu dinheiro). É verdade que para essa situação o pacote de Sócio-Torcedor já representava vantagens, já que disponibiliza um guichê exclusivo para os sócios, mas mesmo assim ainda era necessário se dirigir às bilheterias para cada jogo. Além disso, chega daquela necessidade de chegar mais cedo no jogo para não ter que ficar espremido lá no canto da arquibancada azul, quase na amarela – agora o seu lugar está lá marcado e reservado. E, somado a tudo isso, ver seu nome num assento do estádio do seu time de coração indicando que aquele lugar é seu é mais do que prazeroso.

As mudanças no Estádio do Morumbi ainda estão limitadas: até o jogo de ontem foram apenas trocados os assentos, que agora possuem encosto e são um pouco mais confortáveis, há mais uma opção de lanchonete além do Habib’s, mas que ainda só disponibiliza pipoca e salgadinhos industrializados, dos quais eu gosto muito, mas ainda espero poder comer um cheese-burguer, um hot-dog, ou quem sabe até um pedaço de pizza (estou pedindo muito?). Não cheguei a verificar as condições dos banheiros, mas já há a informação de que serão devidamente reformados. Além disso, a nova forma de acesso, com o cartão de crédito, eliminando a necessidade dos famosos ingressos, também é uma facilidade.

Pensando nos torcedores comuns, fiquei sabendo também que o São Paulo não renovou o contrato com a empresa responsável pela venda de ingressos até o ano passado e passou a assumir essa operação. Vamos ver se isso reduz o poder dos cambistas, que claramente tinham facilidade na aquisição dos ingressos em grandes quantidades, contando até com a facilidade da compra em consignação, ou seja, devolvendo os ingressos que não conseguiam repassar. É ver para crer, e nesse ponto ainda fico um pouco pessimista.

É verdade que ainda existem muitos problemas que precisam ser resolvidos: o acesso ao estádio não é fácil, não há estacionamento disponível, com exceção de algumas poucas opções particulares, sem relação com o clube e cobrando preços altos, os “flanelinhas” continuam dominando as ruas da região (cadê a polícia?), entre outras coisas. Mas a iniciativa está de parabéns. Há promessas de que os outros problemas serão solucionados nos próximos anos, o que será necessário para a Copa de 2014 e, no caso do São Paulo Futebol Clube, o histórico das administrações mostra que ainda podemos confiar que essas melhorias realmente podem acontecer.

E o jogo? Não merece muitos comentários: empate por 1x1, com um gol do Hugo (ou “Doutor Zizugo” para alguns) logo no começo, mas um gol contra meio bizarro do Miranda complicou as coisas. Não daria para esperar muito de um time que voltou a treinar há apenas 9 dias, depois de 35 dias de férias. Além disso, era a estréia do Campeonato Paulista, o qual, conforme muito bem lembrado pelo Bola , não merece muita atenção.

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terça-feira, 20 de janeiro de 2009

LOST IS BACK!

Parece que, originalmente, a posse de Barack Obama estava prevista para a quarta-feira, dia 21 de janeiro. Mas a data teve que ser alterada, pois coincidiria com a data da estréia da quinta temporada de "LOST", o que significaria que:

1) A competição pela audiência seria desleal – a série levaria grande vantagem e a posse do 44º presidente americano da história, o primeiro negro, passaria despercebida;

2) O próprio Obama não aceitaria perder a estréia da nova temporada da melhor série da TV americana – e usar o TiVo estava fora dos planos, pois ficaria defasado nas discussões sobre o episódio na manhã do dia seguinte.

Com isso, a posse foi antecipada para a terça-feira, dia 20.


OK, eu inventei tudo isso. Tudo, menos a parte de que "LOST" é a melhor série da TV americana. Pelo menos em minha opinião. Sou um fanático por séries (tanto que estou escrevendo sobre uma delas no meu blog onde falo basicamente de esportes) e só não acompanho mais séries por absoluta falta de tempo. Atualmente estou acompanhando 4 séries: “Lost”, “Heroes”, “Friday Night Lights” e “90210” (a versão 2008 de “Barrados no Baile”). A terceira temporada do excelente “Friday Night Lights” acabou na semana passada, a terceira temporada do curioso “Heroes” está interrompida entre o final de um volume e outro (a série, além de ser dividia em temporadas, é dividida também em volumes) e "90210" está na metade da primeira temporada (e a Sony está fazendo o favor de já estar reprisando alguns episódios). Nesse meio tempo, aproveitando um período de férias no final do ano, comecei a acompanhar as aventuras de Jack Bauer no ótimo ”24”, com alguns anos de atraso – já consumi em poucos dias as duas primeiras temporadas e estou para iniciar a terceira, enquanto nos EUA acabou de estrear a sétima.

Mas quando o assunto é “Lost”, todas as demais séries se tornam secundárias. A única que conseguiu dividir minhas atenções de forma quase 50/50 foi o magistral “The Wire”, da HBO (esse sim o favorito de Barack Obama), cuja quinta e última temporada se encerrou no início de 2008. Agora, sem concorrente do mesmo nível (que Jack Bauer e Sylar não leiam isso), “Lost” volta para a sua penúltima temporada. Mas o que faz de “Lost” esse fenômeno e por que eu a considero a melhor série da TV? Explico:

A idéia inicial de “Lost” pode não ser das mais originais: sobreviventes da queda de um avião se encontram presos em uma ilha aparentemente deserta e precisam se virar para sobreviver enquanto esperam pelo resgate. Cada episódio mescla a narrativa entre o dia-a-dia na ilha e flash-back’s dos principais personagens, mostrando como era a vida de cada um antes de entrar no vôo 815 da Oceanic, que iria de Sidney para Los Angeles. Esses flash-back’s (de um personagem específico em cada episódio) mostram até algumas relações existentes entre os personagens, sem que eles soubessem. Até aí, tudo normal. Mas coisas estranhas começam a acontecer na ilha, que parece não ser deserta como se esperava. E a partir daí, a série começa a tomar rumos que a tornam diferenciada.

**************************SPOILER ALERT****************************

A partir de agora, para quem nunca assistiu a série e pretende assistir, melhor não ler o que segue (voltem no final do “spoiler alert”), pois vou citar fatos das 4 primeiras temporadas que podem “estragar a surpresa”. Eu estou avisando! Corram seu próprio risco! Recomendo que leiam novamente o parágrafo anterior, corram até a locadora ou loja mais próxima (ou mesmo ao seu programa de download favorito) obtenha e assista apenas aos primeiros 5 ou 6 episódios – você não vai conseguir parar.

Voltando à série: os sobreviventes começam a perceber as tais coisas estranhas acontecendo e a exploração da ilha leva a algumas situações novas, como o encontro com um urso polar (vivo!), a descoberta de estações científicas arcaicas (final da primeira temporada), um monstro misterioso que causa estragos por onde passa e até mesmo uma população de nativos hostis, batizados de “os Outros” (do meio para o final da segunda temporada).

Até o final da terceira temporada todo mundo ainda esperava que a série continuaria na disputa entre os sobreviventes e os “outros”, até que um dia o resgate finalmente chegaria. Mas então veio último episódio da terceira temporada. Na minha opinião o melhor episódio de qualquer série que eu já assisti até hoje.

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MEGA-SPOILER ALERT – SÉRIO, NÃO DIGAM QUE EU NÃO AVISEI!
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Nesse episódio, o flash back se mostrou, no final, se tratar de um flash-foward, ou seja, os personagens se encontravam no futuro, já fora da ilha. Depois de recolher meu queixo do chão, assisti ao episódio outras 2 vezes, mal conseguindo acreditar. A partir daí, tudo mudou, quando ficou claro que o principal personagem da série não eram os sobreviventes, mas sim a própria ilha. A quarta temporada, agora cheia de flash-foward’s, começa a preparar o terreno para o que realmente a série trata: uma disputa pelo controle da ilha, que tem características especiais – pessoas com câncer que caíram lá deixaram de apresentar os sintomas da doença, mulheres que engravidam na ilha morrem durante a gravidez, a própria ilha causou a queda do avião por um fenômeno eletromagnético, um paraplégico voltou a andar após o acidente, entre muitas outras coisas. Ao final da quarta temporada, sabemos como alguns dos sobreviventes foram resgatados, enquanto outros ficaram na ilha. E a ilha, por sua vez, desaparece (ou "é movida"), numa tentativa do líder dos “outros” de preservá-la das buscas. E os sobreviventes que se encontram fora da ilha, agora com vidas complicadas, começam a perceber que precisam retornar à ilha para “salvá-la”.

E a quinta temporada deve se concentrar em como eles tentarão retornar à ilha e o que aconteceu com ela após ser movida, além de como seguirá a disputa pelo seu controle.

******************** FIM DO SPOILER ALERT ************************

Para quem pulou o “spoiler alert”, só posso dizer o seguinte: “Lost” vai muito além do conceito “sobreviventes numa ilha a espera do resgate”, envolve (boas) histórias que se misturam e trazem mais significado à série – muitos dos personagens estavam realmente “perdidos” (moralmente, dando mais sentido ao título da série) antes do acidente e a experiência na ilha seria nada mais que uma redescoberta de cada um; O episódio final da terceira temporada é o melhor episódio de qualquer série que eu vi até hoje – precisei recolher meu queixo do chão ao final e assistir de novo para acreditar no que tinha visto; E, mesmo que muitos mistérios demorem a ser explicados (e nem sempre são) – o maior argumento dos críticos de “Lost” é o fato de que são criados muitos mistérios e são fornecidas poucas explicações – quem entende o conceito maior da série não sente tanta falta de tais explicações.

Outra coisa que diferencia “Lost” da maioria das séries, é que já foi criada com previsão de quando acabaria – seriam 6 temporadas no total e os criadores desde o começo declaram que já desenharam todos os acontecimentos de cada uma das temporadas, ao contrário do que a maioria das outras séries – com outra exceção em "The Wire" -, que tomam rumos diferentes em função da audiência, incluindo alterações de roteiro e do número de temporadas.

Fica complicado comentar em um post todos os fatores que fazem com que “Lost” seja tão atraente e viciante sem entregar segredos e surpresas da série. Cada personagem por si é uma história complexa, com destaque para John Locke, Benjamin Linus e Desmond, entre outros. De novo, recomendo que corram à locadora ou loja mais próxima e comecem a primeira temporada. Podem me cobrar depois. E para aqueles que estão atualizados até o final da quarta temporada, nesta quarta-feira a espera acaba e a aventura continua. E é bom ter Evangeline Lilly (foto) de volta em nossas vidas...

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PITTSBURGH RUMO AO RECORDE

Os Pittsburgh Steelers são os maiores vencedores da história da NFL, ao lado dos Dallas Cowboys e dos San Francisco 49ers, cada um com 5 títulos do Super Bowl. No próximo dia 1º de fevereiro, em Tampa, os Steelers terão a chance de conquistar o sexto título e se isolarem na liderança do total de conquistas (em outras palavras, serão o único hexa, como o São Paulo).

A vaga no Super Bowl XLIII veio com a vitória sobre os Baltimore Ravens, por 23x14. Os Ravens fizeram o mesmo jogo que fizeram contra os Tennessee Titans na semana anterior: poucas opções ofensivas, pouco sucesso nas campanhas e tentaram segurar o jogo com a forte defesa. A pontuação foi quase a mesma (13 pontos na semana passada e 14 agora). A diferença foi que o adversário, dessa vez, não cometeu turnovers: enquanto os Titans cometeram 3 turnovers dentro da red zone (20 jardas próximas à end zone) e desperdiçaram chances reais de pontuar,os Steelers cuidaram melhor da bola e controlaram o jogo desde o começo – abriram 13x00 e depois 16x07, sofreram uma reação, quando lideraram por apenas 2 pontos (16x14), mas conseguiram mais um TD no final do jogo numa interceptação do Troy Polamalu. Se os Titans não tivessem cometido tantos erros, e se talvez o RB Cris Johnson não tivesse se machucado, o jogo de ontem seria entre os 2 melhores times da AFC (ainda acho que os Titans são o melhor time da NFL) e, principalmente, eu não teria feito 0-4 nos palpites.

Mas, ao vencedor as batatas. E os Steelers seguem em busca do recorde de títulos do Super Bowl, que será um jogo do ataque mais legal de se assistir (os Cardinals), contra a melhor defesa da liga (os Steelers). Apesar de torcer para a vitória dos Cardinals, primeiro porque Kurt Warner merece, segundo porque ver as recepções incríveis do Larry Fitzgerald é espetacular e terceiro porque os Steelers não passariam os 49ers no número de títulos, acredito que a defesa de Pittsburgh vai conseguir neutralizar o ataque de Arizona, assim como os Eagles conseguiram ontem, quando reagiram e chegaram a virar o placar, marcando 19 pontos seguidos. E o time mais completo, que conta com Troy Polamalu, Big Ben Roethlisberger, Santonio Holmes e Hines Ward sairá campeão. Mas, considerando tudo o que já aconteceu até agora, nada me surpreenderá, lembrando que a filha de Kurt Warner já deve até ter escolhido o nome do cãozinho que vai ganhar no caso de vitória do pai.

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