quinta-feira, 16 de abril de 2009

ROGÉRIO CENI

No último dia 06 de abril ocorreu o lançamento do livro "Maioridade Penal - 18 anos de histórias inéditas da marca da cal", escrito pelo jornalista André Plihal, da ESPN Brasil, em conjunto com Rogério Ceni. Trata-se de um livro que traz diversas histórias dos 18 anos de carreira do capitão tricolor. Estive presente na Livraria Saraiva do Shopping Morumbi para comprar o livro em primeira mão e tentar um autógrafo do ídolo. Mas só tentar. A livraria estava completamente tomada por torcedores e fãs e a fila dava voltas e fazia diversos zigue-zagues. Fiquei cerca de meia hora na fila, que mal andava, e desisti, pois tinha sido um longo dia de trabalho e o cansaço falou mais alto. Mas foi um programa bem divertido, tanto para ver algumas figuras bem conhecidas que passaram por lá para prestigiar o evento (os jogadores Bosco, Zé Luis e Jorge Wagner do São Paulo, os ex-jogadores Mauro Silva, Neto e Caio, os jornalistas Mauro Naves e Luis Roberto da Globo, Marcelo Negrão, Fernando Meligeni, toda a diretoria do São Paulo, etc), quanto pelos comentários dos torcedores na fila. O grande número de pessoas indica, sobretudo, o nível de importância do maior ídolo do futebol que atua no Brasil. Ele é uma exceção nesse mercado que acima de tudo exporta jogadores, cada vez mais jovens, para a Europa. Nem adianta falar que a posição de goleiro dificulta a transferência, pois temos dezenas de goleiros brasileiros brilhando no exterior, sendo Júlio Cesar o maior exemplo.

As torcidas adversárias não gostam do Rogério Ceni. Muitos dizem que é por causa de sua suposta arrogância e por ser "mascarado". Concordo que ele tem um defeito grave de dificilmente admitir quando falha (apesar de que no livro relata várias delas), mas não passa disso. Talvez o fato de ser um atleta de alto nível intelectual, extremamente bem articulado e com posições firmes passe essa imagem. Quer saber? Problema dos outros. Para os sãopaulinos, ele já se figura entre um dos maiores (se não o maior) ídolos da história do clube. Sua trajetória ao longo dos últimos 12 anos como titular da camisa 1 é de causar inveja

Sem perder tempo falando do óbvio, que são os gols que o tornaram ainda mais diferenciado, lembro apenas da maior temporada de sua carreira, que foi o ano de 2005. Naquele ano, conquistou o Campeonato Paulista, a Libertadores e o Mundial de Clubes. Foi decisivo nos gols marcados e defendendo o gol tricolor - Steven Gerrard deve ter pesadelos com ele até hoje. Foi uma das maiores temporadas de um atleta de qualquer esporte que eu consigo me recordar. Me lembrou o Steve Young de 1994 e o Shaq de 2000, por exemplo. Tenho certeza absoluta que, se ele fizesse o que fez jogando por um grande clube europeu, teria sido NO MÍNIMO bola de prata na eleição da FIFA (não podemos desconsiderar a temporada de 2005 do Ronaldinho Gaúcho). Em qualquer outro país do mundo tenho certeza de que ele teria tido uma carreira longa na seleção nacional.

Sobre o livro, que li durante o feriado da Páscoa, a leitura é fácil, pois são histórias curtas, contadas como se estivéssemos numa mesa de bar. Narradas em primeira pessoa, alguns fatos interessantes, como sua relação com a seleção brasileira, a passagem de Ricardinho pelo São Paulo, tudo o que aconteceu nas vésperas da decisão do mundial contra o Liverpool, da qual ele quase ficou de fora, o segredo de como ele conseguiu defender aquela cobrança de falta do Gerrard, entre outras coisas. Mesmo não sendo o estilo de escrita que mais gosto - prefiro textos mais elaborados (ver Simmons, Bill) - é leitura obrigatória para qualquer sãopaulino. Só faltou revelar como foi a tal preleção do Paulo Autuori antes do jogo contra o Liverpool, que já foi descrita como fator importantíssimo no desempenho do time.

Infelizmente, a semana que se seguiu ao lançamento do livro é para ser esquecida: falhas gritantes nos jogos contra o Defensor Sporting, pela Libertadores (pelo menos o Borges virou o placar) e contra o Corinthians (duas falhas que não resultaram em gols) e, para completar, a fratura no tornozelo que o deixará de fora entre 4 e 6 meses. O time perde o capitão, o líder, a opção de saída de bola e a reposição. Acreditem ou não, a composição tática do time muda bastante. Resta torcer para que o Bosco, o qual considero um ótimo goleiro, proteja bem a meta tricolor e que o time cumpra a promessa de buscar os títulos para o Capitão. Não vai ser fácil. Mas nunca foi.

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2 comentários:

Danilo Balu disse...

Vai ter que me emprestar! Já somamos então 1 livro e 2 boxes! ahahaha
Abrax

Tati disse...

Eu não tô zicando seu time não hein... Pelo contrário, levei a sorte porque virou o jogo contra o Defensor. Hahaha...
Quer uma reforço na torcida domingo? ;)
Bjos!