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domingo, 20 de junho de 2010

Lakers 83, Celtics 79. História foi escrita.

"This is one of the most poorly played games you will ever see from an offensive standpoint"
- Jeff Van Gundy, ESPN

“Somebody will come across the box score and think this was one of the more hideous championship games ever decided. The numbers won't convey the tension felt by everyone who watched, regardless of their rooting interest or even impartiality. The digits can't capture the reputations on the line, or the desire each side felt in a rivalry that has been pulled out of the dusty archives and displayed in vivid high-def during the 13 Finals games these two teams have played in the past three years.”
- J.A. Adande, ESPN.com



Não foi nada bonito, mas foi MUITO intenso. Os Lakers perderam as finais de 2008 para os Celtics e passaram a ser considerados um time “light”. Mesmo com o título de 2009, vencido em cima do Orlando Magic nas finais, ainda ficava aquele ponto de interrogação, chamado Boston Celtics. Toughness (ser agressivo, ser duro, ser forte, ter raça, tudo isso junto). Essa era a palavra que perseguia o time. E “toughness” foi o que não faltou no jogo 7. Faltou nível técnico para ambos os times, mas foi uma guerra do começo ao fim. Ao final do jogo, era evidente que todos os jogadores estavam exaustos. Principalmente os Celtics, que não conseguiram segurar uma vantagem de 13 pontos conquistada no início do terceiro quarto (talvez por culpa do técnico Doc Rivers, que não utilizou o banco de reservas como deveria).

Assim como nos outros 6 jogos da série, o time que pegou mais rebotes venceu o jogo. Os Lakers pegaram 53 rebotes, contra 40 dos Celtics. Mas que impressionou foram os 23 rebotes ofensivos dos Lakers em uma noite de baixíssimo aproveitamento nos arremessos – tiveram que lutar por cada ponto. Ao final do segundo tempo Kobe Bryant e Pau Gasol estavam com um aproveitamento somado de 6-26. E estavam com uma desvantagem de apenas 6 pontos. Do laudo dos Celtics, os arremessos também não caiam. Paul Pierce e Ray Allen combinaram para um aproveitamento de 8-29 ao longo do jogo.

E no meio de toda essa bagunça, temos a história do jogo: Ron Artest. Como fiquei feliz ao lembrar de ter escrito aquele parágrafo sobre ele antes do jogo, dando crédito por tudo o que ele vinha fazendo. Seria muito fácil elogiá-lo apenas agora, após o jogo 7. Foi ele que manteve os Lakers no jogo quando nada dava certo. Ninguém fez mais pontos do que ele no primeiro tempo (12). Suas 5 roubadas de bola foram providenciais e, o mais importante, segurou mais uma vez Paul Pierce na defesa (PP terminou com 5-15 nos arremessos). Durante os momentos decisivos do jogo, logo após uma bola de 3 pontos de Rasheed Wallace,reduzindo a vantagem dos Lakers para 3 pontos, foi Ron Ron que fez a cesta mais importante da noite, em um arremesso de 3 pontos daqueles que TODOS os torcedores dos Lakers tinham calafrios (“NÃÃÃÃÃÃO!”) quando ele arremessava nos jogos anteriores. Naquele arremesso, após o qual ele jogou beijos para a torcida, levou a diferença para 6 pontos (79-73) com apenas 60 segundos para jogar. Ainda teríamos mais 2 bolas de 3 para os Celtics, uma de Ray Allen e outra de Rajon Rondo (mais uma bizarrice do jogo), mas os lances livres de Kobe Bryant e (pasmén!) Sasha Vujacic, deram os números finais: 83-79.

E como se tudo isso não bastasse, Ron Ron ainda deu entrevistas folclóricas após jogo (deixo os vídeos abaixo, vale a pena!), agradecendo até à sua psiquiatra, que o ajudou a ficar mais relaxado. O cara que causou a maior briga da história da NBA, em 2005 e que ficou suspenso por 1 ano foi o principal nome de um jogo 7 entre os dois times mais tradicionais e vencedores da história da NBA, que somam 33 títulos em 64 anos de liga.

Kobe levou o prêmio de MVP, apesar da má atuação no ataque (6-24). Muito se fala que ele teria a obrigação de ser o melhor em quadra, como Michael Jordan fazia. Não vamos nos esquecer que houve situações que Michael Jordan precisou da ajuda de coadjuvantes, especialmente John Paxon (1991 e 1993) e Steve Kerr (1997) para garantir alguns títulos. Kobe estava jogando contra uma marcação implacável, quase sempre dupla, dos Celtics, que pareciam determinados a impedir que ele jogasse, na tática de “se eles querem nos vencer, que nos vençam com os outros jogadores, pois não vamos deixar o superstar fazer nada”. Terminou o jogo com 23 pontos, mas precisou de 24 arremessos para isso, acertando apenas 6. Compensou nos rebotes – foram 15 no total. Se no ataque as coisas não davam certo, ele conseguiu contribuir – e muito – de outra forma.

Pau Gasol poderia ter sido eleito o MVP que também teria sido merecido. Terminou o jogo com 19 pontos e 18 rebotes, sendo alguns decisivos. Acrescente os 23 pontos e 14 rebotes do jogo 1 e o quase triple-double do jogo 6 (17-13-9), todos em vitórias dos Lakers, e temos um série monstruosa. Além disso, o melhor jogo do Kobe veio em uma derrota (no jogo 5), enquanto as 3 melhores atuações de Gasol aconteceram em vitórias.

E não dá pra não falar de Phil Jackson. Na minha previsão antes da temporada eu o citei como o maior ponto de interrogação para a temporada, pelo desafio de repetir o título e de comandar Ron Artest. E pela quarta vez ele consegue títulos consecutivos. Nas outras três vezes, duas pelo Chicago Bulls (91-93 e 96-98) e outra pelos Lakers (2000-2002) ele conseguiu o three-peat. Teria condições de buscar o quarto tricampeonato? Vai depender de suas condições de saúde. Mas não dá mais para questioná-lo, após 11 títulos, como o maior técnico da história da NBA.

Voltando ao jogo, para finalizar. Hoje, 2 dias depois, fica cada vez mais claro o quão intenso o jogo foi. Vimos jogadores multimilionários voando de cabeça em bolas perdidas e atrás de cada rebote. Tudo pelo desejo de vencer. É um jogo que cada técnico de cada modalidade esportiva, não importa o nível, deveria utilizar como exemplo para suas equipes. Ao longo da série não tivemos nenhum jogo decidido no último segundo. Mas tivemos uma série definida no último jogo. Foi histórica. E os Lakers passaram pelo seu eterno fantasma, os Celtics.


Ron Artest - entrevista após o jogo




Ron Artest – Jimmy Kimmel Live


sexta-feira, 18 de junho de 2010

GAME 7



Sabemos que Jack Nicholson estará ocupando seu lugar no courtside do Staples Center. Qualquer um que se arriscar fazer qualquer outro tipo de previsão para o jogo de hoje à noite estará correndo o sério risco de passar vergonha.

Jogo 7 das finais da NBA (o terceiro dos últimos 21 anos). Lakers e Celtics – as duas equipes mais vitoriosas da história da liga (32 títulos somados), as mais tradicionais, a maior rivalidade. Pela décima-primeira vez se enfrentam em uma final. Pela quinta vez, a final chega a um jogo 7 (os Celtics venceram as outras 4 vezes). A Copa do Mundo que me desculpe, mas não há jogo mais importante do que esse até o próximo dia 11 de julho (e olha lá!).

E realmente é muito difícil fazer qualquer precisão. Basta fazermos um resumo do que foram os primeiros 6 jogos da série:

JOGO 1: Lakers 102, Celtics 89.
- Pau Gasol: 23 pontos e 14 rebotes
- Ron Artest: 15 pontos, 5-10 FG e 3-5 3pt FG
- Kobe Bryant: 30 pontos
- Rebotes: Lakers 42, Celtics 31
- Pontos no garrafão: Lakers 48, Celtics 30
Os Lakers dominaram o jogo inteiro, chegando a abrir diferença de 30 pontos no terceiro quarto.

JOGO 2: Celtics 103, Lakers 94
- Ray Allen: 32 pontos, sendo 27 no primeiro tempo, com 8 arremessos certos de 3 pontos (recorde em finais), sendo 7 no primeiro tempo (outro recorde).
- Rajon Rondo: Triple-double: 19 pontos, 10 assistências, 12 rebotes.
- Rebotes: Celtics 44, Lakers 39
- Pontos no garrafão: Celtics 36, Lakers 26
- Pontos dos reservas: Celtics 24, Lakers 15
Ray Allen esteve incrível no primeiro tempo e Rajon Rondo matou o jogo quando os Lakers tentaram reagir. Os Lakers pararam de jogar quando venciam por 3 pontos a 5 minutos do final.

JOGO 3: Lakers 91, Celtics 84
- Kobe Bryant: 29 pontos
- Derek Fisher: 16 pontos, sendo 11 no último quarto.
- Kevin Garnet: 25 pontos
- Rebotes: Lakers 43, Celtics 35
Derek Fisher foi incrível no último quarto e o responsável pela vitória dos Lakers

JOGO 4: Celtics 96, Lakers 89
- Kobe Bryant: 33 pontos
- Glen “Big Baby” Davis: 18 pontos
- Nate Robinson: 12 pontos em 17 minutos
- Rebotes: Celtics 41, Lakers 34
- Pontos no garrafão: Celtics 54, Lakers 34
- Pontos dos reservas: Celtics 36, Lakers 18
O banco dos Celtics fez a diferença no último quarto, especialmente Glen Davis e Nate Robinson.

JOGO 5: Celtics 92, Lakers 86
- Kobe Bryant: 38 pontos, sendo 19 no terceiro quarto
- Paul Pierce: 27 pontos
- Kevin Garnett: 18 pontos e 10 rebotes
- Rebotes: Celtics 35, Lakers 34
- Pontos no garrafão: Celtics 46, Lakers 32
Ficou claro que Kobe Bryant não consegue ganhar o jogo sozinho. Paul Pierce finalmente conseguiu fazer algo contra a marcação implacável de Ron Artest.

JOGO 6: Lakers 89, Celtics 67
- Kobe Bryant: 26 pontos e 11 rebotes
- Pau Gasol: 17 pontos, 13 rebotes, 9 assistências
- Ron Artest: 15 pontos, 6-11 FG e 3-6 3pt FG
- Rebotes: Lakers 52, Celtics 39
- Pontos no garrafão: Lakers 40, Celtics 32
- Pontos dos reservas: Lakers 25, Celtics 13 (chegou a estar 24x0 ao final do terceiro quarto).
Os Celtics não apareceram no jogo que poderia lhes dar o título, os Lakers estavam com as costas na parede e fizeram a lição de casa. Foram para o intervalo com uma vantagem de 20 pontos e fizeram o que não haviam feito no jogo 4 de 2008: venceram o terceiro quarto. Naquele jogo, em 2008, os Celtics viraram uma diferença de 24 pontos.

A única constante nos 6 primeiros jogos: todos foram vencidos pelo time que pega mais rebotes. A performance do banco de reservas e de cada time dentro do garrafão foram decisivas em 5 dos 6 jogos. Fora isso, nada mais. Com exceção dos jogos 1 e 6, que tiveram histórias bem parecidas, cada um dos demais jogos teve uma história diferente: Ray Allen e Rajon Rondo no jogo 2, Derek Fisher no jogo 3, Nate Robinson e Glen Davis no jogo 4 e Paul Pierce e Kevin Garnett no jogo 5. Ah, e Kobe Bryant vem mantendo a média próxima de 30 pontos na série, mas, como ficou claro no jogo 5, quando fez 19 pontos no terceiro quarto, não consegue vencer o jogo sozinho.

Uma pausa para falar de Ron Artest. O maior ponto de interrogação dos Lakers antes da temporada, veio para substituir Trevor Ariza, que foi importantíssimo no título do ano passado, mas que não teve seu contrato renovado e não conseguiu embalar ao longo da temporada. Seus arremessos são um teste para cardíaco. Eu os comparo com aquelas viradas de bola de três dedos que o Richarlysson tenta dar nos jogos do São Paulo: acerta uma em cada 10 e o restante é contra-ataque para o adversário. Sem brincadeira, eu grito um “NÃÃÃÃÃO!” cada vez que ele tenta um arremesso de 3 pontos. E parece que o mesmo acontece no Staples Center. Nos jogos em Boston, a torcida dos Celtics gritava “shoot” cada vez que ele pegava na bola. E, mesmo assim, por mais que estar com ele no time signifique atacar em 4 contra 5, tenho que reconhecer que, com exceção do jogo 5, ele vem fazendo um trabalho fantástico de marcação em Paul Pierce (que, não podemos esquecer, foi o MVP das finais de 2008). Ele foi contratado para marcar caras como Pierce, Carmelo Anthony e Lebron James. E essa função ele está cumprindo. Com os bônus de suas atuações OFENSIVAS nos jogos 1 e 6, dou meu crédito a ele. Mas vou continuar gritando “NÃÃÃÃÃO!” a cada arremesso.

Retomando: e hoje temos o jogo 7. A ausência de Kendrick Perkins será sentida pelos Celtics, já que os rebotes estão sendo decisivos. Resta saber como está o joelho de Andrew Bynum. Se ele conseguir apresentar ao menos 20 minutos de boa produção, os Lakers já começam com uma vantagem enorme. Caso contrário, volta o equilíbrio. Quem ainda está devendo na série é Lamar Odom, que costuma ser o terceiro melhor jogador dos Lakers. Quem sabe não é justamente hoje que ele represente a história do último jogo de uma série já cheia de histórias.

Os Lakers buscam o bicampeonato e o 16º título de sua história, o que os deixariam com apenas 1 título a menos que os Celtics. Kobe busca seu quinto título, no desejo de cada vez mais atingir as conquistas e as comparações com Michael Jordan. Também não quer ser lembrado como aquele não consegue vencer os Celtics em finais (como os jogadores dos Lakers dos anos 60 – Jerry West e cia. – são). Phil Jackson busca seu décimo-primeiro título, aumentando o recorde. E não podemos nos esquecer que essa geração dos Celtics tenta o segundo título em 3 anos, o que os colocaria em situação de ganhadores de títuloS (no plural), assim como as gerações dos anos 60 e dos anos 80.

É dia de jogo 7. Um único jogo para definir o campeão. O sonho de todo fã de esporte. Vence quem demonstrar que quer mais.  Mais um capítulo da história sendo escrita. Imperdível.

E não sabemos se Jack Nicholson vai comemorar ou não no final.


domingo, 25 de abril de 2010

Olho nos Spurs

Antes da temporada começar indiquei o San Antonio Spurs como meu candidato ao título. Durante a temporada parecia que o time estava sentindo o peso da idade e que não teria gás para buscar o quinto título em 11 anos. Depois do jogo de ontem, parece que a tática de preservar os jogadores pode dar certo.

Depois de perder o primeiro e vencer o segundo jogo em Dallas, contra os Maverics, os Spurs começaram bem o jogo 3 e pareciam estar com o jogo sob controle até o início do terceiro quarto, quando lideravam por 8 pontos e Manu Ginobili recebeu uma cotovelada (totalmente involuntária) no nariz em um lance onde foi ajudar na marcação de Dirk Nowitzki. Saiu de quadra com o nariz sangrando e muito torto, foi para o vestiário e voltou minutos depois com um curativo e com as narinas cheias de algodão. Durante esse tempo, os Maverics conseguiram uma sequência de 17-2 e passaram a comandar o placar. Ginobili voltou pro jogo como se nada tivesse acontecido (será que Jacob estava no vestiário e deu uma mãozinha?) e colocou os Spurs de volta a liderança com algumas infiltrações, mesmo com o risco de receber novos contatos no nariz QUEBRADO. Um guerreiro e um monstro. Marcou 11 pontos no último quarto.

Os Spurs recuperaram a liderança e confirmaram a vitória, graças aos arremessos de Tony Parker no final do jogo. Agora lideram a série por 2-1 e têm mais um jogo em casa, nesse domingo para tentar a vantagem de 3-1.

Falando em Greg Popovic, ontem ficou muito claro a diferença de nível dos técnicos que estavam na quadra. Gosto do técnino dos Mavs, Rick Carlisle, mas a diferença é gritante: Carlisle tem com característica não deixar o jogo seguir quando o adversário começa um "run" (marcação de vários pontos seguidos do mesmo time). Pede tempo após seu time tomar a segunda ou, no máximo, a terceira cesta seguida. Durante o terceiro quarto, no run de 17-2 dos Mavs, o técnico dos Spurs fez exatamente o contrário: deixou o jogo seguir, sem pedir tempo. Ginobili voltou e aí foi a vez dos Spurs começarem um run. Carlisle pediu tempo após a segunda cesta seguida dos Spurs. E não adiantou nada, o comando do jogo já havia voltado para as mãos dos donos da casa.

Pra mim isso mostra a diferença entre os técnicos, entre quem tem o time completamente nas mãos e quem precisa intervir o tempo todo. Popovic tem o time completamente nas mãos e o time consegue sair de situações difíceis por si só. Só conheço outro técnico que o mesmo perfil: Phil Jackson. Será coincidência que os dois conquistaram 8 dos últimos 10 títulos da NBA?

Minha opinião é que o jogo 4, amanhã em San Antonio, vai decidir a série. Uma vitória dos Spurs levará à vantagem de 3-1 na série e não acredito que os Maverics, a segunda melhor campanha do Oeste, consigam reverter e vencer 3 jogos seguidos do time de Greg Popovic.

E eu não gostaria de enfrentar os Spurs nas próximas fases dos playoffs...
 
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domingo, 18 de abril de 2010

NBA: Hora dos Playoffs

Na temporada de 99/00 os Lakers venceram 67 jogos na temporada regular e conquistaram o primeiro dos três títulos seguidos com Kobe e Shaq. Na temporada seguinte (00/01), venceram 56 jogos (11 a menos), mas são considerados o melhor time da NBA nos últimos 10 anos. Por que? Porque nos playoffs venceram 15 jogos e sofreram uma única derrota (para os 76ers no jogo 1 das finais, numa atuação histórica de Allen Iverson), após 3 varridas sobre Portland, Sacramento e San Antonio. A dominância da dupla Kobe-Shaq atingia seu ápice.

Na temporada passada os Lakers venceram 65 jogos e conquistaram o título. Nesse ano? 57 vitórias (8 a menos). O discurso de Phil Jackson nas últimas semanas vem sendo que o importante é preservar as pernas nos jogadores (especialmente Kobe, que ficou de fora de vários jogos) para uma nova arrancada nos playoffs. No meu preview da temporada eu comentei que os pontos de interrogação dos Lakers eram muitos (Lamar Odon, Ron Artest, Phil Jackson) e, para piorar as coisas, Andrew Bynum está voltando de mais uma contusão. Resta esperar que o planejamento do Zen Master visando apenas os playoffs, abrindo mão do mando de quadra nas finais caso enfrente Cleveland ou Orlando, que terminaram com melhores campanhas que os Lakers, funcione, como funcionou em 2001.

Voltando às minhas “previsões de antes da temporada”:

PRINCIPAIS ACERTOS:

- Lakers e Cavs liderando as conferências (nenhum mérito por isso).

- A boa campanha dos Mavericks.

- O domínio dos 4 primeiros times do leste (Cavs, Magic, Hawks e Celtics).

- A classificação do Oklahoma City Thunder para os playoffs (deixnado os Rockets de fora).

- A confirmação de Kevin Durant como um dos principais cestinhas da liga. Durant não só venceu a disputa com Lebron James, como se tornou o mais jovem cestinha da história (21 anos), com média de 30,1 pontos por jogo. Estarei no mundial da FIBA em setembro e, saber que há o risco de que Lebron, Kobe e D-Wade podem não estar lá não preocupa tanto, considerando o quão ansioso estou para ver Kevin Durant joagando ao vivo e in loco.

- Lebron James será o MVP pela segunda vez consecutiva e de uma forma incontestável.

INTERROGAÇÕES DE ANTES DA TEMPORADA:

- Shaquile O’Neal: as melhores fases dos Cavs foram com Shaq fora do time. Agora, está voltando de contusão para os playoffs. O principal motivo de sua contratação foi a necessidade de alguém para encarar Dwight Howard no provável encontro entre Cleveland e Orlando na final do Leste. Como suporte para Lebron, vale a aposta. De quebra, os Cavs ainda agregaram Antawn Jamison, dos Wisards, no meio da temporada. Agora eles têm opções de variações táticas que não tinham no ano passado. É a última tentativa de conquistar um título comLebron e tentar segurá-lo no final da temporada, quando acaba seu contrato. São os favoritos.

- Vince Carter: apesar de alguns bons momentos, ainda acho que será lembrado como um tiro no pé do Orlando Magic e vai ajudar contribuir para a derrota contra o Cleveland na final do leste (se não fizer isso já série contra o Atlanta na segunda fase dos playoffs);

- Kevin Garnet: eu havia dito que se ele estivesse totalmente recuperado os Celtics seriam os favoritos para vencerem o leste. Pois é, KG não voltou bem fisicamente e, juntando com a catastrófica contratação de Rasheed Wallace, os Celtics parecem mais um catadão sem condições de irem muito longe.

- Manu Ginobili e Tim Duncan: Até 2/3 da temporada os Spurs jogavam com o freio de mão puxado. Tiveram uma ótima arrancada no último terço da temporada (especialmente Ginobili), mas deram azar de enfrentar logo o Dallas Mavericks na primeira fase dos playoffs, provavelmente o pior match up que poderiam ter. Eu apostaria neles contra qualquer time do Oeste, menos Dallas e Lakers. Parece que é o final da linha para um dos dois grandes times dos últimos 10 anos.

(somem os dois últimos parágrafos e a minha previsão para uma final entre Spurs e Celtics vai completamente pelos ares)


OS ERROS NAS PREVISÕES

Erros, parte 1 - as surpresas.

- Phoenix Suns: e não é que Steve Nash, aos 36 anos, ainda conseguiu nos dar mais uma temporada como as de 2005 e 2006, quando ganhou os 2 prêmios de MVP? Os Suns voltaram a jogar em velocidade, conquistaram a terceira melhor campanha do oeste e são o time com o melhor "momento" entrando nos playoffs.

- Milwaukee Bucks: esse eu não sei de onde veio. Mesmo com a contusão de Michael Redd, se transforamam em um time de playoff , não fosse a contusão de Andrew Bogut, poderiam ter terminado com a quinta campanha do leste e com chances reais de eliminar os Celtics na primeira rodada dos playoffs.

- Chalotte Bobcats: a chegada de Stephen Jackson e a evolução de Gerald Wallace ao nível de All Star levaram o time de Michael Jordan (o dono) a ser temido por todos. Vão dar muito trabalho para o Orlando Magic.

Erros, parte 2- as decepções:


- Washington Wizards (leia-se Gilbert Arenas)
- New Orleans Hornets (leia-se a contusão de Chris Paul)


OS PRÊMIOS

As barbadas (não tenho coragem de indicar outros):

- MVP: Lebron James (Cleveland Cavaliers)
- Defensive Man of the Year: Dwight Howard (Orlando Magic)
- Sixth Man of the Year: Jamal Crawford (Atlanta Hawks)

Os não-barbadas (possivelmente nenhum desses será premiado):

- Coach of the Year: Scott Skiles (Milwaukee Bucks)
- Most Improved Player: Marc Gasol (Memphis Grizzlies)
- Rookie of the Year: Tyreke Evans (Sacramento Kings) - foi o quarto rookie da história a terminar a temporada com médias de pelo menos 20 pontos, 5 rebotes e 5 assitências. Os outros 3? Michael Jordan, Oscar Robertson e Lebron James.


OS PLAYOFFS

Uma pena que algumas contusões vão prejudicar um dos possíveis playoffs mais imprevisíveis dos últimos tempos: Brandon Roy (Blazers), Andrew Bogut (Bucks) Andrei Kirilenko (Jazz), Robin Lopez (Suns). Meus palpites:
 
LESTE
 
#1 Cleveland Cavaliers 4, #8 Chicago Bulls 0 - Lebron James está em uma missão.
#2 Orlando Magic 4, #7 Charlotte Bobcats 2
#3 Atlanta Hawks 4, #6 Milwaukee Bucks 1 - com Andrew Bogut a série iria a 7 jogos
#4 Boston Celtics 4, Miami Heat 3 - vou apostar na experiência contra o show de um homem só.
 
OESTE
 
#1 LA Lakers 4, Oklahoma City Thunder 1 - sensacional duelo entre Kobe e Kevin Durant. Mas a falta de experiência será fatal para o Thunder.
#2 Dallas Mavericks 4, #7 San Antonio Spurs 3 - uma pena que um dos 3 melhores times do Oeste tenha que ser eliminado já na primeira fase. A melhor série da primeira fase dos playoffs.
#3 Phoenix Suns 4, #6 Portland Trail Blazers 1 - com Robin Lopez jogando apostaria na varrida (considerando a ausência de Brandon Roy)
#4 Denver Nuggets 4, #5 Utah Jazz 3 - antes da contusão de AK47, estava apostando no Jazz. Mas sua ausência, mais a situação de Carlos Boozer (não está 100%), me faz apostar em Carmelo Anthony e cia., mesmo sem o técnico George Karl e com Kenyon Martin voltando de contusão.
 
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sábado, 23 de janeiro de 2010

PLAYOFFS DA NFL - CHAMPIONSHIP SUNDAY

AFC


New York Jets @ Indianapolis Colts

Na semana 16 os Jets perdiam para os Colts por 15x10 no terceiro quarto quando o técnico de Indianapolis decidiu retirar os principais titulares do jogo para poupá-los (a melhor campanha da AFC já estava garantida). Resultado: Jets 29, Colts 15 e os Jets voltaram a respirar chances de classificação aos playoffs, pois ao invés de terminarem a rodada desclassificados com 7-8, foram para a semana 17 com 8-7. Na semana 17, foi a vez dos Bengals, já classificados, pouparem os titulares, adivinhem contra quem? Sim, contra os Jets! Placar do jogo: Jets 37, Bengals 0. Jets classificados.

Veio a primeira rodada dos playoffs e os Jets foram jogar exatamente em Cincinatti, contra os Bengals, dessa vez com todos os titulares escalados. Os Bengals foram castigados por terem permitido a classificação dos Jets, que passavam para a próxima rodada. Mais uma vitória em San Diego e agora vão jogar exatamente contra o outro time que “permitiu” que eles estivessem nos playoffs, os Colts.

Será possível que o karma se repita e que os Colts também paguem o preço? Dessa vez não. Continuo incapaz de apostar contra Peyton Manning nessa temporada e vale lembrar que os Colts ganharam TODOS os jogos desse ano que eles tinham a intenção de ganhar (as duas derrotas nas últimas duas rodadas foram com o time reserva). Os Colts são capazas de parar o jogo corrido da mesma forma como fizeram com os Ravens no último final de semana. O Cornerback Darrelle Revis deverá reduzir as chances de jogadas para Reggie Wayne, mas devemos ter muitos passes para Dallas Clark e Pierre Garçon. E não vamos nos esquecer que os Jets precisaram contar com 3 Field Goals perdidos pelos Chargers no domingo para conseguir a vitória em San Diego.

Palpite: Colts 20, Jets 13


NFC

Minnesota Vikings @ New Orleans Saints

Sem dúvida nenhuma os Vikings conseguiram a vitória mais impressionante do último final de semana, ao aplicarem 34x3 no Dallas Cowboys, segurando completamente aquele que vinha sendo o time mais “quente” das últimas semanas. A vitória dos Saints sobre os Cardinals, pela mesma diferença (45x14) já era relativamente mais esperada, considerando a defesa de Arizona. Além disso, acho improvável que Reggie Bush tenha mais um jogo do nível que teve contra os Cardinals. Contra os Vikings temos a irregularidade fora de casa, ainda mais jogando em um dos estádios onde a torcida ainda faz a diferença. Até ontem eu estava tentado a apostar nos Vikings, mas eu vou de Saints, pelo contexto da recuperação da cidade depois do Katrina (ver o Superdome, que abrigou desabrigados após o furacão, comemorar a classificação ao Super Bowl será histórico) e, principalmente, pela possibilidade de ver os dois melhores times da temporada regular finalmente fazerem um Super Bowl (não me lembro da última vez que isso aconteceu). Por mais que a história de Brett Favre traga algum sentimento em seu favor, um Super Bowl entre Colts e Saints seria mais eletrizante (os dois times chegaram a estar 27-0 somados em determinado momento da temporada!). Que venha Manning x Brees no dia 07 de fevereiro.

Palpite: Saints 31, Vikings 27

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sábado, 16 de janeiro de 2010

PLAYOFFS DA NFL - DIVISIONAL WEEKIND

Após fazer apenas 1-3 na primeira rodada dos playoffs o teimoso aqui vai mais uma vez tentar adivinhar o que vai acontecer no segundo round. Como sempre, já li as colunas dos especialistas, ouvi alguns podcasts e uma coisa em particular vem me chamando atenção: antes do início dos playoffs as equipes de melhor campanha, que não jogariam no wild card weekend, estavam melhor avaliadas do que agora, especialmente as da AFC (Colts e Chargers). Os líderes da NFC (Saints e Vikings) já haviam perdido alguma moral após as derrotas nas últimas rodadas da temporada regular, mas mesmo assim eram equipes que começaram a temporada com campanhas de 13-0, no caso dos Saints (terminaram 13-3) e 11-1, no caso dos Vikings (terminaram 12-4). Esse final de temporada regular (0-3 dos Saints e 1-3 dos Vikings) até justificaria a perda de credibilidade dessas duas equipes, ainda mais do jeito que seus adversários dessa semana, especialmente os Cowboys, estão jogando. Mas, como explicar que, de repente, Ravens e Jets passam a ser vistos com bons olhos e com chances reais de vitória contra Colts e Chargers, respectivamente? As vitórias no Wild Card seriam suficientes para levantar a moral desses times a esse ponto?

Fui atrás de algumas estatísticas para tentar entender os efeitos do “bye” (descanso no Wild Card), do “Home Field” (vantagem de jogar em casa) e do momento de vir de uma vitória no Wild Card. Levantei o retrospecto dos times que terminaram a temporada regular com uma das duas melhores campanhas de cada conferência e tiveram o direito do bye na primeira rodada dos playoffs desde que esse sistema foi implantado, em 1990:

1990: 4-0 (4 vitórias dos times que tiveram o bye)
1991: 4-0
1992: 3-1
1993: 3-1
1994: 4-0
1995: 2-2
1996: 3-1
1997: 3-1
1998: 4-0
1999: 3-1
2000: 3-1
2001: 3-1
2002: 4-0
2003: 2-2
2004: 4-0
2005: 2-2
2006: 2-2
2007: 2-2
2008: 1-3

Observo que, nos últimos 4 anos, os times que tiveram o bye estão com um retrospecto de 7 vitórias e 9 derrotas (aproveitamento de 44%). Nos 15 anos anteriores, esse aproveitamento era de 81% (49-11). Pra quem acha injusto comparar 4 anos com 15, podemos pagar qualquer período de 4 anos consecutivos entre 1990 e 2004 e verificaremos que o aproveitamento nunca foi menor que 75%. Algo pode ter acontecido nesses últimos 4 anos para justificar essa perda da vantagem dos mandantes no Divisional Weekend? Bill Simmons tem uma teoria de que, de uns anos pra cá, com a construção de novos estádios, mais modernos, mas que levam os torcedores mais fiéis para os níveis mais afastados do campo, deixando os locais próximos ao campo para camarotes e lugares caríssimos, que são adquiridos apenas pelos torcedores com alto poder aquisitivo e, ao mesmo tempo, menos fanáticos e barulhentos, o mando de campo vem perdendo efeito constantemente (ele coloca vários dados nessa coluna de novembro de 2008 para demonstrar sua teoria).

A conclusão? O mando de campo teria deixado de ser um fator decisivo nos playoffs. Na semana passada, 2 visitantes venceram (Ravens e Jets). No Divisional Weekend do ano passado TRÊS dos quatro visitantes venceram. Somem isso ao momento criado pelos times que trazem vitórias convincentes do Wild Card Weekend e o retrospecto dos últimos 4 anos e temos muita gente achando que os mandantes podem ser surpreendidos na segunda rodada dos playoffs. Eu? Vou continuar analisando caso a caso:

AFC

Baltimore Ravens @ Indianapolis Colts


Os Ravens atropelaram os Patriots na semana passada, fora de casa (a única vitória que eu acertei). Ganharam com o jogo corrido (234 jardas corridas contra apenas 34 jardas aéreas) e com a defesa (forçaram 4 turnovers).  A tática dessa semana? Explorar ao máximo o jogo corrido (Ray Rice deverá ter mais um grande jogo), fazendo o relógio correr e deixando o mínimo de tempo possível para Peyton Manning ficar dentro de campo. E mesmo com essa história realmente emocionante, sou incapaz de apostar nos Ravens, especialmente considerando o match-up Joe Flacco x Peyton Manning. Alguém acha que Peyton Manning, MVP pela quarta vez (um recorde na história da NFL, com todos os méritos), jogando em casa, com um time que começou a temporada 14-0 e que poupou os titulares nos dois últimos jogos da temporada regular para estarem inteiros nos playoffs pode perder esse jogo? Eu também  não. E mesmo que a tática dos Ravens de correr o relógio funcione, já vimos que Manning pode conseguir uma vitória como conseguiu na semana 2 em Miami, com apenas 15 minutos de posse de bola no total.

Palpite: Colts 24, Ravens 19.

New York Jets @ San Diego Chargers

É verdade que os Jets não poderiam esperar adversário melhor para “encaixar o jogo”: os Jets têm um dos melhores ataques terrestres e os Chargers não têm uma boa defesa para jogo corrido. Os Chargers adoram o jogo de lançamentos e os Jets têm o melhor cornerback da NFL (Darrelle Revis), especialista em anular os melhores wide receivers da liga (perguntem para Chad Ochocinco dos Bengals). Mas os Chargers terminaram a temporada regular com 11 vitórias consecutivas, sendo considerados o melhor time da liga, mesmo sem a melhor campanha. Têm Phillip Rivers, Antonio Gates e Vincent Jackson. Só não sabemos o que esperar de LaDainian Tomlinson. E os Jets bateram nos Bengals, que não se apresentaram pra jogar (especialmente o QB Carson Palmer). Para mim esse é o caso mais clássico de supervalorização de um time após uma vitória no Wild Card Weekend.

Palpite: Chargers 17, Jets 13

NFC

Arizona Cardinals @ New Orleans Saints

Antes de falar desse jogo, vale mencionar o jogo dos Cardinals contra Green Bay no domingo à noite. Parecia vídeo-game. 96 pontos marcados, atuações fantásticas dos quartebacks (Kurt Warner: 29-33, 379 jardas, 5 TD’s, O INT, rating de 154,1; Aaron Rodgers: 28-42, 422 jardas, 4 TD’s, 1 INT, rating de 121,3) e emoção até o final, com Arizona sempre na frente e reações incríveis dos Packers. Prorrogação e uma pena que Aaron Rodgers finalizou uma atuação histórica com um fumble que custou a derrota de seu time. Um jogo para ser lembrado.

Voltando a Cardinals x Saints: os Saints perderam muita moral após começarem a temporada 13-0 e sofrerem derrotas em casa para Dallas e para o fraco Tampa Bay. As opções ofensivas dos Cardinals parecem intermináveis, mas se eles tomaram 45 pontos em casa, como será jogando fora de casa contra Drew Brees e o poder ofensivo dos Saints? Além disso, se há um estádio onde ainda podemos dizer que o mando de campo faz alguma diferença em termos de participação da torcida, esse lugar é o Superdome. Devemos ter mais um jogo de muitos pontos e aquele time que conseguir parar o ataque adversário na red zone mais vezes levará vantagem, pois trocar um touch down por um field goal, contra ataques desse tipo, será um feito e tanto. Se os Saints conseguirem a liderança do placar no primeiro quarto poderão comandar o jogo com mais tranqüilidade. Mas se derem moral para os Cardinals... já sabemos o que pode acontecer, basta lembrar do ano passado. Assim como o jogo entre Arizona e Green Bay na semana passada, considero esse o jogo mais imprevisível do final de semana.

Palpite: Saints 42, Cardinals 31.

Dallas Cowboys @ Minnesota Vikings

Já me convenci a não ir ao primeiro jogo do São Paulo na temporada para assistir a esse jogo. Os Vikings perderam rendimento no final da temporada regular, enquanto os Cowboys só melhoraram, basta lembrarmos da vitória em New Orleans na semana 15 e das duas vitórias contra os Eagles, na semana 17 e no Wild Card Weekend. Por mais que seria bom ver Brett Favre conduzindo os Vikings para a final da conferência e mesmo num jogo que envolva tantas figuras que possam prejudicar seu time em determinado lance e tornar o jogo imprevisível (Bret Favre, Tony Romo, Adrian “Fumble” Peterson, Roy Williams e, obviamente, os técnicos – Wade Philips e Brad Childress) os Cowboys estão numa fase boa demais para APOSTAR contra, por mais que eu TORÇA contra.

Palpite: Cowboys 31, Vikings 24



sábado, 9 de janeiro de 2010

PLAYOFFS DA NFL - WILD CARD WEEKEND

Pra não perder o costume, o palpiteiro aqui vai tentar advinhar o que vai acontecer nos playoffs da NFL, o que mostra que eu não aprendi a lição nem mesmo após os fiascos do ano passado:

AFC

#3 New England Patriots x #6 Baltimore Ravens: os Patriots, com a divisão garantida, colocaram os titulares para jogar no último jogo da temporada regular, contra o Houston Texans. Conclusão: perderam o wide receiver Wes Welker para os playoffs.  Agora acho que vão pagar por isso. Os Ravens, mesmo sem contar com o poderio defensivo dos anos passados, possuem um time bem acertado, são muito bem rankeados no site footballoutsiders.com (o principal site de estatísticas da NFL), sendo o número 1 em eficiência, e Joe Flaco já mostrou que sabe jogar playoff fora de casa. Adicione a ausência de Welker, que facilitará as coberturas em Randy Moss e deixará menos opções para Tom Brady e teremos um upset.

Palpite: Ravens 21, Patriots 16.

#4 Cincinatti Bengals x #5 New York Jets: os dois times se enfrentaram na semana 17 da temporada regular em NY, quando os Jets atropelaram os Bangals para garantir a última vaga dos playoffs da AFC e, de repente, viraram os queridinhos da imprensa america. Mas eu não vou confiar no quarterback novato Mark Sanchez jogando fora de casa. Mesmo com a melhor defesa da liga e com um dos melhores jogos corridos, em playoff a capacidade de realizar grandes jogadas, seja com passes longos ou com os times de especialistas, faz diferença e os Jets não têm nem uma coisa, nem outra. Além disso, os Bengals jogaram o último jogo com os reservas e agora jogam em casa com força máxima, incluindo a volta do running back Cedric Benson. Assisti a 3 jogos deles nessa temporada e fiquei muito bem impressionado. E os Jets sempre serão os Jets: surpreendem quando nada se esperam deles e decepcionam sempre que começam a parecer um time vencedor.

Palpite: Bengals 31, Jets 10.

NFC

#3 Dallas Cowboys x #6 Philadelphia Eagles: os Cowboys venceram os dois jogos entre as duas equipes na temporada regular, incluindo na última semana, quando os Eagles claramente se pouparam. Aqui vou usar o fator torcida para escolher o vencedor: os Cowboys são o time que eu menos gosto da NFL (pra não dizer outra coisa) e eu realmente gosto dos Eagles, com todos os seus altos e baixos. Se Donovan McNabb estiver em um de seus dias bons, não vejo como perderem, mesmo fora de casa (e não se sabe até que ponto o novo estádio dos Cowboys, que custou cerca de 1,5 bilhão de dólares e comporta mais de 100.000 pessoas reduziu a pressão da torcida devido ao tamanho). Tony Romo ainda não conseguiu nenhuma vitória em playoffs na sua carreira e acho que não vai ser dessa vez. É provável que o jogo seja decidido na última posse de bola e o técnico que conseguir controlar melhor o relógio levará vantagem, o que é complicado de prever, já que ambos têm sérias dificuldades de usar adequadamente os timeouts nos finais de jogo. Mas a sorte de Andy Reid, dos Eagles, é que do outro lado estará Wade Philips, que consegue estregar tudo quando menos se espera. E ver a cara derrotada do dono dos Cowboys, Jerry Jones, ao final de um jogo de playoff, especialmente em casa é uma das coisas mais prazeirosas para esse torcedor aqui.

Palpite: Eagles 34, Cowboys 30.

#4 Arizona Cardinals x #5 Green Bay Packers: na minha opinião, o jogo mais imprevisível. Ao lado dos Eagles e dos Chargers, Green Bay é o time que melhor vem se apresentando nas últimas semanas. A proteção ao quarterback Aaron Rodgers melhorou (é bom citar que ele foi o melhor jogador do Fantasy NFL nesse ano) e os Cardinals ganharam a divisão mais fraca da liga, com muitos altos e baixos. Apesar de estar fora de casa, vou de Packers.

Palpite: Packers 35, Cardinals 28

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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

TAKE ME OUT TO THE BALL GAME

"Take me out to the ball game
Take me out to the crowd
Buy me some peanuts and cracker jacks
I don't care if I ever get back
And it's root, root, root for the home team
If they don't win, it's a shame
Cause it's one, two, three strikes
You're out
At the old ball game."


Essa música, composta em 1908, é o tema de qualquer jogo de baseball jogado nos Estados Unidos. Normalmente é tocada nos estádios durante o sétimo inning dos jogos. Nessa última viagem tive a chance de assistir a uma partida de baseball pela primeira vez (na verdade, foram 3 jogos) e a experiência foi sensacional.


Antes que alguém comece com a história de que “Baseball é muito chato” ou “a regra é muito difícil” ou “o jogo demora muito”, devo dizer que, no primeiro jogo que assisti (New York Yankees 11 x 1 Tampa Bay Rays), estava acompanhado de 3 mulheres que não entendiam nada de baseball (apesar de amantes do esporte, o que obviamente ajuda). Passei as regras básicas e a dinâmica do jogo. Ajudado pelo fato de que ter sido um jogo de pontuação alta, com 2 home runs (ambos de Mark Teixeira) e 12 pontos no total, no final da noite havia cumprido a missão de agregar mais 3 fãs ao esporte. O problema é que acabaram se tornando 3 torcedoras dos Yankees, mas infelizmente o US OPEN não foi em Cleveland e por isso não pude fazer muita coisa (e mesmo que fosse, a atual fase dos Indians não ajudaria muito). A missão foi tão bem cumprida que uma de minhas companheiras de viagem, a Ynara, me mandou e-mail hoje perguntando do jogo de ontem entre Tigers x Twins. Well done!

O jogo demorou quase três horas e meia para acabar, mas o tempo passou muito rápido. Não dá pra negar que os americanos sabem fazer um espetáculo. A cada parada do jogo, temos música, promoções, o telão gigantesco ajudando, comida a disposição por tudo que é lado (o preço abusivo é um assunto a parte), enfim, tudo o que é possível para entreter o público. E o novo estádio dos Yankees é uma obra de arte. Metrô na porta, fácil acesso, elevadores, escadas rolantes, fluxo tranqüilo, dezenas de lanchonetes, bons banheiros, todos os lugares marcados, tudo o que reclamamos dos nossos próprios estádios aqui no Brasil (que a adaptação para a Copa de 2014 resolva pelo menos parte desses problemas). O único problema é ter que pagar 9 dólares por uma cerveja ou 5 dólares por um refrigerante.

No US Cellular Field, em Chicago, onde assisti a Chicago White Sox 6 x 8 Minnesota Twins, tudo muito parecido: o estádio é relativamente novo e a estrutura parecida, em escala um pouco reduzida em relação ao Yankee Stadium. Mas também foi um jogo de pontuação alta e com 7 Home Runs, o que tornou tudo bem mais divertido. Infelizmente os Cubs (o time realmente tradicional de Chicago) estavam jogando fora de casa nos dias em que estive na cidade e não pude visitar o folclórico Wrigley Field. Mas consegui passar um tempo com meu grande amigo César, que se mudou para lá no ano passado.

Para finalizar com chave de ouro (tanto a sequência de jogos como as férias, já que 10 horas depois do final do jogo já estava voando para o Brasil), de volta a NY e ao Yankee Stadium assisti ao jogo da maior rivalidade do esporte americano – New York Yankees x Boston Red Sox. Casa cheia, times completos e, apesar de mais uma vitória dos Yankees (9x5), algumas coisas para se guardar na memória, como ver ao vivo Home Runs de Alex Rodriguez (que deverá encerrar a carreira, daqui a muitos anos, como recordista histórico de HR’s, com ou sem asteriscos – e poderei falar que pelo menos um deles eu vi ao vivo!) e de David Ortiz, o “Big Papi”. Aliás, o que A-Rod jogou nesse dia foi um assombro (será que ele leu meu post sobre a questão do doping e quis mostrar algo para mim?). Vale um comentário sobre a torcida: apesar do ódio entre os times (acreditem, é ódio na versão mais pura que existe), muitos torcedores dos Red Sox estavam no jogo e no metrô, devidamente uniformizados, e sem nenhum problema. Mais uma coisa que temos muito que aprender por aqui.



PLAYOFFS

Em resumo, a dose tripla de baseball foi mais do que suficiente como uma primeira experiência. E um motivo a mais para acompanhar os playoffs da MLB que se iniciam hoje. Na Conferência Americana, teremos Boston Red Sox x Los Angeles Angels e New York Yankees x Minnesota Twins (que conseguiu a última vaga em um jogo histórico ontem à noite contra o Detroit Tigers, decidido apenas no 12º inning).

Obviamente, quero que os Yankees se explodam, apesar de serem os grandes favoritos, ainda mais agora que não tem mais um republicano na Casa Branca. Seu line-up (ataque) é monstruoso (Derek Jeter, Mark Teixeira, A-Rod, etc), mas nos playoffs vale muito mais ter uma boa rotação de arremessadores. E coloco dúvidas sobre os pitchers de New York: o número 2 deverá ser A.J. Burnett (altos e baixos) e o número 3, Andy Pettitte. O número 1 é C.C. Sabathia, de quem os fãs dos Indians se lembram muito bem durante a ALCS de 2007, quando o time vencia os Red Sox por 3x1 e acabaram perdendo a série após atuações desastrosas de C.C. Particularmente, confio mais em John Lester, Josh Beckett e o japonês Daisuke Matsuzaka, o Dice-K, dos Red Sox. Mas, para termos uma série entre Yankees e Red Sox, antes ambos terão que passar por Twins e Angels. O que não será fácil.

Na Liga Nacional, onde teremos St Louis Cardinals x Los Angeles Dodgers e Colorado Rockies x Philadelphia Phillies, o favoritismo está sendo apontado para os Cardinals, mas nessa liga, mais fraca, tudo pode acontecer. Vou torcer pelos Dodgers, de Manny Ramirez, mas não podemos menosprezar os atuais campeões Phillies, e nem o Colorado Rockies, que deu mais uma arrancada impressionante no final da temporada regular, semelhante ao que fizeram em 2007, para garantir a classificação,.

Minha torcida para a World Series é para Red Sox x Dodgers. Mas é uma aposta bem arriscada. E improvável.


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quinta-feira, 28 de maio de 2009

LAKERS X NUGGETS - JOGO 4

Aconteceu o que eu previ - vitória dos Nuggets com relativa tranquilidade (120 x 101). A diferença de intensidade entre os times foi gritante e o que mostra isso é a diferença nos rebotes: 58 x 40 em favor do Denver, sendo 20 x 9 nos rebotes ofensivos.

Do lado dos Lakers, Trevor Ariza, que vinha muito bem na série, esteve apagado (apenas 3 pontos) e Lamar Odom fez tantos pontos quanto faltas (5). Kobe Bryant fez o dele (34 pontos), mas aconteceu aquilo que ue já mencionei algumas vezes: em alguns jogos o time não apresenta aquela energia necessária que os playoffs exigem. Aconteceu isso nos jogos 4 e 6 da série contra o Houston e agora a dose se repetiu - parece que, após recuperar o mando de quadra no jogo 3, a missão em Denver já estava cumprida e agora era melhor poupar energias para os jogos em Los Angeles. Pelo menos vimos alguns sinais de vida vindos de Andrew Bynum.

Em compensação, os Nuggets estavam possuídos, com exceção da maior estrela, Carmelo Anthony, que teve uma noite apagadíssima (15 pontos). Mas Kenyon Martin (13 pts, 15 rebs), Nene (14 pts, 13 rebs), Chris Andersen (14 rebotes),J.R. Smith (24 pontos) e, como sempre, Chauncey Billups (24 pontos) comandaram a vitória.

Hoje à noite, o jogo 5. Hora dos Lakers voltarem a jogarem com energia de playoffs e retomarem a liderança da série. Considerando que J.R. Smith é um dos caras mais inconstantes da NBA (acho que só dá pra comparar com Jamal Crawford), a chance de que ele repita a boa atuação é pequena. Os Lakers precisam voltar a forçar o jogo no garrafão para forçar as faltas dos pivôs dos Nuggets e recuperar a vantagem nos rebotes. E quando chegar o crunch time, bola nas mãos do Kobe.

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