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domingo, 15 de agosto de 2010
Muito mais que o escudeiro de Michael Jordan
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domingo, 20 de junho de 2010
Lakers 83, Celtics 79. História foi escrita.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
GAME 7
sexta-feira, 4 de junho de 2010
LAKERS X CELTICS XI
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domingo, 25 de abril de 2010
Olho nos Spurs
terça-feira, 27 de outubro de 2009
NBA 2009-2010 PREVIEW... A TEMPORADA DOS "SE's"
As boas notícias: novo contrato e recém-casado. As más notícias: novo contrato e recém-casado. O cara que fez a diferença nas finais de 2009 (“When Lamar Odom is this good there’s no beat the Lakers”, by Jeff Van Gundy) conseguiu um novo contrato (será que a motivação para esse ano será a mesma, agora que os próximos anos estão garantidos?) e se casou com uma das irmãs Kardashian (sinônimo: problemas), um mês após conhecê-la em uma balada, apresentada pelo número 4 da minha lista. Os "especialistas" estão dando 10 meses no máximo para a duração do casamento, ou seja, a separação poderá ser na época dos playoffs. Qual será sua condição em maio e junho? Um “SE” gigante pra ele.
Sabemos o que esperar de Tony Parker e do técnico Greg Popovic. Não sabemos o que esperar de Manu Ginobili, que praticamente não jogou em 2009 graças à contusão no tornozelo que começou nos playoffs de 2008 e se agravou de vez durante os Jogos Olímpicos de Pequim. E imaginamos saber o que esperar de Tim Duncan, que continua resistindo à alta quilometragem e talvez consiga nos dar mais um ano daqueles que conhecemos. E os Spurs adicionaram peças ao elenco, como já fizeram em situações anteriores, que costumam encaixar como uma luva. Richard Jefferson vai cansar de fazer cestas de três pontos da zona morta. Antonio McDyess é a presença no garrafão que sempre ajuda a desafogar o “Big Three”. E o calouro DeJuan Blair foi um achado no final do primeiro round do draft (desde que esteja bem fisicamente). Estou sentindo um déjà vu de 2007..
domingo, 6 de setembro de 2009
COPA AMÉRICA DE BASQUETE MASCULINO
A Argentina passou aperto na primeira fase, especialmente após a derrota para a Venezuela, mas se recuperou e garantiu a vaga. Não que isso fizesse alguma diferença. Explico: para o Mundial do ano que vem, o sistema de classificação inclui o país-sede (Turquia), os campeões olímpicos (EUA) e os classificados dos torneios continentais desse ano. Sobrariam 4 vagas que seriam utilizadas pela FIBA para convidar quem ela bem entendesse (é uma forma estúpida eu sei, mas...). Se a Argentina não conseguisse a vaga na Copa América, obviamente seria um os convidados. Porto Rico vem cumprindo o papel de anfitrião e a única zebra, na minha opinião, foi a classificação do Canadá no lugar da República Dominicana, apesar dos reforços dominicanos da NBA: Charlie Villanueva, Francisco Garcia e Al Horford (um dos meus jogadores favoritos da nova geração).
Quanto ao Brasil, confesso que o time superou as minhas expectativas. Antes do torneiro, eu considerava os donos da casa e os argentinos como favoritos. Ainda teremos as semifinais nesse final de semana e tudo pode acontecer. Mas o Brasil terminou a segunda fase no primeiro lugar geral, com apenas uma derrota, e deverá vencer o Canadá em uma das semifinais. O time já mostrou uma evolução muito boa no desempenho. A primeira coisa que me chamou a atenção foi o fato de, já no primeiro jogo, o técnico Moncho Monsalve ter escalado Alex no lugar de Marcelinho Machado no time titular (finalmente!). E Alex foi o destaque da estréia contra a República Dominicana. Guilherme Giovanoni voltou à seleção como uma boa opção vinda de banco, a dupla de pivôs (Thiago Spliter e Anderson Varejão) encaixou muito bem tanto na defesa quanto no ataque, embora na parte ofensiva ainda falte um pouco mais de peso (literalmente falando) para dominar o garrafão - eles ainda são obrigados a jogar de costas para a cesta e com arremessos de média distância. Talvez a volta dos nossos “meninos” (Baby e Nenê, ausentes por contusão), resolva esse problema. Leandrinho, nossa maior estrela, manteve a regularidade que se espera, apesar de uma tendinite que o fez ser poupado nos dois últimos jogos da segunda fase (vitória contra o Uruguai e derrota para Porto Rico) e Marcelinho Huertas assumiu com propriedade a vaga de armador principal.
Outra coisa que me agradou muito foi a melhoria no sistema defensivo e a maior paciência ofensiva, bem no estilo europeu, equilibrada com a velocidade de Leandrinho nos contra-ataques. Bem diferente do time da “era Marcelinho”, quando não havia nenhuma disciplina tática.
Coisas que preocupam:
2) A possibilidade do técnico Moncho Monsalve deixar o time após a Copa América e não ir para o Mundial. Infelizmente, não vejo nenhum técnico no Brasil com condições de continuar com o trabalho sem trazer um retrocesso ao esquema de jogo. É muito bom ver um técnico que consegue melhorar um sistema de jogo e que não é refém de uma prancheta nos pedidos de tempo. Isso mostra que o trabalho de preparação (leia-se treinamentos, que é onde o sistema é absorvido, não durante o jogo) foi muito bem feito, apesar do pouco tempo disponível.
Pensando um ano para frente, no Mundial da Turquia, o primeiro passo é tentar manter o técnico. Se isso não for possível, que se traga outro estrangeiro, seja espanhol (a língua ajuda), sérvio ou croata. Além disso, mantendo-se a base de Huertas, Leandrinho, Alex, Guilherme, Spliter e Varejão, o retorno de Nenê e Baby e mais um armador reserva (o maior problema) e teríamos uma rotação de 9 jogadores (o número ideal para um jogo de alto nível) que poderia trazer um bom resultado para o Brasil, depois de 14 anos de fiascos (desde o sexto lugar nos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996). Seria um time para ficar entre os 8 melhores do mundo. Chegar entre os 4 é difícil, pois Estados Unidos, Espanha e Argentina ainda estão em um nível acima, mas daria para brigar com Lituânia e Grécia (quarto e quinto melhores times do mundo), mais Croácia e outros europeus, além de China e Austrália.
Só espero que o trabalho do Moncho não se perca...
Tá chegando a hora de se mandar para o aeroporto. O próximo post já será de Nova York.
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quarta-feira, 19 de agosto de 2009
MAGIC JOHNSON - 50 ANOS
Acho que já deu pra perceber que gosto muito de escrever sobre os ídolos do esporte. Dessa vez, vou escrever sobre o meu maior ídolo, que completou 50 anos de idade no último dia 14 de agosto.
Em novembro de 1991 o mundo ficou chocado quando Magic Johnson anunciou que estava se aposentando do basquete por ter contraído o vírus HIV. Estou falando de 1991, quando o nível de informação sobre a doença ainda era pequeno e os tratamentos praticamente inexistentes. Anunciar ser portador do vírus era praticamente dizer que seus dias de vida estavam contados.
Fiquei arrasado. Era o cara que me fez me apaixonar definitivamente pelo basquete, quando assisti pela primeira vez a um jogo de NBA, em 1987. No mesmo ano tivemos a vitória histórica da seleção brasileira no Pan de Indianápolis, que foi mais um motivador. Eu já estava na escolinha do SESI desde 1984, mas naquele ano eu soube que esse seria o meu esporte. E que seria um fanático pelos Lakers dali em diante. Vejam o lance a 1:48 do vídeo acima. Eu ficava horas na quadra tentando imitar aquele movimento. Acreditem, não é nada fácil para um moleque de 12, 13 anos. Uma vez, ainda naquela época, consegui fazer o mesmo movimento durante um jogo, foi uma realização.
Naquela altura, Magic Johnson acabara de disputar uma final histórica da NBA, contra Michael Jordan e o Chicago Bulls e havia previsões que aquela havia sido apenas a primeira de uma série de confrontos entre Magic e Jordan, após uma década de confrontos históricos entre Magic e Larry Bird. Os números de Magic em 1991 haviam sido impressionantes (79 jogos, 989 assistências, 80 acertos de 3 pontos e mais de 90% de acerto nos lances-livres - seu segundo melhor ano nesses itens). Havia sido o MVP em 1989 e 1990 (também em 1987). Tinha apenas 32 anos de idade e estava convocado para os Jogos Olímpicos de 1992, como parte do Dream Team original (e único). Uma aposentadoria mais do que precoce.
Para nossa felicidade, as cédulas de votação do All Star Game de 1992 já haviam sido distribuídas, e seu nome estava incluído nelas. Os fãs votaram e ele foi escalado para o jogo, mesmo "aposentado". E nos proporcionou talvez o maior momento da história dos All-Star Games, quando os mesmos ainda eram competitivos (o que não acontece hoje). Ele finalizou o jogo marcando primeiro Isiah Thomas e depois Michael Jordan no um-contra-um e, na sequência, fez o último lance do jogo com uma cesta incrível de 3 pontos. Vejam o vídeo ao final desse texto. Felizmente foi mantido no Dream Team e disputou os Jogos Olímpicos de Barcelona, no melhor time de modalidade coletiva que já existiu.
Graças também à sua condição financeira, conseguiu realizar os tratamentos mais avançados disponíveis para o HIV. E aqueles "dias contados" nunca se confirmaram. Hoje, completados 50 anos de idade, apresenta uma saúde invejável - os traços do vírus, que ainda está lá, são ínfimos, graças aos coquetéis de drogas e demais tratamentos que tomou ao longo desses anos.
Ele ainda voltou a jogar em 1996, em parte da temporada, pelos Lakers. Mas ficou por isso. Tive o prazer de vê-lo em um jogo-exibição organizado pelo Oscar Schmidt, em 1998, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. Fiz questão de comprar os lugares localizados bem atrás do banco de seu time. Inesquecível.
Indiscutivelmente é o melhor armador da história do basquete, 5 vezes campeão da NBA e 3 vezes MVP da temporada. Disputou 9 finais em 12 anos de carreira (não consigo pensar em ninguém com esse aproveitamento, nem Bill Russell). Possivelmente o segundo melhor jogador da história (seguramente top-5). Sem dúvida o mais carismático de todos e o melhor "teammate" que já existiu. Foi o primeiro jogador a comandar o título de um adversário dos Celtics dentro do Boston Garden. Junto com Larry Bird, salvou a NBA nos anos 80 e deixou as portas abertas para Michael Jordan assumir o reinado e globalizar o esporte. Ainda se tornou um grande homem de negócios. Seu livro, My Life, é espetacular - traz seu depoimento pessoal e totalmente honesto dos erros de sua vida, que entre outras coisas o levaram a contrair o vírus, além de capítulos memoráveis sobre seus contemporâneos da NBA - o capítulo sobre Larry Bird, em particular, é de chorar. Acabei de passar quase uma hora inteira assistindo a seus vídeos no Youtube e recomendo a quem quiser, vale cada minuto, cada imagem.
sexta-feira, 26 de junho de 2009
NBA DRAFT 2009

Parece tudo muito bonito, não? Os piores times tendem a escolher os melhores jogadores, equilibrando as forças ao longo do tempo, certo? ERRADO! O resultado final raramente segue esse princípio, especialmente com o número de times que há na liga atualmente, pois para um time péssimo como, digamos, os Grizzlies, a adição de um único jogador universitário, mesmo que de ponta, nunca será suficiente para levar esse time a um nível melhor, pois ele normalmente ainda não está preparado para assumir o papel de protagonista e o restante do elenco não ajuda. O que acaba acontecendo é que o time continua fazendo campanhas pífias e o tal jogador pode ou desaparecer ou partir para outro time após o encerramento do primeiro contrato de 3 anos.
Em contrapartida, se um time que já possui boas peças dá a sorte de conseguir a primeira escolha no sorteio, aí a história é outra. Em 1997, os Spurs já contavam com uma boa equipe, mas perderam David Robinson por toda a temporada com uma contusão séria, fizeram uma campanha sofrível e na loteria conseguiram a primeira escolha, que foi “apenas” Tim Duncan. Todos sabem o resto da história: 4 títulos em 9 anos.
Minha sugestão é: mantém-se o sorteio, mas com chances iguais para todos os times que não se classificaram para os playoffs MAIS os times eliminados na primeira fase dos playoffs. Apenas 8 times (os semifinalistas de conferência) ficariam fora da loteria, pois esses já são times que brigam pelo título. Isso evitaria, por exemplo, o que aconteceu em 2007, o melhor draft da década, ao lado de 2003, quando dois potenciais superstars (Greg Oden e Kevin Durant) estariam disponíveis: os times que não tinham mais chances de playoffs passaram a perder jogos de forma proposital para aumentar suas chances na loteria. Boston, Milwaukee, Seattle, Memphis... todos fizeram isso. Imagine ser um dono se “season tickets” desses times numa temporada dessas. E esses times correram o risco de serem premiados – Seattle (hoje o Oklahoma City Thunder) foi premiado e pegou Durant na segunda escolha.
Para demonstrar que o sistema não cumpre o objetivo de equilibrar as forças, chegamos ao time que terá a primeira escolha de 2009 e terá Blake Griffin jogando no ano que vem: os Los Angeles Clippers. Nos últimos 33 anos, os Clippers tiveram uma das 10 primeiras escolhas 23 vezes. Dessas 23, 12 foram top-4 e em TRÊS vezes tiveram a primeira escolha geral. E qual foi a melhoria que isso representou o time? Apenas 2 participação em playoffs e uma única passagem para a semifinal de conferência. Em abril de 2000 a Revista Sports Illustrated elegeu os Clippers como a pior franquia de todos os esportes americanos. Em todos os tempos! A incompetência dos dirigentes e técnicos é imensa ao longo dos anos. Nos últimos anos, sob o comando de Mike Dunleavy, a situação chegou a tal ponto que os fãs dos Clippers desistiram de acreditar. Há quem diga que a franquia é amaldiçoada. E agora, eles são premiados com o direito de escolher uma futura estrela. Ao final da loteria, piadas começaram a serem publicadas na Internet sobre o final da carreira de Griffin antes de mesmo de ter começado.A esperança é que os Clippers façam a mesma lambança que fizeram em outros anos e deixem passar a escolha óbvia, como já deixaram passar: Dominique Wilkins, John Stockton, Chris Mullin, Mark Price, Scottie Pippen, Mark Jackson, Glen Rice, Rasheed Wallace, Amare Stoudemire, Jerry Stackhouse, Kevin Garnett, Kobe Bryant, Paul Pierce, Vince Carter, Mike Bibby, Caron Butler e Danny Granger. Mas, considerando que o draft desse ano parece bem fraco (apenas Griffin e Rubio merecem maior destaque), o provável é que Blake Griffin, para sua infelicidade, acabe mesmo no primo pobre dos Lakers.
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terça-feira, 16 de junho de 2009
JOGO 5 - LAKERS 99, MAGIC 86 - LAKERS CAMPEÃO!
No jogo 5, o Orlando Magic começou o jogo tentando se impor para continuar vivo, chegando a abrir 9 pontos de vantagem, mas os Lakers decidiram o jogo já no segundo quarto, com uma seqüência de 16 pontos seguidos, dos quais apenas 2 de Kobe Bryant, ou seja, jogando como um time. A partir do terceiro quarto, foi administrar a diferença, Kobe assumiu o papel de “closer” (vejam o vídeo que está no topo deste post - e prestem atenção no lance que começa na marca dos 2’57”, uma pintura). Foi esperar o final do jogo e comemorar.
Em 63 temporadas da NBA, foram 30 participações nas finais e 15 títulos. Apesar de ter 2 títulos a menos que os Celtics, os Lakers podem ser considerados a franquia de mais sucesso na história da NBA. Do time que ainda jogava em Minneapolis até 1960, que ganhou 5 títulos com o lendário George Mikan, passando pelo time que sofreu nas mãos dos Celtics nos anos 60, mas contava com Jerry West e Elgin Baylor, o campeão de 1972 (o melhor time da história da franquia), com West e Wilt Chamberlain, o showtime de Magic Johnson e Kareen Abdul-Jabbar nos anos 80 (5 títulos) e o time de Shaq e Kobe, tricampeão em 2000, 2001 e 2002.
Chegamos a 2009, o ano do primeiro título de Kobe Bryant como o líder do time, fechando uma seqüência de ter vencido o prêmio de MVP na temporada passada, ofuscado pela perda do título para os Celtics, seguido do ouro olímpico em Pequim e agora o título da NBA e o prêmio de MVP das finais. Ele pode ser definitivamente colocado na lista dos 10 melhores jogadores da história (pensando rapidamente nos outros prováveis 9: Michael Jordan, Magic Johnson, Larry Bird, Bill Russel, Wilt Chamberlain, Jerry West, Kareen Abdul-Jabbar, Oscar Robertson, Shaquile O’Neal e Tim Duncan – MJ é o primeiro da lista, a ordem dos demais não importa tanto).
Chegamos também ao ano em que Phil Jackson passa a ser o técnico com maior número de títulos considerando as 4 grandes ligas americanas (NBA, NFL, MLB e NHL): 10 títulos (6 com os Bulls, 4 com os Lakers), ultrapassando o lendário Red Auerbach, que ganhou 9 títulos com os Celtics. Concordo completamente com esta análise que o coloca como o melhor da história.
E esse título acaba com alguns falsos mitos:
1) Os Lakers conseguem jogar bem defensivamente: ao longo da série conseguiram aos poucos anular com as armas ofensiva do Magic;
2) Kobe é um líder respeitado e os outros jogadores realmente gostam dele. Ficou evidente no abraço que recebeu de Derek Fisher e Sasha Vujacic após o final do jogo. Ficou evidente no filme “Kobe Doin’ Work”, de Spike Lee, que mostra como ele atua dentro e fora da quadra durante um jogo, orientando o time o tempo todo. Durante alguns jogos dos playoffs, vimos alguns flagrantes dele motivando os companheiros no banco;
3) Os Lakers aprenderam com a derrota do ano passado, atingindo um nível de intensidade que não possuíam antes, fechando as duas séries finais (Nuggets e Magic) fora de casa.
4) Kobe aprendeu que depende dos companheiros (como MJ em 1991). Diziam que ele não conseguia ganhar um título sem o Shaq. Ora, Shaq também não ganharia os 3 títulos sem Kobe. E Kobe não ganharia esse título sem Gasol, Fisher, Odom e Ariza. É um jogo coletivo, oras bolas! Não podemos nos esquecer do terceiro quarto de Ariza no jogo 4, dos doublé-double de Gasol em todos os jogos da série, das bolas de 3 pontos de Derek Fisher no jogo 4 e da consistência de Lamar Odom na série. Já escrevi isso diversas vezes e repito o que o comentarista da ESPN Jeff Van Gundy disse no vídeo que está no topo desse post: “When Lamar Odom is this good, there’s no ‘Beat the Lakers’” (“Quando Lamar Odon estão tão bem assim, não há como bater os Lakers”). Odom só não jogou bem no jogo 3, exatamente o jogo da derrota.
Nesse ano finalmente também quebrei os tabus e consegui ser o campeão do Fantasy e do Bolão que participo. Nada como comemorar o título do meu time favorito e, como se não bastasse, ainda levando algum dinheiro, pois meu palpite de 4x1 me deu a vitória no bolão. Nada mal...
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sexta-feira, 12 de junho de 2009
JOGO 4 - LAKERS 99, MAGIC 91 (OT)
Derek Fisher é o reponsável por um dos momentos mais fantásticos da história do basquete quando acertou esse arremesso a 0,4 segundos do final do jogo 5 da final do Oeste, contra o San Antonio Spurs, em 2004. Antes daquele arremesso, havia sido o reserva do time nos 3 títulos (2000, 2001 e 2002), quando o téncico Phil Jackson optou pelo experiente Ron Harper, com quem já havia conquistado 3 títulos com os Bulls. Naquele mesmo ano Fisher era o reserva do recém-contratado Gary Payton. Depois de 2004, ele chegou a jogar pelo Golden State Warriors, pelo Utah Jazz e voltou para os Lakers na temporada passada. Durante esses playoffs, chegou a ser questionado sobre sua ineficência nos arremessos, mas foi mantido pelo técnico Phil Jackson. E ontem à noite, após errar suas primeiras 5 tentativas de 3 pontos ao longo do jogo, foi o responsável pelo arremesso que levou o jogo para a prorrogação, a 4.6 segundos do final (foto), quando os Lakers perdiam por 87-84. Como se isso não bastasse, acertou o arremesso mais importante da prorrogação, também de 3 pontos, a 31 segundos do final, com o jogo empatado em 91 pontos, após receber um passe de Kobe Bryant, impedido de arremessar pela marcação dupla do Magic.Mas antes desses 5 minutos e 4.6 segundos, muita coisa já havia acontecido no jogo: o Magic abriu uma vantagem de 12 pontos após 2 quartos, nos quais os Lakers estiveram totalmente perdidos na marcação e na rotação defensiva, deixando muitos arremessos sem mafrcação para o Magic; Dwight Howard dominava o garrafão (14 rebotes - o mesmo que todo o time dos Lakers - e 4 bloqueios - terminou o jogo com 9); e Hedo Turkoglu fazia o que bem entendia no ataque (15 pontos no primeiro tempo).
Nas finais do ano passado, no mesmo jogo 4, os Lakers venciam os Celtics por 24 pontos no intervalo e parecia que empatariam a série em 2-2. Mas os Celtics viraram o placar para conseguir a vantagem de 3-1 na série (The Comeback Game). E agora, em outro jogo 4, graças à performance de Trevor Ariza no terceiro quarto (13 pontos no quarto) saíram de uma desvantagem de 12 pontos para uma liderança por 4 pontos no final do período. No último quarto, foi a vez de Mikael Pietrus colocar o Magic de volta no jogo, chegando a liderar por 3 pontos a 10 segundos do final.
Foi quando o mundo desabou para o time de Orlando. Vou listar a sequência de erros:
1) Dwight Howard tinha 2 lances-livres para levar a diferença para pelo menos 4 pontos (2 posses de bola). Errou os dois (6/14 no jogo, mais 7 turnovers, números que encobrem os 21 rebotes e 9 bloqueios).
2) Pouco antes, Turkoglu já havia errado outros 4 lances-livres (o time errou 15 no total do jogo).
3) Na sequência, veio o arremesso de 3 pontos do Derek Fisher. Por que diabos niguém fez alguma falta antes do arremesso, o que daria aos Lakers apenas 2 lances-livres e a impossibilidade de empatar o jogo, pelo menos naquele momento? E por que Jameer Nelson deu tanto espaço para Fisher arremessar? Numa das primeiras aulas de Basquete-I aprendemos que, para evitar um arremessos de 3 pontos, temos que marcar ALÉM da linha de... 3 pontos! Falando em Jameer Nelson...
4) ... o que ele estava fazendo em quadra? O Técnico Stan Van Gundy admitiu que foi erro deixá-lo tanto tempo em quadra no jogo 1. Aí, finalmente conseguiu recuperar a confiança de Rafer Alston no jogo 3, quando este foi o destaque do jogo. E, no jogo 4, deixou Nelson na quadra pelos últimos 14 minutos do tempo regular, Mais os 5 minutos da prorrogação! Como diria Bill Simmons: ao tentar enterder isso, "minha cabeça dói".
5) E ainda tiveram a chance de um último arremessos, mas a jogada foi MUITO mal executada: Mikael Pietrus recebeu o passe de Turkoglu, não viu que Howard estava no garrafão marcado por Kobe Bryant (vantagem no tamanho), nem que Turkoglu e Rashard Lewis se posicionaram para arremessar em melhores condições e tentou decidir o jogo sozinho, errando um mau arremesso. Prorrogação. Nessa hora enviei uma mensagem via celular para meu amigo Dante: "Tô quase infartando".
Enquanto Lamar Odom, Andrew Bynum e Pau Gasol sofriam com o excesso de faltas (no primeiro tempo os Lakers tiveram que jogar com DJ Mbenga e Josh Powell ao mesmo tempo!), Trevor Ariza trouxe os Lakers de volta ao jogo no terceiro quarto e Derek Fisher fez os arremessos decisivos. Kobe? 32 pontos (mas 11-31 FG's), 8 rebotes, 7 assistências. Mas foi seus companheiros que levam os méritos por essa vitória. E os Lakers estão a uma vitória de ser 15º título, Phil Jackson está a uma vitória de superar Red Auerbach com 10 campeonatos e Kobe está a uma vitória de finalmente tirar o peso de suas costas e mostrar que pode ser campeão liderando o time.Um jogo para ser lembrado. E agora, depois de quase infartar, estou na posicão de ter que torcer como um louco para meu time favorito vencer o próximo jogo não só para conquistar mais um título, como para me dar a vitória no bolão que eu participo.
Para finalizar, a falta que Mikael Pietrus fez em Pau Gasol no último lance do jogo, a 3 segundos do final, foi considerada como flagrante 1, mas será revista. Na minha opinião foi uma flagrante 2 (foi uma agressão) e Pietrus teria que ser suspenso para o próximo jogo.
quinta-feira, 11 de junho de 2009
JOGO 3 - MAGIC 108, LAKERS 104

O que mais impressionou no jogo 3 foi o aproveitamento do Orlando Magic nos arremessos: 62,5%, recorde em jogos de finais de NBA. No primeiro tempo, o aproveitamento foi ainda melhor: 73% (isso mesmo! SETENTA E TRÊS!). E mesmo assim os Lakers chegaram ao final do jogo com chances de vencer. Se mantiverAm sempre a uma distância relativamente próxima no placar (ao redor de 5 pontos), chegando a empatar em 99-99 a 2:41 do final. O que se seguiu a partir daí foi algo que não estamos acostumados – o melhor “finalizador” de partidas na NBA, Kobe Bryant, não conseguiu “finalizar” o Orlando Magic: errou um arremesso de 3 pontos com o jogo 101-99 para os donos da casa, errou um de dois lances-livres (no jogo errou 5 de 10) quando perdia por 104-101 e participou de um erro, junto com Pau Gasol, quando tinham a chance de empatar ou virar o jogo (estava 104-102 para o Magic) a 28 segundos do final.
O Orlando Magic fechou o jogo em 108-104 e agora perde a série por 2-1, evitando o buraco de estar perdendo por 3-0 (o que seria praticamente impossível de virar, já que estão enfrentando os Lakers e não os Yankees). Rafer Alston finalmente apareceu na série, com 21 pontos e com a confiança do técnico Stan Van Gundy, que o deixou em quadra por 37 minutos, limitando Jameer Nelson a apenas 11 (primeiro ajuste). J.J. Redick, que inexplicavelmente ficou muito tempo em quadra no jogo dois, sequer entrou em quadra no jogo 3 (segundo ajuste). Mikael Pietrus também se apresentou bem (18 pontos) e Dwight Howard finalmente apresentou números de seu calibre (21 pts, 14 rebs). Rashard Lewis e Hedo Turkoglu fizeram o que se espera deles (21 e 18 pts, respectivamente). Tudo isso, com o aproveitamento espetacular de arremessos e fica difícil perder um jogo.
Do outro lado, Lamar Odom não manteve a seqüência de boas atuações (apenas 11 pts e 2 rebotes). Pau Gasol manteve a regularidade no ataque (23 pts), mas pegou apenas 3 rebotes. e Kobe Bryant, que explodiu para 17 pontos no primeiro quarto e deu sinais de que veríamos uma apresentação memorável, não conseguiu manter o ritmo ofensivo e fez apenas 14 pontos no restante da partida, incluindo os erros de lances livres (5 de 10) e os 4 turnovers.
Mas o que intriga, como escrevi no começo desse post, é que, apesar de uma disparidade tão grande em alguns números e nas atuações dos jogadores, o Orlando Magic poderia perfeitamente ter perdido o jogo. Quando o segundo quarto terminou, os impressionantes 73% de aproveitamento nos arremessos representaram uma vantagem de apenas 5 pontos (59-54). E precisaram que Kobe Bryant não conseguisse fazer o último quarto que costuma fazer para escapar com a vitória. Por isso que acho que os Lakers têm muita chance de vencer o jogo 4, amanhã, pois é improvável que o Magic repita o aproveitamento nos arremessos e é improvável que Kobe Bryant cometa os mesmos erros (lembrou Michael Jordan naquele jogo de 1995, quando cometeu um erro primário num dos jogos da final do leste, contra o mesmo Orlando Magic e no mesmo ginásio, que custou a derrota dos Bulls). E é bom citar comentário feito pelo Jeff Van Gundy, durante a transmissão da ESPN, falando do jogo 2: "você sabe o quão grande um jogador é quando ele termina um jogo com 29 e insatisfeito com sua atuação".
Para finalizar, outros 2 comentários:
1) O trio que comanda o jogo na narração original da ESPN é espetacular: Mike Breen narrando (só não digo que é o melhor narrador de basquete por que Marv Albert é insuperável) e a dupla de comentaristas formada por Mark Jackson (ex-armador dos Knicks e dos Pacers) e Jeff Van Gundy (irmão do técnico do Orlando Magic, Stan Van Gundy e ex-técnico dos Knicks e dos Rockets). A narração é impecável, os comentários são precisos e ainda o humor entre eles é excelente.
2) Espetacular a abertura da transmissão feita pela ABC, com montagens de lances e cenas de finais passadas. Vale conferir:
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terça-feira, 9 de junho de 2009
JOGO 2 - LAKERS 101, MAGIC 96 (OT)

O jogo estava bem chato até o início do último quarto, começando com um primeiro quarto de menor placar combinado da história das finais da NBA (15x15). Rashard Lewis manteve o Orlando Magic no jogo com uma atuação monstruosa, especialmente quando marcou 18 dos 20 pontos do time no segundo quarto
Dwight Howard continuou sendo pressionado dentro do garrafão com constantes variações da defesa - às vezes marcação simples, as vezes com dobra, outras vezes com 3 marcadores, ou seja, ele não sabia o que esperar. Mas essa rotação defensiva dos Lakers, ao contrário do jogo 1, passou a chegar atrasada nos arremessadores, o que facilitou as coisas para (34 pts, 11 rebs, 7 assists) e Hedo Turkoglu (22 pts), cujos arremessos voltaram a cair.
O que eu não entendi foi no que o téncico Stan Van Gundy estaria pensando quando deixou J.J. Redick na quadra por 27 minutos, limitando os minutos de Rafer Alston e Coutney Lee. É verdade que os seus guards (Alston, Lee e Pietrus) ainda não apareceram para jogar na série. Também acho que o fato de ter escalado Jameer Nelson durante 24 minutos no jogo 1, alterando uma rotação que deu muito certo na série contra os Cavs, pode ter fuzilado a confiança de Alston. Mas manter o time em quadra por tanto tempo sem um armador e fazer com que a função de conduzir a bola seja apenas do Hedo Turkoglu (o que ele fez muito bem, diga-se de passagem)??? Realmente era necessário fazer algum ajuste depois do primeiro jogo, mas esse "ajuste" eu confesso que não entendi.
Já comentei dos problemas na rotação defensiva dos Lakers. No ataque também faltou um certo ritmo, o jogo estava estranho. A diferença foi a atuação de Lamar Odom no último quarto (4 boas atuações na sequência! Não sei se fico empolgado ou preocupado com o próximo jogo). E o jogo, que estava chato, ficou emocionante no final, com constantes trocas de liderança, até os dois lances finais. No primeiro, com o jogo empatado e a 9 segundos do final, Kobe Bryant recebeu a bola, passou pelo Turkoglu, que recebeu a ajuda de outros 3 caras de azul e conseguiu se recuperar, bloqueando o arremesso do número 24, recuperando a bola e pedindo um tempo a 0.6 segundos do final. O técinco Stan Van Gundy desenhou uma jogada depois de DOIS pedidos de tempo, que resultou num ponte aérea de Turkoglu para Courtney Lee, que se livrou da marcação de Kobe Bryant com a ajuda de um bloqueio nas costas do jogador dos Lakers. A bola chegou limpa para Lee, mas ele não conseguiu fazer a cesta. Se alguém disser que a culpa pela derrota foi ele por ter errado esse lance é porque nunca jogou basquete. O lance não era NADA fácil.
Nesse mesmo lance, há uma jogada polêmica. Quando Courtney Lee soltou a bola, Pau Gasol estava tocando a rede e o aro da cesta (aparentemente o aro não se moveu). A bola nem chegou a tocar o aro, ou seja, a interferência não ocorreu. E, segundo o s supervisor de arbitragem da NBA Bernie Fryer: "if Gasol's hand had shaken the basket, caused the stanchion to move or touched the rim while the ball was on the rim, the correct call would have been goaltending. But since none of those things happened, It was a cut-and-dried no-call." Muito pior foi um bloqueio de Dwight Howard sobre Lamar Odom durante o jogo, quando ele passou a mão pela parte interna do aro para bloquear a bola. Isso sim é interferência!
Prorrogação. E os Lakers conseguiram algumas paradas defensivas e algumas boas jogadas ofensivas (especialmente a assistência de Kobe para Gasol para uma jogada de 3 pontos que deu ao time 6 pontos de vantagem). Os Lakers escaparam com a vitória, memso num jogo no qual muita coisa deu errada e com as atuações muito boas de Rashard Lewis e Hedo Turkoglu. Mas Kobe (29 pts, 8 assists), Gasol (24 pts, 10 rebs) e Lamar Odom (19 pts, 8-9 FG, 8 reb e 3 blks) mais uma vez mostraram que, quando os 3 atuam bem, o time dificilmente perde.
Não consigo visualizar os Lakers perdendo 3 jogos seguidos, nem perdendo 2 jogos seguidos em casa. Por isso, acredito que a vitória de ontem tenha sido o passo decisivo para o título. Para o Orlando, o erro de Courtney Lee (de novo, era uma bola muito difícil) poderá ser incluído na história como o lance do "se", mas não chega perto do jogo 1 das finais de 1995, quando liderando por 3 pontos e com 4 lances-livres a favor, contra os Rockets, viram Nick Anderson desperdiçar TODOS, seguindo uma bola de 3 pontos de Kenny Smith que levou o jogo para a prorrogação e à vitória do Houston.






