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domingo, 15 de agosto de 2010

O peso do doping na história e nos recordes

Há cerca de duas semanas o terceira-base dos Yankees, Alex Rodriguez, tornou-se o jogador mais jovem a atingir a marca de 600 home runs na carreira. É um feito e tanto, sem dúvida. Mas a grande discussão que vem por trás disso é como esse feito deve ser considerado na história a partir do momento em que é sabido que A-Rod utilizou as famosas PED (Performance Enhancing Drugs), ou simplesmente doping, nos anos em que atuou pelo Texas Rangers, no início da última década (fato confessado pelo próprio após uma revelação da repórter Selena Roberts da revista Sports Illustrated).


A-Rod ainda tem 7 anos de contrato com os Yankees (ganha quase 30 milhões de dólares por temporada) e é o jogador mais cotado para bater o recorde histórico de Home Runs da carreira, que pertence atualmente a Barry Bonds (762 HR’s). Bonds, por sua vez, também já foi acusado do uso de doping e tem também o recorde de HR’s em uma única temporada (73, em 2001). Ultrapassou a marca de 755 home runs (antigo recorde) de Hank Aaron em 2007.

Com tantos escândalos envolvendo doping, como considerar esses recordes? É suficiente colocar um asterisco e uma observação na frente dos números dos jogadores “sujos” (A-Rod, Bons, Mark McGwire, Sammy Sosa, etc)? O recorde de Bonds é válido? Uma eventual quebra de recorde por Alex Rodriguez será? E como fica a introdução desses nomes ao Hall da Fama (honra importantíssima no mundo do esporte norte-americano)?

Minhas opiniões: os recordes devem SIM ser colocados com um asterisco ao lado. Cada um valorize da forma que quiser – eu valorizo Hank Aaron mais do que Barry Bonds. Em relação ao Hall da Fama, onde as votações dos últimos anos mostram uma tendência de não permitir a inclusão desses nomes, sou a favor da inclusão dos nomes, mas também com a observação clara do que aconteceu na carreira dos mesmos, afinal o Hall da Fama é, acima de tudo, um museu onde a história do esporte está representada. E não podemos deixar 762 home runs de lado...

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

PLAY-BY-PLAY DA QUARTA À NOITE


Fortes emoções na quarta-feira à noite. Enquanto os Yankees tentam fechar a World Series contra os Phillies (lideram a série por 3 a 2), o São Paulo joga contra o Grêmio no Estádio Olímpico pela liderança do campeonato. Para não perder nada, posicionei 2 TV's uma ao lado da outra, a maior com o jogo do Olímpico e a menor com o jogo do Yankee Stadium. Além disso, é dia de encher a sala com os amigos sãopaulinos. Tentamos montar a mesma formação tática do título do ano passado: eu, Batata, Dante, Bola e Cris. Só faltou o Baboo (departamento médico). Segue o play-by-play da noite:

21h48: Arouca escalado. Todos preferem Jean na meia e ninguém não entende por que o Adrian Gonzalez não pode jogar... explicaram que é por questão de altura. Hein?

21h49: Batata comenta que o Souza cairia bem no SP. Prontamente repreendido pelo Bola e pelo Dante. Comentário do Bola: “quer dizer que quando o Hugo estiver jogando muito pela Taça Guanabara em 3 anos pelo Botafogo vc pedir pra ele voltar?”

22h02: Cris pergunta se o árbitro é o Hugo. O pior é que parece mesmo... e muito.

22h04: Batata não gosta de falar mal de jogadores adversários durante o jogo pra não zicar. Mas arrisca mesmo assim: “Esse Maxi Lopez é muito grosso!”

22h07: Começamos a montar a seleção dos caras que NÃO gostaríamos que voltassem ao São Paulo: a zaga: Juninho e Jean. Lateral direito: Éder. Lateral esquerda (e capitão): Gustavo Nery. Goleiro: Alencar.

22h10: Lance complicado na área do São Paulo. Maxi Lopez faz o giro em cima do André Dias, mas o árbitro marca falta. O Fil deve ter tido um ataque lá em Itacaré.

22h11: o Lúcio ainda é o quarto melhor lateral-esquerdo do mundo ou já subiu, agora que o Roberto Carlos está em fim de carreira?

22h11: Mais uma bom lance do Hernanes e um chute perigoso. Ele tem sempre 2 opções de drible: pedalada saindo pra esquerda ou pisar na bola com a esquerda e sair pra direita. E os marcadores SEMPRE caem.

22h12: Mais nomes para a seleção dos que não devem voltar: meio de campo: Ramalho, Fabio Santos, Marquinhos. No ataque: Roger, André Lima e Alex Dias. Técnico: Oswaldo de Oliveira.

22h17: e o São Paulo toma mais um gol de bola aérea. E aqueles 15 minutos de treino que o Ricardo Gomes comentou? O cara nem subiu pra cabecear. Grêmio 1x0.

22h20: Frase da noite até agora: “O Galo está com uma gordurinha pra não cair” (Dante)

22h21: Batata: “É, tenho uns amigos que não gostavam do Muricy, mas com ele a gente não tomava gol de cabeça...”

22h25: DAGOBERTO! 1x1! VAI TRICOLOR! Obviamente a bola desviou em alguém...

22h28: Chega mensagem da Carol (esposa do Dante) – tem um vizinho com um Megafone. Precisamos arrumar um para o próximo jogo.

22h30: segunda TV ligada. O Paulo Autuori está no Yankee Stadium comentando pela ESPN americana?

22h34: Fechamos a seleção dos “não voltem” no esquema 4-3-3 (afinal, o técnico é o Oswaldo): Alencar, Éder, Jean, Juninho e Gustavo Nery (capitão). Ramalho, Fabio Santos e Marquinhos. Roger, André Lima e Alex Dias.

22h35: Tentativa de passe do Washington para a lateral. Resultou numa isolada para fora do campo. Meu Deus...

22h41: Final do primeiro tempo: 1x1.

22h45: Discussão sobre qual filme é melhor: Amnésia ou Efeito Borboleta (eu e mais alguns amigos estamos preparando a lista dos melhores da década). A maioria prefere Amnésia. Eu prefiro Efeito Borboleta por dois motivos: 1) O desfecho do filme é muito bom e 2) Amnésia vale pela criatividade da forma de contar a história, mas a história não é tão boa quanto a de O Efeito Borboleta. Se bem que nenhum dos dois deve entrar no meu Top 10 mesmo...

22h50: Hino Americano é cantado no Yankee Stadium. TODAS as pessoas presentes ao estádio em pé e em silencio, em sinal de respeito. Nos jogos que assisti lá em setembro percebi que isso acontece até com as pessoas que estão nos corredores externos e nos funcionários das lanchonetes. Aqui no Brasil a torcida, durante a execução do hino, fica gritando o nome dos jogadores. Temos muito o que aprender.

23h11: Rogério faz duas boas defesas na sequência. Pressão do Grêmio. Já dá pra afirmar que o empate é um bom resultado?

23h12: Começa o jogo 6 da World Series no Yankee Stadium. Pedro Martinez arremessando pelos Phillies. A TV do baseball está sem som, então não estamos ouvindo o Paulo Antunes e nem a torcida dos Yankees gritando “Who’s Your Daddy”. 3 up, 3 down (Jeter, Damon e Teixeira). Bom começo.

23h17: Andy Pettitte arremessando com apenas 3 dias de descanso na tática suicida do Joe Girardi. Um walk para Jayson Werth. Na sequência, um wild pitch e Werth rouba a segunda.

23h17: Borges no lugar do Washington. A essa altura do campeonato, ninguém sabe o que é melhor para o time. O pior é que pensar que a melhor opção seria o Hugo não é nenhum absurdo. Senhoras e senhores, o ataque do São Paulo Futebol Clube em 2009!

23h22: Defesa monstruosa do Rogério Ceni em cima na linha em MAIS UMA cabeçada do Grêmio.

23h23: Final do primeiro inning sem nenhuma corrida. Mas Pettitte já mostrou que pode ter uma noite complicada.

23h26: Pergunta do Internauta: “Quem tem mais chance de ser campeão: São Paulo ou Muricy?”. Melhor não publicar os xingamentos ao Jefferson de Campo Grande.

23h28: Marlos no lugar de Jorge Wagner. Será que vamos perder de vez o meio-de-campo? A próxima substituição lógica seria Hugo no lugar do Dagoberto. A chance do São Paulo é encaixar um contra-ataque.

23h30: Borges expulso.

23h32: Dagoberto expulso. Lance parecido com o carrinho do Danilo do Palmeiras no domingo. Essa expulsão foi justa. A não-explusão no domingo não foi.

23h33: Walk para A-Rod. Home Run de Hideki Matsui. Terceiro home run do japonês na World Series, segundo contra Pedro. Yankees 2x0. Dá pra esquecer os últimos 3 minutos?

23h43: O empate se tornou um baita resultado. Hugo no lugar do Arouca. 4 minutos de acréscimo.

23h45: Rebatida tripla do C.Ruiz com 1 eliminado. Sacrifice fly do Jimmy Rollins. 2x1. Temos um jogo.

23h46: Jean expulso. Mais dois minutos de acréscimo. Não faz o menor sentido. Tanto que ele (o árbitro) acabou aos 50’.

00h07: Pedro entregando o campeonato. Bases lotadas e mais um hit do Matsui. Yankees 4x1. O Matsui pode ser o MVP da World Series sem ter estado no line up em 3 dos 6 jogos (considerando que pode acabar hoje).

00h13: Diálogo da noite:

Cris: o Fabregas está na minha seleção do mundo.

Dante (prontamente apoiado por Batata e Ronalt): O meio do campo da minha seleção seria Gerrard e mais 3.

Cris: A minha pode ser no 4-3-3 com o meio de campo com Gerrard, Fabregas e Kaká

Bola: Pô, mas aí não vai ganhar de ninguém.

Ronalt: Então coloca o Jean de primeiro volante.

Cris: Sim! E o Lugano na sobra!

Ser sãopaulino é fantástico!

00h21: E-mails do egroups do BolãoNBA: o Fil ainda tá achando que teve boa vontade com o São Paulo, mesmo com 3 expulsos e 5 minutos de acréscimo. Os palmeirenses são impressionantes...

00h34: bela defesa do Chase Utley para fechar o quarto inning. Ainda Yankees 4x1. Comentários: o Bosco teria rebatido pra frente. O Felipe (Corinthians) daria 2 passos para o lado para fazer uma ponte.

00h38: Entrevistas nos vestiários do Olímpico. As câmeras do Sportv (Globo) ficam de lado para não focalizarem os patrocinadores. Belo incentivo àqueles que incentivam o esporte.

00h49: Pedro só durou 4 innings. No quinto, dupla do Jeter, RBI do Mark Teixeira. Yankees 5x1.

00h54: Opa, e hoje temos NBA também! Rodada tripla! Dallas Mavericks jogando contra os Hornets em New Orleans. Ontem o Dirk Nowitzki fez 29 pontos no último quarto para virar o jogo contra o Utah Jazz (68 fantasy points no total!). Baseball para a TV maior, basquete na menor.

00h57: Outra rebatida do Matsui. Yankees 7x1 com 6 corridas de responsabilidade do Matsui. Lamento, Kate Hudson, mas você não será mais a MVP.

01h10: Ryan Howard está vivo! Home Run de duas corridas. Yankees 7x3. Reunião no monte central, Pettitte continua. Strike Out em cima de Jayson Werth. Na sequência, uma rebatida dupla e é o final do jogo para o veterano. Sai de campo ovacionado e, salvo uma mega zebra, vai sair com a vitória em um jogo decisivo de World Series. Nada mal. O número de closes nele até o final do jogo vai ficar entre 19 e 23.

01h22: Paulo Antunes comenta que a torcida dos Yankees não é barulhenta e credita isso ao alto preço dos ingressos que traz um público mais endinheirado e mais tranqüilo. É verdade. Nos jogos que assisti no Yankee Stadium em novembro percebi que o público do outfield (ingressos mais baratos, onde fiquei no jogo contra o Tampa Bay Rays) é muito barulhento, mas o problema é que estão longe. Já o público próximo ao infield (ingressos mais caros, onde assisti ao jogo contra o Boston Red Sox) é realmente mais tranqüilo. Os caras gastam 1,5 bilhão de dólares em um novo estádio e conseguem perder o efeito do apoio da torcida.

01h33: na outra TV, a ESPN mostra um quadro com um resumo da carreira de Jason Kidd: é o terceiro na história em número de assistências e triple-doubles e o sétimo em roubos de bola. E Steve Nash tem 2 títulos de MVP a mais (2x0)... minha cabeça dói.

01h50: Mais 6 eliminações para o título dos Yankees. Será que Mariano Rivera já vai entrar no oitavo inning?

01h59: Pedro Feliz e Jimmy Rollins deixam a rebatida de A-Rod passar. Pareceu coreografado. Os Phillies estão mortinhos.

02h03: Troca de pitcher. Matsui no bastão. Strike Out. Só faltava mais um RBI do Godzila.

02h08: No jogo da NBA, metade do terceiro quarto, Hornets 58, Mavericks 52. O jogo começou 2 horas depois do jogo de baseball e pode acabar antes.

02h15: Começa a tocar Enter Sandman. Mariano Rivera entra para mais 5 eliminações e para fazer história mais uma vez. Ele tomou 4 corridas em World Series em toda a sua carreira (34 innings). Os Phillies precisam de 4 corridas nos próximos 2 innings. Até parece.
 
02h25: apesar de uma rebatida dupla, conseguiu eliminar os 2 rebatedores que precisavam, um com strike out e outro num pop out. 3 eliminações para o título.
 
02h50: E os Yankees são campeões. Incrível. Mantém o tabu mais impressionante do esporte mundial. Agora são 27 títulos, TODOS COM UM DEMOCRATA NA CASA BRANCA. O último título havia sido no último ano do governo de Bill Clinton. Nenhum título nos 8 anos de George W. Bush. No primeiro ano de Barack Obama, bingo!
 
A boa notícia: posso dizer que assisti in loco ao time campeão de 2009 jogando, em um ano histórico (inauguração do novo Yankee Stadium). Para um fanático por esporte, é o que vai ficar marcado.

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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

TAKE ME OUT TO THE BALL GAME

"Take me out to the ball game
Take me out to the crowd
Buy me some peanuts and cracker jacks
I don't care if I ever get back
And it's root, root, root for the home team
If they don't win, it's a shame
Cause it's one, two, three strikes
You're out
At the old ball game."


Essa música, composta em 1908, é o tema de qualquer jogo de baseball jogado nos Estados Unidos. Normalmente é tocada nos estádios durante o sétimo inning dos jogos. Nessa última viagem tive a chance de assistir a uma partida de baseball pela primeira vez (na verdade, foram 3 jogos) e a experiência foi sensacional.


Antes que alguém comece com a história de que “Baseball é muito chato” ou “a regra é muito difícil” ou “o jogo demora muito”, devo dizer que, no primeiro jogo que assisti (New York Yankees 11 x 1 Tampa Bay Rays), estava acompanhado de 3 mulheres que não entendiam nada de baseball (apesar de amantes do esporte, o que obviamente ajuda). Passei as regras básicas e a dinâmica do jogo. Ajudado pelo fato de que ter sido um jogo de pontuação alta, com 2 home runs (ambos de Mark Teixeira) e 12 pontos no total, no final da noite havia cumprido a missão de agregar mais 3 fãs ao esporte. O problema é que acabaram se tornando 3 torcedoras dos Yankees, mas infelizmente o US OPEN não foi em Cleveland e por isso não pude fazer muita coisa (e mesmo que fosse, a atual fase dos Indians não ajudaria muito). A missão foi tão bem cumprida que uma de minhas companheiras de viagem, a Ynara, me mandou e-mail hoje perguntando do jogo de ontem entre Tigers x Twins. Well done!

O jogo demorou quase três horas e meia para acabar, mas o tempo passou muito rápido. Não dá pra negar que os americanos sabem fazer um espetáculo. A cada parada do jogo, temos música, promoções, o telão gigantesco ajudando, comida a disposição por tudo que é lado (o preço abusivo é um assunto a parte), enfim, tudo o que é possível para entreter o público. E o novo estádio dos Yankees é uma obra de arte. Metrô na porta, fácil acesso, elevadores, escadas rolantes, fluxo tranqüilo, dezenas de lanchonetes, bons banheiros, todos os lugares marcados, tudo o que reclamamos dos nossos próprios estádios aqui no Brasil (que a adaptação para a Copa de 2014 resolva pelo menos parte desses problemas). O único problema é ter que pagar 9 dólares por uma cerveja ou 5 dólares por um refrigerante.

No US Cellular Field, em Chicago, onde assisti a Chicago White Sox 6 x 8 Minnesota Twins, tudo muito parecido: o estádio é relativamente novo e a estrutura parecida, em escala um pouco reduzida em relação ao Yankee Stadium. Mas também foi um jogo de pontuação alta e com 7 Home Runs, o que tornou tudo bem mais divertido. Infelizmente os Cubs (o time realmente tradicional de Chicago) estavam jogando fora de casa nos dias em que estive na cidade e não pude visitar o folclórico Wrigley Field. Mas consegui passar um tempo com meu grande amigo César, que se mudou para lá no ano passado.

Para finalizar com chave de ouro (tanto a sequência de jogos como as férias, já que 10 horas depois do final do jogo já estava voando para o Brasil), de volta a NY e ao Yankee Stadium assisti ao jogo da maior rivalidade do esporte americano – New York Yankees x Boston Red Sox. Casa cheia, times completos e, apesar de mais uma vitória dos Yankees (9x5), algumas coisas para se guardar na memória, como ver ao vivo Home Runs de Alex Rodriguez (que deverá encerrar a carreira, daqui a muitos anos, como recordista histórico de HR’s, com ou sem asteriscos – e poderei falar que pelo menos um deles eu vi ao vivo!) e de David Ortiz, o “Big Papi”. Aliás, o que A-Rod jogou nesse dia foi um assombro (será que ele leu meu post sobre a questão do doping e quis mostrar algo para mim?). Vale um comentário sobre a torcida: apesar do ódio entre os times (acreditem, é ódio na versão mais pura que existe), muitos torcedores dos Red Sox estavam no jogo e no metrô, devidamente uniformizados, e sem nenhum problema. Mais uma coisa que temos muito que aprender por aqui.



PLAYOFFS

Em resumo, a dose tripla de baseball foi mais do que suficiente como uma primeira experiência. E um motivo a mais para acompanhar os playoffs da MLB que se iniciam hoje. Na Conferência Americana, teremos Boston Red Sox x Los Angeles Angels e New York Yankees x Minnesota Twins (que conseguiu a última vaga em um jogo histórico ontem à noite contra o Detroit Tigers, decidido apenas no 12º inning).

Obviamente, quero que os Yankees se explodam, apesar de serem os grandes favoritos, ainda mais agora que não tem mais um republicano na Casa Branca. Seu line-up (ataque) é monstruoso (Derek Jeter, Mark Teixeira, A-Rod, etc), mas nos playoffs vale muito mais ter uma boa rotação de arremessadores. E coloco dúvidas sobre os pitchers de New York: o número 2 deverá ser A.J. Burnett (altos e baixos) e o número 3, Andy Pettitte. O número 1 é C.C. Sabathia, de quem os fãs dos Indians se lembram muito bem durante a ALCS de 2007, quando o time vencia os Red Sox por 3x1 e acabaram perdendo a série após atuações desastrosas de C.C. Particularmente, confio mais em John Lester, Josh Beckett e o japonês Daisuke Matsuzaka, o Dice-K, dos Red Sox. Mas, para termos uma série entre Yankees e Red Sox, antes ambos terão que passar por Twins e Angels. O que não será fácil.

Na Liga Nacional, onde teremos St Louis Cardinals x Los Angeles Dodgers e Colorado Rockies x Philadelphia Phillies, o favoritismo está sendo apontado para os Cardinals, mas nessa liga, mais fraca, tudo pode acontecer. Vou torcer pelos Dodgers, de Manny Ramirez, mas não podemos menosprezar os atuais campeões Phillies, e nem o Colorado Rockies, que deu mais uma arrancada impressionante no final da temporada regular, semelhante ao que fizeram em 2007, para garantir a classificação,.

Minha torcida para a World Series é para Red Sox x Dodgers. Mas é uma aposta bem arriscada. E improvável.


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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

MANNY E BIG PAPI NA LISTA DE 2003. SERÁ QUE ALGUÉM SE SALVA?

"I know what it is for my son to have Big Papi as a father. There are a lot of people who do great things for him because he's my son. His life is going to be easier because he's the son of Big Papi. And that is the biggest reason why I have never used steroids. Because then he would have to go to school and have to listen to all the kids say that his dad is dirty, a cheater, and everything for him would be taken away from him, and he would be ruined. I make sure I don't do those things, for him."

Essa declaração foi feita por David Ortiz, o Big Papi, rebatedor dos Boston Red Sox, para o jornalista Howard Bryant, da ESPN, em 12 de maio desse ano, e foi motivado por alguns comentários de parte da mídia e dos fãs que tentavam ver alguma relação entre a queda de sua produção e o aumento do controle anti-dopagem da MLB. Ao ler uma declaração como essa, vinda de um dos jogadores mais queridos da liga, tanto pelos fãs quanto pelos companheiros de time (com exceção dos fãs dos Yankees, obviamente), a primeira impressão que temos é de honestidade, não? Alguns meses antes, em fevereiro, ele havia dado outra declaração, sugerindo que o controle anti-dopagem fosse feita não de forma amostral, mas sim em 100% dos atletas. E mais: sugeriu que, caso um atleta fosse flagrado no teste, que fosse suspenso por toda a temporada.

Ainda em fevereiro, escrevi um texto quando foi divulgado que Alex Rodriguez, dos Yankees, fazia parte de uma lista de 104 jogadores que haviam sido testados positivamente em 2003. Na época, esses testes foram feitos para que a liga verificasse o nível de utilização de drogas que aumentam a performance e definisse a regulamentação adequada a partir desse ponto (até então não havia regulamentação nenhuma). O nome de A-Rod foi o primeiro que vazou dessa lista, que deveria ser totalmente secreta, segundo acordo entre o sindicato dos jogadores e a liga em 2003.

E no último dia 30 o New York Times publicou uma matéria que trouxe a conhecimento do público os nomes de mais 2 jogadores dessa lista: David Ortiz e Manny Ramirez. Ambos foram os principais jogadores dos Red Sox na campanha histórica de 2004. Na final da Liga Americana, contra os Yankees, os Red Sox perdiam a série por 3x0 e viraram para 4x3 (coisa que nunca havia acontecido na história da MLB). Ortiz foi o MVP da série. Na World Series, os Red Sox atropelaram o St Louis Cardinals por 4x0 e Manny Ramirez foi o MVP das finais. E, o mais importante: o primeiro título dos Red Sox desde 1918.

Para esse que vos escreve, fã de baseball e que torce fervorosamente contra os Yankees, foi um dos momentos mais fantásticos da história do esporte, sem nenhum exagero, mesmo não sendo torcedor dos Red Sox (sou torcedor do Cleveland Indians). Primeiro, pela virada histórica na ALCS e, em segundo, pelo título após 86 anos. E agora esse momento (mais um daqueles históricos que vivo falando) pode ficar marcado com um asterisco do tamanho do Fenway Park. Mais um asterisco.

Manny Ramirez, talvez o meu jogador favorito da liga, que teve uma passagem brilhante pelos Indians antes de se mudar para Boston, e que me fez escrever um dos meus maiores posts deste que comecei esse blog, tem a situação ainda mais complicada, pois acabou de cumprir 50 jogos de suspensão por ter sido flagrado no exame anti-doping no início da atual temporada. E agora é citado na lista de 2003.

Manny e Papi seriam 2 jogadores pelos quais seria possível apostar que não fariam parte desse tipo de esquema. Agora? Está difícil de acreditar em qualquer um. Dos principais rebatedores dos últimos 15 anos, a maioria já foi ligada ao uso de esteróides (Manny, Papi, A-Rod, Barry Bonds, Mark McGwire, Sammy Sosa) e poucos continuam teoricamente “limpos”, valendo destacar Ken Griffey Jr e Albert Pujols. Imagino o que aconteceria se esses dois também passarem para o outro lado. Ou Derek Jeter, Pedro Martinez, Randy Johnson, verdadeiros ícones dos últimos 15 anos. Há quem diga que, se todos são sujos, então todos competem em condições de igualdade. E mais: não havia regras que proibissem essas coisas. Mas os jogadores trapacearam no ponto de vista esportivo, que é o mais importante. Com isso, como colocar os resultados “duvidosos” no contexto histórico, que eu valorizo tanto? Como comparar os números e recordes estabelecidos nos últimos, 15, 20 anos, com os números dos grandes das outras épocas, como Hank Aaron e Babe Ruth, por exemplo? O baseball é basicamente um esporte individual e isso permitiria que comparações entre diferentes épocas pudessem ser feitas apenas pelas estatísticas, ao contrário do basquete, por exemplo. Mas o fator extra (PED – sigla para performance enhanced drugs) elimina esse nivelamento.

Como um fanático por esporte, o que marca é a questão esportiva. Os jogadores trapacearam. E, com isso, os feitos passam a ser duvidosos, as lembranças ganham um asterisco e todas aquelas coisas que nos fazem sentir o que sentimos pelo esporte perdem um pouco o significado. Imaginem como os fãs dos Red Sox estão se sentindo. Os fãs dos Yankees devem estar comemorando, obviamente, mas aí já é outra história.




quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

MANCHAS E ASTERISCOS NA HISTÓRIA

Na semana passada escrevi sobre o privilégio que é podermos presenciar alguns ídolos do esporte, que certamente terão um lugar de destaque na história, ainda durante suas carreiras. Citei diversos nomes e entre eles, Alex Rodriguez, terceira-base do New York Yankees. A-Rod, como é conhecido, já é considerado um dos maiores rebatedores de todos os tempos e, seguindo o ritmo que apresentou em sua carreira, mesmo que os números sofram uma ligeira queda, fatalmente baterá o recorde de Home Runs na carreira, que atualmente pertence a Barry Bonds, com 762 HR’s (já possui 533 e tem mais 9 anos de contrato com os Yankees). Bonds bateu esse recorde, que antes era de 755 e pertencia a Hank Aaron, em 2007. Além disso, A-Rod tem o maior contrato da história da Major League Baseball (275 milhões de dólares por 10 anos).

Na época, Bonds enfrentava problemas frente a acusações de utilização de substâncias ilícitas (leia-se esteróides). Por isso, seu recorde possui um asterisco, pois parte de seus números foram obtidas com “ajuda extra”. Boa parte dos fãs do baseball nem considera que o recorde foi batido.

Pois é... neste último final de semana, uma reportagem da Revista Sports Illustrated trouxe à tona que A-Rod teria testado positivo para esteróides em testes realizados em 2003. Dois dias depois, em uma entrevista para a ESPN, A-Rod admitiu o uso de substâncias banidas entre 2001 e 2003, quando ainda jogava pelo Taxas Rangers. A transcrição da entrevista pode ser lida aqui.

Antes de prosseguir, vale explicar o histórico do problema: até 2003 não havia regras na MLB que proibisse ou indicasse punições para o uso de tais substâncias. Existia “apenas” um código de ética informal. Nem controle anti-dopagem havia. Em 2003, a partir de um escândalo que envolveu alguns atletas e um laboratório, a liga resolveu implantar testes em todos os jogadores da liga, mas sem objetivo de punição, seria apenas para dimensionar o tamanho de um eventual problema. As amostras coletadas seriam identificadas apenas com um código, e a lista que relacionava esses códigos com os nomes dos atletas ficaria com uma terceira empresa, em caráter de confidencialidade. Em princípio, nomes de atletas que testassem positivo não seriam publicados.

Acontece que foi verificado que 104 amostras tiveram resultado positivo. Isso equivalia a quase 10% da liga, um número absurdo. E, a partir de 2004, regras, controles e punições foram estabelecidos. Durante esse tempo, os únicos nomes que vieram a público foram os nomes relacionados ao tal laboratório da Califórnia (BALCO). Entre esse nomes, tivemos alguns notáveis, como Roger Clemens, Andy Pettitte, Mark McGwire, Sammy Sosa e Barry Bonds, entre outros. Alguns desses, como Clemens e McGwire, vêm enfrentando problemas com a justiça americana, não pelo uso das substâncias, mas sim por terem negado o uso sob juramento. Bons resumos desse caso podem ser lidos aqui e aqui.

E agora, o primeiro nome da lista de 104 vem à tona. E logo o jogador mais prestigiado da liga. As primeiras questões a serem levantadas, obviamente, são: E os outros 103? Os nomes devem ser divulgados? Se não foram divulgados, TODOS os jogadores da liga passarão a ser suspeitos.

Não vou entrar no mérito dos procedimentos a serem tomados nem as conseqüências imediatas para a liga propriamente dita. O que mais me preocupa é que boa parte da história está manchada. Até que ponto podemos acreditar nos números e nos recordes estabelecidos por esses “atletas”? Mark McGwire já foi recusado no “Baseball’s Hall Of Fame” e os outros provavelmente terão o mesmo destino.
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terça-feira, 4 de novembro de 2008

TABUS BIZARROS - POLÍTICA E ESPORTE

A foto ao lado foi tirada pelo meu amigo Vitor Ohtsuki, torcedor fanático dos times de Nova York, em sua última visita à cidade. É um tipo de contagem regressiva para o último dia do mandato de George W. Bush, que será em 20 de janeiro de 2009. Qual a relação? Um dos tabus mais incríveis de que eu tenho conhecimento: os New York Yankees são a franquia com maior número de títulos na história da Major League Baseball, num total de 26 conquistas, TODAS CONQUISTADAS QUANDO HAVIA UM PRESIDENTE DEMOCRATA NA CASA BRANCA. Coincidência? Não podemos nos esquecer que os Yankees, mesmo com a maior folha de pagamento da liga, não conseguem vencer um título desde 2000, exatamente o último ano do mandato do democrata Bill Clinton. E antes dos títulos de 1996, 1998, 1999 e 2000, todos durante a era Clinton, haviam ficado toda a era Bush (pai) e Reagan, ambos republicanos, na fila. E, além de tudo, vale lembrar das derrotas em 2001 para o Arizona Diamondbacks, time mais jovem da história a ganhar um título, em 2003 para o Florida Marlins e em 2004 para o Boston Red Sox, quando conseguiram a proeza de perder uma série após estarem vencendo por 3x0.

Minha visão de engenheiro garante que é óbvio que é uma grande coincidência, mas não deixa de ser um fato muito curioso. E, por isso, os torcedores não vêem a hora da posse de Barack Obama como presidente. Mas é bom lembrar que a presença de republicano na Casa Branca significa ZERO de possibilidades de título, enquanto a presença de um democrata não garante nenhuma conquista, apenas faz com que deixe de ser impossível. Se eu fosse eles, estaria mais preocupado em reforçar a rotação dos arremessadores titulares do que fazer campanha para o Democrata.

Outro tabu mais do que curioso foi lançado ontem pelo e excelente Everaldo Marques, da ESPN, em seu blog , também relacionando política e esportes . Trata-se da suposta influência que o último jogo do time da capital, Washington Redskins, antes do dia da eleição teria sobre o resultado da corrida pela Casa Branca. O fato seria que, nas últimas 17 eleições (isso mesmo, DEZESSETE - são 68 anos), sempre que os Redskins vencem o último jogo antes da eleição, o partido que teve mais votos na eleição anterior vence a eleição. Quando perde, vence o candidato do partido que teve menos votos na última eleição. Nesse caso, a derrota de ontem para o Pittsburgh Steelers seria mais um motivo para acreditar na vitória de Barack Obama, que parece que vai se concretizar. É bom enfatizar que o que deve ser considerado é o número de votos da eleição anterior, e não o eleito. Em 2000, Al Gore teve mais votos que George W. Bush, mas não foi eleito devido ao sistema eleitoral americano. Em 2004, os Redskins perderam os último jogo antes da eleição, para o Green Bay Packers, e o partido que teve menos votos em 2000, no caso o Republicano, reelegeu o presidente.

Às vezes, durante os jogos, são lançadas algumas informações que me fazem perguntar: "como é que alguém pensou em algum momento em 1) guardar determinada informação e 2) lembrar de colocá-la na transmissão exatamente nesse momento relevante?". O fato que os americanos adoram todos os tipo de estatística e conseguiram construir uma história, seja política ou esportiva, repleta de fatos e informações documentadas. Podemos levantar estatísticas de qualquer temporada da maioria das modalidades esportivas. Infelizmente ainda não consegui ver nada igual no Brasil, nem que seja apenas no futebol, a modalidade mais popular.

(Obs.: este post foi editado devido a um erro de interpretação que eu havia feito sobre o tabu dos Washington Redskins. De forma equivocada, eu havia entendido que o que valia era o eleito da última eleição, e não o que teve mais votos. Faço um agradecimento especial ao próprio Everaldo Marques que esclareceu a minha confusão.)

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sexta-feira, 31 de outubro de 2008

COMEMORE PHILADELPHIA!!!!!!!!!

Os moradores de Philadelphia não comemoravam um título há mais de duas décadas. Apenas para posicionar todos historicamente, a lista das últimas conquistas da cidade é a seguinte:

• Stanley Cup – Philadelphia Flyers (NHL) – 1974 e 1975

• World Series – Philadelphia Phillies (MLB) – 1980

• NBA Championship – Philadelphia 76ers – 1983

• Heavy Weight World Championship – Rocky Balboa vence Ivan Drago e inicia, sozinho, o processo que acabaria com a Guerra Fria – 1985

E depois perguntam por que eu considero Philadelphia uma das cidades mais sofridas (em termos esportivos) dos Estados Unidos. Se não contarmos Rocky IV, foram 25 anos sem nenhuma conquista nos esportes profissionais. Para os fanáticos pelos Phillies, a espera durou 28 anos. No título de 1980, Jamie Moyer, nascido na cidade, na época com 17 anos, participou da parada de comemoração. Hoje, aos 45 anos de idade, ele participará novamente da parada, mas dessa vez como membro do time campeão de 2008 e como o segundo pitchers mais velho da história a começar uma partida de World Series (o mais velho foi Jack Quinn, também dos Phillies, com 47 anos na World Series de 1930).

E acabou (pelo menos por enquanto) a história de Cinderela dos Tampa Bay Rays. Nesta série, o ataque perdeu o poderio que apresentou contra os Red Sox na ALCS. A média de runs caiu de 6,1 para apenas 3,0 por jogo. Evan Logoria (provável calouro do ano) terminou a série com 1 rebatida em 20 “at bats”. Carlos Peña, 2/18. Contra os Red Sox, haviam rebatido 7/27 e 7/26 respectivamente, com 7 HR combinados. O time havia rebatido 16 Home Runs contra os Red Sox (2,3 por jogo) e agora, apenas 4 em 5 jogos (0,8 por jogo).

Méritos também dos pitchers dos Phillies, que terminaram a série com a excelente média de 2,86 ERA (runs permitidos para cada 9 innings jogados), que é muito baixa. Cole Hamels foi eleito o MVP, com 2 excelentes apresentações nos jogos 1 e 5 (13.0 IP, 2.77 ERA).

E como se a espera de 25 (ou 28) anos não fosse suficiente, ainda foi necessário uma espera adicional de 2 dias para a conclusão do jogo 5, que foi interrompido no 6º inning na segunda-feira por causa da chuva, não pôde continuar na terça-feira pelo mesmo motivo e foi acabar somente na quarta-feira. Realmente não foi uma World Series das mais atraentes (sem o mesmo atrativo que teria com Red Sox e/ou Dodgers, a média de audiência nos EUA foi 25% menor do que no ano passado), mas o importante é que a espera terminou e os moradores de Philly podem voltar a comemorar.

domingo, 19 de outubro de 2008

ANOTHER COMEBACK?

Em 2004 o Boston Red Sox fez história ao se tornar o primeiro time na história, (considerando as ligas americanas de Baseball e Basquete, no hóquei já havia acontecido) a vencer uma série melhor de 7 após perder os 3 primeiros jogos. Naquela séries contra o New York Yankees, após perder os dois primeiros jogos em NY, tomou uma verdeira surra no jogo 3 em Boston (19x8) e perdiam o jogo 4, também em Boston, com Mariano Rivera (talvez o maior "closer" da história do baseaball) entrando para sepultá-los de vez. Não só viraram aquele jogo, contra Mariano Rivera, como viraram a série e foram para a World Series, quando varreram o St. Louis Cardinals por 4x0 e saíram da fila de 86 anos.

No ano passado, contra o meu Cleveland Indians, também na ALCS, perdiam a série por 3x1, incluindo comentários do Manny Ramirez aceitando a derrota na série, quando o ataque explodiu no jogo 5, em Cleveland. Resultado? Nova virada na série.

E chegamos a esse ano. Final da conferência americana, contra a "Cinderela" da temporada, o Tampa Bay Rays. Durante a temporada regular, os Rays dominaram a disputada AL East a maior parte do tempo. Ganharam as duas últimas séries contra os Red Sox, uma em agosto em Boston e outra em setembro em Tampa, para evitar a perda do título da divisão. E, após os 2 primeiros jogos em Tampa, bastante equilibrados, com vitória dos Red Sox no primeiro (2-0) e dos Rays no segundo (9-8 em 11 innings), a série foi para Boston. E os Rays pareciam dominar a série. Dois massacres nos jogos 3 e 4 (9-1 e 13-4) e venciam o jogo 5 por 7-0 no 7º inning. A torcida começou a deixar o Fenway Park já pensando em 2009. Até Bill Simmons chegou a escrever um post-morten para a temporada 2008 dos Red Sox:

"The Sox were too banged up. They missed Manny. They didn't have enough reliable relievers. They had too many young guys with Schiraldian looks on their faces, too many pseudo-fans in the stands, too few free spirits in the dugout. They never should have let Josh Beckett pitch to those last two batters in Game 2. They never should have put Mike Timlin on the playoff roster, much less brought him in for the 11th inning of Game 2. And now, they were going down with a whimper. They were going to get swept in the middle three games at home, three humiliating losses to their formerly scrawny stepbrother in the AL East. Our boys seemed fine with it, and that was what really troubled us. Who was this team? Where were the guys I watched for 6½ months? Were the defending champs really handing over their title without a fight?"

Game Over, ou melhor, Series Over, certo? Não era bem assim. De repente os Red Sox conseguem uma corrida na segunda parte do 7º inning, seguido por um Home Run de 3 corridas do David "Big Papi" Ortiz, que vinha rebatento algo como 1/15 na série. 7x4 ao final do 7º inning. A torcida que ficou no estádio - provavelmente aqueles torcedores de verdade, não aqueles que só estavam lá para dizer que estava lá - começa a se agitar e de repente tudo muda. Mais 3 corridas no 8º inning e o jogo está empatado (7-7). Vem o último inning e a corrida da vitória, através de um single de JD Drew, impulsionando Kevin Youkilis para o Home Plate. O improvável aconteceu - DE NOVO! Os campeões estão vivos e acordaram.

Ontem à noite tivemos o jogo 6 em Tampa. E sabem o que aconteceu? Vitória dos Red Sox (4-2). Josh Beckett voltou a arremessar muito. O Bull Pen voltou a funcionar, especialmenet Okajima, Masterson e Papelbon. Além de Dustin Pedroia e Kevin Youkilis, os únicos que vinha batendo alguma coisa no início da série, Big Papi, JD Drew e até Jason Variteck voltaram a acertar a bolinha.

Quando o jogo estava 3-2 e Jason Variteck estava no bastão, apareceu uma estatística do seu desempenho na série (se não me engano, 0-14). Nessa hora Paulo Antunes começou a fazer piada sobre ele, mas completou: "E só falta ele bater um Home Run agora para calar a minha boca". Próximo arremesso: BANG! Home Run no da direção do right field. "CALA A BOCA PAULO ANTUNES", gritava o Everaldo Marques, se divertindo horrores.

E mais uma vez os Red Sox chegam a um jogo 7 da ALCS após estarem com série praticamente perdida. Fortes emoções hoje à noite. Pra piorar, começou o horário de verão, o que significa que é dia de dormir ainda mais tarde e passar a segunda-feira com sono. Na minha previsão dos playoffs, cravei Rays 4x3 Red Sox na ALCS. Até agora acertei todos os vencedores das séries da American League (a NL é uma várzea e consegui errar quase tudo, não precisamos entrar no mérito). Mas se considerarmos o histórico dos Red Sox e até mesmo os 3 jogos dessa série em Tampa (2 vitórias do Red Sox e uma derrota nos extra-innings), dá pra imaginar que a história de Cinderela dos Rays pode acabar hoje.

domingo, 5 de outubro de 2008

MANNY BEING MANNY

Tirei a foto ao lado no SkyDome, estádio dos Blue Jays, equipe de baseball de Toronto. Se visualizarem a foto ampliada, perceberão um círculo numa das portas amarelas do nível superior dos espectadores (ao lado das janelas que ficam ao redor do placar eletrônico). Quando visitava o estádio, o guia explicou que o Home Run mais longo da história do estádio fez com que a bola entresse naquele porta. E foi batido por Manny Ramirez.

Manny Ramirez certamente é uma das figura mais curiosas e fantásticas na história do baseball. Sem um dúvida um dos maiores rebatedores de todos os tempos. Comecei a acompanhar baseball em 1995 e naquele ano, os Indians chegaram a World Series, quando foram derrotados pelo Atlanta Braves. Virei simpatizante dos Indians desde então. Em 1997, a equipe voltou à World Series e esteve a apenas 3 eliminações de vencer o campeonato depois de 50 anos, mas colapsou no 9th inning e permitiu o empate do Florida Marlins, que venceria aquele jogo 7 no 11th inning.

Naquela época, Manny já fazia chover, mesmo à sombra de Jim Thome, a estrela do time. A partir de 1995 (estreiou na liga em 1993) até 2000 (em 2001 foi negociado com o Boston Red Sox), apresentou estatísticas espetaculares: mais de 30 HR e 100 RBI em todos os anos, com exceção de 1997, chegando a impressionates 44 HR's e 165' RBI em 1999. Nos anos de Red Sox sempre manteve o mínimo de 30 HR's e 100 RBI's, ajundando o time a sair da fila de 86 anos e sendo eleito o MVP da World Series de 2004. Sempre foi um dos rebatedores mais temidos pelos arremessadores (média sempre próxima ou superior a 30%), que às vezes precisavam de até 10, 11 ou 12 arremessos para eliminá-lo (quando isso era possível - em grande parte das vezes ele alcançava as bases com rebatidas ou walks).

Esses números justificam com sobras o adjetivo "fantástico". Quanto ao "curioso", temos que recorrer ao seu comportamento. Algumas "manias":

- Tinha uma coreografia diferente de "high-fives" para cada companheiro de time quandos os mesmos voltavam para o dogout (banco do baseball, onde os jogadores esperam sua vez de rebater);
- Tinha uma rotina de arrumar o boné quando ia pegar uma fly-ball no left field... a bola chegando e ele ajeitando o boné... a torcida temendo que ele não pegaria a bola - sempre pegava e sorria como uma criança;
- Ao rebater uma bola que seria um Home Run, abria os braços para o alto por algum segundo, dava alguns passos lentos e depois começava a correr. E os arremessadores não levavam a mal - era só Manny being Manny.
- Já pelos Dodgers, nesse ano, ele pregou uma peça no repórter da FOX, quando serviu de tradutor para a entrevista do Angel Berroa, que supostamente não falava inglês... quando o repórter percebeu que estava sendo enganado, Manny e Berroa pareciam crianças rindo da travessura.

E por aí vai... não importava qual era a importância do jogo, podia ser oppening day, um jogo qualquer numa segunda-feira à tarde ou um jogo decisivo de playoff ou World Series. Manny sempre parece estar se divertindo. No ano passado, quando os Red Sox perdiam para os Indians por 3x1 na ALCS, Manny fez uma declaração polêmica, dizendo que não tinha importância, não dava pra ganhar sempre, dando a série como perdida. No início, todos acharam um absurdo, já que a série não tinha acabado, mas depois passaram a dizer que era apenas "Manny being Manny". Os Red Sox viraram a série para 4x3, foram para a World Series e ganharam o segundo título em quatro anos.

Durante todo esse tempo, todos aceitavam as manias de Manny... sejam as molecagens ou mesmo os lances em que ele "economizava", ou seja, não se arriscava mergulhando no chão para fazer um catch, ou a falta de velocidade para chegar às bases após uma rebatida simples, etc., desde que continuasse com as estatísticas incríveis e trouxesse as vitórias. Para facilitar a compreensão, procurei algum jogador de futebol conhecido para compará-lo. Incialmente pensei que esse perfil que eu descrevi se encaixaria muito no do Romário - deixa ele ir para a balada, deixa ele "passear" com a mulher durante a Copa do Mundo, no final ele garante o bixo do time.

Mas pensando bem, acho que a comparação correta é com Garrincha... obviamente, não presenciei a era Garrincha, mas já li e vi muita coisa sobre o Mané (Mané/Manny? - sim, ambos se chamam "Manuel"!!!!). Romário era mais na malandragem, Garrinha, mais na inocência - são clássicas as hitórias da Copa de 1958, quando ele perguntou, após a final, quando começaria o segundo turno, ou então quando comparão uma das seleções ao time do São Cristóvão. Ao final da World Series de 2004 (fim do jejum dos Red Sox), Manny e Johnny Damon passaram a se intitular como "um bando de idiotas que gostavam de jogar baseball" - e os caras pareciam mesmo um bando de "cabeças-ocas".

Pois Manny Ramirez deixou os Red Sox nesse ano, no limite do prazo para transferências, sendo negociado numa troca que envolveu também Pittsburgh Pirates, e acabou nos Los Angeles Dodgers. Sua saída foi controversa - muitos dizem ele forçou a saída, começando a fazer corpo mole e dando declarações dizendo que queria sair. Os dirigentes e alguns membros da mídia passaram a dizer que ele não respeitava mais o jogo (nesse caso, a comparação com Romário poderia ser mais correta). Saiu como o vilão da história.

Mas algumas coisas indicam que pode não ter sido bem assim. Bill Simmons fez um artigo entitulado "Manny being manipulated" no qual indica uma série de considerações que mostram que ele pode não ser esse vilão que foi desenhado. O principal fato é que Manny contratou um novo agente nesse ano (Scott Boras, que parece não ter uma boa reputação em termos de "escrúpulos" na hora de ganhar dinheiro com as comissões dos contratos milionários de seus jogadores). E nesse ano vencia seu contrato com os Red Sox, que tinham a opção de prolongá-lo de forma automática por mais 2 anos (20 milhões de dólares por ano). Se isso acontecesse, a comissão iria para os antigos agentes de Manny, que haviam fechado esse acordo, enquanto Boras não receberia NADA. Além disso, a direção do time usou alguns atos eventualmente duvidosos por parte do jogador (corpo mole, mau companheirismo) para justificar a necessidade de deixá-partir, mas não aplicou nenhuma punição (multa, suspensão, etc). Por que? Porque eram as mesmas coisas que Manny costuma fazer o tempo todo, desde que foi contratado em 2001.

Boras também é agente de outras estrelas dos Red Sox (Jason Varitek, JD Drew e Daisuke Matsuzaka). Foi o responsável pela vinda de JD Drew, dos Dodgers para Boston em 2006. Ou seja, é possível que os donos do Red Sox não tenham achado uma boa idéia "brigar" com Boras, que já havia ajudado o time antes e que poderia prejudicá-lo no futuro. Possível complô para transfeir a responsabilidade apenas para o lado mais fraco?

É verdade que devemos ler o artigo considerando que Simmons é fanático pelos Red Sox e que, conforme ele mesmo escreveu, está tentando não acreditar que Manny possa ter forçado a saída de forma premeditada. Provavelmente eu faria a mesma coisa se houvesse caso parecido entre o São Paulo e o Rogério Ceni, assim como os palmeirenses num eventual caso Marcos/Palmeias. É verdade também que os números de Manny depois da transferência melhoraram sensivelmente: em 100 jogos pelo Boston, bateu 20 HR's e 68 RBI, rebatendo 29,9%. Em praticamente a metade disso (53 jogos) pelos Dodgers, seus números foram: 17 HR's e 53 RBI's, com aproveitamento de 39,6% no bastão - grande melhora não? A teria do corpo mole ganha força, não? Mas vale dizer que os números de antes da transferência era MUITO bons e, mantendo a média, se aproximariam dos números das temporadas anteriores. Isso e as muitas informações e fatos do artigo fazem pensar que Manny pode realmente ter sido manipulado por uma (Boras) ou mesmo pelas duas partes (Boras e Red Sox).

Fato é que a questão dos agentes/empresários nos esportes afetando decidões de atletas e futuro de equipes é cada vez mais presente. Podemos pensar no histórico da dupla Robinho/Wagner Ribeiro, por exemplo, lembrando das saídas tumultuadas do Santos e agora do Real Madri. Acho que a analogia perfeita é essa: imaginem Garrincha nos tempos atuai tendo Wagner Ribeiro como representante - o que poderia acontecer? Na minha opinião, sendo Romário ou Garrincha, pensaria MUITO antes de abrir mão de jogadores como eles no meu time, mas atualmente, infelizmente, a corrida pelo dinheiro e a presença de "profissionais" com cada vez mais influência nos jogadores tem falado mais alto.

Os Red Sox foram "assombrados" com a teoria da maldição do Babe Ruth após a sua venda para os Yankees em 1919 - ficaram sem títulos por 86 anos. Agora, deixam Manny Ramirez partir e não será surpresa se ele aparecer em NY no ano que vem (o contrato que ele fez com os Dodgers só vai até o final dessa temporada). Nova maldição? Apesar de não acreditar nessa história de maldição - afinal a melhor coisa que aconteceu para Babe Ruth foi ele ter ido para os Yankees, onde se transformou num dos maiores jogadores de todos os tempos, logo, o que o faria querer assombrar o time Boston? - as coincidências fazem pensar. E a tal nova assombração pode chegar mesmo antes dessa possível transferência de manny para os Yankees.

Manny teve atuação excelente na série dos Dodgers frente aos Cubs na NLDS (aproveitamento de 50% no bastão, 2 HR's e 3 RBI), sem falar na participação decisiva na sequência que que definiu o jogo 1 (e talvez a série): no 5th inning, o jogo estava 2-0 para os Cubs. Manny no bastão, com 2 strikes, 0 balls, 2 jogadores ocupando bases e 2 jogadores eliminados. Passou a defender a zona do strike como faz um maestria e conseguiu um walk, enchendo as bases. Na sequência, James Loney bateu um Grand Slam Home Run, virando o placar para 4-2. Tivesse Manny sido eliminado, a história do jogo e da série poderia ter sido outra.

Manny e os Dodgers estão na NLCS e podem chegar a World Series enfrentando exatamente... o Boston Red Sox! Como escrevi nos posts anteriores, ainda acho que os Tampa Bay Rays vencem a AL, mas que seria sensacional poder ver o que aconteceria nos jogos de Manny no Fenway Park CONTRA os Red Sox, ah, seria!

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It DID NOT Happen... again!

"It's Gonna Happen.". Esse era o slogan extra-oficial do Chicago Cubs durante este ano. No meu último post de previsão sobre os playoffs da MLB fiz a previsão de que os Cubs passariam com certa facilidade pelos Los Angeles Dodgers, já que chegavam com a melhor campanha da National League (97-65), enquanto o time de LA se classificou com uma campanha com apensas 52% de vitórias (84-78). E aconteceu exatamente o contrário: ontem à noite os Dodgers fecharam a série em casa por 3x0, após terem vencido os dois primeiros jogos no Wrigley Field em Chicago. E querem saber? Foi fácil!

(Antes que comecem a dizer que não acerto uma, até agora Red Sox (2-0), Rays (2-0) e Phillies (2-1) vão vencendo suas séries, conforme eu havia previsto.)

Somando os 3 jogos o placar total foi 20-6. Os ditos melhores jogadores dos Cubs foram um desastre: Alfonso Soriano terminou as séries com 1-14 no bastão. Aramis Ramirez, 2-11. Geovany Soto, 2-10. Sem falar os inúmeros erros, walks e falta de constância dos arremessadores.

Impressionante o que acontece com os Cubs nos playoffs. Pelos segundo ano seguido, foram varridos dos playoffs (perda da série sem nenhuma vitória). Somando a aparição de 2003, são 9 derrotas seguidas em partidas da pós-temporada.

E a fila continua... desde 1908 sem títulos. Eu não imaginava que eles venceriam nesse ano também, mas achava que tinham uma boa chance de chegar a World Series. Enquanto isso, os Dodgers, com a campanha medíocre na temporada regular, estão revigorados pela presença de Manny Ramirez (escrevo mais sobre ele no próximo post). Há pouco mais de um mês, tinham menos vitórias do que derrotas e atravessavam uma fase de 8 derrotas seguidas. Hoje? A caminho da World Series... e com uma chance razoável de ser contra os Red Sox, o que significa 2, 3 ou até 4 jogos de Manny Ramirez no Fenway Park.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

PLAYOFFS DA MAJOR LEAGUE BASEBALL

Outubro é sinônimo de Playoffs da MLB (pelo menos para os americanos e aqueles que acompanham o baseball). Neste ano, uma novidade: pela primeira vez em muito tempo os New York Yankees não conseguiram uma vaga, o que deveria me deixar muito feliz, já que meu sentimento pelos Yankees é bem parecido com aquele que tenho pelo Corinthians. Mas confesso que acho que os playoffs perdem um pouco a graça sem o time do Bronx. É muito mais divertido poder mandar torpedos para meu amigo Vitor Ohtsuki (torcedor fanático dos Yankees)após uma eliminação nos playoffs. Vocês não têm idéia de como eu me diverti em 2004 quando os Red Sox fez aquela virada na ALCS (American League Championship Series), saindo de 0-3 para 4-3 e ganhando a World Series após 86 anos. E isso considerando que nem torcedor dos Red Sox eu sou, sou torcedor do Cleveland Indians - mas é melhor não começar com esse assunto, se bem que no ano passado o prazer de ver os Indians eliminando os Yankees na ALDS (American League Divisional Series) foi impagável.

Mas vamos esquecer os Yankees. Entre os classificados nesse ano, temos, na AL: Boston Red Sox (95-67), Tampa Bay Rays (97-65), Los Angeles Angels(100-62) e Chicago White Sox (89-74). Os Angels venceram 100 jogos,melhor campanha de toda a MLB, mas numa divisão muito fraca. Os White Sox se classificaram no sufoco, tendo que jogar uma partida tudo ou nada na última segunda-feira contra o Detroit Tigers, precisando vencer para empatar com o Minnesota Twins na liderança da AL Central e forçar o jogo extra nesta terça-feira, quando venceram por um magro 1x0. Tampa Bay e Boston travaram uma batalha incrível pela liderança da fortíssima AL East, mas os Rays não chegaram a deixar a liderança em nenhum momento, conseguindo vencer duas séries contra os Red Sox em setembro, uma em casa e outra fora.

Na National League, temos Chicago Cubs (97-64), Philadelphia Pillies (92-70), Milwaukee Breewers (90-72) e Los Angeles Dodgers (84-78). Os Dodgers, que agora contam com Manny Ramirez, adquirido durante a temporada junto ao Boston Red Sox, conseguiram se classificar com uma campanha de 84 vitórias em 162 jogos (aproveitamento de 52%). E na liga mais fraca. Para se ter uma idéia, se estivessem na AL East, ficariam em 5º lugar, atrás do Toronto Blue Jays (4º lugar da divisão com 86 vitórias). Os Phillies conseguiram mais uma vez ultrapassar os Mets na reta final da temporada e venceram a NL East. E os Breewers entraram como Wild Card.

Pensando em prognósticos, pode acontecer muita coisa. Observando os palpites dos “experts” da ESPN.com, vemos que na verdade TUDO pode acontecer. Para a World Series, os executivos das TV’s e os patrocinadores fariam qualquer coisa para ter uma série entre Chicago Cubs e Boston Red Sox - a audiência seria recorde, considerando a popularidade do Red Sox e a história dos Cubs que nesse ano completam 100 (isso mesmo – CEM!) anos de fila sem títulos. Seria legal também uma série entre Red Sox e Dodgers, com todo o foco no Manny Ramirez (que iria continuar achando que estaria jogando amistosos sem valor) e também no Joe Torre, Manager dos Dodgers após muitos anos de Yankees. E por que não uma série entre Chicago Cubs e Chicago White Sox, num ano em que um Senador negro de Illinois pode se tornar presidente?

Há alguns anos (acho que em 2002), eu e mais alguns amigos do Bolão NBA resolvemos fazer um bolão dos playoffs da MLB. Demos nosos palpites para as Divisional Series e, por coincidência, todos apostaram nos mesmos times, mas com diferentes placares das séries. TODOS erraram TODOS os palpites. Cancelamos o bolão imediatamente. Mesmo com esse histórico, como palpiteiro de plantão e agora blogueiro, não posso deixar de dar os meus palpites pra esse ano. Quem quiser, fique à vontade para palpitar nos comentários:

ALDS:

Red Sox 3x1 Angels – Os Red Sox varreram os Angels nos playoffs do ano passado. E não estou convencido da campanha dos Angels numa divisão tão fraca.

White Sox 0x3 Rays – Depois que tiraram o “Devil” do nome, boas coisas começaram a acontecer para o time de Tampa. Coincidência? Provável que sim, mas com muita competência.

NLDS:

Brewers 1x3 Phillies – CC Sabathia têm começado muitos jogos com pouco descanso. Foi assim que os Indians colapsaram no ano passado na ALCS contra os Red Sox. E acho que vai ser assim que os Breewers vão morrer na praia, no jogo 4.

Cubs 3x0 Dodgers – Tradição não vai faltar, mas os Cubs têm a melhor rotação de arremessadores e o melhor Bull Pen.

ALCS:

Rays 4 x 3 Red Sox – A condição física do Josh Becket ainda preocupa. E a constância dos Rays ao longo do ano me deixou bastante impressionado. Muitos analistas mantém a teoria que, na hora que realmente interessa, a inexperiência do time de Tampa vai falar mais alto. Não me convenci disso – vamos ver.

NLCS:

Cubs 4x2 Phillies – Não consigo imaginar Philadelphia na World Series.

World Series:

Rays 4 x 2 Cubs – Lamento, fãs dos Cubs, mais um ano na fila. Não é por que os Red Sox deixaram a fila de 86 anos em 2004 e os White Sox deixaram a fila de 88 anos em 2005 que virou festa. E esse time dos Rays está me cheirando algo parecido com o time do Florida Marlins de 1997.

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