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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

PLAY-BY-PLAY DA QUARTA À NOITE


Fortes emoções na quarta-feira à noite. Enquanto os Yankees tentam fechar a World Series contra os Phillies (lideram a série por 3 a 2), o São Paulo joga contra o Grêmio no Estádio Olímpico pela liderança do campeonato. Para não perder nada, posicionei 2 TV's uma ao lado da outra, a maior com o jogo do Olímpico e a menor com o jogo do Yankee Stadium. Além disso, é dia de encher a sala com os amigos sãopaulinos. Tentamos montar a mesma formação tática do título do ano passado: eu, Batata, Dante, Bola e Cris. Só faltou o Baboo (departamento médico). Segue o play-by-play da noite:

21h48: Arouca escalado. Todos preferem Jean na meia e ninguém não entende por que o Adrian Gonzalez não pode jogar... explicaram que é por questão de altura. Hein?

21h49: Batata comenta que o Souza cairia bem no SP. Prontamente repreendido pelo Bola e pelo Dante. Comentário do Bola: “quer dizer que quando o Hugo estiver jogando muito pela Taça Guanabara em 3 anos pelo Botafogo vc pedir pra ele voltar?”

22h02: Cris pergunta se o árbitro é o Hugo. O pior é que parece mesmo... e muito.

22h04: Batata não gosta de falar mal de jogadores adversários durante o jogo pra não zicar. Mas arrisca mesmo assim: “Esse Maxi Lopez é muito grosso!”

22h07: Começamos a montar a seleção dos caras que NÃO gostaríamos que voltassem ao São Paulo: a zaga: Juninho e Jean. Lateral direito: Éder. Lateral esquerda (e capitão): Gustavo Nery. Goleiro: Alencar.

22h10: Lance complicado na área do São Paulo. Maxi Lopez faz o giro em cima do André Dias, mas o árbitro marca falta. O Fil deve ter tido um ataque lá em Itacaré.

22h11: o Lúcio ainda é o quarto melhor lateral-esquerdo do mundo ou já subiu, agora que o Roberto Carlos está em fim de carreira?

22h11: Mais uma bom lance do Hernanes e um chute perigoso. Ele tem sempre 2 opções de drible: pedalada saindo pra esquerda ou pisar na bola com a esquerda e sair pra direita. E os marcadores SEMPRE caem.

22h12: Mais nomes para a seleção dos que não devem voltar: meio de campo: Ramalho, Fabio Santos, Marquinhos. No ataque: Roger, André Lima e Alex Dias. Técnico: Oswaldo de Oliveira.

22h17: e o São Paulo toma mais um gol de bola aérea. E aqueles 15 minutos de treino que o Ricardo Gomes comentou? O cara nem subiu pra cabecear. Grêmio 1x0.

22h20: Frase da noite até agora: “O Galo está com uma gordurinha pra não cair” (Dante)

22h21: Batata: “É, tenho uns amigos que não gostavam do Muricy, mas com ele a gente não tomava gol de cabeça...”

22h25: DAGOBERTO! 1x1! VAI TRICOLOR! Obviamente a bola desviou em alguém...

22h28: Chega mensagem da Carol (esposa do Dante) – tem um vizinho com um Megafone. Precisamos arrumar um para o próximo jogo.

22h30: segunda TV ligada. O Paulo Autuori está no Yankee Stadium comentando pela ESPN americana?

22h34: Fechamos a seleção dos “não voltem” no esquema 4-3-3 (afinal, o técnico é o Oswaldo): Alencar, Éder, Jean, Juninho e Gustavo Nery (capitão). Ramalho, Fabio Santos e Marquinhos. Roger, André Lima e Alex Dias.

22h35: Tentativa de passe do Washington para a lateral. Resultou numa isolada para fora do campo. Meu Deus...

22h41: Final do primeiro tempo: 1x1.

22h45: Discussão sobre qual filme é melhor: Amnésia ou Efeito Borboleta (eu e mais alguns amigos estamos preparando a lista dos melhores da década). A maioria prefere Amnésia. Eu prefiro Efeito Borboleta por dois motivos: 1) O desfecho do filme é muito bom e 2) Amnésia vale pela criatividade da forma de contar a história, mas a história não é tão boa quanto a de O Efeito Borboleta. Se bem que nenhum dos dois deve entrar no meu Top 10 mesmo...

22h50: Hino Americano é cantado no Yankee Stadium. TODAS as pessoas presentes ao estádio em pé e em silencio, em sinal de respeito. Nos jogos que assisti lá em setembro percebi que isso acontece até com as pessoas que estão nos corredores externos e nos funcionários das lanchonetes. Aqui no Brasil a torcida, durante a execução do hino, fica gritando o nome dos jogadores. Temos muito o que aprender.

23h11: Rogério faz duas boas defesas na sequência. Pressão do Grêmio. Já dá pra afirmar que o empate é um bom resultado?

23h12: Começa o jogo 6 da World Series no Yankee Stadium. Pedro Martinez arremessando pelos Phillies. A TV do baseball está sem som, então não estamos ouvindo o Paulo Antunes e nem a torcida dos Yankees gritando “Who’s Your Daddy”. 3 up, 3 down (Jeter, Damon e Teixeira). Bom começo.

23h17: Andy Pettitte arremessando com apenas 3 dias de descanso na tática suicida do Joe Girardi. Um walk para Jayson Werth. Na sequência, um wild pitch e Werth rouba a segunda.

23h17: Borges no lugar do Washington. A essa altura do campeonato, ninguém sabe o que é melhor para o time. O pior é que pensar que a melhor opção seria o Hugo não é nenhum absurdo. Senhoras e senhores, o ataque do São Paulo Futebol Clube em 2009!

23h22: Defesa monstruosa do Rogério Ceni em cima na linha em MAIS UMA cabeçada do Grêmio.

23h23: Final do primeiro inning sem nenhuma corrida. Mas Pettitte já mostrou que pode ter uma noite complicada.

23h26: Pergunta do Internauta: “Quem tem mais chance de ser campeão: São Paulo ou Muricy?”. Melhor não publicar os xingamentos ao Jefferson de Campo Grande.

23h28: Marlos no lugar de Jorge Wagner. Será que vamos perder de vez o meio-de-campo? A próxima substituição lógica seria Hugo no lugar do Dagoberto. A chance do São Paulo é encaixar um contra-ataque.

23h30: Borges expulso.

23h32: Dagoberto expulso. Lance parecido com o carrinho do Danilo do Palmeiras no domingo. Essa expulsão foi justa. A não-explusão no domingo não foi.

23h33: Walk para A-Rod. Home Run de Hideki Matsui. Terceiro home run do japonês na World Series, segundo contra Pedro. Yankees 2x0. Dá pra esquecer os últimos 3 minutos?

23h43: O empate se tornou um baita resultado. Hugo no lugar do Arouca. 4 minutos de acréscimo.

23h45: Rebatida tripla do C.Ruiz com 1 eliminado. Sacrifice fly do Jimmy Rollins. 2x1. Temos um jogo.

23h46: Jean expulso. Mais dois minutos de acréscimo. Não faz o menor sentido. Tanto que ele (o árbitro) acabou aos 50’.

00h07: Pedro entregando o campeonato. Bases lotadas e mais um hit do Matsui. Yankees 4x1. O Matsui pode ser o MVP da World Series sem ter estado no line up em 3 dos 6 jogos (considerando que pode acabar hoje).

00h13: Diálogo da noite:

Cris: o Fabregas está na minha seleção do mundo.

Dante (prontamente apoiado por Batata e Ronalt): O meio do campo da minha seleção seria Gerrard e mais 3.

Cris: A minha pode ser no 4-3-3 com o meio de campo com Gerrard, Fabregas e Kaká

Bola: Pô, mas aí não vai ganhar de ninguém.

Ronalt: Então coloca o Jean de primeiro volante.

Cris: Sim! E o Lugano na sobra!

Ser sãopaulino é fantástico!

00h21: E-mails do egroups do BolãoNBA: o Fil ainda tá achando que teve boa vontade com o São Paulo, mesmo com 3 expulsos e 5 minutos de acréscimo. Os palmeirenses são impressionantes...

00h34: bela defesa do Chase Utley para fechar o quarto inning. Ainda Yankees 4x1. Comentários: o Bosco teria rebatido pra frente. O Felipe (Corinthians) daria 2 passos para o lado para fazer uma ponte.

00h38: Entrevistas nos vestiários do Olímpico. As câmeras do Sportv (Globo) ficam de lado para não focalizarem os patrocinadores. Belo incentivo àqueles que incentivam o esporte.

00h49: Pedro só durou 4 innings. No quinto, dupla do Jeter, RBI do Mark Teixeira. Yankees 5x1.

00h54: Opa, e hoje temos NBA também! Rodada tripla! Dallas Mavericks jogando contra os Hornets em New Orleans. Ontem o Dirk Nowitzki fez 29 pontos no último quarto para virar o jogo contra o Utah Jazz (68 fantasy points no total!). Baseball para a TV maior, basquete na menor.

00h57: Outra rebatida do Matsui. Yankees 7x1 com 6 corridas de responsabilidade do Matsui. Lamento, Kate Hudson, mas você não será mais a MVP.

01h10: Ryan Howard está vivo! Home Run de duas corridas. Yankees 7x3. Reunião no monte central, Pettitte continua. Strike Out em cima de Jayson Werth. Na sequência, uma rebatida dupla e é o final do jogo para o veterano. Sai de campo ovacionado e, salvo uma mega zebra, vai sair com a vitória em um jogo decisivo de World Series. Nada mal. O número de closes nele até o final do jogo vai ficar entre 19 e 23.

01h22: Paulo Antunes comenta que a torcida dos Yankees não é barulhenta e credita isso ao alto preço dos ingressos que traz um público mais endinheirado e mais tranqüilo. É verdade. Nos jogos que assisti no Yankee Stadium em novembro percebi que o público do outfield (ingressos mais baratos, onde fiquei no jogo contra o Tampa Bay Rays) é muito barulhento, mas o problema é que estão longe. Já o público próximo ao infield (ingressos mais caros, onde assisti ao jogo contra o Boston Red Sox) é realmente mais tranqüilo. Os caras gastam 1,5 bilhão de dólares em um novo estádio e conseguem perder o efeito do apoio da torcida.

01h33: na outra TV, a ESPN mostra um quadro com um resumo da carreira de Jason Kidd: é o terceiro na história em número de assistências e triple-doubles e o sétimo em roubos de bola. E Steve Nash tem 2 títulos de MVP a mais (2x0)... minha cabeça dói.

01h50: Mais 6 eliminações para o título dos Yankees. Será que Mariano Rivera já vai entrar no oitavo inning?

01h59: Pedro Feliz e Jimmy Rollins deixam a rebatida de A-Rod passar. Pareceu coreografado. Os Phillies estão mortinhos.

02h03: Troca de pitcher. Matsui no bastão. Strike Out. Só faltava mais um RBI do Godzila.

02h08: No jogo da NBA, metade do terceiro quarto, Hornets 58, Mavericks 52. O jogo começou 2 horas depois do jogo de baseball e pode acabar antes.

02h15: Começa a tocar Enter Sandman. Mariano Rivera entra para mais 5 eliminações e para fazer história mais uma vez. Ele tomou 4 corridas em World Series em toda a sua carreira (34 innings). Os Phillies precisam de 4 corridas nos próximos 2 innings. Até parece.
 
02h25: apesar de uma rebatida dupla, conseguiu eliminar os 2 rebatedores que precisavam, um com strike out e outro num pop out. 3 eliminações para o título.
 
02h50: E os Yankees são campeões. Incrível. Mantém o tabu mais impressionante do esporte mundial. Agora são 27 títulos, TODOS COM UM DEMOCRATA NA CASA BRANCA. O último título havia sido no último ano do governo de Bill Clinton. Nenhum título nos 8 anos de George W. Bush. No primeiro ano de Barack Obama, bingo!
 
A boa notícia: posso dizer que assisti in loco ao time campeão de 2009 jogando, em um ano histórico (inauguração do novo Yankee Stadium). Para um fanático por esporte, é o que vai ficar marcado.

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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

TAKE ME OUT TO THE BALL GAME

"Take me out to the ball game
Take me out to the crowd
Buy me some peanuts and cracker jacks
I don't care if I ever get back
And it's root, root, root for the home team
If they don't win, it's a shame
Cause it's one, two, three strikes
You're out
At the old ball game."


Essa música, composta em 1908, é o tema de qualquer jogo de baseball jogado nos Estados Unidos. Normalmente é tocada nos estádios durante o sétimo inning dos jogos. Nessa última viagem tive a chance de assistir a uma partida de baseball pela primeira vez (na verdade, foram 3 jogos) e a experiência foi sensacional.


Antes que alguém comece com a história de que “Baseball é muito chato” ou “a regra é muito difícil” ou “o jogo demora muito”, devo dizer que, no primeiro jogo que assisti (New York Yankees 11 x 1 Tampa Bay Rays), estava acompanhado de 3 mulheres que não entendiam nada de baseball (apesar de amantes do esporte, o que obviamente ajuda). Passei as regras básicas e a dinâmica do jogo. Ajudado pelo fato de que ter sido um jogo de pontuação alta, com 2 home runs (ambos de Mark Teixeira) e 12 pontos no total, no final da noite havia cumprido a missão de agregar mais 3 fãs ao esporte. O problema é que acabaram se tornando 3 torcedoras dos Yankees, mas infelizmente o US OPEN não foi em Cleveland e por isso não pude fazer muita coisa (e mesmo que fosse, a atual fase dos Indians não ajudaria muito). A missão foi tão bem cumprida que uma de minhas companheiras de viagem, a Ynara, me mandou e-mail hoje perguntando do jogo de ontem entre Tigers x Twins. Well done!

O jogo demorou quase três horas e meia para acabar, mas o tempo passou muito rápido. Não dá pra negar que os americanos sabem fazer um espetáculo. A cada parada do jogo, temos música, promoções, o telão gigantesco ajudando, comida a disposição por tudo que é lado (o preço abusivo é um assunto a parte), enfim, tudo o que é possível para entreter o público. E o novo estádio dos Yankees é uma obra de arte. Metrô na porta, fácil acesso, elevadores, escadas rolantes, fluxo tranqüilo, dezenas de lanchonetes, bons banheiros, todos os lugares marcados, tudo o que reclamamos dos nossos próprios estádios aqui no Brasil (que a adaptação para a Copa de 2014 resolva pelo menos parte desses problemas). O único problema é ter que pagar 9 dólares por uma cerveja ou 5 dólares por um refrigerante.

No US Cellular Field, em Chicago, onde assisti a Chicago White Sox 6 x 8 Minnesota Twins, tudo muito parecido: o estádio é relativamente novo e a estrutura parecida, em escala um pouco reduzida em relação ao Yankee Stadium. Mas também foi um jogo de pontuação alta e com 7 Home Runs, o que tornou tudo bem mais divertido. Infelizmente os Cubs (o time realmente tradicional de Chicago) estavam jogando fora de casa nos dias em que estive na cidade e não pude visitar o folclórico Wrigley Field. Mas consegui passar um tempo com meu grande amigo César, que se mudou para lá no ano passado.

Para finalizar com chave de ouro (tanto a sequência de jogos como as férias, já que 10 horas depois do final do jogo já estava voando para o Brasil), de volta a NY e ao Yankee Stadium assisti ao jogo da maior rivalidade do esporte americano – New York Yankees x Boston Red Sox. Casa cheia, times completos e, apesar de mais uma vitória dos Yankees (9x5), algumas coisas para se guardar na memória, como ver ao vivo Home Runs de Alex Rodriguez (que deverá encerrar a carreira, daqui a muitos anos, como recordista histórico de HR’s, com ou sem asteriscos – e poderei falar que pelo menos um deles eu vi ao vivo!) e de David Ortiz, o “Big Papi”. Aliás, o que A-Rod jogou nesse dia foi um assombro (será que ele leu meu post sobre a questão do doping e quis mostrar algo para mim?). Vale um comentário sobre a torcida: apesar do ódio entre os times (acreditem, é ódio na versão mais pura que existe), muitos torcedores dos Red Sox estavam no jogo e no metrô, devidamente uniformizados, e sem nenhum problema. Mais uma coisa que temos muito que aprender por aqui.



PLAYOFFS

Em resumo, a dose tripla de baseball foi mais do que suficiente como uma primeira experiência. E um motivo a mais para acompanhar os playoffs da MLB que se iniciam hoje. Na Conferência Americana, teremos Boston Red Sox x Los Angeles Angels e New York Yankees x Minnesota Twins (que conseguiu a última vaga em um jogo histórico ontem à noite contra o Detroit Tigers, decidido apenas no 12º inning).

Obviamente, quero que os Yankees se explodam, apesar de serem os grandes favoritos, ainda mais agora que não tem mais um republicano na Casa Branca. Seu line-up (ataque) é monstruoso (Derek Jeter, Mark Teixeira, A-Rod, etc), mas nos playoffs vale muito mais ter uma boa rotação de arremessadores. E coloco dúvidas sobre os pitchers de New York: o número 2 deverá ser A.J. Burnett (altos e baixos) e o número 3, Andy Pettitte. O número 1 é C.C. Sabathia, de quem os fãs dos Indians se lembram muito bem durante a ALCS de 2007, quando o time vencia os Red Sox por 3x1 e acabaram perdendo a série após atuações desastrosas de C.C. Particularmente, confio mais em John Lester, Josh Beckett e o japonês Daisuke Matsuzaka, o Dice-K, dos Red Sox. Mas, para termos uma série entre Yankees e Red Sox, antes ambos terão que passar por Twins e Angels. O que não será fácil.

Na Liga Nacional, onde teremos St Louis Cardinals x Los Angeles Dodgers e Colorado Rockies x Philadelphia Phillies, o favoritismo está sendo apontado para os Cardinals, mas nessa liga, mais fraca, tudo pode acontecer. Vou torcer pelos Dodgers, de Manny Ramirez, mas não podemos menosprezar os atuais campeões Phillies, e nem o Colorado Rockies, que deu mais uma arrancada impressionante no final da temporada regular, semelhante ao que fizeram em 2007, para garantir a classificação,.

Minha torcida para a World Series é para Red Sox x Dodgers. Mas é uma aposta bem arriscada. E improvável.


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terça-feira, 4 de novembro de 2008

TABUS BIZARROS - POLÍTICA E ESPORTE

A foto ao lado foi tirada pelo meu amigo Vitor Ohtsuki, torcedor fanático dos times de Nova York, em sua última visita à cidade. É um tipo de contagem regressiva para o último dia do mandato de George W. Bush, que será em 20 de janeiro de 2009. Qual a relação? Um dos tabus mais incríveis de que eu tenho conhecimento: os New York Yankees são a franquia com maior número de títulos na história da Major League Baseball, num total de 26 conquistas, TODAS CONQUISTADAS QUANDO HAVIA UM PRESIDENTE DEMOCRATA NA CASA BRANCA. Coincidência? Não podemos nos esquecer que os Yankees, mesmo com a maior folha de pagamento da liga, não conseguem vencer um título desde 2000, exatamente o último ano do mandato do democrata Bill Clinton. E antes dos títulos de 1996, 1998, 1999 e 2000, todos durante a era Clinton, haviam ficado toda a era Bush (pai) e Reagan, ambos republicanos, na fila. E, além de tudo, vale lembrar das derrotas em 2001 para o Arizona Diamondbacks, time mais jovem da história a ganhar um título, em 2003 para o Florida Marlins e em 2004 para o Boston Red Sox, quando conseguiram a proeza de perder uma série após estarem vencendo por 3x0.

Minha visão de engenheiro garante que é óbvio que é uma grande coincidência, mas não deixa de ser um fato muito curioso. E, por isso, os torcedores não vêem a hora da posse de Barack Obama como presidente. Mas é bom lembrar que a presença de republicano na Casa Branca significa ZERO de possibilidades de título, enquanto a presença de um democrata não garante nenhuma conquista, apenas faz com que deixe de ser impossível. Se eu fosse eles, estaria mais preocupado em reforçar a rotação dos arremessadores titulares do que fazer campanha para o Democrata.

Outro tabu mais do que curioso foi lançado ontem pelo e excelente Everaldo Marques, da ESPN, em seu blog , também relacionando política e esportes . Trata-se da suposta influência que o último jogo do time da capital, Washington Redskins, antes do dia da eleição teria sobre o resultado da corrida pela Casa Branca. O fato seria que, nas últimas 17 eleições (isso mesmo, DEZESSETE - são 68 anos), sempre que os Redskins vencem o último jogo antes da eleição, o partido que teve mais votos na eleição anterior vence a eleição. Quando perde, vence o candidato do partido que teve menos votos na última eleição. Nesse caso, a derrota de ontem para o Pittsburgh Steelers seria mais um motivo para acreditar na vitória de Barack Obama, que parece que vai se concretizar. É bom enfatizar que o que deve ser considerado é o número de votos da eleição anterior, e não o eleito. Em 2000, Al Gore teve mais votos que George W. Bush, mas não foi eleito devido ao sistema eleitoral americano. Em 2004, os Redskins perderam os último jogo antes da eleição, para o Green Bay Packers, e o partido que teve menos votos em 2000, no caso o Republicano, reelegeu o presidente.

Às vezes, durante os jogos, são lançadas algumas informações que me fazem perguntar: "como é que alguém pensou em algum momento em 1) guardar determinada informação e 2) lembrar de colocá-la na transmissão exatamente nesse momento relevante?". O fato que os americanos adoram todos os tipo de estatística e conseguiram construir uma história, seja política ou esportiva, repleta de fatos e informações documentadas. Podemos levantar estatísticas de qualquer temporada da maioria das modalidades esportivas. Infelizmente ainda não consegui ver nada igual no Brasil, nem que seja apenas no futebol, a modalidade mais popular.

(Obs.: este post foi editado devido a um erro de interpretação que eu havia feito sobre o tabu dos Washington Redskins. De forma equivocada, eu havia entendido que o que valia era o eleito da última eleição, e não o que teve mais votos. Faço um agradecimento especial ao próprio Everaldo Marques que esclareceu a minha confusão.)

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