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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Are you ready for some football?

Em homenagem aos números das camisas de 2 dos meus 3 maiores ídolos do Futebol Americano, Joe Montana e Steve Young (peço desculpas a maior deles, Jerry Rice, mas não conseguiria fazer uma lista com 80 itens), apresento 16 motivos que fazem com que essa temporada seja imperdível. No final, deixo 8 previsões (é mais bonito escrever “previsões” do que “palpites”):



16 motivos para acompanhar a temporada:

  1. O Dallas Cowboys tentando chegar ao Super Bowl depois de 14 anos, no ano onde o grande jogo será jogado em seu novo estádio de 1,5 bilhão de dólares, inaugurado em 2009 (http://stadium.dallascowboys.com). O time está repleto de armas ofensivas – os WR’s Miles Austin, Dez Bryant (rookie) e Roy E. Wiiliams, os RB’s Felix Jones e Marion Barber, o TE Dallas Clarck e o QB Tony Romo.

2.       Donovan McNabb, ídolo em Philadelphia, em sua primeira temporada pelo Washington Redskins, rival de divisão, o que significa que teremos dois jogos entre o QB e seu ex. Os Redskins também investiram no técnico Mike Shanahan, duas vezes campeão do Super Bowl com o Denver Broncos.

3.       A briga na NFC East, que deverá ser mais uma vez, a divisão mais equilibrada da liga. Já falei dos Cowboys e dos Redskins, mas os Giants sempre podem chegar e os Eagles, agora sem McNabb, mas com Kevin Kolb, em quem confio (e pelo jeito a comissão técnica também, a ponto de liberar o ídolo McNabb para um rival de divisão) e com um ataque com excelentes opções (LeSean McCow, DeSean Jackson, Jeremy Maclin e Brent Celek).  São me surpreenderá se todos os times da divisão terminarem a temporada regular com 8 ou mais vitórias.

4.       A vigésima temporada de Brett Favre depois de mais uma novela aposenta/não aposenta. A questão física preocupa (problema no tornozelo), mas será que ele vai conseguir se aproximar do desempenho do ano passado (uma das melhores - senão a melhor - temporadas de sua carreira)?

5.       O New Orleans Saints defendendo o título – já teremos uma boa prévia no jogo de abertura da temporada, no próximo dia 09, quando os Saints recebem os Vikings de Brett Favre, na reedição da última final da NFC.


6.       O meu San Francisco 49ers, finalmente com um time que pode trazê-lo de volta aos playoffs depois de 8 anos. O time apresentou a melhor defesa de 2009 e opções ofensivas não vão faltar ao QB Alex Smith, especialmente RB Frank Gore, o WR Michael Crabtree em seu segundo ano (e dessa vez jogando desde o começo da temporada) e o TE Vernon Davis. E gosto MUITO do técnico Mike Singletary. O grande ponto de interrogação do time será exatamente o QB.


7.       O sempre perigoso New England Patriots, agora com Tom Brady definitivamente recuperado da contusão que o afastou da temporada de 2008, com o WR Wes Welker recuperado em tempo recorde da cirurgia de reconstrução do joelho (contusão da última semana da 2009!) e com toda a tradição que o time traz dos últimos 10 anos, apesar da defesa que não desperta muita confiança, em uma divisão que traz os “queridinhos” da mídia antes do início da temporada...


8.       ... os J-E-T-S. Finalistas da AFC em 2009, quando perderam para os Colts, estão sendo considerados um dos dois favoritos da pré-temporada (falo do outro no próximo item da lista). Têm a defesa que é considerada como melhor da liga, mas estão sofrendo com o “holdout” (tipo de greve por aumento de salário) do melhor cornerback da NFL, Darrelle Reevis. Mesmo sem ele, a defesa é muito poderosa. Trouxeram alguns reforços para o ataque, especialmente Santonio Holmes (WR, MVP do Super Bowl XLIII pelos Steelers) e LaDainian Tomlinson (ex-Chargers, melhor RB das temporadas de 2006 e 2007). E, além de tudo isso, os Jets estão sendo mostrados pela série Hard Knocks, da HBO, com episódios semanais sobre a pré-temporada. Ou seja, é o time da moda.


Meu ponto de interrogação é o QB Mark Sanchez, que até agora não mostrou que pode ser um QB de grandes jogades e de passes acurados. E não custa lembrar que os Jets só se classificaram para os playoffs da última temporada porque ganhara “de presente” o jogo dos Colts na semana 16, quando o time de Indianapolis, já como #1 garantido na AFC, abriu diferença e decidiu poupar os titulares no segundo tempo.


9.       Baltimore Ravens: o outro favorito da crítica, ao lado dos Jets, para o título da NFC. O QB Joe Flacco está no seu terceiro ano e pode ser firmar como um dos grandes da liga, o RB Ray Rice teve um ano monstruoso em 2009, mas a única adição de peso foi o WR Anquan Boldin, ex-Cardinals, mas que vive com problemas de contusões. Eu não vejo tanto motivo para essa empolgação.


10.   Os Steelers, campeões de 2008 e que sofreram demais com contusões em 2009, parecem estar “saudáveis” novamente para voltar aos playoffs. O “problema” é a suspensão do QB Ben Roethlisberger por 6 jogos (que pode ser reduzida para 4) devido a sua conduta fora de campo (foi acusado de tentaiva de estupro em duas ocasiões diferentes).


11.   O Cincinnati Bengals com Chad Ochocinco e Terrel Owens juntos (eu pagaria para ver o Hard Koncks com esses dois!).


12.   Vince Young, Chris Johnson (o #1 nos drafts do Fantasy nesse ano) e o Tennessee Titans. Eles começaram com 5 derrotas nos 5 primeiros jogos de 2009. O técnico Jeff Fisher (outro dos meus favoritos) resolveu dar uma chance para o QB Vince Young, ídolo na universidade mas que não havia conseguido mostrar um bom desempenho na NFL e estava encostado, e o time ganhou 8 dos últimos 11 jogos. É o meu sleeper da temporada.


13.   Peyton Manning. Simplesmente porque sim.


14.   O  Sunday Night Football está com a programação caprichada. Pelo menos para mim, apenas 2 jogos são “passáveis”: Chicago @ NY Giants (week 4) e San Diego @ Cincinnati (week 16), a não ser que você esteja dependendo de algum jogador em seu Fantasy.


·         Dallas @ Washington (12 de setembro)
·         NY Giants @ Indianapolis (19 de setembro)
·         NY Jets @ Miami (26 de setembro)
·         Philadelphia @ San Francisco (10 de outubro)
·         Indianapolis @ Washington (17 de outubro)
·         Minnesota @ Green Day (24 de outubro)
·         Pittsburgh @ New Orleans (31 de outubro)
·         Dallas @ Green Bay (7 de novembro)
·         New England @ Pittsburgh (14 de novembro)
·         NY Giants @ Philadelhia (21 de novembro)
·         San Diego @ Indianapolis (28 de novembro)
·         Pittsburgh @ Baltimore (5 de dezembro)
·         Philadelphia @ Dallas (12 de dezembro)
·         Green Bay @ New England (19 de dezembro)


5.   O  Monday Night Football não fica atrás. Muitos jogos bons, alguns imperdíveis:


·        Baltimore @ NY Jets (13 de setembro)
·        New Orleans @ San Francisco (20 de setembro)
·        Minnesota @ NY Jets (11 de outubro)
·         NY Giants @ Dallas (25 de outubro)
·         Philadelphia @ Washington (15 de novembro)
·         NY Jets @ New England (6 de dezembro)
·        New Orleans @ Atlanta (27 de dezembro)


16.   FANTASY NFL: segundo ano da liga Michael Chang. Com mais experiência, a galera caprichou mais no draft desse ano. Para quem ainda não joga, recomendo fortemente.


8 previsões:

1.       Times que certamente estarão nos playoffs na AFC: San Diego Chargers, NY Jets, Baltimore Ravens, Indianapolis Colts.


2.       Meu sleeper na AFC: Tennessee Titans – vão para os playoffs e podem até ameaçar os Colts na briga pelo título da divisão.


3.      A última vaga ficará entre New England Patriots (meu favorito nesse grupo), Miami Dolphins e Pittsburgh Steelers.


4.       Times que certamente estarão nos playoffs na NFC: Green Bay Packers, New Orleans Saints, San Francisco 49ers.


5.       Das outras 3 vagas,pelo menos 2 serão da NFC East, senão as 3. Nesse caso, a briga é entre Cowboys, Eagles e Redskins.


6.       A última vaga (se sobrar) ficará entre Minnesota Vikings e o Atlanta Falcons.


7.       Candidatos a MVP: Peyton Manning, Drew Brees e Aaron Rogers. Minha aposta: Aaron Rodgers.


8.       Palpite para o Super Bowl: Green Bay Packers x Indianapolis Colts


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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

NEW ORLEANS RECUPERADA... E EM FESTA!

No post anterior eu usei a frase do ex-técnico dos Colts, Tony Dungy, como argumento final para o meu palpite em favor do time de Indianapolis:

"Minnesota is playing in New Orleans, they turn the ball over five times, have two or three stupid penalties and still lose in overtime. I don't see how it's going to be close. The Colts aren't going to turn it over seven times."

Os Saints não precisaram de sete turnovers dos Colts para ganhar o jogo, precisaram de apenas um, que veio na interceptação de um passe de Peyton Manning para Reggie Wayne a 3:12 do final do jogo, quando os Colts se aproximavam de um touchdown que empataria o jogo (estava 24x17 para os Saints). A interceptação resultou em um TD de 74 jardas que colocou os números finais no placar: Saints 31, Colts 17.

Mas essa interceptação não foi o lance do jogo. No início do terceiro quarto os Saints, que perdiam por 10x6, fariam o kick off para a primeira campanha dos Colts. Todos comentavam que Peyton Manning teria aproveitado os 30 minutos de intervalo (que só acontece no Super Bowl) para estudar a defesa de New Orleans e comandar um drive impecável que levaria o placar para 17x6. Mas os Saints foram agressivos, partiram para um onside-kick (chute curto que permite que o próprio time que chutou recupere a bola) e mantiveram a posse de bola. Resultado: ao invés de correrem o risco de ficar atrás no placar por 11 pontos, conseguiram um touchdown numa jogada sensacional de Pierre Thomas e tomaram a liderança por 13x10. Logo depois, ficou demonstrado que Peyton Manning de fato tinha um drive engatilhado para touchdown, utilizando principalmente as corridas de Joseph Addai e os passes para o Tight End Dallas Clark e retomou a liderança (17x13).

Mas os Saints adquiriram a moral que queriam. Mais um Field Goal (17x16), a conversão de 2 pontos depois de um TD, que deu 7 pontos de vantagem (24x17) e a interceptação final. Drew Brees foi eleito o MVP, mas pra mim o destaque do jogo foi o técnico Sean Payton (foto), que esbanjou audácia ao tentar (e não conseguir) um TD no final do segundo quarto em uma quarta descida para 1 jarda, ao chamar o onside-kick no intervalo e ao desafiar a conversão de 2 pontos que havia sido anulada pela arbitragem.

Quanto a Peyton Manning, a interceptação do final do jogo não deixa de manchar o seu legado. Uma vitória o colocaria definitivamente na conversar sobre os melhores quarterbacks da história (junto com Joe Montana e Johnny Unitas), mas essa derrota o deixa com um retrospecto mediano em playoffs - próximo de 50% de aproveitamento e apenas 1 título (contra 3 de Tom Brady e 2 de John Elway, por exemplo). Em seu favor há o recorde de 4 conquistas do prêmio de MVP, mas no final das contas os títulos acabam importando mais. Mesmo assim, não deixa de ser um gênio, mas contra quem ainda é possível apostar... eventualmente.

Um jogo não tão dramático quanto as duas edições anteriores do Super Bowl, mas histórico para a cidade de New Orleans. Durante a temporada regular ouvi comparações desse time com o time dos Rams de 1999 (campeões sob o comando de Kurt Warner), dado o poderio ofensivo. Mas pra mim essa vitória foi muito mais parecida com a vitória dos Patriots em 2002, quando o time do então quase desconhecido Tom Brady usou a motivação de uma tragédia (os atentados de 11 de setembro) para vencerem os favoritos Rams. Dessa vez, os Saints mostraram que New Orlenas está totalmente recuperada do Katrina... e está em festa.

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sábado, 6 de fevereiro de 2010

COLTS X SAINTS - SUPER BOWL XLIV

Eu estava em Chicago em setembro e fui jantar numa segunda-feira à noite na ESPN Zone (uma pena não termos nada parecido aqui no Brasil... deu saudades até do antigo Valle Sports Bar). O restaurante estava relativamente cheio, pois as principais TV’s estavam ligadas no Monday Night Football, quando jogavam Miami Dolphins e Indianapolis Colts, em Miami. Foi um jogo impressionante: os Dolphins ficaram com a posse de bola em 45 dos 60 minutos de jogo e, com apenas 15 minutos de posse, Peyton Manning comandou a vitória dos Colts por 27x23, incluindo um drive final para virar o placar. Uma performance pra lá de eficiente. Esse jogo foi na semana 2 da NFL. Na semana 7, no mesmo estádio, era a vez do New Orleans Saints enfrentar os Dolphins, que abriram vantagem de 24x03 no meio do segundo quarto e ainda venciam por 34x24 ao final do terceiro quarto. No último quarto, os Saints viraram e venceram por 46x34.

E agora, no mesmo estádio, Colts e Saints se enfrentam no Super Bowl. No mesmo estádio onde Peyton Manning venceu seu primeiro Super Bowl, na temporada de 2006.

Seria legal ver a cidade de New Orleans comemorar a conquista do Super Bowl depois de tudo o que aconteceu desde o furacão Katrina, incluindo a utilização do Superdome como principal centro de desabrigados. E os Saints realmente têm um time fantástico, especialmente na parte ofensiva: Drew Brees é um quarterback que atingiu um nível próximo ao de Tom Brady e Peyton Manning, tem o melhor ataque da NFL e jogadores como Marques Colston, Reggie Bush, Pierre Thomas, Mike Bell e Jeremy Shockey. Sean Payton já demonstrou ser um técnico diferenciado e mestre em estratégias e motivação. E o principal defensor dos Colts (Dwight Freeney) está machucado e ainda não se sabe se vai jogar (se jogar, será na base de analgésicos para os ligamentos).

Mas ao mesmo tempo, ao ver a decisão da NFC, vimos os Saints sendo dominados pelos Vikings (Minnesota teve o dobro do número de jogadas) e conseguiram escapar com a vitória graças aos turnovers dos Vikings e algumas penalidades idiotas, especialmente a formação de 12 homens em campo a 1 minuto do final, quando Minnesota estava prestes a chutar o Field Goal da vitória e perderam jardas que impediram o chute. Uma derrota típica dos Vikings (uma das torcidas mais torturadas da história do esporte norte-americano).

Enquanto isso, os Colts, após um primeiro tempo dominado pelos Jets, que chegaram a liderar o jogo por 17x06, contavam mais uma vez com a genialidade de Peyton Manning para conseguir um touchdown no final do segundo quarto e a virada no segundo tempo. Os Colts não sofreram NENHUM ponto nos dois segundos tempos dos dois jogos dos playoffs que disputaram, contra Ravens e Jets. Conseguiram marcar 30 pontos contra a melhor defesa da liga (Jets) que, sofriam em média apenas 14 pontos por jogo. O que farão contra a 25ª defesa (Saints)?

Os Colts possuem Reggie Wayne, Austin Collie, Pierre Garçon (2 jogadores importantes num Super Bowl chamados Pierre? Qual a chance?) e Dallas Clark para receberem os passes. Os Colts não vão cometer os turnovers que os Vikings cometeram. E, em todos os jogos do ano nos quais os Colts entraram com força máxima e com foco na vitória, venceram (exceção aos dois últimos jogos da temporada regular, quando jogaram com os reservas e sofreram as duas únicas derrotas do ano).


E, o mais importante, temos Peyton Manning. Acompanho esportes há muito tempo e consigo listar poucos caras que me fizeram entender que contra eles não se aposta em hipótese nenhuma: Michael Jordan, Roger Federer, Ronaldo (talvez algum outro). A melhor temporada de um quarterback que eu havia acompanhado até hoje foi de Steve Young em 1994. A temporada de Tom Brady em 2007 ficou pra trás com a derrota no Super Bowl para os Giants. Peyton Manning, com a vitória nesse Super Bowl, superará a temporada de Steve Young e entrará definitivamente na discussão dos melhores quarterback da história, ao lado de Joe Montana e Johnny Unitas. Sem dúvida é o melhor quarteback de sua geração. E eu não sou louco de apostar contra ele em jogos importantes, assim como não se deve/devia fazer com Jordan/Federer/Ronaldo. Ele teve 2 semanas para estudar a defesa dos Saints (ele é conhecido por ser um especialista em desvendar as brechas das defesas adversárias) e tem um histórico impressionante em jogos importantes.

Torço para um jogo equilibrado, com os Saints pegando a dianteira a quatro minutos do final com um Field goal (o placar ficaria Saints 26-24) e Peyton Manning comandando uma última campanha para um touchdown de Reggie Wayne e a vitória por 31-26. Mas acompanho a opinião do ex-técnico dos Colts, Tony Dungy:

"Minnesota is playing in New Orleans, they turn the ball over five times, have two or three stupid penalties and still lose in overtime. I don't see how it's going to be close. The Colts aren't going to turn it over seven times."

Com isso, a torcida de jogo equilibrado vai pro espaço.

Palpite: Colts 38, Saints 23.

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sábado, 23 de janeiro de 2010

PLAYOFFS DA NFL - CHAMPIONSHIP SUNDAY

AFC


New York Jets @ Indianapolis Colts

Na semana 16 os Jets perdiam para os Colts por 15x10 no terceiro quarto quando o técnico de Indianapolis decidiu retirar os principais titulares do jogo para poupá-los (a melhor campanha da AFC já estava garantida). Resultado: Jets 29, Colts 15 e os Jets voltaram a respirar chances de classificação aos playoffs, pois ao invés de terminarem a rodada desclassificados com 7-8, foram para a semana 17 com 8-7. Na semana 17, foi a vez dos Bengals, já classificados, pouparem os titulares, adivinhem contra quem? Sim, contra os Jets! Placar do jogo: Jets 37, Bengals 0. Jets classificados.

Veio a primeira rodada dos playoffs e os Jets foram jogar exatamente em Cincinatti, contra os Bengals, dessa vez com todos os titulares escalados. Os Bengals foram castigados por terem permitido a classificação dos Jets, que passavam para a próxima rodada. Mais uma vitória em San Diego e agora vão jogar exatamente contra o outro time que “permitiu” que eles estivessem nos playoffs, os Colts.

Será possível que o karma se repita e que os Colts também paguem o preço? Dessa vez não. Continuo incapaz de apostar contra Peyton Manning nessa temporada e vale lembrar que os Colts ganharam TODOS os jogos desse ano que eles tinham a intenção de ganhar (as duas derrotas nas últimas duas rodadas foram com o time reserva). Os Colts são capazas de parar o jogo corrido da mesma forma como fizeram com os Ravens no último final de semana. O Cornerback Darrelle Revis deverá reduzir as chances de jogadas para Reggie Wayne, mas devemos ter muitos passes para Dallas Clark e Pierre Garçon. E não vamos nos esquecer que os Jets precisaram contar com 3 Field Goals perdidos pelos Chargers no domingo para conseguir a vitória em San Diego.

Palpite: Colts 20, Jets 13


NFC

Minnesota Vikings @ New Orleans Saints

Sem dúvida nenhuma os Vikings conseguiram a vitória mais impressionante do último final de semana, ao aplicarem 34x3 no Dallas Cowboys, segurando completamente aquele que vinha sendo o time mais “quente” das últimas semanas. A vitória dos Saints sobre os Cardinals, pela mesma diferença (45x14) já era relativamente mais esperada, considerando a defesa de Arizona. Além disso, acho improvável que Reggie Bush tenha mais um jogo do nível que teve contra os Cardinals. Contra os Vikings temos a irregularidade fora de casa, ainda mais jogando em um dos estádios onde a torcida ainda faz a diferença. Até ontem eu estava tentado a apostar nos Vikings, mas eu vou de Saints, pelo contexto da recuperação da cidade depois do Katrina (ver o Superdome, que abrigou desabrigados após o furacão, comemorar a classificação ao Super Bowl será histórico) e, principalmente, pela possibilidade de ver os dois melhores times da temporada regular finalmente fazerem um Super Bowl (não me lembro da última vez que isso aconteceu). Por mais que a história de Brett Favre traga algum sentimento em seu favor, um Super Bowl entre Colts e Saints seria mais eletrizante (os dois times chegaram a estar 27-0 somados em determinado momento da temporada!). Que venha Manning x Brees no dia 07 de fevereiro.

Palpite: Saints 31, Vikings 27

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sábado, 16 de janeiro de 2010

PLAYOFFS DA NFL - DIVISIONAL WEEKIND

Após fazer apenas 1-3 na primeira rodada dos playoffs o teimoso aqui vai mais uma vez tentar adivinhar o que vai acontecer no segundo round. Como sempre, já li as colunas dos especialistas, ouvi alguns podcasts e uma coisa em particular vem me chamando atenção: antes do início dos playoffs as equipes de melhor campanha, que não jogariam no wild card weekend, estavam melhor avaliadas do que agora, especialmente as da AFC (Colts e Chargers). Os líderes da NFC (Saints e Vikings) já haviam perdido alguma moral após as derrotas nas últimas rodadas da temporada regular, mas mesmo assim eram equipes que começaram a temporada com campanhas de 13-0, no caso dos Saints (terminaram 13-3) e 11-1, no caso dos Vikings (terminaram 12-4). Esse final de temporada regular (0-3 dos Saints e 1-3 dos Vikings) até justificaria a perda de credibilidade dessas duas equipes, ainda mais do jeito que seus adversários dessa semana, especialmente os Cowboys, estão jogando. Mas, como explicar que, de repente, Ravens e Jets passam a ser vistos com bons olhos e com chances reais de vitória contra Colts e Chargers, respectivamente? As vitórias no Wild Card seriam suficientes para levantar a moral desses times a esse ponto?

Fui atrás de algumas estatísticas para tentar entender os efeitos do “bye” (descanso no Wild Card), do “Home Field” (vantagem de jogar em casa) e do momento de vir de uma vitória no Wild Card. Levantei o retrospecto dos times que terminaram a temporada regular com uma das duas melhores campanhas de cada conferência e tiveram o direito do bye na primeira rodada dos playoffs desde que esse sistema foi implantado, em 1990:

1990: 4-0 (4 vitórias dos times que tiveram o bye)
1991: 4-0
1992: 3-1
1993: 3-1
1994: 4-0
1995: 2-2
1996: 3-1
1997: 3-1
1998: 4-0
1999: 3-1
2000: 3-1
2001: 3-1
2002: 4-0
2003: 2-2
2004: 4-0
2005: 2-2
2006: 2-2
2007: 2-2
2008: 1-3

Observo que, nos últimos 4 anos, os times que tiveram o bye estão com um retrospecto de 7 vitórias e 9 derrotas (aproveitamento de 44%). Nos 15 anos anteriores, esse aproveitamento era de 81% (49-11). Pra quem acha injusto comparar 4 anos com 15, podemos pagar qualquer período de 4 anos consecutivos entre 1990 e 2004 e verificaremos que o aproveitamento nunca foi menor que 75%. Algo pode ter acontecido nesses últimos 4 anos para justificar essa perda da vantagem dos mandantes no Divisional Weekend? Bill Simmons tem uma teoria de que, de uns anos pra cá, com a construção de novos estádios, mais modernos, mas que levam os torcedores mais fiéis para os níveis mais afastados do campo, deixando os locais próximos ao campo para camarotes e lugares caríssimos, que são adquiridos apenas pelos torcedores com alto poder aquisitivo e, ao mesmo tempo, menos fanáticos e barulhentos, o mando de campo vem perdendo efeito constantemente (ele coloca vários dados nessa coluna de novembro de 2008 para demonstrar sua teoria).

A conclusão? O mando de campo teria deixado de ser um fator decisivo nos playoffs. Na semana passada, 2 visitantes venceram (Ravens e Jets). No Divisional Weekend do ano passado TRÊS dos quatro visitantes venceram. Somem isso ao momento criado pelos times que trazem vitórias convincentes do Wild Card Weekend e o retrospecto dos últimos 4 anos e temos muita gente achando que os mandantes podem ser surpreendidos na segunda rodada dos playoffs. Eu? Vou continuar analisando caso a caso:

AFC

Baltimore Ravens @ Indianapolis Colts


Os Ravens atropelaram os Patriots na semana passada, fora de casa (a única vitória que eu acertei). Ganharam com o jogo corrido (234 jardas corridas contra apenas 34 jardas aéreas) e com a defesa (forçaram 4 turnovers).  A tática dessa semana? Explorar ao máximo o jogo corrido (Ray Rice deverá ter mais um grande jogo), fazendo o relógio correr e deixando o mínimo de tempo possível para Peyton Manning ficar dentro de campo. E mesmo com essa história realmente emocionante, sou incapaz de apostar nos Ravens, especialmente considerando o match-up Joe Flacco x Peyton Manning. Alguém acha que Peyton Manning, MVP pela quarta vez (um recorde na história da NFL, com todos os méritos), jogando em casa, com um time que começou a temporada 14-0 e que poupou os titulares nos dois últimos jogos da temporada regular para estarem inteiros nos playoffs pode perder esse jogo? Eu também  não. E mesmo que a tática dos Ravens de correr o relógio funcione, já vimos que Manning pode conseguir uma vitória como conseguiu na semana 2 em Miami, com apenas 15 minutos de posse de bola no total.

Palpite: Colts 24, Ravens 19.

New York Jets @ San Diego Chargers

É verdade que os Jets não poderiam esperar adversário melhor para “encaixar o jogo”: os Jets têm um dos melhores ataques terrestres e os Chargers não têm uma boa defesa para jogo corrido. Os Chargers adoram o jogo de lançamentos e os Jets têm o melhor cornerback da NFL (Darrelle Revis), especialista em anular os melhores wide receivers da liga (perguntem para Chad Ochocinco dos Bengals). Mas os Chargers terminaram a temporada regular com 11 vitórias consecutivas, sendo considerados o melhor time da liga, mesmo sem a melhor campanha. Têm Phillip Rivers, Antonio Gates e Vincent Jackson. Só não sabemos o que esperar de LaDainian Tomlinson. E os Jets bateram nos Bengals, que não se apresentaram pra jogar (especialmente o QB Carson Palmer). Para mim esse é o caso mais clássico de supervalorização de um time após uma vitória no Wild Card Weekend.

Palpite: Chargers 17, Jets 13

NFC

Arizona Cardinals @ New Orleans Saints

Antes de falar desse jogo, vale mencionar o jogo dos Cardinals contra Green Bay no domingo à noite. Parecia vídeo-game. 96 pontos marcados, atuações fantásticas dos quartebacks (Kurt Warner: 29-33, 379 jardas, 5 TD’s, O INT, rating de 154,1; Aaron Rodgers: 28-42, 422 jardas, 4 TD’s, 1 INT, rating de 121,3) e emoção até o final, com Arizona sempre na frente e reações incríveis dos Packers. Prorrogação e uma pena que Aaron Rodgers finalizou uma atuação histórica com um fumble que custou a derrota de seu time. Um jogo para ser lembrado.

Voltando a Cardinals x Saints: os Saints perderam muita moral após começarem a temporada 13-0 e sofrerem derrotas em casa para Dallas e para o fraco Tampa Bay. As opções ofensivas dos Cardinals parecem intermináveis, mas se eles tomaram 45 pontos em casa, como será jogando fora de casa contra Drew Brees e o poder ofensivo dos Saints? Além disso, se há um estádio onde ainda podemos dizer que o mando de campo faz alguma diferença em termos de participação da torcida, esse lugar é o Superdome. Devemos ter mais um jogo de muitos pontos e aquele time que conseguir parar o ataque adversário na red zone mais vezes levará vantagem, pois trocar um touch down por um field goal, contra ataques desse tipo, será um feito e tanto. Se os Saints conseguirem a liderança do placar no primeiro quarto poderão comandar o jogo com mais tranqüilidade. Mas se derem moral para os Cardinals... já sabemos o que pode acontecer, basta lembrar do ano passado. Assim como o jogo entre Arizona e Green Bay na semana passada, considero esse o jogo mais imprevisível do final de semana.

Palpite: Saints 42, Cardinals 31.

Dallas Cowboys @ Minnesota Vikings

Já me convenci a não ir ao primeiro jogo do São Paulo na temporada para assistir a esse jogo. Os Vikings perderam rendimento no final da temporada regular, enquanto os Cowboys só melhoraram, basta lembrarmos da vitória em New Orleans na semana 15 e das duas vitórias contra os Eagles, na semana 17 e no Wild Card Weekend. Por mais que seria bom ver Brett Favre conduzindo os Vikings para a final da conferência e mesmo num jogo que envolva tantas figuras que possam prejudicar seu time em determinado lance e tornar o jogo imprevisível (Bret Favre, Tony Romo, Adrian “Fumble” Peterson, Roy Williams e, obviamente, os técnicos – Wade Philips e Brad Childress) os Cowboys estão numa fase boa demais para APOSTAR contra, por mais que eu TORÇA contra.

Palpite: Cowboys 31, Vikings 24



sábado, 9 de janeiro de 2010

PLAYOFFS DA NFL - WILD CARD WEEKEND

Pra não perder o costume, o palpiteiro aqui vai tentar advinhar o que vai acontecer nos playoffs da NFL, o que mostra que eu não aprendi a lição nem mesmo após os fiascos do ano passado:

AFC

#3 New England Patriots x #6 Baltimore Ravens: os Patriots, com a divisão garantida, colocaram os titulares para jogar no último jogo da temporada regular, contra o Houston Texans. Conclusão: perderam o wide receiver Wes Welker para os playoffs.  Agora acho que vão pagar por isso. Os Ravens, mesmo sem contar com o poderio defensivo dos anos passados, possuem um time bem acertado, são muito bem rankeados no site footballoutsiders.com (o principal site de estatísticas da NFL), sendo o número 1 em eficiência, e Joe Flaco já mostrou que sabe jogar playoff fora de casa. Adicione a ausência de Welker, que facilitará as coberturas em Randy Moss e deixará menos opções para Tom Brady e teremos um upset.

Palpite: Ravens 21, Patriots 16.

#4 Cincinatti Bengals x #5 New York Jets: os dois times se enfrentaram na semana 17 da temporada regular em NY, quando os Jets atropelaram os Bangals para garantir a última vaga dos playoffs da AFC e, de repente, viraram os queridinhos da imprensa america. Mas eu não vou confiar no quarterback novato Mark Sanchez jogando fora de casa. Mesmo com a melhor defesa da liga e com um dos melhores jogos corridos, em playoff a capacidade de realizar grandes jogadas, seja com passes longos ou com os times de especialistas, faz diferença e os Jets não têm nem uma coisa, nem outra. Além disso, os Bengals jogaram o último jogo com os reservas e agora jogam em casa com força máxima, incluindo a volta do running back Cedric Benson. Assisti a 3 jogos deles nessa temporada e fiquei muito bem impressionado. E os Jets sempre serão os Jets: surpreendem quando nada se esperam deles e decepcionam sempre que começam a parecer um time vencedor.

Palpite: Bengals 31, Jets 10.

NFC

#3 Dallas Cowboys x #6 Philadelphia Eagles: os Cowboys venceram os dois jogos entre as duas equipes na temporada regular, incluindo na última semana, quando os Eagles claramente se pouparam. Aqui vou usar o fator torcida para escolher o vencedor: os Cowboys são o time que eu menos gosto da NFL (pra não dizer outra coisa) e eu realmente gosto dos Eagles, com todos os seus altos e baixos. Se Donovan McNabb estiver em um de seus dias bons, não vejo como perderem, mesmo fora de casa (e não se sabe até que ponto o novo estádio dos Cowboys, que custou cerca de 1,5 bilhão de dólares e comporta mais de 100.000 pessoas reduziu a pressão da torcida devido ao tamanho). Tony Romo ainda não conseguiu nenhuma vitória em playoffs na sua carreira e acho que não vai ser dessa vez. É provável que o jogo seja decidido na última posse de bola e o técnico que conseguir controlar melhor o relógio levará vantagem, o que é complicado de prever, já que ambos têm sérias dificuldades de usar adequadamente os timeouts nos finais de jogo. Mas a sorte de Andy Reid, dos Eagles, é que do outro lado estará Wade Philips, que consegue estregar tudo quando menos se espera. E ver a cara derrotada do dono dos Cowboys, Jerry Jones, ao final de um jogo de playoff, especialmente em casa é uma das coisas mais prazeirosas para esse torcedor aqui.

Palpite: Eagles 34, Cowboys 30.

#4 Arizona Cardinals x #5 Green Bay Packers: na minha opinião, o jogo mais imprevisível. Ao lado dos Eagles e dos Chargers, Green Bay é o time que melhor vem se apresentando nas últimas semanas. A proteção ao quarterback Aaron Rodgers melhorou (é bom citar que ele foi o melhor jogador do Fantasy NFL nesse ano) e os Cardinals ganharam a divisão mais fraca da liga, com muitos altos e baixos. Apesar de estar fora de casa, vou de Packers.

Palpite: Packers 35, Cardinals 28

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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

COLTS 35, PATRIOTS 34 - MAIS MÉRITOS DE PEYTON MANNING DO QUE CULPA DE BILL BELICHICK

Valeu muito a pena ter ficado acordado até tarde para acompanhar o jogo entre os times da década da NFL: New England Patriots e Indianapolis Colts (ok, os Steelers também entram na discussão). Além de serem 2 dos 3 times mais vitoriosos dos últimos 10 anos, ainda contam com os dois melhores quarterbacks desse mesmo período: Tom Brady (Patriots) e Peyton Manning (Colts).

O jogo foi em Indinapolis e, no início do quarto período, os Patriots pareciam ter total controle da situação, vencedo por 31x14. Ainda venciam por 34x21 a 4:12 do final. Em uma campanha de 79 jardas em 1 minuto e 49 segundos, os Colts reduziram a vantagem para 34x28, com 2:23 por jogar. Os Patriots começaram sua última campanha para fechar a partida e se depararam com uma situação de 4th down para 2 jardas na marca de 28 jardas de seu campo. A cartilha básica diz que a jogada correta é o punt, devolvendo a bola para o adversário o mais longe possível. Mas o técnico Bill Belichick, para descrédito de todos, partiu para a tentativa de conversão para ganhar mais 4 jogadas. A tentativa foi em vão e os Colts ganharam a posse de bola a 29 jardas da end zone. Quatro jogadas depois, Peyton Manning completava o passe na end zone para Reggie Wayne, completando uma das viradas mais espetaculares que eu já vi.

De repente, todo o foco ficou na decisão de Belichick, considerada uma loucura por muitos, incluindo os narradores da ESPN, Paulo Antunes e Everaldo Marques. Eu também tive a mesma sensação no momento. Mas, parando para pensar, cheguei a conclusão de que, se não foi uma decisão 100% correta, foi, no mínimo mais do que lógica. Por que? Porque no outro time havia um monstro chamado Peyton Manning. Já mencionei que ele havia conduzido uma campanha de 79 jardas em pouco menos de 2 minutos para reduzir a vantagem para 34x28. Pois essa já era a SEGUNDA campanha de 79 jardas resultante em touchdown naquele quarto! Pouco antes, em 2 minutos e 4 segundos, ele havia conduzido outra campanha, também de 79 jardas, para reduzir a vantagem para 31x21. O play-by-play do último quarto pode ser visto aqui.

Nesse ponto temos que pensar com a cabeça de Belichick. Restavam pouco mais de 2 minutos para o final do jogo. Um punt levaria a bola para a marca de 30 a 40 jardas do campo adversário, deixando de 60 a 70 jardas a serem percorridas em 2 minutos, coisa que já havia sido feita por duas vezes somente naquele quarto! Com o histórico de decisões arrojadas (e na maioria das vezes eficazes) ao longo da carreira, o técnico dos Patriots procurou fazer o que considerava mais seguro, que era manter a posse de bola e não dar a chance para Manning. Por algumas polegadas o plano não deu certo.

Desde que acompanho a NFL (cerca de 20 anos), só consigo citar 5 quarterbacks que poderiam provocar tal decisão: Joe Montana, Steve Young, Brett Favre, Tom Brady e Peyton Manning. Todos com histórico de várias viradas incríveis em finais de jogos, em campanhas longas e rápidas. Dois deles estavam em campo ontem e estão disputando uma vaga na minha lista de melhores atletas da década (detalhes em breve). Um deles provocou uma decisão que, embora questionável, era lógica e teve mais uma chance de conseguir mais uma vitória. E quando Kevin Faulk ficou a algumas polegadas de completar o 4th down, todos sabiam que os Colts venceriam o jogo. Peyton Manning ganhou o jogo, manteve seu time invicto na temporada (9-0), ganhou mais pontos para conquistar o prêmio de MVP pela quarta vez na carreira, o que será o recorde na história da NFL e ainda levou mais um ponto em seu favor para entrar na minha lista.

Ontem assistimos aos 4 melhores times da AFC em campo (mais cedo, a Band Sports havia transmitido a vitória do Cincinatti Bengals sobre o Pittsburgh Steelers). Após ver esses jogos, estou com a sensação de que teremos mais um duelo entre Patriots e Colts em janeiro, novamente em Indianapois e dessa vez, provalvente, por uma vaga no Super Bowl. E todos sabemos o que pode acontecer se Peyton Manning tiver a chance de ganhar o jogo.

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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

SOFRENDO COM O FANTASY FOOTBALL

Já estou indo para o meu 4º ano no Fantasy da NBA. Fiz o draft da já tradicional Michael Chang League na semana passada e fiquei muito feliz ao conseguir boa parte dos jogadores que eu pretendia, especialmente Kevin Durant na minha primeira escolha (#3 geral, atrás apenas dos óbvios Chris Paul e Lebron James) e de Anthony Randolph (meu sleeper desse ano). Jogar fantasy NBA é viciante e traz uma vantagem: cada confronto dura uma semana inteira e, com isso, cada jogador pode acumular estatísticas nos vários jogos que disputa ao longo da semana. O que isso quer dizer? Que uma noite apagada pode facilmente ser compensada na noite seguinte e, no final da semana, na média, não temos surpresas. Por isso a importância do draft e do acompanhamento da evolução dos free agents.

Em compensação, esse é o meu primeiro ano participando do Fantasy da NFL. Meu time, pelo menos no papel, pode ser considerado bom: tenho um dos melhores Wide Receivers da NFL (Reggie Wayne), um dos melhores rookies do ano passado e que era Top 4 geral em qualquer ranking pré-temporada (Matt Forte, RB), um quarterback de respeito (Donovan McNabb) e jogadores como Pierre Thomas (RB, Saints), Willis McGahee (Ravens, Top 5 entre os RB nas primeiras semanas da temporda) e Johnny Knox (WR, Bears). No papel, era time para brigar pelas primeiras posições da liga. Após 6 semanas, estou estagnado com uma campanha pífia (3-3). O que acontece?

Acontece que a cada semana temos um único jogo para decidir a nossa sorte. Se, naquele jogo, seu jogador não estava em um dia bom, na haverá a chance de compesação na mesma semana, como ocorre na NBA. Willis McGahee era um RB Top 5 e nessa última semana me ajudou com ZERO pontos. Vejam a sequência de pontuação de Matt Forte, a sensação do ano passado e que era para ser o meu maior pontuador: 5 - 5 - 10 - 19 - bye - 3. Apenas uma semana de respeito até agora para a quarta escolha geral do draft. Vai entender...

No último domingo acompanhei toda a rodada de olho no fantasy. É desesperador. No jogo da tarde, entre Giants e Saints, tinha toda a esperança do mundo em Pierre Thomas, o RB dos Saints. Nenhum touchdown dele, apesar dos 3 TD's corridos de New Orleans. À noite, grudei na TV para acompanhar os Chicago Bears x Atlanta Falcons, já que tinha as duas principais armas ofensivas dos Bears escaladas (Matt Forte, RB e Johnny Konx, WR). 50 jardas e 1 TD de cada praticamente me garatiriam a semana. A cada passe que passava por cima da cabeça do Johnny Knox, meu desespero aumentava. O mesmo aconteceu quando Forte cometeu um fumble na linha de 2 jardas (foto), prestes a marcar um TD. Que dizer então do último lance do jogo, quando os Bears tinham uma quarta descida para conquistar 1 mísera jarda, a 4 jardas da end zone, para empatar o jogo? Matt Forte estava posicionado para a corrida (chance real de TD) e um o left tackle cometeu um false start, perdendo 5 jardas e a chance da corrida e do TD...

Fantasy football requer preparação psicológica. O resultado é muito mais aleatório e dependente muito mais da "sorte" do que o fantasy basketball. Pequenos lances podem fazer TODA a diferença numa semana. Mas é viciante.

Que venha a semana 7!

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sábado, 10 de outubro de 2009

A FOOTBALL WEEKEND

Além de muito tênis e baseball, aproveitei a viagem de férias para assistir pela primeira vez a jogos de futebol americano, sendo um universitário e outro da NFL. Aproveitando a passagem pela Califórnia e, mais especificamente, por San Francisco, pude não só visitar meu grande amigo Vítor e sua esposa Marina, como peguei um jogo da Universidade de Stanford, onde ele está estudando atualmente. O jogo universitário é um evento e tanto, apesar do baixo nível técnico do jogo, se bem que o placar de 42 x 17 para os donos da casa possibilitou muita diversão, especialmente com a banda da universidade e a apresentação das cheerleaders após o jogo. E o estádio de Stanford, palco de jogos do Brasil na Copa de 1994, incluindo aquele jogo das oitavas de final contra os Estados Unidos (o jogo da cotovelada do Leonardo), é um estádio sensacional (atenção corinthianos: é o estádio de uma Universidade e já foi palco de Copa do Mundo!).











Para o jogo da NFL, não poderia ter sido uma escolha melhor do que assistir a um jogo do San Francisco 49ers, meu time da NFL desde os bons tempos de Joe Montana e Jerry Rice e, posteriormente do grande Steve Young. Coloco nesse post duas fotos exatamente dessas 3 lendas: as placas que homenageiam dois dos maiores quarterbacks da histórica (Montana e Young) e o próprio Jerry Rice em pessoa, o maior Wide Receiver de todos os tempos (Soneca, se você estiver lendo essa, dessa vez quanto a isso não há argumentos).

A fase dos 49ers, o segundo maior vencedor de Super Bowls da história, com 5 conquistas, uma a menos que o Pittsburgh Steelers, não vem sendo nada boa nos últimos anos, mas nessa temporada o time já começou com 3 vitórias em 4 jogos (melhor começo de temporada desde 2002) e tem boas chances de a vencer a divisão NFC West e voltar aos playoffs depois de 8 anos. Estivemos no jogo da Semana 2, contra o Seatle Seahawks, no Candlestick Park.

Sobre o Candlestick Park, esqueçam tudo o que eu comentei no post anterior sobre o Yankee Stadium. O estádio, já bastante velho, apresenta uma série de problemas, especialmente de acesso. Fica localizado à beira de uma estrada, sem transporte público próximo e, para piorar, o acesso ao seu interior consegue ser pior que o do Morumbi em dia de clássico: poucas entradas, um mega tumulto de gente acumulada, ajudado pelo tal do Tailgate (o tradicional churrasco de porta de estádio antes dos jogos) que faz com que os torcedores acabem entrando somente em cima da hora de início da partida. Na parte interna, apesar de algumas escadas rolantes, o conforto não é nada superior do que nossos estádios de futebol aqui no Brasil. Fiquei sabendo depois do jogo que já há estudos para a construção de um novo estádio, pelos novos proprietários do time. Vamos aguardar.

Mas, tirando essa questão, não dá para negar que o football é o esporte número 1 dos americanos. Talvez pelo fato de que o número de jogos é menor (temporada regular de 16 jogos, 8 em casa e 8 fora), a importância de cada jogo é muito maior do que um jogo de basquete (temporada de 82 jogos) ou de baseball (162 jogos antes dos playoffs) e os torcedores dedicam todo o domingo ao evento, indo ao estádio ou ficando em casa acompanhando toda a rodada com diversos amigos. O jogo começou num horário cedo (1 da tarde) e os “tailgaters” começaram seu churrasco logo pela manhã, criando clima para o jogo. Já dentro do estádio, a torcida é completamente ensandecida, bem diferente da torcida do baseball. A cada 3rd down do adversário o barulho chega a níveis enlouquecedores. O nível de vibração nos lances importantes também é de impressionar. O único problema são as paralisações do jogo para os comerciais de TV após cada kick, punt, troca de posse de bola, etc. Mas não podemos negar que é um evento e tanto.

O irmão de um outro grande amigo meu, o Muli, me trouxe dos EUA uma camisa número 80 dos 49ers (imortalizada por Jerry Rice) lá por meados dos anos 90. Fiz questão de colocar essa camisa na mala antes da viagem para usá-la no estádio do meu time favorito. E o time não decepcionou. Além de a defesa estar jogando muito bem, no ataque temos Frank Gore, um dos melhores running backs da NFL, que correu para 207 jardas e 2 touch downs, em dois lances espetaculares (um de 79 e outro de 80 jardas). Placar final: 49ers 23, Seahawks 10 e a segunda vitória nas duas primeiras rodadas da temporada. E ainda pude registrar o Vitor, torcedor dos Giants, utilizando uma camiseta dos Niners!



Balanço final das férias: um grand slam de tênis, 3 jogos de baseball e um jogo da NFL. De quebra, um show da maior banda do mundo e uma das minhas favoritas. E tem gente que ainda não entende o porquê de eu programar minhas viagens de férias em função de eventos esportivos...
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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

2009 MICHAEL CHANG NFL FANTASY LEAGUE DRAFT LOTERY RESULTS

Desculpem a precariedade, mas segue a transmissão da loteria do draft da nossa Michael Chang League, a liga fantasy da NFL. A bateria da câmera acabou quando eu estava lendo o resultado, mas fica assim mesmo. Acho que dá pra ver tudo. Abaixo do vídeo está a lista.



Ordem do sorteio:

1) Mighty Mighty Bengals - Danilo Muller
2) Patriots Team - Fabio Caldas
3) TriShow Berber's - Rodrigo Berber
4) Jerry Rice Tribute - Ronalt Brasilio
5) Saint Louis 02 BENTO - CAIO BENTO
6) Madrid Jokers - Leonardo Bruno
7) Team Bessa - Mateus Bessa
8) Giants Empire - Vitor Ohtsuki
9) Sao Paulo Blue Araras - Guilherme Junqueira
10) Goiania Houndogs - Andre Pinheiro
11) Vitão's Team - Vitor Ziruolo
12) Team Pereira - Thiago Pereira
13) Titans Old School - Osmar Camilo
14) Real Rottenoranges - Fabricio Tota

DRAFT: 12 de agosto às 20h00 (horário de Brasília)

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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

GLORY DAYS

Depois dos acontecimentos dos últimos dias eu pensei que precisaria escrever diversos posts para registrar tudo. Decidi fazer somente um, aproveitando o título do clássico do Bruce Springsteen, que realizou uma apresentação memorável (parte 1 e parte 2)no intervalo do Super Bowl XLIII (ouvir “Born To Run” ao vivo – certamente uma das minhas 20 músicas favoritas de todos os tempos – sempre arrepia). Realmente vivemos dias gloriosos quando o assunto é esporte. E não estou falando somente dos últimos dias, das últimas semanas ou dos últimos meses, estou falando da nossa época. Como o Balu escreveu muito bem hoje em um e-mail (e em breve em um post em seu blog), temos sorte de estarmos presenciando ou de termos presenciado alguns fenômenos do esporte que definitivamente ficarão para a história.

Hoje ainda ouvimos nossos pais e avós contando as histórias de Pelé, Garrincha, Emerson Fittipaldi, Éder Jofre, Amaury Passos e Wlamir Marques (volto a esses dois daqui a pouco), entre outros, muitos outros. Lemos muito também sobre Mohamed Ali, Bill Russel, Wilt Chamberlain, Jesse Owens, Babe Ruth, Johnny Unitas, Mark Spitz, Bjorn Borg, Jack Nicklaus, enfim, a lista é enorme. Acontece que também teremos de quem falar para nossos filhos e netos – e a lista também será muito grande: Michael Jordan, Magic Johnson e Larry Bird, ou para falar de nomes atuais, Kobe Bryant (que ontem mesmo fez 61 pontos contra o New York Knicks, batendo o recorde de pontos no Madison Square Garden) e Lebron James; Maradona, Ronaldo, Zidane e Rogério Ceni (especial para os palmeirenses); Hortência e Paula; Ayrton Senna e Michael Schumacher; Tiger Woods, Michael Phelps, Lance Armstrong; Joe Montana e Jerry Rice, ou os atuais Tom Brady e Peyton Manning; Manny Ramirez e Alex Rodriguez; Carl Lewis, Michael Johnson e Usain Bolt; Pete Sampras e Roger Federer... Podemos ocupar linhas e linhas com nomes e mais nomes.


Em tempo: o parágrafo anterior não é necessariamente uma lista dos melhores de cada modalidade (se bem que vale para muitos), apenas joguei nomes que definitivamente são ou serão lembrados na história como fenômenos acima da média.

Tudo isso para chegar nesses últimos dias, nos quais pudemos acompanhar eventos que fatalmente serão lembrados na história do esporte. Pudemos também relembrar de um evento que já faz parte da história do esporte, e que enche os brasileiros de orgulho. Valeu a pena todo o sono da segunda-feira, especialmente após as duas maratonas do domingo.

Super Bowl XLIII:

Mesmo que a maior parte do jogo não tenha apresentado lances de efeito ou momentos de tensão, o que dizer da interceptação e retorno de 100 jardas do James Harrison para touchdown, na última jogada do segundo quarto, com direito a balão de oxigênio, não só impedindo que os Cardinals marcassem o TD (era 1st and goal) e fossem para o intervalo liderando por 14x10, como possibilitando que os Steelers abrissem uma diferença de 10 pontos (17x7)? Um lance de 14 pontos. Ou então, o que dizer duas viradas nos últimos 3 minutos? Primeiro, o TD de 65 jardas de Larry Fitzgerald dando a liderança para os Cardinals (23x20) no único momento em que a defesa dos Steelers vacilaram na sua marcação, seguido do drive de 78 jardas dos Steelers que terminou com a recepção espetacular do Santonio Holmes (MVP do jogo) para garantir a vitória por 27x23.

Um jogo tão emocionante como o do ano passado, também com 2 viradas no placar nos últimos 3 minutos, quando os Giants surpreenderam os Patriots. Não considero o melhor Super Bowl da história, pelo menos considerando os que eu assisti, pois não dá pra esquecer das finais entre Rams e Titans (2000), Patriots e Rams (2002), Patriots e Panthers (2004) e Patriots e Giants (2008), entre outras. Mas, sem dúvida, um jogo histórico.

Os Steelers conquistaram o sexto título do Super Bowl, e se isolaram como os maiores vencedores da NFL (Cowboys e 49ers têm 5 títulos cada). Além do São Paulo, teeeeemos mais um hexacampeão, hello Sixburgh! (tentem ler a última frase no estilo Paulo Antunes e não cair a gargalhada).

Roger Federer x Rafael Nadal – final do Australia Open

Valeu a pena acordar às 06:30 da manhã de domingo para assistir a mais um duelo de 5 horas entre Roger Federer e Rafael Nadal. Outro dia escrevi em um e-mail que Nadal e Federer são o equivalente no tênis a Lebron James e Kobe Bryant no basquete. Nadal (Lebron) é uma força da natureza, que quando quer é “imparável”. Além disso, tem uma capacidade mental invejável. Já Fereder (Kobe) é o jogador mais completo, mais habilidoso e tenta alcançar o status do maior de todos (Sampras/Jordan), mas não sabemos se vai chegar a tanto (vale dizer que no caso de Kobe sabemos que NÃO vai chegar). Federer (Kobe) dominou os últimos anos (13 Grand Slams / 3 títulos da NBA e um título de MVP), mas Nadal já está dominando, já com 6 títulos de Grand Slam, incluindo títulos fora do saibro, como Wimbledon e Australia Open (todos verão como serão os próximos 10 anos de Lebron).

Alguns dizem que o choro de Federer durante a cerimônia de premiação foi patético. Não concordo. Dá para imaginar o pressão em relação ao eventual 14º título de Grand Slam (o que empataria com Sampras) e mesmo em relação à conseguir ganhar de Nadal, que lidera por 13x6 nos confrontos entre os dois. Mesmo com toda a estrutura que ele deve ter e com tudo o que já alcançou, reconheçamos que não é pouca coisa. O próprio Nadal mostrou-se meio constrangido e chegou ao cúmulo de pedir desculpas por ter vencido. Esse negócio de esporte é mesmo coisa de louco.

Recomendo esse excelente texto da ESPN.com sobre o jogo, que trata também da questão da rivalidade. Destaco uma frase que resume muito bem as coisas:

“Spent, both men are in tears for the trophy ceremony. Only they understand why. Each is less without the other, though the other may destroy him. The legacy of one must now become the legacy of the other. Trapped, they define each other. Paris, London and New York still lie ahead of them. And ahead of us.”

Brasil Campeão Mundial de Basquete Masculino - 1959

No último sábado, dia 31 janeiro, a principal conquista do basquete masculino do Brasil completou 50 anos. No Chile, em 1959, o time comandado por Amaury Passos e Wlamir Marques conquistava o Campeonato Mundial, façanha que se repetiria 4 anos depois, em 1963. A ESPN Brasil apresentou um especial emocionante sobre a conquista, com depoimentos dos jogadores, incluindo Rosa Branca, falecido no último mês de dezembro. Wlamir Marques esteve no Chile para o programa, relembrando detalhes e homenageando os companheiros de time (tanto os vivos quanto os que já se foram). Um fato histórico e que tem quer ser valorizado ao extremo. Uma pena que no país do futebol foram poucas as menções à data e a ESPN Brasil está de parabéns. Uma pena também que não podemos nos orgulhar da atual situação do basquete brasileiro, que não participa de uma Olimpíada desde 1996.



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Temos também que acabar com essa história de que só é bom o que é dos tempos antigos. Nesse raciocínio, todos os “melhores do mundo” já se aposentaram e nunca vai aparecer ninguém melhor, o que não precisa ser necessariamente verdade. Vale também para os eventos. Parece um crime dizer que o jogo entre Federer e Nadal na final de Wimbledon no ano passado tenha sido o melhor jogo de tênis da história. Por que não? Definitivamente, podemos não só rever ou relembrar a história do esporte, temos o privilégio de poder também presenciá-la.

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Agradecimento ao Bola, de quem "peguei emprestado" a foto da Seleção de Basquete Masculino de 1959 e aos caras que inventaram o Youtube, o qual eu não canso de classificar como um negócio espetacular.
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terça-feira, 20 de janeiro de 2009

PITTSBURGH RUMO AO RECORDE

Os Pittsburgh Steelers são os maiores vencedores da história da NFL, ao lado dos Dallas Cowboys e dos San Francisco 49ers, cada um com 5 títulos do Super Bowl. No próximo dia 1º de fevereiro, em Tampa, os Steelers terão a chance de conquistar o sexto título e se isolarem na liderança do total de conquistas (em outras palavras, serão o único hexa, como o São Paulo).

A vaga no Super Bowl XLIII veio com a vitória sobre os Baltimore Ravens, por 23x14. Os Ravens fizeram o mesmo jogo que fizeram contra os Tennessee Titans na semana anterior: poucas opções ofensivas, pouco sucesso nas campanhas e tentaram segurar o jogo com a forte defesa. A pontuação foi quase a mesma (13 pontos na semana passada e 14 agora). A diferença foi que o adversário, dessa vez, não cometeu turnovers: enquanto os Titans cometeram 3 turnovers dentro da red zone (20 jardas próximas à end zone) e desperdiçaram chances reais de pontuar,os Steelers cuidaram melhor da bola e controlaram o jogo desde o começo – abriram 13x00 e depois 16x07, sofreram uma reação, quando lideraram por apenas 2 pontos (16x14), mas conseguiram mais um TD no final do jogo numa interceptação do Troy Polamalu. Se os Titans não tivessem cometido tantos erros, e se talvez o RB Cris Johnson não tivesse se machucado, o jogo de ontem seria entre os 2 melhores times da AFC (ainda acho que os Titans são o melhor time da NFL) e, principalmente, eu não teria feito 0-4 nos palpites.

Mas, ao vencedor as batatas. E os Steelers seguem em busca do recorde de títulos do Super Bowl, que será um jogo do ataque mais legal de se assistir (os Cardinals), contra a melhor defesa da liga (os Steelers). Apesar de torcer para a vitória dos Cardinals, primeiro porque Kurt Warner merece, segundo porque ver as recepções incríveis do Larry Fitzgerald é espetacular e terceiro porque os Steelers não passariam os 49ers no número de títulos, acredito que a defesa de Pittsburgh vai conseguir neutralizar o ataque de Arizona, assim como os Eagles conseguiram ontem, quando reagiram e chegaram a virar o placar, marcando 19 pontos seguidos. E o time mais completo, que conta com Troy Polamalu, Big Ben Roethlisberger, Santonio Holmes e Hines Ward sairá campeão. Mas, considerando tudo o que já aconteceu até agora, nada me surpreenderá, lembrando que a filha de Kurt Warner já deve até ter escolhido o nome do cãozinho que vai ganhar no caso de vitória do pai.

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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

KURT WARNER E A PERSISTÊNCIA

Kurt Warner tem uma carreira mais do que curiosa e não deixa de ser um exemplo de perseverança: assinou com o Green Bay Packers em 1994 sem ter passado pelo draft, mas foi dispensado logo depois. Depois disso, chegou a trabalhar como empacotador de supermercado até conseguir entrar para a Arena Football League (AFL), onde jogou de 1995 a 1997, quando teve uma nova chance na NFL, assinando com o St. Louis Rams. Mas não conseguiu a vaga no time em 1998 – foi enviado para a NFL Europe, onde jogou um ano pelo Amsterdam Admirals. Em 1999, finalmente conseguiu a vaga nos Rams devido à contusão do então quarterback titular, Trent Green. E explodiu de uma forma sem precedentes, chegando a ser eleito o MVP da temporada e conduzindo os Rams ao título do Super Bowl, quando também foi eleito o MVP da partida final. Voltou a ser eleito MVP da liga em 2001, quando voltou ao Super Bowl, mas perdeu para o New England Patriots (na época uma zebra) do então novato Tom Brady. Me lembro muito bem da entrevista de Kurt Warner após a derrota. Ele não se mostrava abalado, reconheceu o mérito do adversário e disse com convicção: “sei que vou voltar a disputar o Super Bowl”.

Mas as coisas começaram a complicar para ele: no ano seguinte seu rendimento caiu, passou por algumas contusões e perdeu a vaga no time. Dispensado no início de 2004, assinou com os Giants. Em NY também não conseguiu se firmar, sendo substituído pelo calouro Eli Manning.

Foi transferido para o Arizona Cardinals, onde também iniciou com dificuldades (contusões e irregularidades) , disputando a posição com mais um novato: Matt Leinart. Todos achavam, que sua carreira rumava ao final, quando voltou a firmar. Fez uma temporada muito boa em 2007 e se voltou a ser o titular.

Em 2008, aos 37 anos, está fazendo história, cumprindo o que disse após a derrota do Super Bowl XXXVI: está de volta ao Super Bowl. O Arizona Cardinals, um dos times mais antigos da liga, que já foi sediado anteriormente em St Louis e Chicago, era o único time da NFC que não havia chegado à final da conferência até hoje. Há 10 anos fora dos playoffs, venceu a NFC West, divisão mais fraca da liga e se classificou com a medíocre campanha de 9 vitórias e 7 derrotas. Ninguém apostava nas chances do time na pós-temporada, mas venceram o Atlanta Falcons no Wild Card, os favoritos Carolina Panthers no Divisional Weekend e ontem passaram pelos Philadelphia Ealgles na final da NFC.

E foi um jogaço. Os Cardinals começaram arrasadores no primeiro tempo, com a combinação Kurt Warner e Larry Fitzgerald, seguramente o melhor Wild Receiver da NFL, que levou a 3 touch downs e a liderança por 24x06 no intervalo. Mas no segundo tempo os Eagles reagiram, acertando a defesa e com Donovan McNabb comandando o ataque numa reação espetacular, virando para 25x24. Mas Kurt Warner ainda tinha bala na agulha e comandou a campanha final, que terminou com um TD de Tim Hightower a pouco mais de 2 minutos do final para dar os números finais ao placar (32x25) e a vaga no Super Bowl.

E Kurt Warner está de volta ao Super Bowl, com mais uma história curiosa (achei que era invenção quando li na coluna de sexta-feira do Bill Simmons, mas ontem vi e ouvi o técnico dos Cardinals confirmando a história): embalado pelo discurso de Barack Obama no dia da eleição, quando o presidente eleito disse que havia prometido um cãozinho às filhas caso se mudassem para a Casa Branca, ele fez o mesmo – antes do início dos playoffs prometeu um cãozinho à filha caso vencesse o Super Bowl. Obama está se mudando para a Casa Branca nesta semana. E para Kurt Warner, agora só falta mais um jogo.

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segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

FIASCO

Escrevi as minhas previsões para o Divisional Weekend na manhã da sexta-feira. Quando li a coluna do Bill Simmons na tarde da sexta, sabia que meus palpites estavam fadados ao fracasso - os palpites eram idênticos.

E foi o que aconteceu: ZERO-E-QUATRO nos meus palpites. A única análise correta foi a de que pelo menos um dos dois #1 não faria o Super Bowl. Os dois já caíram antes das finais de conferência.

No sábado à noite, foi tudo uma questão de turnovers. No primeiro jogo, os Titans dominaram o jogo, mas cometeram vários erros: o primeiro, inexplicável e no início do jogo, foi a decisão de ir para um 4th-and-8 quando podiam chutar um FG de mais ou menos 45 jardas. Não converteram e perderam a bola. Depois disso, ainda cometeram 3 turnovers dentro da red zone (2 interceptações e um fumble) e deixaram de pontuar. O ataque dos Ravens não fez basicamente nada, pressionado pela defesa dos Titans o tempo todo. Mas o rookie Joe Flacco conseguiu 2 passes importantes que resultaram em um TD e um FG e fez história tornando-se o primeiro QB rookie a ganhar 2 jogos de playoff. A defesa INSANA de Baltimore fez o resto do trabalho. Final, Baltimore 13, Tennessee 10.

Na sequência, conforme previsto, um massacre. Mas para o outro time. Enquanto Kurt Warner fazia uma festa com o WR Larry Fitzgerald (166 jardas), o QB dos Panthers Jake Delhomme lançava CINCO interceptações. Arizona 33, Carolina 13.

Nesse domingo, os Eagles foram ao Giants Stadium e eliminaram os atuais campeões do Super Bowl, num jogo sem nenhum grande destaque (23x11). No último jogo, os Steelers salvaram a honra dos mandantes e eliminaram os Chargers (35x24), com destaque para o RB Willie Parker (146 jardas corridas e 2 TD's) e se tornaram os grandes favoritos ao título.

Agora, para as finais de conferência, nem vou pensar muito ou pesquisar, já que claramente não adianta nada. Apesar da defesa INSANA dos Ravens, os ataque não vai conseguir levá-los ao Super Bowl contra o time mais completo que vi jogar, os Steelers - além da melhor defesa da liga, um ataque com muitas opções. Na final da NFC, os Cardinals dificilmente perdem em casa, mas os Eagles estão com mais cara de Super Bowl depois de tudo o que aconteceu ao longo do ano e a impressionante reação.

Portanto: Pittsburgh (com convicção) e Philadelphia (sem convicção).

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sábado, 10 de janeiro de 2009

DIVISIONAL WEEKEND - PALPITES

Complementando o post de segunda-feira, agora um pouco mais convicto das previsões:

Antes, duas estatísticas:
1) Nos últimos 15 anos, os 4 times que jogaram em casa ganharam conjuntamente (que palavra horrível!) apenas em 1994, 2002 e 2004 (só 3 vezes nos últimos 15 anos)
2) Pensando na semana que vem, a última vez que os dois #1 das conferências fizeram o Super Bowl foi em 1993 (Dallas e Buffalo), ou seja, há 15 anos.

Com isso, não só temos uma probabilidade grande de ter um upset nessa semana, mas se os dois #1 passarem (Giants e Titans), a probabilidade de um deles perder em casa na final da conferência é maior ainda.

Dito isso, vamos lá:

- Carolina é uma barbada, por dois motivos principais: 1) é o melhor ataque dos 8 que sobraram - um baita RB (DeAngelo Williams) e um baita WR (Steve Smith) e 2) os jogadores do Arizona deram um banho de Gatorade no técnico POR TEREM VENCIDO UM JOGO DE WILD CARD, ou seja, pra eles mesmos já chegaram longe demais. Palpite: Carolina por mais de 14 pontos.

- NY Giants: apesar do que os Eagles fizeram com os Cowboys, antes disso jogaram em Washignton precisando ganhar e só marcaram 3 pontos. Além disso, ganhar em Minnesota com Tarvaris Jackson de QB não é dos maiores méritos, é mais ou menos o que o Grêmio fez com o Palmeiras no Palestra quando o Luxa escalou Martinez na zaga, Jumar e Evandro no meio e Denilson no ataque, e depois ainda tentou Lenny e Jorge Preá. Palpite: Giants por 7 pontos.

- Tennessee, no jogo mais equilibrado, mas por melhor que o QB dos Ravens (Joe Flaco) possa ser, é um rookie jogando fora de casa contra uma baita defesa (ao contrário dos Dolphins). E eu acho o técnico dos Titans muito bom (usa bigode e precisamos de um novo bigode, já que o Bill Cower faz falta). Palpite: Titans por menos de 7 pontos.

E como tenho que escolher um visitante (não vou fazer hedge de apostar nos 4 mandantes para fazer 3-1):
- San Diego x Pittsburgh: realmente escrevi que o Big Ben realmente pode fazer a diferença, mas só se estivesse recuperado, e voltar depois de uma concussão não é fácil. Quando jogaram durante a temporada, os Steelers venceram apertado (11x10, também em casa). LTD não deve jogar (Ewing Theory). E pra terminar, a sequência milagrosa dos Chargers, que se classificaram por milagre e depois tiraram os Colts, merece continuar (todo ano tem algo assim acontecendo). Eu tinha previsto que os Colts venceriam os Chargers E os Steelers. Mantenho que os Steelers vão perder. Palpite: Chargers por 3 pontos (o menor placar do final de semana).

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