terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

NEW ORLEANS RECUPERADA... E EM FESTA!

No post anterior eu usei a frase do ex-técnico dos Colts, Tony Dungy, como argumento final para o meu palpite em favor do time de Indianapolis:

"Minnesota is playing in New Orleans, they turn the ball over five times, have two or three stupid penalties and still lose in overtime. I don't see how it's going to be close. The Colts aren't going to turn it over seven times."

Os Saints não precisaram de sete turnovers dos Colts para ganhar o jogo, precisaram de apenas um, que veio na interceptação de um passe de Peyton Manning para Reggie Wayne a 3:12 do final do jogo, quando os Colts se aproximavam de um touchdown que empataria o jogo (estava 24x17 para os Saints). A interceptação resultou em um TD de 74 jardas que colocou os números finais no placar: Saints 31, Colts 17.

Mas essa interceptação não foi o lance do jogo. No início do terceiro quarto os Saints, que perdiam por 10x6, fariam o kick off para a primeira campanha dos Colts. Todos comentavam que Peyton Manning teria aproveitado os 30 minutos de intervalo (que só acontece no Super Bowl) para estudar a defesa de New Orleans e comandar um drive impecável que levaria o placar para 17x6. Mas os Saints foram agressivos, partiram para um onside-kick (chute curto que permite que o próprio time que chutou recupere a bola) e mantiveram a posse de bola. Resultado: ao invés de correrem o risco de ficar atrás no placar por 11 pontos, conseguiram um touchdown numa jogada sensacional de Pierre Thomas e tomaram a liderança por 13x10. Logo depois, ficou demonstrado que Peyton Manning de fato tinha um drive engatilhado para touchdown, utilizando principalmente as corridas de Joseph Addai e os passes para o Tight End Dallas Clark e retomou a liderança (17x13).

Mas os Saints adquiriram a moral que queriam. Mais um Field Goal (17x16), a conversão de 2 pontos depois de um TD, que deu 7 pontos de vantagem (24x17) e a interceptação final. Drew Brees foi eleito o MVP, mas pra mim o destaque do jogo foi o técnico Sean Payton (foto), que esbanjou audácia ao tentar (e não conseguir) um TD no final do segundo quarto em uma quarta descida para 1 jarda, ao chamar o onside-kick no intervalo e ao desafiar a conversão de 2 pontos que havia sido anulada pela arbitragem.

Quanto a Peyton Manning, a interceptação do final do jogo não deixa de manchar o seu legado. Uma vitória o colocaria definitivamente na conversar sobre os melhores quarterbacks da história (junto com Joe Montana e Johnny Unitas), mas essa derrota o deixa com um retrospecto mediano em playoffs - próximo de 50% de aproveitamento e apenas 1 título (contra 3 de Tom Brady e 2 de John Elway, por exemplo). Em seu favor há o recorde de 4 conquistas do prêmio de MVP, mas no final das contas os títulos acabam importando mais. Mesmo assim, não deixa de ser um gênio, mas contra quem ainda é possível apostar... eventualmente.

Um jogo não tão dramático quanto as duas edições anteriores do Super Bowl, mas histórico para a cidade de New Orleans. Durante a temporada regular ouvi comparações desse time com o time dos Rams de 1999 (campeões sob o comando de Kurt Warner), dado o poderio ofensivo. Mas pra mim essa vitória foi muito mais parecida com a vitória dos Patriots em 2002, quando o time do então quase desconhecido Tom Brady usou a motivação de uma tragédia (os atentados de 11 de setembro) para vencerem os favoritos Rams. Dessa vez, os Saints mostraram que New Orlenas está totalmente recuperada do Katrina... e está em festa.

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sábado, 6 de fevereiro de 2010

COLTS X SAINTS - SUPER BOWL XLIV

Eu estava em Chicago em setembro e fui jantar numa segunda-feira à noite na ESPN Zone (uma pena não termos nada parecido aqui no Brasil... deu saudades até do antigo Valle Sports Bar). O restaurante estava relativamente cheio, pois as principais TV’s estavam ligadas no Monday Night Football, quando jogavam Miami Dolphins e Indianapolis Colts, em Miami. Foi um jogo impressionante: os Dolphins ficaram com a posse de bola em 45 dos 60 minutos de jogo e, com apenas 15 minutos de posse, Peyton Manning comandou a vitória dos Colts por 27x23, incluindo um drive final para virar o placar. Uma performance pra lá de eficiente. Esse jogo foi na semana 2 da NFL. Na semana 7, no mesmo estádio, era a vez do New Orleans Saints enfrentar os Dolphins, que abriram vantagem de 24x03 no meio do segundo quarto e ainda venciam por 34x24 ao final do terceiro quarto. No último quarto, os Saints viraram e venceram por 46x34.

E agora, no mesmo estádio, Colts e Saints se enfrentam no Super Bowl. No mesmo estádio onde Peyton Manning venceu seu primeiro Super Bowl, na temporada de 2006.

Seria legal ver a cidade de New Orleans comemorar a conquista do Super Bowl depois de tudo o que aconteceu desde o furacão Katrina, incluindo a utilização do Superdome como principal centro de desabrigados. E os Saints realmente têm um time fantástico, especialmente na parte ofensiva: Drew Brees é um quarterback que atingiu um nível próximo ao de Tom Brady e Peyton Manning, tem o melhor ataque da NFL e jogadores como Marques Colston, Reggie Bush, Pierre Thomas, Mike Bell e Jeremy Shockey. Sean Payton já demonstrou ser um técnico diferenciado e mestre em estratégias e motivação. E o principal defensor dos Colts (Dwight Freeney) está machucado e ainda não se sabe se vai jogar (se jogar, será na base de analgésicos para os ligamentos).

Mas ao mesmo tempo, ao ver a decisão da NFC, vimos os Saints sendo dominados pelos Vikings (Minnesota teve o dobro do número de jogadas) e conseguiram escapar com a vitória graças aos turnovers dos Vikings e algumas penalidades idiotas, especialmente a formação de 12 homens em campo a 1 minuto do final, quando Minnesota estava prestes a chutar o Field Goal da vitória e perderam jardas que impediram o chute. Uma derrota típica dos Vikings (uma das torcidas mais torturadas da história do esporte norte-americano).

Enquanto isso, os Colts, após um primeiro tempo dominado pelos Jets, que chegaram a liderar o jogo por 17x06, contavam mais uma vez com a genialidade de Peyton Manning para conseguir um touchdown no final do segundo quarto e a virada no segundo tempo. Os Colts não sofreram NENHUM ponto nos dois segundos tempos dos dois jogos dos playoffs que disputaram, contra Ravens e Jets. Conseguiram marcar 30 pontos contra a melhor defesa da liga (Jets) que, sofriam em média apenas 14 pontos por jogo. O que farão contra a 25ª defesa (Saints)?

Os Colts possuem Reggie Wayne, Austin Collie, Pierre Garçon (2 jogadores importantes num Super Bowl chamados Pierre? Qual a chance?) e Dallas Clark para receberem os passes. Os Colts não vão cometer os turnovers que os Vikings cometeram. E, em todos os jogos do ano nos quais os Colts entraram com força máxima e com foco na vitória, venceram (exceção aos dois últimos jogos da temporada regular, quando jogaram com os reservas e sofreram as duas únicas derrotas do ano).


E, o mais importante, temos Peyton Manning. Acompanho esportes há muito tempo e consigo listar poucos caras que me fizeram entender que contra eles não se aposta em hipótese nenhuma: Michael Jordan, Roger Federer, Ronaldo (talvez algum outro). A melhor temporada de um quarterback que eu havia acompanhado até hoje foi de Steve Young em 1994. A temporada de Tom Brady em 2007 ficou pra trás com a derrota no Super Bowl para os Giants. Peyton Manning, com a vitória nesse Super Bowl, superará a temporada de Steve Young e entrará definitivamente na discussão dos melhores quarterback da história, ao lado de Joe Montana e Johnny Unitas. Sem dúvida é o melhor quarteback de sua geração. E eu não sou louco de apostar contra ele em jogos importantes, assim como não se deve/devia fazer com Jordan/Federer/Ronaldo. Ele teve 2 semanas para estudar a defesa dos Saints (ele é conhecido por ser um especialista em desvendar as brechas das defesas adversárias) e tem um histórico impressionante em jogos importantes.

Torço para um jogo equilibrado, com os Saints pegando a dianteira a quatro minutos do final com um Field goal (o placar ficaria Saints 26-24) e Peyton Manning comandando uma última campanha para um touchdown de Reggie Wayne e a vitória por 31-26. Mas acompanho a opinião do ex-técnico dos Colts, Tony Dungy:

"Minnesota is playing in New Orleans, they turn the ball over five times, have two or three stupid penalties and still lose in overtime. I don't see how it's going to be close. The Colts aren't going to turn it over seven times."

Com isso, a torcida de jogo equilibrado vai pro espaço.

Palpite: Colts 38, Saints 23.

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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

LOST - A ÚLTIMA TEMPORADA

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SPOILER ALERT!
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Primeiro achávamos que seria apenas questão de lutar pela sobrevivência até que o resgate chegasse. Ainda na primeira temporada descobrimos que a ilha tinha algumas coisas estranhas e que eles não estavam sozinhos. Depois soubemos que as coisas estranhas da ilha tinham um propósito pra lá de misterioso, enquanto o pessoal que já estava lá tinha planos para os sobreviventes. Na terceira temporada descobrimos que esse pessoal não só vivia em uma sociedade organizada como tinha acesso ao mundo exterior e poderiam levar os sobreviventes para fora da ilha! Mas ao mesmo tempo chegava uma equipe de resgate e uma guerra se armou entre os sobreviventes e o pessoal da ilha (chamados de “Os Outros”). Só que a saída da ilha deixou de ser o foco do problema, pois os flash-backs se transformaram em flash-forwards e fomos informados de que alguns dos sobreviventes não só conseguiram sair da ilha, como passavam por dificuldades de volta ao mundo normal. A equipe de resgate? Eles não estavam lá para resgatar os sobreviventes, mas sim para capturar o líder dos Outros, pois trabalhavam para alguém que havia exercido essa função no passado, mas que foi expulso e agora era um empresário multimilionário e que faria de tudo para recuperar a ilha. Enquanto isso, os sobreviventes que ficaram na ilha também passavam por sérios problemas e, para se livrarem desses problemas, precisariam da ajuda daqueles que partiram, que teriam que voltar para a ilha! E eles não só voltaram, mas voltaram para 30 anos no passado! De repente nos vimos frente a uma história na qual cada um dos passageiros do vôo 815 possui uma importância específica, não só no presente como no passado e que todos os acontecimentos estariam sendo manipulados por 2 entidades superiores (deuses?) que disputavam não só o domínio da ilha, como a supremacia de suas intenções para as pessoas (ou seria a humanidade?).

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FIM DO SPOILER ALERT!
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A proporção que a história alcançou, de um mero acidente aéreo para uma suposta disputa mitológica, traz uma ansiedade gigante para a sexta e última temporada de LOST, que se inicia nessa terça-feira nos Estados Unidos. Eu mesmo, junto com alguns amigos, aproveitamos os quase 8 meses de espera entre o final da quinta temporada e o início da sexta para rever as cinco primeiras temporadas (depois soube que muita gente fez a mesma coisa). A idéia era, sabendo de toda a história, buscar detalhes que passaram quando vistos pela primeira vez e que poderiam estar relacionados com eventos futuros. Desde o começo, os criadores e produtores da séria afirmavam que já haviam “desenhado” cada uma das temporadas desde o começo e que já haviam definido como seria o final da história. A conclusão depois de rever as cinco temporadas? Que eles realmente sabiam o que estavam fazendo. Desde a primeira temporada, alguns detalhes saltaram aos olhos e já faziam referência ao final da quinta-temporada, quando a questão mitológica entrou em cena. Obviamente, ajustes foram necessários ao longo de 5 anos, mas ficou clara a coerência entre fatos. E na quinta temporada já percebemos que o tema que vem desde a primeira temporada, que era o duelo entre a fé e a razão, simbolizadas pelos 2 principais personagens da série (John Locke e Jack Sheppard, respectivamente) finalmente começou a pender para o lado da fé, ficando claro que, conforme John Locke dizia desde o início, todos estão lá por um motivo, e não por uma mera fatalidade que foi a queda do avião.

Tem muito corneteiro por aí (a maioria nem acompanha a série, é bom dizer) que torce para que a sexta-temporada seja uma decepção e que não traga as respostas que todos esperam ter, talvez só para poder dizer que foi tudo perda de tempo de nossa parte. Para esses: procurem algo melhor para fazer. Parece que eles só torcem para que a série acabe mal para que não sejam obrigados a ouvir os amigos que são fãs discutindo incansavelmente os episódios. Tenho vários amigos que nunca haviam assistido nada da série até pouco tempo atrás e resolveram dar uma chance “só pela curiosidade”. Ficaram completamente viciados e devoraram as cinco temporadas em poucos meses.

Já vou deixar registrado desde já: as tais respostas que todos esperam não serão 100% respondidas – os próprios produtores já adiantaram isso. E as questões que realmente importam são aquelas relacionadas aos personagens e qual o destino final de cada um deles. É importante esclarecer a importância de personagens “secundários”, mas “especiais”, como Aaron, Walt, Desmond e Richard. O mesmo vale para Jacob e seu inimigo misterioso (nesse caso não há escapatória para os produtores). Mas a falta de explicações adicionais para os ursos polares, os números e até mesmo para o monstro de fumaça preta, ou seja, as coisas “bizarras” da ilha, não vão trazer nenhum prejuízo para o entendimento do contexto (pelo menos para mim). Desde o começo os produtores já diziam que a série tem como foco principal a história dos personagens e parece que esse ponto é realmente o crucial para o desfecho.

Acabou a espera. Agora é hora de curtir os 18 episódios finais (exibidos em 16 semanas) de uma série que já marcou época e já começou a deixar saudades. Que venham as últimas sacadas hilárias do Hurley, os últimos apelidos e sarcasmos geniais do Sawyer (e também do Miles) e não vamos nos esquecer de não subestimar a capacidade da Kate de fazer bobagens.

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domingo, 31 de janeiro de 2010

SWEET SIXTEEN

"I can cry like Roger, but it's a shame I can't play like him".

Andy Murray mal conseguiu terminar seu discurso ao receber o troféu de vice-campeão do Australian Open 2010. Ele, a maior esperança britânica de (finalmente) ter algum tenista em condições de conquistar títulos importantes e talvez chegar ao topo do ranking mundial, sentiu na pele mais uma vez o que outros sentiram outras 15 vezes: quando do outro lado da quadra está Roger Federer, jogar tudo o que sabe nem sempre é suficiente. E Murray jogou DEMAIS, não só hoje, mas ao longo de todo o campeonato. Mas algumas reações dele durante o jogo deixavam claro que, por melhor que ele estivesse jogando, Federer sempre tinha alguma carta na manga para comandar e vencer o jogo. Eu tinha certa antipatia por Murray, mas o jeito que ele jogou e sua reação após o jogo já transformaram essa antipatia em simpatia.

O mesmo aconteceu, para dar exemplos mais recentes, com Andy Roddick na final de Wimbledon no ano passado (fez o jogo de sua vida... e perdeu) e com Novak Djokovic na semifinal do US OPEN ("I don't think anyone can reach perfection playing tennis, you know, unless you're Roger Federer"), também em 2009. Ambos fizeram jogos impecáveis, talvez o suficiente para vencer qualquer outro jogador no mundo naquele momento, menos Federer.


Federer aumenta seu recorde para 16 Grand Slams conquistados. E não sabemos até onde isso vai chegar. Conquistou pelo menos 1 slam em cada um dos últimos 8 anos. São 23 semifinais consecutivas de grand slam (a última derrota antes da semifinal? Roland Garros 2004, para Gustavo Kuerten). Obviamente houve a fase de derrotas para Rafael Nadal (foram 5 finais), que ameaçava sua supremacia, mas já estamos percebendo que a "longevidade" de Nadal já está ficando "comprometida". E, mesmo que Federer tenha um retrospecto negativo contra Nadal, não é culpa dele que o espanhol não chega para enfrentá-lo em muitos torneios para possibilitar a reversão do retrospecto. Por serem números 1 e 2 do mundo, a chance de se enfrentarem são sempre nas finais. Já sabemos que Roger sempre está lá, mas Nadal já não chega faz algum tempo.

Dormi pouco nessa noite, estava acordado às 06h30 da matina para ver o jogo e sei que passarei o dia com sono (com alguns eventos familiares para ajudar). Mas não tem como deixar de acompanhar o melhor tenista da história fazendo história. Somos privilegiados.

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sábado, 23 de janeiro de 2010

PLAYOFFS DA NFL - CHAMPIONSHIP SUNDAY

AFC


New York Jets @ Indianapolis Colts

Na semana 16 os Jets perdiam para os Colts por 15x10 no terceiro quarto quando o técnico de Indianapolis decidiu retirar os principais titulares do jogo para poupá-los (a melhor campanha da AFC já estava garantida). Resultado: Jets 29, Colts 15 e os Jets voltaram a respirar chances de classificação aos playoffs, pois ao invés de terminarem a rodada desclassificados com 7-8, foram para a semana 17 com 8-7. Na semana 17, foi a vez dos Bengals, já classificados, pouparem os titulares, adivinhem contra quem? Sim, contra os Jets! Placar do jogo: Jets 37, Bengals 0. Jets classificados.

Veio a primeira rodada dos playoffs e os Jets foram jogar exatamente em Cincinatti, contra os Bengals, dessa vez com todos os titulares escalados. Os Bengals foram castigados por terem permitido a classificação dos Jets, que passavam para a próxima rodada. Mais uma vitória em San Diego e agora vão jogar exatamente contra o outro time que “permitiu” que eles estivessem nos playoffs, os Colts.

Será possível que o karma se repita e que os Colts também paguem o preço? Dessa vez não. Continuo incapaz de apostar contra Peyton Manning nessa temporada e vale lembrar que os Colts ganharam TODOS os jogos desse ano que eles tinham a intenção de ganhar (as duas derrotas nas últimas duas rodadas foram com o time reserva). Os Colts são capazas de parar o jogo corrido da mesma forma como fizeram com os Ravens no último final de semana. O Cornerback Darrelle Revis deverá reduzir as chances de jogadas para Reggie Wayne, mas devemos ter muitos passes para Dallas Clark e Pierre Garçon. E não vamos nos esquecer que os Jets precisaram contar com 3 Field Goals perdidos pelos Chargers no domingo para conseguir a vitória em San Diego.

Palpite: Colts 20, Jets 13


NFC

Minnesota Vikings @ New Orleans Saints

Sem dúvida nenhuma os Vikings conseguiram a vitória mais impressionante do último final de semana, ao aplicarem 34x3 no Dallas Cowboys, segurando completamente aquele que vinha sendo o time mais “quente” das últimas semanas. A vitória dos Saints sobre os Cardinals, pela mesma diferença (45x14) já era relativamente mais esperada, considerando a defesa de Arizona. Além disso, acho improvável que Reggie Bush tenha mais um jogo do nível que teve contra os Cardinals. Contra os Vikings temos a irregularidade fora de casa, ainda mais jogando em um dos estádios onde a torcida ainda faz a diferença. Até ontem eu estava tentado a apostar nos Vikings, mas eu vou de Saints, pelo contexto da recuperação da cidade depois do Katrina (ver o Superdome, que abrigou desabrigados após o furacão, comemorar a classificação ao Super Bowl será histórico) e, principalmente, pela possibilidade de ver os dois melhores times da temporada regular finalmente fazerem um Super Bowl (não me lembro da última vez que isso aconteceu). Por mais que a história de Brett Favre traga algum sentimento em seu favor, um Super Bowl entre Colts e Saints seria mais eletrizante (os dois times chegaram a estar 27-0 somados em determinado momento da temporada!). Que venha Manning x Brees no dia 07 de fevereiro.

Palpite: Saints 31, Vikings 27

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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

MAIS UM DIA COM JACK BAUER

Comecei assistir a “24” (ou mais conhecido como “24 Horas” aqui no Brasil) com 6 temporadas de atraso, mas quando comecei, graças a alguns presentes de aniversário na forma de box das primeiras temporadas, não consegui mais parar. Ainda consegui terminar a sexta temporada em tempo para acompanhar a sétima enquanto a mesma era exibida na TV e agora estou a postos para iniciar a oitava, que começou ontem (domingo) nos Estados Unidos, com um especial de 2 horas, seguido de mais 2 horas hoje (segunda-feira).


O nome Jack Bauer já virou referência mesmo para quem nunca assistiu a um único episódio da série (o poder de referência do nome talvez só seja menor do que o nome MacGyver). Acho que todo mundo conhece o básico da série, que foi criada com a brilhante idéia de narrar eventos em tempo real ao longo das 24 horas de um dia. Quem costuma assistir a outras séries sabe que a dificuldade de manter o alto nível de uma temporada de 24 episódios é imensa ("Lost", por exemplo, teve que reduzir duração das temporadas de 24 para 16 episódios para evitar os episódios “enche-lingüiça”) e, para isso, os produtores, escritores e diretores são obrigados, a cada temporada, a criar mais personagens e mais histórias relacionadas à trama principal e elaborar desdobramentos e reviravoltas para evitar a monotonia e manter o interesse de quem está assistindo. E, com uma ou outra exceção, até agora conseguiram cumprir essa missão com maestria: o ritmo da narrativa consegue se manter eletrizante o tempo todo.

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(SPOILER ALERT: não há como continuar esse post sem mencionar alguns fatos das várias temporadas, então, pra quem nunca viu a série e ainda pretende assisti-la, fica o aviso).
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Jack Bauer conseguiu a quase impossível proeza de superar a John McLane (Duro de Matar) quando o assunto é determinação para perseguir os “bad guys”. Desde a primeira temporada, quando precisou ao mesmo tempo resgatar sua família (mulher e filha) seqüestrada enquanto tinha a função de evitar o assassinato do Senador David Palmer, então candidato à presidência dos Estados Unidos, ou na segunda temporada, quando precisou evitar um ataque nuclear a Los Angeles e chegou perto de se sacrificar para garantir que uma bomba explodisse fora do raio de alcance da cidade, ou ainda na terceira, quando chegou a se viciar em heroína para manter seu disfarce ao se infiltrar em um cartel de traficantes mexicanos que negociavam um vírus mortal, Jack Bauer mostrava que nada o pode impedir de cumprir sua missão de garantir a segurança do país.

O problema é que os métodos aplicados por Jack, muitas vezes, não são nada ortodoxos (torturas, assassinatos não autorizados, invasões a embaixadas de outros países, etc), o que o coloca em problemas com a própria justiça americana e de outros países. Por isso ele é obrigado até a simular a própria morte ao final da quarta-temporada, mas é obrigado a voltar no início da quinta, quando as poucas pessoas que sabem da simulação começam a ser assassinadas. Aliás, considero a quinta-temporada de “24” uma verdadeira obra-prima, do começo ao fim (a terceira também é especialmente boa), iniciando com um dos momentos mais chocantes de toda a série (vou resistir e não escrever do que se trata) e culminando com (agora não vou resistir) a queda do Presidente Charles Logan (adivinhem quem o derrubou?), que era um dos responsáveis por ajudar os terroristas nos ataques com armas químicas.

Na sexta temporada Jack é obrigado a combater sua própria família (pai e irmão), após ficar preso pelos chineses durante 2 anos (lembram que eu mencionei certa invasão ilegal a uma embaixada de outro país?) e retornado para ser trocado como exigência dos novos terroristas (obviamente os chineses acabam pagando seu preço mais cedo ou mais tarde). E a sétima temporada, que teve uma introdução feita pelo filme “Redemption”, feito para TV e que traz 2 horas em tempo real com Jack em seu exílio na África e deixa as portas abertas para a sétima temporada, que trouxa uma presidente mulher, o retorno de um “velho amigo” de Jack e uma conspiração que conta com pessoas de dentro do próprio governo, exércitos mercenários e ditadores africanos.

Jack Bauer já salvou os Estados Unidos (e por que não o mundo) 7 vezes. E mesmo assim ainda estava em julgamento no início da sétima temporada pelos seus métodos não-ortodoxos empregados no combate aos terroristas. Onde estava a gratidão do governo americano? O CARA SALVOU O MUNDO 7 VEZES! Espero que na oitava temporada esse problema não volte a ser mencionado, quando Jack precisar "obter" a informação sobre o paradeiro de um refém ou de uma bomba com algum terroristazinho.

Como já escrevi antes, o grande mérito de "24" é conseguir utilizar uma idéia inovadora (narração em tempo real) e manter o ritmo alucinante durante 24 episódios sem cair na mesmice ou em passagens desnecessárias (parabéns aos roteiristas). Obviamente, nem Jack Bauer conseguiria ser sozinho o responsável por prender nossa atenção. Nessa hora entram outros personagens fantásticos que foram criados e fizeram ou fazem parte da série. O Presidente David Palmer é, ao lado do Técnico Eric Taylor, de Friday Night Lights, um dos meus dois personagens favoritos das séries que eu acompanho ou acompanhei. Tony Almeida formou uma dupla histórica com Jack Bauer. Do lado da CTU (Unidade Contra Terrorismo), ainda vale citar Bill Buchanan, Chloe O’Brian e Michelle Dessler. Do lado da Casa Branca, Mike Novitk (assessor de David Palmer) e Aaron Pierce (serviço secreto) são dois monstros. E na sétima temporada ainda tivemos a grata surpresa da Presidente Allison Taylor, que felizmente já está confirmada para a oitava temporada.

E temos Kim Bauer (Elisha Cuthbert), a filha de Jack... que encheu nossos olhos nas duas primeiras temporadas, mas infelizmente começou a atrapalhar na terceira. Acabou deixando de ser uma personagem fixa e passou a aparecer esporadicamente, mas sempre pra trazer mais problemas para Jack (advinhem qual é o alvo preferido dos “bad guys” para atrasar Jack?). Já sei que ela terá uma participação na oitava temporada, mas, por mais que seja mais do que uma bela visão, que permita que seu pai faça o que faz de melhor durante as 24 horas que se iniciaram ontem...



sábado, 16 de janeiro de 2010

PLAYOFFS DA NFL - DIVISIONAL WEEKIND

Após fazer apenas 1-3 na primeira rodada dos playoffs o teimoso aqui vai mais uma vez tentar adivinhar o que vai acontecer no segundo round. Como sempre, já li as colunas dos especialistas, ouvi alguns podcasts e uma coisa em particular vem me chamando atenção: antes do início dos playoffs as equipes de melhor campanha, que não jogariam no wild card weekend, estavam melhor avaliadas do que agora, especialmente as da AFC (Colts e Chargers). Os líderes da NFC (Saints e Vikings) já haviam perdido alguma moral após as derrotas nas últimas rodadas da temporada regular, mas mesmo assim eram equipes que começaram a temporada com campanhas de 13-0, no caso dos Saints (terminaram 13-3) e 11-1, no caso dos Vikings (terminaram 12-4). Esse final de temporada regular (0-3 dos Saints e 1-3 dos Vikings) até justificaria a perda de credibilidade dessas duas equipes, ainda mais do jeito que seus adversários dessa semana, especialmente os Cowboys, estão jogando. Mas, como explicar que, de repente, Ravens e Jets passam a ser vistos com bons olhos e com chances reais de vitória contra Colts e Chargers, respectivamente? As vitórias no Wild Card seriam suficientes para levantar a moral desses times a esse ponto?

Fui atrás de algumas estatísticas para tentar entender os efeitos do “bye” (descanso no Wild Card), do “Home Field” (vantagem de jogar em casa) e do momento de vir de uma vitória no Wild Card. Levantei o retrospecto dos times que terminaram a temporada regular com uma das duas melhores campanhas de cada conferência e tiveram o direito do bye na primeira rodada dos playoffs desde que esse sistema foi implantado, em 1990:

1990: 4-0 (4 vitórias dos times que tiveram o bye)
1991: 4-0
1992: 3-1
1993: 3-1
1994: 4-0
1995: 2-2
1996: 3-1
1997: 3-1
1998: 4-0
1999: 3-1
2000: 3-1
2001: 3-1
2002: 4-0
2003: 2-2
2004: 4-0
2005: 2-2
2006: 2-2
2007: 2-2
2008: 1-3

Observo que, nos últimos 4 anos, os times que tiveram o bye estão com um retrospecto de 7 vitórias e 9 derrotas (aproveitamento de 44%). Nos 15 anos anteriores, esse aproveitamento era de 81% (49-11). Pra quem acha injusto comparar 4 anos com 15, podemos pagar qualquer período de 4 anos consecutivos entre 1990 e 2004 e verificaremos que o aproveitamento nunca foi menor que 75%. Algo pode ter acontecido nesses últimos 4 anos para justificar essa perda da vantagem dos mandantes no Divisional Weekend? Bill Simmons tem uma teoria de que, de uns anos pra cá, com a construção de novos estádios, mais modernos, mas que levam os torcedores mais fiéis para os níveis mais afastados do campo, deixando os locais próximos ao campo para camarotes e lugares caríssimos, que são adquiridos apenas pelos torcedores com alto poder aquisitivo e, ao mesmo tempo, menos fanáticos e barulhentos, o mando de campo vem perdendo efeito constantemente (ele coloca vários dados nessa coluna de novembro de 2008 para demonstrar sua teoria).

A conclusão? O mando de campo teria deixado de ser um fator decisivo nos playoffs. Na semana passada, 2 visitantes venceram (Ravens e Jets). No Divisional Weekend do ano passado TRÊS dos quatro visitantes venceram. Somem isso ao momento criado pelos times que trazem vitórias convincentes do Wild Card Weekend e o retrospecto dos últimos 4 anos e temos muita gente achando que os mandantes podem ser surpreendidos na segunda rodada dos playoffs. Eu? Vou continuar analisando caso a caso:

AFC

Baltimore Ravens @ Indianapolis Colts


Os Ravens atropelaram os Patriots na semana passada, fora de casa (a única vitória que eu acertei). Ganharam com o jogo corrido (234 jardas corridas contra apenas 34 jardas aéreas) e com a defesa (forçaram 4 turnovers).  A tática dessa semana? Explorar ao máximo o jogo corrido (Ray Rice deverá ter mais um grande jogo), fazendo o relógio correr e deixando o mínimo de tempo possível para Peyton Manning ficar dentro de campo. E mesmo com essa história realmente emocionante, sou incapaz de apostar nos Ravens, especialmente considerando o match-up Joe Flacco x Peyton Manning. Alguém acha que Peyton Manning, MVP pela quarta vez (um recorde na história da NFL, com todos os méritos), jogando em casa, com um time que começou a temporada 14-0 e que poupou os titulares nos dois últimos jogos da temporada regular para estarem inteiros nos playoffs pode perder esse jogo? Eu também  não. E mesmo que a tática dos Ravens de correr o relógio funcione, já vimos que Manning pode conseguir uma vitória como conseguiu na semana 2 em Miami, com apenas 15 minutos de posse de bola no total.

Palpite: Colts 24, Ravens 19.

New York Jets @ San Diego Chargers

É verdade que os Jets não poderiam esperar adversário melhor para “encaixar o jogo”: os Jets têm um dos melhores ataques terrestres e os Chargers não têm uma boa defesa para jogo corrido. Os Chargers adoram o jogo de lançamentos e os Jets têm o melhor cornerback da NFL (Darrelle Revis), especialista em anular os melhores wide receivers da liga (perguntem para Chad Ochocinco dos Bengals). Mas os Chargers terminaram a temporada regular com 11 vitórias consecutivas, sendo considerados o melhor time da liga, mesmo sem a melhor campanha. Têm Phillip Rivers, Antonio Gates e Vincent Jackson. Só não sabemos o que esperar de LaDainian Tomlinson. E os Jets bateram nos Bengals, que não se apresentaram pra jogar (especialmente o QB Carson Palmer). Para mim esse é o caso mais clássico de supervalorização de um time após uma vitória no Wild Card Weekend.

Palpite: Chargers 17, Jets 13

NFC

Arizona Cardinals @ New Orleans Saints

Antes de falar desse jogo, vale mencionar o jogo dos Cardinals contra Green Bay no domingo à noite. Parecia vídeo-game. 96 pontos marcados, atuações fantásticas dos quartebacks (Kurt Warner: 29-33, 379 jardas, 5 TD’s, O INT, rating de 154,1; Aaron Rodgers: 28-42, 422 jardas, 4 TD’s, 1 INT, rating de 121,3) e emoção até o final, com Arizona sempre na frente e reações incríveis dos Packers. Prorrogação e uma pena que Aaron Rodgers finalizou uma atuação histórica com um fumble que custou a derrota de seu time. Um jogo para ser lembrado.

Voltando a Cardinals x Saints: os Saints perderam muita moral após começarem a temporada 13-0 e sofrerem derrotas em casa para Dallas e para o fraco Tampa Bay. As opções ofensivas dos Cardinals parecem intermináveis, mas se eles tomaram 45 pontos em casa, como será jogando fora de casa contra Drew Brees e o poder ofensivo dos Saints? Além disso, se há um estádio onde ainda podemos dizer que o mando de campo faz alguma diferença em termos de participação da torcida, esse lugar é o Superdome. Devemos ter mais um jogo de muitos pontos e aquele time que conseguir parar o ataque adversário na red zone mais vezes levará vantagem, pois trocar um touch down por um field goal, contra ataques desse tipo, será um feito e tanto. Se os Saints conseguirem a liderança do placar no primeiro quarto poderão comandar o jogo com mais tranqüilidade. Mas se derem moral para os Cardinals... já sabemos o que pode acontecer, basta lembrar do ano passado. Assim como o jogo entre Arizona e Green Bay na semana passada, considero esse o jogo mais imprevisível do final de semana.

Palpite: Saints 42, Cardinals 31.

Dallas Cowboys @ Minnesota Vikings

Já me convenci a não ir ao primeiro jogo do São Paulo na temporada para assistir a esse jogo. Os Vikings perderam rendimento no final da temporada regular, enquanto os Cowboys só melhoraram, basta lembrarmos da vitória em New Orleans na semana 15 e das duas vitórias contra os Eagles, na semana 17 e no Wild Card Weekend. Por mais que seria bom ver Brett Favre conduzindo os Vikings para a final da conferência e mesmo num jogo que envolva tantas figuras que possam prejudicar seu time em determinado lance e tornar o jogo imprevisível (Bret Favre, Tony Romo, Adrian “Fumble” Peterson, Roy Williams e, obviamente, os técnicos – Wade Philips e Brad Childress) os Cowboys estão numa fase boa demais para APOSTAR contra, por mais que eu TORÇA contra.

Palpite: Cowboys 31, Vikings 24



sábado, 9 de janeiro de 2010

PLAYOFFS DA NFL - WILD CARD WEEKEND

Pra não perder o costume, o palpiteiro aqui vai tentar advinhar o que vai acontecer nos playoffs da NFL, o que mostra que eu não aprendi a lição nem mesmo após os fiascos do ano passado:

AFC

#3 New England Patriots x #6 Baltimore Ravens: os Patriots, com a divisão garantida, colocaram os titulares para jogar no último jogo da temporada regular, contra o Houston Texans. Conclusão: perderam o wide receiver Wes Welker para os playoffs.  Agora acho que vão pagar por isso. Os Ravens, mesmo sem contar com o poderio defensivo dos anos passados, possuem um time bem acertado, são muito bem rankeados no site footballoutsiders.com (o principal site de estatísticas da NFL), sendo o número 1 em eficiência, e Joe Flaco já mostrou que sabe jogar playoff fora de casa. Adicione a ausência de Welker, que facilitará as coberturas em Randy Moss e deixará menos opções para Tom Brady e teremos um upset.

Palpite: Ravens 21, Patriots 16.

#4 Cincinatti Bengals x #5 New York Jets: os dois times se enfrentaram na semana 17 da temporada regular em NY, quando os Jets atropelaram os Bangals para garantir a última vaga dos playoffs da AFC e, de repente, viraram os queridinhos da imprensa america. Mas eu não vou confiar no quarterback novato Mark Sanchez jogando fora de casa. Mesmo com a melhor defesa da liga e com um dos melhores jogos corridos, em playoff a capacidade de realizar grandes jogadas, seja com passes longos ou com os times de especialistas, faz diferença e os Jets não têm nem uma coisa, nem outra. Além disso, os Bengals jogaram o último jogo com os reservas e agora jogam em casa com força máxima, incluindo a volta do running back Cedric Benson. Assisti a 3 jogos deles nessa temporada e fiquei muito bem impressionado. E os Jets sempre serão os Jets: surpreendem quando nada se esperam deles e decepcionam sempre que começam a parecer um time vencedor.

Palpite: Bengals 31, Jets 10.

NFC

#3 Dallas Cowboys x #6 Philadelphia Eagles: os Cowboys venceram os dois jogos entre as duas equipes na temporada regular, incluindo na última semana, quando os Eagles claramente se pouparam. Aqui vou usar o fator torcida para escolher o vencedor: os Cowboys são o time que eu menos gosto da NFL (pra não dizer outra coisa) e eu realmente gosto dos Eagles, com todos os seus altos e baixos. Se Donovan McNabb estiver em um de seus dias bons, não vejo como perderem, mesmo fora de casa (e não se sabe até que ponto o novo estádio dos Cowboys, que custou cerca de 1,5 bilhão de dólares e comporta mais de 100.000 pessoas reduziu a pressão da torcida devido ao tamanho). Tony Romo ainda não conseguiu nenhuma vitória em playoffs na sua carreira e acho que não vai ser dessa vez. É provável que o jogo seja decidido na última posse de bola e o técnico que conseguir controlar melhor o relógio levará vantagem, o que é complicado de prever, já que ambos têm sérias dificuldades de usar adequadamente os timeouts nos finais de jogo. Mas a sorte de Andy Reid, dos Eagles, é que do outro lado estará Wade Philips, que consegue estregar tudo quando menos se espera. E ver a cara derrotada do dono dos Cowboys, Jerry Jones, ao final de um jogo de playoff, especialmente em casa é uma das coisas mais prazeirosas para esse torcedor aqui.

Palpite: Eagles 34, Cowboys 30.

#4 Arizona Cardinals x #5 Green Bay Packers: na minha opinião, o jogo mais imprevisível. Ao lado dos Eagles e dos Chargers, Green Bay é o time que melhor vem se apresentando nas últimas semanas. A proteção ao quarterback Aaron Rodgers melhorou (é bom citar que ele foi o melhor jogador do Fantasy NFL nesse ano) e os Cardinals ganharam a divisão mais fraca da liga, com muitos altos e baixos. Apesar de estar fora de casa, vou de Packers.

Palpite: Packers 35, Cardinals 28

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sábado, 26 de dezembro de 2009

OS TIMES DA DÉCADA

Não passaram no corte final: Seleção de Basquete da Espanha (2006), Seleção Brasileira de Vôlei Feminino (2008), New York Yankees (2009), A.C. Milan (2007), Boston Celtics (2008), Seleção de Futebol da Itália (2006) e Seleção de Basquete da Argentina (2004).


10. Real Madri – 2002

Na era pré-galáticos, ainda sem David Beckham e Ronaldo, mas com Zinedine Zidane, Luis Figo e Roberto Carlos, entre outros, no melhor de suas formas, conquistaram a UEFA Champions League com um gol memorável de Zidane na final contra o Bayer Leverkusen. Já com Ronaldo em campo, venceram o Olímpia do Paraguai no Mundial de Clubes, sendo que o fenômeno foi eleito o melhor jogador em campo. Ainda iniciariam a campanha vitoriosa do Campeonato Espanhol da temporada 2002-2003.


9. San Antonio Spurs – 2003

Os Spurs e os Lakers passaram a década brigando entre si pela hegemonia da Conferência Oeste da NBA. Juntos, ganharam 9 vezes a conferência (a exceção foi o Dallas Mavericks em 2006) e 7 títulos (4 dos Lakers e 3 dos Spurs). Se somarmos o título dos Spurs de 1999, a coisa fica ainda mais equilibrada. O time de 2003 teve Tim Duncan em seu melhor ano (ganhou seu segundo prêmio de MVP), 2 outras estrelas despontando (Tony Parker e Manu Ginobili), fez a melhor campanha da NBA na temporada regular com 60 vitórias em 82 jogos e nos playoffs eliminou o então tricampeão Los Angeles Lakers a caminho do título.

8. São Paulo Futebol Clube – 2005

Campeão da Libertadores e Campeão Mundial (ambos pela terceira vez). Obviamente seria o número 1 da lista se a escolha fosse puramente emotiva... Rogério Ceni, Cicinho, Lugano, Fabão, Edcarlos, Junior, Mineiro, Josué, Danilo, Amoroso e Luisão (com Aloísio em seu lugar na decisão do Mundial). Técnico: Paulo Autuori.

7. F.C. Barcelona – 2009

“Campeones de Todo” – destacou o jornal espanhol Marca após a vitória do Barcelona sobre o Estudiantes da Argentina na final do mundial de clubes. Pela primeira vez um time de futebol conquistou todos os títulos disputados na temporada: Campeonato Espanhol, Copa do Rei, UEFA Champions League, Supercopa Européia, Supercopa da Espanha e Mundial de Clubes. Ainda contaram com o melhor jogador do mundo em 2009, o argentino Lionel Messi.




6. New England Patriots – 2004

Entre a segunda metade da temporada de 2003 e a primeira metade da temporada de 2004 os Patriots acumularam 21 vitórias seguidas na NFL, um recorde, incluindo as 3 vitórias dos playoffs de 2003, quando ganharam o segundo Super Bowl. Em 2004, finalizaram a temporada regular com uma campanha de 14 vitórias e 2 derrotas a caminho do terceiro título de Super Bowl em 4 anos. Uma mini dinastia e o time da década na NFL. O time de 2007 poderia ter superado o de 2004 após a campanha invicta na temporada regular (16-0), mas acabou perdendo o Super Bowl para o New York Giants.


5. Seleção Brasileira de Futebol – 2002

A família Scolari fez história vencendo os 7 jogos da Copa de 2002, contando com o trio Ronaldo, Ronaldinho e Rivaldo para conquistar o pentacampeonato.




4. Los Angeles Lakers – 2001



Apesar de terem feito uma campanha inferior na temporada regular (56-26) em relação ao ano anterior, quando fecharam 2000 com impressionantes 67 vitórias, os Lakers de 2001 tiveram uma performance nos playoffs (15-1) que não deixou dúvidas sobre o poder da dupla Kobe-Shaq e seus companheiros. Venceram o Oeste sem perder um único jogo, incluindo a varrida sobre o San Antonio Spurs na final da conferência. Poderiam ter confirmado a campanha invicta nos playoffs não fosse a atuação monstruosa de Allen Iverson no jogo 1 das finais, quando os Sixers venceram em Los Angeles. Mas os Lakers venceram os 4 jogos seguintes, sendo 3 em Philadelphia, confirmando a hegemonia.




3. Boston Red Sox – 2004

Responsáveis pela vitória mais espetacular da década (e talvez da história do esporte norte-americano) ao virar a séria contra os Yankees na ALCS, quando pediam de 3x0 e venceram 4 jogos seguidos (fato inédito na história dos playoffs da MLB e da NBA até então). Avançaram para a World Series e atropelaram o St Louis Cardinals em 4 jogos, quebrando o jejum de 86 anos sem títulos. Contavam com Manny Ramirez, David “Big Papi” Ortiz e Johnny Damon no ataque e ainda tinha uma rotação de arremessadores com Pedro Martinez, Curt Schilling, Tim Wakefield e Derek Lowe.


2. Seleção Brasileira de Vôlei Masculino – 2004

A lista é para times de determinado ano. Se fosse pelo conjunto da obra, provavelmente a seleção de Bernardinho seria o número 1 (e quem me conhece bem sabe o que significa ter que admitir isso se tratando de voleibol). Campeões mundiais de 2002 e 2006, campeões olímpicos em 2004 e campeões da Liga Mundial umas 398 vezes. Um domínio impressionante no esporte mundial.


1. Seleção de Basquete dos Estados Unidos – 2008

A melhor seleção que os Estados Unidos conseguiram montar desde o Dream Team de 1992 (a melhor equipe de qualquer esporte coletivo da história, não custa lembrar). Quando alguém consegue juntar Kobe Bryant, Lebron James, Dwyane Wade, Camelo Anthony, Dwight Howard, Chris Bosh, Jason Kidd e Chris Paul num mesmo time (que ainda contou com Deron Williams, Carlos Boozer, Tyshaum Prince e Michael Redd), sabemos que estamos falando de algo especial. E ter tido a chance de vê-los in loco em Pequim é o motivo mais do que suficiente para dar uma pequena vantagem sobre as demais equipes dessa lista e transformá-los em no time que mais me marcou na última década.


quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

OS ATLETAS DA DÉCADA - INTERNACIONAIS

Não passaram no corte, mas certamente marcaram história nos últimos 10 anos: Shaquile O’Neal (basquete), Rafael Nadal (tênis), Tom Brady (Futebol Americano), Albert Pujols, Manny Ramirez, Derek Jeter, Alex Rodriguez e Randy Johnson (baseball), Ian Thorpe e Pieter Van Den Hoogenband (natação) e Phil Mickelson (golfe). Melhor não tentar aplicar um exame anti-doping em parte dessa lista...

E entre as mulheres: Serena Williams (tênis), Yalena Isinbayeva (atletismo - salto com vara), Lisa Leslie (basquete), Dara Torres (natação) e, obviamente, Francesca Piccinini (vôlei).

Mas os nomes as seguir estão acima de todo o resto:

10. Kenenisa Bekele
Segundo meu amigo Balu, o especialista quando o assunto é atletismo, uma das 3 maiores máquinas de correr que o mundo já conheceu. Recordista mundial, bicampeão olímpico e tetracampeão mundial dos 10.000m, recordista mundial, atual campeão olímpico e mundial dos 5.000m. Fiz questão de vê-lo correndo os 10.000m em Pequim e ele não decepcionou.


9. Tim Duncan
Apesar da falta de carisma e de jogadas de efeito, estamos falando do melhor Power Forward da história da NBA, que já ganhou 2 títulos de MVP (2002 e 2003), comandou 3 elencos diferentes dos Spurs a 4 títulos e foi o MVP das finais de 1999, 2003 e 2005 (no título de 2007 o MVP das finais foi Tony Parker). Um dos jogadores mais inteligentes e eficientes da história do basquete.







8. Zinedine Zidane
Considero um dos dois melhores jogadores do futebol mundial dos últimos 20 anos, junto com Ronaldo. Infelizmente (ou felizmente para nós, brasileiros) estava machucado na Copa de 2002 e pouco pode ajudar no fracasso francês (eliminação na primeira fase). Mas em 2006 voltou da aposentadoria para levar a França a mais uma final e poderia até ter conquistado o título se tivesse mantido a cabeça no lugar (literalmente). Melhor jogador do mundo pela FIFA em 1998, 2000 e 2003, comandou a França na conquista da Eurocopa de 2000 e o Real Madri na conquista da Champions League e Mundial de Clubes de 2002.



7. Peyton Manning
Fiquei muito tempo em dúvida ao tentar escolher um jogador da NFL. Tom Brady comandou os Patriots a 3 títulos do Super Bowl, foi o MVP da liga em 2007, numa temporada espetacular (mas sem o título) e ainda se casou com a Gisele Bundchen! De outro lado, Peyton Manning conquistou 3 prêmios de MVP (2003, 2004 e 2008) e o título de Super Bowl XLI. Mas a minha dúvida acabou ao analisar a temporada atual de Peyton Manning, que está a caminho de seu quarto título de MVP: sua capacidade de comandar o ataque dos Colts é impressionante e fica mais evidente agora que Tony Dungy não é mais o técnico. É o responsável direto pela campanha até agora invicta do time (14-0 e contando) e é o jogador que qualquer um gostaria de ter no time no último quarto, estando na frente ou atrás no placar. Não consigo me lembrar da última vez em que ele perdeu um jogo transmitido pela TV em horário nobre (Sunday Night ou Monday Night) e é o único cara da NFL, talvez desde Joe Montana, a representar tamanha capacidade de decisão para virar um jogo, que faz com que todos os times fiquem apavorados ao saberem que ele pode ter a bola nas mãos nos momentos decisivos de uma partida (escrevi sobre isso após o jogo contra os Patriots). Estamos falando de um dos 5 maiores quarterbacks de todos os tempos e acredito que ainda teremos grandes atuações suas no próximo mês de janeiro.


6. Usain Bolt
O homem mais rápido da história, fez o que fez em Pequim e ainda repetiu a dose no mundial desse ano em Berlim, vencendo os 100m e os 200m, ambos com recorde mundial. Um monstro.









5. Tiger Woods
Durante 99% da década (de 01 de janeiro de 2000 a 26 de novembro de 2009) foi o maior ídolo do esporte norte-americano. Um golfista! Que conseguiu popularizar o golfe! 12 de seus 14 títulos em Majors (os Grand Slam’s do golfe) foram nessa década e está a 4 de igualar o recorde de Jack Nicklaus. Um dos maiores atletas de sua geração e um dos mais dominantes. Após 26 de novembro... bom, melhor deixar seu escândalo pessoal pra lá.






4. Lance Armstrong
Uma das histórias mais impressionantes no esporte (recomendo fortemente o livro “It’s Not About The Bike”). Diagnosticado com câncer nos testículos em 1996, aos 25 anos, com metástase no cérebro e nos pulmões, recebeu dos médicos a informação de que teria apenas 20% de chances de sobreviver e, se isso ocorresse, jamais voltaria a ser um atleta. Passou por cirurgia no cérebro para remoção do tumor, outra para remoção de um dos testículos e por pesadas sessões de quimioterapia. Superou o câncer, o que já seria uma vitória maiúscula. E conseguiu voltar a competir, vencendo a principal e mais difícil prova do mundo, o Tour de France, 7 vezes consecutivas (1999 a 2005). Há certa controvérsia quanto à questão do doping no ciclismo e ele nunca deixou de estar nas listas de questionáveis – o tipo de câncer que ele teve não deixa de levantar suspeitas. Mas eu não consigo imaginar que, caso essa tivesse sido realmente a causa, ele voltaria a utilizar substâncias proibidas após tudo o que passou com a doença. E vale lembrar também que seu talento e aptidão física já eram percebidos desde os 16 anos, quando já competia em alto nível como triatleta. Por isso, tenho convicção de que as vitórias do Tour de France foram limpas.


3. Kobe Bryant
Talvez o jogador que mais polariza opiniões na NBA. Por muito tempo foi tratado como mascarado e fominha. Sempre foi visto como um mau companheiro de time, tendo sido considerado o maior culpado pela saída conturbada de Shaquile O’Neal dos Lakers. Hoje? Sabemos que Shaq já havia saído de maneira conturbada de Orlando e também não saiu em bons termos do Miami Heat e nem do Phoenix Suns. Será que o problema era mesmo Kobe? Após conquistar 3 títulos ao lado de Shaq (2000-2001-2002) e a “separação” ao final de 2004, Kobe passou pela época de vacas magras em Los Angeles e, a partir de 2007, passou a se reinventar como jogador (não dá pra negar a influência de Phil Jackson). Seus últimos 2 anos foram históricos: MVP da liga em 2008, campeão olímpico, como líder da seleção norte-americana, em Pequim, e finalmente campeão da NBA em 2009, sem a sombra de Shaq, sendo eleito MVP das finais e demonstrando o papel de líder e de bom companheiro de time. Como esquecer dos 81 pontos marcados contra o Toronto Raptors em 2006 (para muitos a maior atuação da história do basquete em um jogo, maior mesmo que os 100 pontos de Wilt Chamberlain)? Nessa década, foi eleito para o All NBA First Team 7 vezes (o mesmo número de vezes que foi eleito para o All NBA Defensive Team) e foi o líder em média de pontos em 2006 e 2007. Conhecido por ser um dos maiores “trabalhadores” e um dos jogadores mais competitivos da liga (há histórias de que, durante os Jogos Olímpicos de Pequim, Lebron, D-Wade e Carmelo Anthony perceberam como é que se devia trabalhar para atingir um outro nível, o que mudou seu comportamento desde então), é aquele que possibilita a maior capacidade de comparação com Michael Jordan, não somente pelo comportamento (competitividade e trabalho duro), mas também pela questão técnica. E, por último, é o primeiro jogador que eu escolheria se tivéssemos que montar uma seleção para enfrentar qualquer seleção alienígena que quiser disputar o Planeta Terra em um jogo de basquete.

O melhor jogador de meu esporte favorito deveria ser o número 1 dessa lista, não? Não dessa vez, considerando o que os dois próximos senhores fizeram:


2. Michael Phelps
O maior campeão olímpico da história: 14 medalhas de ouro em 2 edições de Jogos Olímpicos, sendo 6 em Atenas 2004 e 8 em Pequim 2008. CQD.









1. Roger Federer
Possivelmente o maior de todos os tempos no tênis. Quinze títulos de Grand Slam (recorde) nessa década. Já escrevi bastante sobre Roger Federer recentemente - as imagens valem mais que qualquer novo texto: