domingo, 31 de janeiro de 2010
SWEET SIXTEEN
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
OBRIGADO, SODERLING!
Obrigado por ter vencido o terceiro set do Roger Federer, no tie-break, após estar perdendo por 0-4 no mesmo tie-break. De repente, a torcida que restava no Arthur Ashe Stadium passou a torcer por você, só para poder prolongar o jogo e a oportunidade de assistir ao número 1 do mundo por mais algum tempo.
Conseguimos chegar cedo no Louis Armstrong Stadium para pegarmos ótimos lugares (primeira e segunda fila) para assistirmos ao jogo das irmãs Williams (quartas-de-final de duplas femininas). Na verdade, nesse estádio o courtside é um espaço reservado mas, convenhamos, era o início da tarde de uma quarta-feira e dificilmente os donos dos lugares apareceriam. Logo... Enfim, só posso dizer que, antes de vê-las a poucos metros, considerava, pela impressão que a TV passa, que a Serena é muito mais forte que Venus. Bobagem. Serena tem algumas medidas avantajadas (peitos e coxas), mas a Venus é MUITO GRANDE. Sério mesmo. Ela é MUITO alta e MUITO forte. Se fosse jogadora de basquete, com a habilidade de uma, poderia dominar um garrafão sem problemas. Fiquei realmente impressionado. Assisti ao primeiro set do jogo delas contra duas chinesas. A desproporção era tal (imaginem eu jogando contra o Lebron) que eu imaginava que seria um massacre, mas as chinesas resistiram bravamente e perderam por 7-5, após transformar um 2-5 em 5-5. Ainda consegui sair com um souvenir, cortesia da Venus Williams.
Não fiquei para o segundo set, pois o jogo do Djokovic contra o Verdasco já havia começado no Arthut Ashe e ele já havia vencido o primeiro set por 7-6. Perdeu a concentração completamente no segundo set e tomou um 6-1. Como o Verdasco ganhou confiança, os outros dois sets foram relativamente equilibrados, mais o Djoko conseguiu recuperar a concentração e fechou em 3-1. Conseguimos assistir a esse jogo do Loge, que é o setor intermediário e possibilita uma boa visão do jogo.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
PRESENCIANDO A HISTÓRIA
"Thanks a lot for making us look so average" (Muito obrigado por nos fazer parecer tão medianos). John McEnroe para Roger Federer, no vídeo acima.
Quando Michael Jordan, Tiger Woods, John McEnroe e Pete Sampras participam do mesmo vídeo apenas para dar os parabéns para uma conquista dessas, é bom ouvir, assimilar e entender que estamos falando de alguém que faz história. Escrevi em fevereiro que somos privilegiados por poder acompanhar alguns dos melhores da história numa época em que os avanços tecnológicos, especialmente relacionados às transmissões de TV e Internet, fazem com que os acontecimentos ocorram quase que dentro da nossa sala de estar.
Assim que acabou o jogo recebi uma mensagem do meu amigo Batata: "Monstro. Estamos vendo a história acontecer". Momentos depois, chegou um e-mail do PJ: "(...)você joga o jogo da sua vida contra o Federer. E perde.". Depois foi uma ligação da minha amiga Val Carneiro, pra contar que saiu de São José dos Campos ao final do quarto set e quando chegou em São Paulo ainda conseguiu assistir aos 4 games finais do jogo. E que durante o caminho conversou com algumas amigas que também estavam assistindo ao jogo.
Quem tem algum sentimento especial pelo esporte (qualquer um) se viu na obrigação de ficar na frente da TV nesse domingo de sol (um pouco frio, é verdade, mas o dia estava bonito - eu mesmo olhei para fora algumas vez e pensei nisso) para ver Roger Federer, num jogo épico, vencer o americano Andy Roddick e conquistar seu DÉCIMO QUINTO título de Grand Slam, superando o recorde de Pete Sampras. O próprio Pete Sampras estava presente na quadra central de Wimbledon, ao lado de Bjorn Borg e Rod Laver (alguns dos maiores de todos os tempos) para aplaudir o novo melhor tenista da história (as discussões serão infindáveis). Pelo menos, o mais vitorioso. No mesmo texto que escrevi em fevereiro, comentei do choro de Federer após a derrota na final do Australia Open. Acabei não escrevendo sobre sua vitória em Roland Garros, quando se tornou o sexto homem a ganhar os quatro títulos de Grand Slam na carreira (Australia, Roland Garros, Wimbledon e US Open), pois estava muito envolvido com as finais da NBA. Mas agora faço questão de usar minha noite de domingo para escrever sobre essa lenda em atividade.
E Andy Roddick fez o jogo de sua vida. Jogou demais. Contra qualquer outro adversário teria vencido até com certa tranquilidade. Não teve seu serviço quebrado nenhuma vez nos 4 primeiros sets (os sets vencidos pelo Federer foram no tie break) e nem nos 29 (!) primeiros games do quinto set. Sofreu a quebra exatamente quando perdia por 15x14. Nunca neguei que não consigo torcer contra o Federer, mas no final do jogo estava pensando que ficaria feliz com uma vitória do Roddick, pois:
1) Foi uma atuação e tanto;
2) Deixaria a quebra do recorde suspensa até o próximo torneiro de Grand Slam, quando eu poderia ter a oportunidade de presenciar a história, não na minha sala de estar, mas na seção 315 do Arthur Ashe Stadium, onde será a minha próxima aventura. Depois de iniciar a vida de turismo esportivo nos Jogos Olímpicos de Beijing no ano passado, nesse ano o foco será em Flushing Meadows, NY. Nesse mesmo final de semama em que a história era escrita em Wimbledon, recebi um pacote da Fedex com os ingressos do US OPEN. Hoje falta exatamente 2 meses para o embarque e já garanti presença nas quartas-de-final, na semifinal e na grande final. E mais uma oportunidade de acompanhar a história, que nas palavras do Dácio Campos, é uma tremenda sortuda por poder contar com Roger Federer para escrever uma de suas partes mais sensacionais.
Mas Federer decidiu que de hoje não passaria. Após uma derrota épica para Rafael Nadal em 2008, uma vitória épica em 2009. E, de quebra, a reconquista do topo do ranking mundial. Um dia histórico, no qual eu também bati o recorde de utilização da palavra "história" (ou derivadas) num mesmo texto. Mas isso é de menos quando estamos reverenciando um monstro. Mal posso esperar para poder aplaudi-lo in loco.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
GLORY DAYS
Depois dos acontecimentos dos últimos dias eu pensei que precisaria escrever diversos posts para registrar tudo. Decidi fazer somente um, aproveitando o título do clássico do Bruce Springsteen, que realizou uma apresentação memorável (parte 1 e parte 2)no intervalo do Super Bowl XLIII (ouvir “Born To Run” ao vivo – certamente uma das minhas 20 músicas favoritas de todos os tempos – sempre arrepia). Realmente vivemos dias gloriosos quando o assunto é esporte. E não estou falando somente dos últimos dias, das últimas semanas ou dos últimos meses, estou falando da nossa época. Como o Balu escreveu muito bem hoje em um e-mail (e em breve em um post em seu blog), temos sorte de estarmos presenciando ou de termos presenciado alguns fenômenos do esporte que definitivamente ficarão para a história.Hoje ainda ouvimos nossos pais e avós contando as histórias de Pelé, Garrincha, Emerson Fittipaldi, Éder Jofre, Amaury Passos e Wlamir Marques (volto a esses dois daqui a pouco), entre outros, muitos outros. Lemos muito também sobre Mohamed Ali, Bill Russel, Wilt Chamberlain, Jesse Owens, Babe Ruth, Johnny Unitas, Mark Spitz, Bjorn Borg, Jack Nicklaus, enfim, a lista é enorme. Acontece que também teremos de quem falar para nossos filhos e netos – e a lista também será muito grande: Michael Jordan, Magic Johnson e Larry Bird, ou para falar de nomes atuais, Kobe Bryant (que ontem mesmo fez 61 pontos contra o New York Knicks, batendo o recorde de pontos no Madison Square Garden) e Lebron James; Maradona, Ronaldo, Zidane e Rogério Ceni (especial para os palmeirenses); Hortência e Paula; Ayrton Senna e Michael Schumacher; Tiger Woods, Michael Phelps, Lance Armstrong; Joe Montana e Jerry Rice, ou os atuais Tom Brady e Peyton Manning; Manny Ramirez e Alex Rodriguez; Carl Lewis, Michael Johnson e Usain Bolt; Pete Sampras e Roger Federer... Podemos ocupar linhas e linhas com nomes e mais nomes.
Em tempo: o parágrafo anterior não é necessariamente uma lista dos melhores de cada modalidade (se bem que vale para muitos), apenas joguei nomes que definitivamente são ou serão lembrados na história como fenômenos acima da média.
Tudo isso para chegar nesses últimos dias, nos quais pudemos acompanhar eventos que fatalmente serão lembrados na história do esporte. Pudemos também relembrar de um evento que já faz parte da história do esporte, e que enche os brasileiros de orgulho. Valeu a pena todo o sono da segunda-feira, especialmente após as duas maratonas do domingo.
Super Bowl XLIII:
Mesmo que a maior parte do jogo não tenha apresentado lances de efeito ou momentos de tensão, o que dizer da interceptação e retorno de 100 jardas do James Harrison para touchdown, na última jogada do segundo quarto, com direito a balão de oxigênio, não só impedindo que os Cardinals marcassem o TD (era 1st and goal) e fossem para o intervalo liderando por 14x10, como possibilitando que os Steelers abrissem uma diferença de 10 pontos (17x7)? Um lance de 14 pontos. Ou então, o que dizer duas viradas nos últimos 3 minutos? Primeiro, o TD de 65 jardas de Larry Fitzgerald dando a liderança para os Cardinals (23x20) no único momento em que a defesa dos Steelers vacilaram na sua marcação, seguido do drive de 78 jardas dos Steelers que terminou com a recepção espetacular do Santonio Holmes (MVP do jogo) para garantir a vitória por 27x23.Um jogo tão emocionante como o do ano passado, também com 2 viradas no placar nos últimos 3 minutos, quando os Giants surpreenderam os Patriots. Não considero o melhor Super Bowl da história, pelo menos considerando os que eu assisti, pois não dá pra esquecer das finais entre Rams e Titans (2000), Patriots e Rams (2002), Patriots e Panthers (2004) e Patriots e Giants (2008), entre outras. Mas, sem dúvida, um jogo histórico.
Os Steelers conquistaram o sexto título do Super Bowl, e se isolaram como os maiores vencedores da NFL (Cowboys e 49ers têm 5 títulos cada). Além do São Paulo, teeeeemos mais um hexacampeão, hello Sixburgh! (tentem ler a última frase no estilo Paulo Antunes e não cair a gargalhada).
Roger Federer x Rafael Nadal – final do Australia Open
Valeu a pena acordar às 06:30 da manhã de domingo para assistir a mais um duelo de 5 horas entre Roger Federer e Rafael Nadal. Outro dia escrevi em um e-mail que Nadal e Federer são o equivalente no tênis a Lebron James e Kobe Bryant no basquete. Nadal (Lebron) é uma força da natureza, que quando quer é “imparável”. Além disso, tem uma capacidade mental invejável. Já Fereder (Kobe) é o jogador mais completo, mais habilidoso e tenta alcançar o status do maior de todos (Sampras/Jordan), mas não sabemos se vai chegar a tanto (vale dizer que no caso de Kobe sabemos que NÃO vai chegar). Federer (Kobe) dominou os últimos anos (13 Grand Slams / 3 títulos da NBA e um título de MVP), mas Nadal já está dominando, já com 6 títulos de Grand Slam, incluindo títulos fora do saibro, como Wimbledon e Australia Open (todos verão como serão os próximos 10 anos de Lebron).Alguns dizem que o choro de Federer durante a cerimônia de premiação foi patético. Não concordo. Dá para imaginar o pressão em relação ao eventual 14º título de Grand Slam (o que empataria com Sampras) e mesmo em relação à conseguir ganhar de Nadal, que lidera por 13x6 nos confrontos entre os dois. Mesmo com toda a estrutura que ele deve ter e com tudo o que já alcançou, reconheçamos que não é pouca coisa. O próprio Nadal mostrou-se meio constrangido e chegou ao cúmulo de pedir desculpas por ter vencido. Esse negócio de esporte é mesmo coisa de louco.
Recomendo esse excelente texto da ESPN.com sobre o jogo, que trata também da questão da rivalidade. Destaco uma frase que resume muito bem as coisas:
“Spent, both men are in tears for the trophy ceremony. Only they understand why. Each is less without the other, though the other may destroy him. The legacy of one must now become the legacy of the other. Trapped, they define each other. Paris, London and New York still lie ahead of them. And ahead of us.”
Brasil Campeão Mundial de Basquete Masculino - 1959
No último sábado, dia 31 janeiro, a principal conquista do basquete masculino do Brasil completou 50 anos. No Chile, em 1959, o time comandado por Amaury Passos e Wlamir Marques conquistava o Campeonato Mundial, façanha que se repetiria 4 anos depois, em 1963. A ESPN Brasil apresentou um especial emocionante sobre a conquista, com depoimentos dos jogadores, incluindo Rosa Branca, falecido no último mês de dezembro. Wlamir Marques esteve no Chile para o programa, relembrando detalhes e homenageando os companheiros de time (tanto os vivos quanto os que já se foram). Um fato histórico e que tem quer ser valorizado ao extremo. Uma pena que no país do futebol foram poucas as menções à data e a ESPN Brasil está de parabéns. Uma pena também que não podemos nos orgulhar da atual situação do basquete brasileiro, que não participa de uma Olimpíada desde 1996.
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Temos também que acabar com essa história de que só é bom o que é dos tempos antigos. Nesse raciocínio, todos os “melhores do mundo” já se aposentaram e nunca vai aparecer ninguém melhor, o que não precisa ser necessariamente verdade. Vale também para os eventos. Parece um crime dizer que o jogo entre Federer e Nadal na final de Wimbledon no ano passado tenha sido o melhor jogo de tênis da história. Por que não? Definitivamente, podemos não só rever ou relembrar a história do esporte, temos o privilégio de poder também presenciá-la.
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Agradecimento ao Bola, de quem "peguei emprestado" a foto da Seleção de Basquete Masculino de 1959 e aos caras que inventaram o Youtube, o qual eu não canso de classificar como um negócio espetacular.
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