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terça-feira, 24 de março de 2009

FIA VOLTA ATRÁS (EM PARTE)

Parece que a FIA (Federação Internacional de Automobilismo), devido à forte pressão que recebeu das equipes e dos pilotos em reações contrárias à mudança da regra do campeonato, resolveu recuar e anunciou que nesse ano a forma de disputa permanecerá igual à do ano passado - vale a pontuação somada ao longo do campeonato. A mudança que havia sido divulgada seria a definição do campeão da temporada em função apenas do maior número de vitórias (comentei isso na semana passada). Porém, os dirigentes da entidade já adiantaram que a recuada se deu por questões técnicas, por não poderem mudar as regras faltando tão pouco tempo para o início do campeonato, e que no ano que vem a mudança será implementada. Em outras palavras, o problema só foi adiado e essa proposta absurda ainda não foi definitivamente enterrada.
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quarta-feira, 18 de março de 2009

MUDANÇA NA FÓRMULA 1

Ontem foi anuncianda a mudança na forma de disputa do Campeonato Mundial de Fórmula 1. A partir desse ano, será campeão o piloto que conseguir o maior número de vitórias na temporada. Os pontos por corrida continuam valendo (10, 8, 6, 5, 4, 3, 2, 1), mas apenas para critério de desempate e classificação do segundo lugar do campeonato em diante. Por esse novo critério, Felipe Massa seria campeão no ano passado, pois teve mais vitórias que Lewis Hamilton (acabou perdendo o campeonato por apenas 1 ponto).

Nos anos em que Michael Schumacher era soberano na Fórmula 1, foi feita uma mudança para tentar evitar que ele abrisse tanta vantagem sobre os demais corredores, o que fazia com que o campeonato acabasse em julho ou agosto. E foi uma mudança exatamente no sentido oposto, de desvalorizar a vitória, que antes representavam 10 pontos, contra 6 pontos para o segundo colocado. Com a mudança, a vitória continuou valendo 10 pontos, mas o segundo lugar passou a valer 8.

E agora, essa nova mudança. O argumento usado pelo chefão da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, é que agora as corridas serão mais emocionantes, pois "alguém que está em segundo agora vai tentar vencer, é melhor do que pensar que não valeria a pena ultrapassar e correr riscos por causa de dois pontos". É bem possível que isso ocorra, mas em princípio, não gostei, pelo simples fato de que pode comprometer a justiça do campeonato. Explico: imagine que, das 18 corridas, o piloto A vença 9 e não complete nenhuma das outras 9. Enquanto isso, o piloto B ganha outras 8 corridas e chegue em segundo lugar em todas as outras 10. Nesse caso, seria justo que o piloto A seja o campeão? Eu também acho que não. Essa foi só uma combinação do que pode acontecer. Outras mais ou menos radicais podem mostrar o mesmo resultado.

Alguém pode dizer: "Ah, mas são as regras!". Calma lá! Sou um dos primeiros a valorizar as regras, desde que sejam as mesmas para todos os competidores, mas acho que tudo tem seu limite. Por que simplesmente não volta a se valorizar a vitória? Que passe a valer, 12, 13 ou até 15 pontos. Mas não concordo com duas coisas: 1) Que se deixe de lado a regularidade e 2)Que as regras sejam mudadas em espaços tão curtos de tempo. No futebol, os pontos corridos já se mostraram ser a forma mais justa para os campeonatos nacionais. O Brasil ficou inventando formas diferente de disputas por muito tempo, mas agora vem numa sequência de 7 anos com a mesma fórmula, a qual já está assimilidada pelos torcedores, que já perceberam as consequências positivas de um campeonato de pontos corridos.

É verdade que o campeonato de Fórmula 1 tende a ser disputado e emocionante da mesma forma, mas só o fato de se abrir uma possibilidade de que algum tipo de injustiça gritante aconteça já é motivo para que eu fique com um pé atrás.

OBS.: após publicar o post, recebi um e-mail do meu amigo Luciano Sobral, o "PJ", com o link para este comentário de Cláudio Carsughi sobre a mudança. Ele concorda comigo (na verdade, eu é que concordo com ele, que é o especialista), utilizando até um exemplo parecido.
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segunda-feira, 3 de novembro de 2008

QUE DOMINGO!

Que domingo, hein?

O Brasil chegou a comemorar um título mundial na Fórmula 1 por cerca de 30 segundos, antes que Lewis Hamilton ultrapassasse Timo Glock para arrancar o título de Felipe Massa. Estava num bar com alguns amigos assistindo à corrida e, quando na penúltima volta, vimos a ultrapassagem de Sebastian Vettel sobre Hamilton, demoramos alguns segundos para perceber que o inglês havia caído para a sexta posição (na verdade só tivemos certeza quando apareceu o número 6 ao lado de seu nome na tela), o que daria o título ao brasileiro. A última volta durou bem mais do que 1'28", parecia uns 15minutos. Felipe Massa (1º), Fernando Alonso (2º) e Kimmi Raikkonen (3º) cruzaram a linha de chegada e eu fiquei gritando deseperado "O Glock ainda não passou! Cadê o Glock? Cadê o Glock?". Glock ficou pra trás, tentando se manter na pista molhada com os pneus de pista seca. Como escreveu o Berber agora há pouco: "Se fosse filme a gente provavelmente falaria: “Nossa, que final forçado!!!” ". Pena que não foi filme...

Nos fatos menos comentados, um pouco antes da corrida em Interlagos, Marilson Gomes vencia a maratona de NY pela segunda vez (a primeira em 2006) e o barco sueco Ericsson 4, cujo comandante é o brasileiro Torben Grael (uma lenda, bicampeão olímpico), encerrava a primeira etapa (21 dias entre Alicante, na Espanha, a Cidade do Cabo, na África do Sul) da volta ao mundo Volvo Ocean Race na primeira colocação.

E no final do dia, o São Paulo assumiu a liderança isolada do Campeonato Brasileiro de Futebol pela primeira vez no ano, após vencer o Internacional por 3x0 no Morumbi. Agora tem 62 pontos, contra 61 do Palmeiras, 60 do Grêmio, 58 do Cruzeiro e 57 do Flamengo. No começo do segundo turno, o Tricolor chegou a ficar 12 pontos atrás do líder Grêmio, mas agora assume a ponta. Gostaria de destacar uma das respostas do Muricy na coletiva após o jogo. Perguntado se, considerando que o time passou o campeonato todo (faltam 5 rodadas) correndo altras dos líders, alguma coisa mudaria agora que o time chegou à liderança. A resposta é emblemática:

"Muda um pouco, sim. Agora vamos ter que treinar mais, se concentrar (concentração no sentido de isolamento do grupo antes dos jogos) ainda mais e eu vou cobrar ainda mais".

É por essas e outras que o São Paulo é o atual bicampeão brasileiro e tem chances de conquistar o inédito tricampeonato. Muricy é chamado por muitos de teiomoso, turrão, mal-humorado, etc., mas os resultados aparecem. Dizem que ele demora para acertar o time, o que até certo ponto é verdade e pode ter custado resultados melhores na Libertadores de 2007 e 2008 (foi vice em 2006), mas qual técnico brasileiro tem melhor resultado nos últimos 3 anos? Dois títulos nacionais, uma vice sul-americano (que poderia ser o título se não fosse a expulsão do Josué no início do primeiro jogo contra o Inter em 2006, sem contar o gol do Washignton aos 48' do segundo tempo nesse ano), e possibibilidades reais de um tricampeonato. Não tenho do que reclamar. Assim que ele conquistar uma libertadores, passará a ocupar o mesmo patamar de Telê Santana.

Foi muito criticado ao apostar no Hugo, que chegou a ficar com um-pé-e-meio fora do Morumbi, mas voltou numa hora de dificuldades e acabou por assumiu um papel importantíssimo no time, mas que recebe pouca importância: aquele meia que ajuda o ataque, volta pra marcar com certa eficiência e ainda faz gols. É o mesmo papel que Leandro desempenhava no time do ano passado, com a diferença que Hugo faz mais gols. Pode não ser o jogador dos sonhos da torcida, mas não deixa de ser importante. Confesso que o terceiro cartão amarelo que ele tomou hoje me deixa mais preocupado do que se a suspensão fosse, por exemplo, de um dos atacantes.

Eu ainda não havia escrito aqui no blog, mas já vinha dizendo nas rodas de conversa (amigos, trabalho) há algumas semanas: o campeonato fica entre São Paulo e Palmeiras. O problema é que, SEMPRE que o São Paulo tentou um tricampeonato paulista (foi bi 4 vezes), teve suas pretensões eliminadas exatamente pelo Palmeiras. Espero que dessa vez a história seja diferente.

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