sexta-feira, 26 de junho de 2009

NBA DRAFT 2009


Hoje é o dia do draft da NBA, quando os jogadores universitários e estrangeiros são recrutados pelos times da NBA. As regras do draft são meio confusas, mas vou explicar de forma resumida mesmo assim. Em tese, a idéia é fazer com que os times mais fracos possam ter direito de escolher os melhores jogadores. Antigamente, a ordem de escolha era igual ao que é a NFL, por exemplo: o time com a pior campanha da temporada anterior tem a primeira escolha, e assim sucessivamente. Após alguns anos, foi criada a loteria do draft, para evitar que alguns times fizessem a pior campanha de propósito para poder escolher o melhor jogador. Com a loteria, a ordem da escolha é definida por um sorteio, no qual os times que não se classificam para os playoffs participam de um sorteio pela ordem de escolha dos jogadores. Os times dos playoffs são automaticamente colocados na sequência, em ordem inversa em relação à campanha. O sistema começou bem simples, com um simples sorteio de envelopes (chances iguais para todos), evoluiu para bolinhas de ping-pong (mais bolinhas para as piores campanhas) e hoje consiste em um algoritmo que nem mesmo esse engenheiro que escreve já tentou entender.

Parece tudo muito bonito, não? Os piores times tendem a escolher os melhores jogadores, equilibrando as forças ao longo do tempo, certo? ERRADO! O resultado final raramente segue esse princípio, especialmente com o número de times que há na liga atualmente, pois para um time péssimo como, digamos, os Grizzlies, a adição de um único jogador universitário, mesmo que de ponta, nunca será suficiente para levar esse time a um nível melhor, pois ele normalmente ainda não está preparado para assumir o papel de protagonista e o restante do elenco não ajuda. O que acaba acontecendo é que o time continua fazendo campanhas pífias e o tal jogador pode ou desaparecer ou partir para outro time após o encerramento do primeiro contrato de 3 anos.

Em contrapartida, se um time que já possui boas peças dá a sorte de conseguir a primeira escolha no sorteio, aí a história é outra. Em 1997, os Spurs já contavam com uma boa equipe, mas perderam David Robinson por toda a temporada com uma contusão séria, fizeram uma campanha sofrível e na loteria conseguiram a primeira escolha, que foi “apenas” Tim Duncan. Todos sabem o resto da história: 4 títulos em 9 anos.

Pensando nisso, minha opinião é que esse sistema deveria ser alterado. Qual o problema se um time como o Phoenix Suns, por exemplo, tivesse sido sorteado com a primeira escolha desse ano e pudesse ter Blake Griffin? Não teríamos mais um concorrente no Oeste? Imaginem Blake Griffin (que será a primeira escolha e está sendo cotado com um Power Foward dominante, ao estilo Charles Barkley ou Karl Malone) junto com Dwyane Wade em Miami, ou com Chris Paul em New Orleans? Que tal Ricky Rubio (com o braço levantado na foto) em Portland ou em Detroit?

Minha sugestão é: mantém-se o sorteio, mas com chances iguais para todos os times que não se classificaram para os playoffs MAIS os times eliminados na primeira fase dos playoffs. Apenas 8 times (os semifinalistas de conferência) ficariam fora da loteria, pois esses já são times que brigam pelo título. Isso evitaria, por exemplo, o que aconteceu em 2007, o melhor draft da década, ao lado de 2003, quando dois potenciais superstars (Greg Oden e Kevin Durant) estariam disponíveis: os times que não tinham mais chances de playoffs passaram a perder jogos de forma proposital para aumentar suas chances na loteria. Boston, Milwaukee, Seattle, Memphis... todos fizeram isso. Imagine ser um dono se “season tickets” desses times numa temporada dessas. E esses times correram o risco de serem premiados – Seattle (hoje o Oklahoma City Thunder) foi premiado e pegou Durant na segunda escolha.

Para demonstrar que o sistema não cumpre o objetivo de equilibrar as forças, chegamos ao time que terá a primeira escolha de 2009 e terá Blake Griffin jogando no ano que vem: os Los Angeles Clippers. Nos últimos 33 anos, os Clippers tiveram uma das 10 primeiras escolhas 23 vezes. Dessas 23, 12 foram top-4 e em TRÊS vezes tiveram a primeira escolha geral. E qual foi a melhoria que isso representou o time? Apenas 2 participação em playoffs e uma única passagem para a semifinal de conferência. Em abril de 2000 a Revista Sports Illustrated elegeu os Clippers como a pior franquia de todos os esportes americanos. Em todos os tempos! A incompetência dos dirigentes e técnicos é imensa ao longo dos anos. Nos últimos anos, sob o comando de Mike Dunleavy, a situação chegou a tal ponto que os fãs dos Clippers desistiram de acreditar. Há quem diga que a franquia é amaldiçoada. E agora, eles são premiados com o direito de escolher uma futura estrela. Ao final da loteria, piadas começaram a serem publicadas na Internet sobre o final da carreira de Griffin antes de mesmo de ter começado.

A esperança é que os Clippers façam a mesma lambança que fizeram em outros anos e deixem passar a escolha óbvia, como já deixaram passar: Dominique Wilkins, John Stockton, Chris Mullin, Mark Price, Scottie Pippen, Mark Jackson, Glen Rice, Rasheed Wallace, Amare Stoudemire, Jerry Stackhouse, Kevin Garnett, Kobe Bryant, Paul Pierce, Vince Carter, Mike Bibby, Caron Butler e Danny Granger. Mas, considerando que o draft desse ano parece bem fraco (apenas Griffin e Rubio merecem maior destaque), o provável é que Blake Griffin, para sua infelicidade, acabe mesmo no primo pobre dos Lakers.



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terça-feira, 23 de junho de 2009

E AGORA, TRICOLOR?

Decidi esperar alguns dias para digerir mais uma desclassificação na Libertadores, a quarta nos últimos 4 anos. Não queria fazer julgamentos precipitados, especialmente em relação a Muricy. Ele esteve à frente do time nas 4 derrotas (final para Inter em 2006, oitavas-de-final para o Grêmio em 2007, quartas-de-final para o Fluminense em 2008 e agora, mais uma vez nas quartas-de-final, para o Cruzeiro, em 2009). E o mundo sãopaulino (torcida + dirigentes) colocam a Libertadores acima de qualquer outro objetivo ou resultado, considerando o que os 3 títulos já conquistados representaram para todos nós. No sábado acordei com a notícia de que Muricy não é mais o técnico do São Paulo. A pressão foi demais até sobre o todo poderoso Juvenal Juvêncio, presidente do clube, que bancara a permanência do técnico em situações semelhantes em 2007 e 2008.

É fato que o time desse ano não conseguiu demonstrar nada de especial até agora. E a expectativa era muito grande, já que o time conquistou o tricampeonato brasileiro em dezembro, não perdeu nenhum jogador e ainda trouxe vários reforços de bom nível (Arouca, Washington, Junior César, Wagner Diniz, Renato Silva, Eduardo Costa). Mas dentro de campo o resultado não apareceu. E Muricy começou o ano com o raciocínio certo, mantendo a base do ano passado. Aos poucos procurou incorporar os novos jogadores: Renato Silva ganhou com méritos a posição de Rodrigo na zaga e Washington assumiu o comando do ataque (volto a ele depois). Wagner Diniz não conseguiu se firmar na lateral direita e já foi emprestado para o Santos, Junior César participou de forma tímida na lateral esquerda, bem diferente do que jogou no ano passado pelo Fluminense – cada vez que ele arrancava pela esquerda nos jogos contra o São Paulo era um deus-nos-acuda. E Arouca passou a maior parte do tempo no banco de reservas.

Ao mesmo tempo, os jogadores que se destacaram no ano passado, por algum motivo, caíram de rendimento, especialmente Hernanes e Jorge Wagner. Como seria possível que eles simplesmente se esquecessem do “como se faz”? Alguns dizem que, com a entrada de Junior César no time para jogar pela ala, Jorge Wagner foi para o meio de campo e não se adaptou. Confesso que não entendo: como é possível conseguir um desempenho inferior tendo mais liberdade de movimentação e mais espaço para jogar, ao invés de ficar restrito a uma faixa do campo? E o Hernanes, que foi “apenas” o melhor jogador do campeonato brasileiro de 2008 (nosso MVP)? Não concordo com aqueles que dizem que ele é apenas um volante e ao ser avançado para a meia (ganhou o direito de usar a camisa 10) saiu de sua posição, pois no ano passado ele já executava essa função praticamente da mesma forma. A única explicação que vejo é sua desmotivação por não ter conseguido a transferência para a Europa. Em meados de 2008, foi divulgado que o Barcelona chegou com uma proposta de 15 milhões de Euros, mas a direção do São Paulo se recusou a negociar por esse valor (a multa rescisória era de 25 milhões de Euros). Com isso, era esperado que o jogador finalizasse o campeonato brasileiro jogando no Brasil, fosse ainda mais valorizado e fosse vendido pelo valor da multa, afinal, o São Paulo também depende da receita da venda de jogadores. A parte do bom desempenho e da conseqüente valorização até que funcionaram, mas ninguém contava com a crise financeira, que fez com que o mercado do futebol seguisse a tendência mundial e reduzisse as transferências. E, de repente, o sonho certo de garantir os altos salários do futebol europeu não vingou e o jogador se desmotivou. Não consigo achar outra explicação.

Já falei de quase todas as contratações (falta uma) e dos dois jogadores de criação do time. E como não levar em conta tudo que aconteceu com Rogério Ceni? Mesmo considerando que, quando a contusão ocorreu, ele vinha apresentando uma seqüência de falhas, sua ausência representou MUITO para o desempenho do time: a liderança dentro de campo, o comando, a reposição de bola, a forma como o sistema defensivo jogava sabendo que podia contar com mais uma opção de passe. Não venham me dizer que o peso de tudo isso é pouco.

E tem o Washington. O primeiro a questionar sua contratação foi meu amigo Danilo Bessa, o Batata. Não demorei muito para concordar com ele. O primeiro efeito foi a queda do rendimento de Borges. E todos se lembram do que Borges representou nos jogos finais de campeonato brasileiro. Washington ocupava a mesma faixa no campo, nos jogos que assisti no Morumbi era evidente que um estava atrapalhando a colocação do outro. Sua condição técnica é questionável: tem dificuldades para matar uma bola, não consegue criar alguma jogada. Limita-se a concluir quando a bola chega redonda e em condições de ser concluída. Mas o que mais me deixava nervoso em relação ao Washington era sua atitude dentro de campo: ele é incapaz de correr atrás de uma bola quando o passe não é preciso, demora para voltar após um ataque mal concluído, ficando em posição de impedimento – e pior, não só volta devagar como volta reclamando dos outros. Não me interessa se ele foi artilheiro e ídolo nos clubes por onde passou (Ponte Preta, Atlético-PR, Fluminense, etc). Outros artilheiros de times medianos (Josiel, Souza, Maicossuel, etc) não vingaram em times grandes. Ele não era e não é jogador para o São Paulo. Nesse ponto discordo de meu amigo Dante, que joga a responsabilidade para o Muricy por não saber aproveitá-lo com os outros clubes o faziam. E, durante esse período, criou polêmicas também fora de campo. Primeiro com o Dagoberto, reclamando por não receber a bola como achava que deveria. Depois que ele começou a externar suas reclamações, os outros, obviamente, se viram no mesmo direito: primeiro Borges e depois até o André Lima! Meu Deus! Quando o André Lima começa a externar sua insatisfação com o banco, é porque temos um problema. Senhoras e senhores, o São Paulo Futebol Clube de 2009!

E chegamos ao Muricy. O técnico que nos últimos 3 anos conseguir “apenas” ganhar 3 campeonatos brasileiros (o mesmo número de títulos que o time havia ganhado nos 35 anos anteriores). Nenhum outro time no Brasil conseguiu vencer o campeonato brasileiro 3 vezes seguidas na era pós-1971. Isso é muita coisa! Em contrapartida, foram 4 derrotas seguidas na Libertadores, como comentei no começo desse texto. Mas vamos pensar o seguinte:

a) Qual time brasileiro tem retrospecto melhor desde 2006? Nenhum. O que mais se aproxima é o Internacional campeão da Libertadores e do Mundial em 2006.
b) Qual o outro time brasileiro tem 3 títulos de Libertadores? Grêmio e Cruzeiro podem chegar a esse número nesse ano, mas nenhum dos dois pode chegar a 3 títulos Mundiais.
c) Quantos times das Américas conseguiram ganhar a Libertadores em quantidade e freqüência maior do que o São Paulo nos últimos 20 anos? Só consigo pensar no Boca Juniors.

Meu ponto é o seguinte: o São Paulo poderia ter desempenhos melhores em Libertadores nas últimas 4 edições, é verdade, mas, historicamente, quem consegue? Numa ótima entrevista que deu para a Rádio Bandeirantes pouco antes do jogo contra o Cruzeiro, o Superintendente Marco Aurélio Cunha disse que o “normal” numa Libertadores é NÃO GANHÁ-LA! E é a mais pura verdade! Tem uma frase que eu costumo usar para alfinetar os amigos palmeirenses e corinthianos: “nós que já ganhamos a Libertadores 3 vezes sabemos como é difícil ganhá-la. Os palmeirenses, que só conseguiram ganhar uma vez, sabem ainda mais. E os corinthianos, que numa ganharam, têm certeza disso”. Ficamos chateados (para não usar outro adjetivo) pela derrota? Obviamente! É o fim do mundo? É claro que não!

Porém...

O desempenho do time ao longo desse ano deixou muito a desejar, sem dúvida. E é óbvio que o técnico tem sua parcela de responsabilidade. Esperava-se que, após a eliminação no campeonato paulista, o time finalmente conseguiria tempo para treinar e até para fazer a pré-temporada que não conseguiu fazer em janeiro. Esperava-se que, na volta de quase 20 dias parados, mostraria-se consistência técnica e tática. Não aconteceu. O Muricy ainda tentou diversas formações e mesmo assim nenhuma funcionou.

Particularmente, não consigo entender a insistência de se jogar com 3 zagueiros. Em 2005 isso foi plenamente justificável, pois já naquele ano o time não possuía um meia de criação (o Danilo era um terceiro atacante). Com Mineiro e Josué fazendo aquela dupla histórica e o restante do ataque formado primeiro por Grafite e Luizão, depois por Luizão e Amoroso e que terminou o ano com Amoroso e Aloísio, tinha como responsáveis pela armação os dois laterais: Cicinho e Junior. Em 2006, a mesma fórmula, com Souza e Junior. Em 2007, já era Souza e Jorge Wagner. Em todas as situações, a presença do terceiro zagueiro era mais que justificadda, especialmente em 2005 e 2006, quando o terceiro zagueiro era Diego Lugano, especialista na função. Mas agora? Com laterais que não estão conseguindo jogar bem, André Dias e Miranda numa fase sensacional e uma porção de meias e volantes à disposição? Por que não formar o time no tradicional 4-4-2, com os dois zagueiros, mais Zé Luis (melhor na marcação do que no apoio) e Junior Cesar (que não apóia mais como antes)? E teríamos 5 jogadores de bom nível (Hernanes, Jean, Jorge Wagner, Arouca e Eduardo Costa) para formar o meio campo. Nada mal, não? Um deles acabaria na reserva, e se juntaria ao Hugo como boas opções, dependendo da necessidade. Ainda temos a chegada do Marlos, que parece promissor, e os garotos Oscar e Wellington que também já demonstraram potencial. Com Borges no ataque, temos um bom elenco, não? Tenho muitas restrições ao Dagoberto, jogador do “quase gol”, mas ainda o prefiro em relação Washington.

Mas, mesmo que se encontre uma nova disposição tática que no papel pareceria ideal, ainda concordo com o Batata, que diz que o principal no futebol é a execução. E volto aos comentários que fiz sobre os jogadores: Hernanes parou de jogar, Jorge Wagner perdeu a precisão nos passes e lançamentos (até escanteio começou a errar demais), os reforços não vingaram. Faço dois paralelos com o basquete: escrevi em janeiro sobre um livro que li sobre o lendário Red Auerbach e cheguei a citar uma citação sua no livro: “Coaching is simple: you need good players who are good people. You have that, you win. You don't have that, you can be the greatest coach who ever lived and you aren't going to win”. (“Ser técnico é simples: você precisa de bons jogadores, que são boas pessoas. Você os tem, você vence. Se você não os tem, você pode ser o melhor técnico da história e você não vai vencer”). Ele só conseguiu vencer um campeonato depois de 7 anos no comando dos Celtics, exatamente quando Bill Russel chegou ao time. Nem precisamos ir aos anos 50 e 60: há uma semana Phil Jackson conquistou seu 10º título na NBA, superando a marca de Red: nesse ano ele tinha um elenco de verdade para ajudar Kobe Bryant. Em 2005, não tinha um elenco forte e o time nem chegou aos playoffs. Isso o torna um técnico pior ou melhor? Óbvio que não!

E entendo que o mesmo se aplica ao agora ex-técnico do São Paulo: se os jogadores não “ajudam”, não tem como vencer. Não é nada anormal não ganhar a Libertadores, mesmo em participações consecutivas. E ELE ACABOU DE GANHAR O TERCEIRO CAMPEONATO BRASILEIRO CONSECUTIVO! Isso é MUITA coisa! E, após perder a quarta Libertadores seguida, é demitido. Até entendo que havia desgaste e que algumas situações “obscuras” poderiam estar acontecendo no elenco. Após a derrota para o Cruzeiro ele mesmo parecia desanimado e com expressão de que não saberia como reverter a situação para o restante da temporada. Mas não concordo com a demissão. Ainda mais para trazer alguém como Ricardo Gomes, que não tem nenhum currículo que mereça destaque – não consigo ver uma única qualidade que justifique sua contratação para o lugar de Muricy.

Vamos pensar em mais alguns pontos:

1) Qual a maior qualidade de Muricy nos últimos anos? A disputa para o campeonato brasileiro. E qual o campeonato que sobrou para esse ano? Que coisa, o campeonato brasileiro! E o demitem agora?
2) A maior parte da torcida o apóia: seu nome foi cantado ao final do jogo do Cruzeiro, mesmo com a derrota.
3) Os adversários estão adorando a demissão, pois sabem que ele era um diferencial em favor do São Paulo.
4) Ele já o primeiro nome na lista de substituição de qualquer técnico que esteja minimamente pressionado: Wanderley Luxemburgo, Tite, Wagner Mancini, Cuca, é só escolher.

Como abrir mão de um cara desses? Sou obrigado a usar a mesma expressão de alguns dias atrás: minha cabeça dói.

Infelizmente, é mais fácil trocar uma única peça (o técnico) do que muitas (os jogadores, patrimônio do clube). E não vou me surpreender se a peça trocada consiga, no final do ano, conquistar seu quarto título brasileiro consecutivo, agora pelo colorado gaúcho.

Obrigado por tudo, Muricy! Obrigado pelo tricampeonato. Obrigado pelas entrevistas folclóricas após os jogos. Obrigado pelas entrevistas históricas nos DVD’s dos 3 títulos. E espero vê-lo de volta algum dia... de preferência em breve.

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terça-feira, 16 de junho de 2009

JOGO 5 - LAKERS 99, MAGIC 86 - LAKERS CAMPEÃO!





No jogo 5, o Orlando Magic começou o jogo tentando se impor para continuar vivo, chegando a abrir 9 pontos de vantagem, mas os Lakers decidiram o jogo já no segundo quarto, com uma seqüência de 16 pontos seguidos, dos quais apenas 2 de Kobe Bryant, ou seja, jogando como um time. A partir do terceiro quarto, foi administrar a diferença, Kobe assumiu o papel de “closer” (vejam o vídeo que está no topo deste post - e prestem atenção no lance que começa na marca dos 2’57”, uma pintura). Foi esperar o final do jogo e comemorar.

Em 63 temporadas da NBA, foram 30 participações nas finais e 15 títulos. Apesar de ter 2 títulos a menos que os Celtics, os Lakers podem ser considerados a franquia de mais sucesso na história da NBA. Do time que ainda jogava em Minneapolis até 1960, que ganhou 5 títulos com o lendário George Mikan, passando pelo time que sofreu nas mãos dos Celtics nos anos 60, mas contava com Jerry West e Elgin Baylor, o campeão de 1972 (o melhor time da história da franquia), com West e Wilt Chamberlain, o showtime de Magic Johnson e Kareen Abdul-Jabbar nos anos 80 (5 títulos) e o time de Shaq e Kobe, tricampeão em 2000, 2001 e 2002.

Chegamos a 2009, o ano do primeiro título de Kobe Bryant como o líder do time, fechando uma seqüência de ter vencido o prêmio de MVP na temporada passada, ofuscado pela perda do título para os Celtics, seguido do ouro olímpico em Pequim e agora o título da NBA e o prêmio de MVP das finais. Ele pode ser definitivamente colocado na lista dos 10 melhores jogadores da história (pensando rapidamente nos outros prováveis 9: Michael Jordan, Magic Johnson, Larry Bird, Bill Russel, Wilt Chamberlain, Jerry West, Kareen Abdul-Jabbar, Oscar Robertson, Shaquile O’Neal e Tim Duncan – MJ é o primeiro da lista, a ordem dos demais não importa tanto).

Chegamos também ao ano em que Phil Jackson passa a ser o técnico com maior número de títulos considerando as 4 grandes ligas americanas (NBA, NFL, MLB e NHL): 10 títulos (6 com os Bulls, 4 com os Lakers), ultrapassando o lendário Red Auerbach, que ganhou 9 títulos com os Celtics. Concordo completamente com esta análise que o coloca como o melhor da história.

E esse título acaba com alguns falsos mitos:

1) Os Lakers conseguem jogar bem defensivamente: ao longo da série conseguiram aos poucos anular com as armas ofensiva do Magic;

2) Kobe é um líder respeitado e os outros jogadores realmente gostam dele. Ficou evidente no abraço que recebeu de Derek Fisher e Sasha Vujacic após o final do jogo. Ficou evidente no filme “Kobe Doin’ Work”, de Spike Lee, que mostra como ele atua dentro e fora da quadra durante um jogo, orientando o time o tempo todo. Durante alguns jogos dos playoffs, vimos alguns flagrantes dele motivando os companheiros no banco;

3) Os Lakers aprenderam com a derrota do ano passado, atingindo um nível de intensidade que não possuíam antes, fechando as duas séries finais (Nuggets e Magic) fora de casa.

4) Kobe aprendeu que depende dos companheiros (como MJ em 1991). Diziam que ele não conseguia ganhar um título sem o Shaq. Ora, Shaq também não ganharia os 3 títulos sem Kobe. E Kobe não ganharia esse título sem Gasol, Fisher, Odom e Ariza. É um jogo coletivo, oras bolas! Não podemos nos esquecer do terceiro quarto de Ariza no jogo 4, dos doublé-double de Gasol em todos os jogos da série, das bolas de 3 pontos de Derek Fisher no jogo 4 e da consistência de Lamar Odom na série. Já escrevi isso diversas vezes e repito o que o comentarista da ESPN Jeff Van Gundy disse no vídeo que está no topo desse post: “When Lamar Odom is this good, there’s no ‘Beat the Lakers’” (“Quando Lamar Odon estão tão bem assim, não há como bater os Lakers”). Odom só não jogou bem no jogo 3, exatamente o jogo da derrota.

Nesse ano finalmente também quebrei os tabus e consegui ser o campeão do Fantasy e do Bolão que participo. Nada como comemorar o título do meu time favorito e, como se não bastasse, ainda levando algum dinheiro, pois meu palpite de 4x1 me deu a vitória no bolão. Nada mal...

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sábado, 13 de junho de 2009

EU SEI QUE ESTOU LENDO MUITO O BILL SIMMONS QUANDO...

...Publico hoje pela manhã:

"3) Na sequência, veio o arremesso de 3 pontos do Derek Fisher. Por que diabos niguém fez alguma falta antes do arremesso, o que daria aos Lakers apenas 2 lances-livres e a impossibilidade de empatar o jogo, pelo menos naquele momento? E por que Jameer Nelson deu tanto espaço para Fisher arremessar? Numa das primeiras aulas de Basquete-I aprendemos que, para evitar um arremessos de 3 pontos, temos que marcar ALÉM da linha de... 3 pontos! Falando em Jameer Nelson...

4) ... o que ele estava fazendo em quadra? O Técnico Stan Van Gundy admitiu que foi erro deixá-lo tanto tempo em quadra no jogo 1. Aí, finalmente conseguiu recuperar a confiança de Rafer Alston no jogo 3, quando este foi o destaque do jogo. E, no jogo 4, deixou Nelson na quadra pelos últimos 14 minutos do tempo regular, Mais os 5 minutos da prorrogação! Como diria Bill Simmons: ao tentar enterder isso, "minha cabeça dói"
."

E o Bill Simmons publica, em sua coluna que foi ao ar na ESPN.com (recomendo!) agora à tarde:

"0:10.8: OK, so let's talk about all the ways Stan Van Gundy screwed up these final 11 seconds. First, he pressured the inbounds pass instead of hanging back and putting his defenders outside the 3-point line; this enabled the Lakers to get a modified transition look that they never should have had. Second, you have to foul. Actually, this gets its own slew of paragraphs.

You have to foul. You have to foul. You have to foul. You have to foul. You have to foul. You have to foul. You have to foul. You have to foul. You have to foul. You have to foul. You have to foul. You have to foul. You have to foul. You have to foul. You have to foul. You have to foul. You have to foul. You have to foul. You have to foul. You have to foul. You have to foul. You have to foul. You have to foul. You have to foul. You have to foul.

You have to foul. You have to foul. You have to foul. You have to foul.

You have to foul. You have to foul. You have to foul. You have to foul. You have to foul. You have to foul. You have to foul. You have to foul. You have to foul. You have to foul. You have to foul. You have to foul. You have to foul. You have to foul.

You ...

Have ...

To ...

Foul.

I know SVG made the "I didn't want to get into a free-throw shooting contest with them when we were bricking free throws" case afterward, but how many times do we have to watch a team blow a game this way? 200? 300? Give me a number. I can't take it anymore. And third, why was 5-foot-10 Nelson guarding Fisher? Hell, I'd rather have an ice-cold Courtney Lee out there (Orlando's best defensive guard by a mile) instead of someone Fisher could shoot over? Right? Right? RIGHT????? My head hurts."


Acho que preciso de tratamento...

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sexta-feira, 12 de junho de 2009

JOGO 4 - LAKERS 99, MAGIC 91 (OT)

Derek Fisher é o reponsável por um dos momentos mais fantásticos da história do basquete quando acertou esse arremesso a 0,4 segundos do final do jogo 5 da final do Oeste, contra o San Antonio Spurs, em 2004. Antes daquele arremesso, havia sido o reserva do time nos 3 títulos (2000, 2001 e 2002), quando o téncico Phil Jackson optou pelo experiente Ron Harper, com quem já havia conquistado 3 títulos com os Bulls. Naquele mesmo ano Fisher era o reserva do recém-contratado Gary Payton. Depois de 2004, ele chegou a jogar pelo Golden State Warriors, pelo Utah Jazz e voltou para os Lakers na temporada passada. Durante esses playoffs, chegou a ser questionado sobre sua ineficência nos arremessos, mas foi mantido pelo técnico Phil Jackson. E ontem à noite, após errar suas primeiras 5 tentativas de 3 pontos ao longo do jogo, foi o responsável pelo arremesso que levou o jogo para a prorrogação, a 4.6 segundos do final (foto), quando os Lakers perdiam por 87-84. Como se isso não bastasse, acertou o arremesso mais importante da prorrogação, também de 3 pontos, a 31 segundos do final, com o jogo empatado em 91 pontos, após receber um passe de Kobe Bryant, impedido de arremessar pela marcação dupla do Magic.

Mas antes desses 5 minutos e 4.6 segundos, muita coisa já havia acontecido no jogo: o Magic abriu uma vantagem de 12 pontos após 2 quartos, nos quais os Lakers estiveram totalmente perdidos na marcação e na rotação defensiva, deixando muitos arremessos sem mafrcação para o Magic; Dwight Howard dominava o garrafão (14 rebotes - o mesmo que todo o time dos Lakers - e 4 bloqueios - terminou o jogo com 9); e Hedo Turkoglu fazia o que bem entendia no ataque (15 pontos no primeiro tempo).

Nas finais do ano passado, no mesmo jogo 4, os Lakers venciam os Celtics por 24 pontos no intervalo e parecia que empatariam a série em 2-2. Mas os Celtics viraram o placar para conseguir a vantagem de 3-1 na série (The Comeback Game). E agora, em outro jogo 4, graças à performance de Trevor Ariza no terceiro quarto (13 pontos no quarto) saíram de uma desvantagem de 12 pontos para uma liderança por 4 pontos no final do período. No último quarto, foi a vez de Mikael Pietrus colocar o Magic de volta no jogo, chegando a liderar por 3 pontos a 10 segundos do final.

Foi quando o mundo desabou para o time de Orlando. Vou listar a sequência de erros:

1) Dwight Howard tinha 2 lances-livres para levar a diferença para pelo menos 4 pontos (2 posses de bola). Errou os dois (6/14 no jogo, mais 7 turnovers, números que encobrem os 21 rebotes e 9 bloqueios).

2) Pouco antes, Turkoglu já havia errado outros 4 lances-livres (o time errou 15 no total do jogo).

3) Na sequência, veio o arremesso de 3 pontos do Derek Fisher. Por que diabos niguém fez alguma falta antes do arremesso, o que daria aos Lakers apenas 2 lances-livres e a impossibilidade de empatar o jogo, pelo menos naquele momento? E por que Jameer Nelson deu tanto espaço para Fisher arremessar? Numa das primeiras aulas de Basquete-I aprendemos que, para evitar um arremessos de 3 pontos, temos que marcar ALÉM da linha de... 3 pontos! Falando em Jameer Nelson...

4) ... o que ele estava fazendo em quadra? O Técnico Stan Van Gundy admitiu que foi erro deixá-lo tanto tempo em quadra no jogo 1. Aí, finalmente conseguiu recuperar a confiança de Rafer Alston no jogo 3, quando este foi o destaque do jogo. E, no jogo 4, deixou Nelson na quadra pelos últimos 14 minutos do tempo regular, Mais os 5 minutos da prorrogação! Como diria Bill Simmons: ao tentar enterder isso, "minha cabeça dói".

5) E ainda tiveram a chance de um último arremessos, mas a jogada foi MUITO mal executada: Mikael Pietrus recebeu o passe de Turkoglu, não viu que Howard estava no garrafão marcado por Kobe Bryant (vantagem no tamanho), nem que Turkoglu e Rashard Lewis se posicionaram para arremessar em melhores condições e tentou decidir o jogo sozinho, errando um mau arremesso. Prorrogação. Nessa hora enviei uma mensagem via celular para meu amigo Dante: "Tô quase infartando".

Enquanto Lamar Odom, Andrew Bynum e Pau Gasol sofriam com o excesso de faltas (no primeiro tempo os Lakers tiveram que jogar com DJ Mbenga e Josh Powell ao mesmo tempo!), Trevor Ariza trouxe os Lakers de volta ao jogo no terceiro quarto e Derek Fisher fez os arremessos decisivos. Kobe? 32 pontos (mas 11-31 FG's), 8 rebotes, 7 assistências. Mas foi seus companheiros que levam os méritos por essa vitória. E os Lakers estão a uma vitória de ser 15º título, Phil Jackson está a uma vitória de superar Red Auerbach com 10 campeonatos e Kobe está a uma vitória de finalmente tirar o peso de suas costas e mostrar que pode ser campeão liderando o time.

Um jogo para ser lembrado. E agora, depois de quase infartar, estou na posicão de ter que torcer como um louco para meu time favorito vencer o próximo jogo não só para conquistar mais um título, como para me dar a vitória no bolão que eu participo.

Para finalizar, a falta que Mikael Pietrus fez em Pau Gasol no último lance do jogo, a 3 segundos do final, foi considerada como flagrante 1, mas será revista. Na minha opinião foi uma flagrante 2 (foi uma agressão) e Pietrus teria que ser suspenso para o próximo jogo.
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quinta-feira, 11 de junho de 2009

JOGO 3 - MAGIC 108, LAKERS 104



O que mais impressionou no jogo 3 foi o aproveitamento do Orlando Magic nos arremessos: 62,5%, recorde em jogos de finais de NBA. No primeiro tempo, o aproveitamento foi ainda melhor: 73% (isso mesmo! SETENTA E TRÊS!). E mesmo assim os Lakers chegaram ao final do jogo com chances de vencer. Se mantiverAm sempre a uma distância relativamente próxima no placar (ao redor de 5 pontos), chegando a empatar em 99-99 a 2:41 do final. O que se seguiu a partir daí foi algo que não estamos acostumados – o melhor “finalizador” de partidas na NBA, Kobe Bryant, não conseguiu “finalizar” o Orlando Magic: errou um arremesso de 3 pontos com o jogo 101-99 para os donos da casa, errou um de dois lances-livres (no jogo errou 5 de 10) quando perdia por 104-101 e participou de um erro, junto com Pau Gasol, quando tinham a chance de empatar ou virar o jogo (estava 104-102 para o Magic) a 28 segundos do final.

O Orlando Magic fechou o jogo em 108-104 e agora perde a série por 2-1, evitando o buraco de estar perdendo por 3-0 (o que seria praticamente impossível de virar, já que estão enfrentando os Lakers e não os Yankees). Rafer Alston finalmente apareceu na série, com 21 pontos e com a confiança do técnico Stan Van Gundy, que o deixou em quadra por 37 minutos, limitando Jameer Nelson a apenas 11 (primeiro ajuste). J.J. Redick, que inexplicavelmente ficou muito tempo em quadra no jogo dois, sequer entrou em quadra no jogo 3 (segundo ajuste). Mikael Pietrus também se apresentou bem (18 pontos) e Dwight Howard finalmente apresentou números de seu calibre (21 pts, 14 rebs). Rashard Lewis e Hedo Turkoglu fizeram o que se espera deles (21 e 18 pts, respectivamente). Tudo isso, com o aproveitamento espetacular de arremessos e fica difícil perder um jogo.

Do outro lado, Lamar Odom não manteve a seqüência de boas atuações (apenas 11 pts e 2 rebotes). Pau Gasol manteve a regularidade no ataque (23 pts), mas pegou apenas 3 rebotes. e Kobe Bryant, que explodiu para 17 pontos no primeiro quarto e deu sinais de que veríamos uma apresentação memorável, não conseguiu manter o ritmo ofensivo e fez apenas 14 pontos no restante da partida, incluindo os erros de lances livres (5 de 10) e os 4 turnovers.

Mas o que intriga, como escrevi no começo desse post, é que, apesar de uma disparidade tão grande em alguns números e nas atuações dos jogadores, o Orlando Magic poderia perfeitamente ter perdido o jogo. Quando o segundo quarto terminou, os impressionantes 73% de aproveitamento nos arremessos representaram uma vantagem de apenas 5 pontos (59-54). E precisaram que Kobe Bryant não conseguisse fazer o último quarto que costuma fazer para escapar com a vitória. Por isso que acho que os Lakers têm muita chance de vencer o jogo 4, amanhã, pois é improvável que o Magic repita o aproveitamento nos arremessos e é improvável que Kobe Bryant cometa os mesmos erros (lembrou Michael Jordan naquele jogo de 1995, quando cometeu um erro primário num dos jogos da final do leste, contra o mesmo Orlando Magic e no mesmo ginásio, que custou a derrota dos Bulls). E é bom citar comentário feito pelo Jeff Van Gundy, durante a transmissão da ESPN, falando do jogo 2: "você sabe o quão grande um jogador é quando ele termina um jogo com 29 e insatisfeito com sua atuação".

Para finalizar, outros 2 comentários:

1) O trio que comanda o jogo na narração original da ESPN é espetacular: Mike Breen narrando (só não digo que é o melhor narrador de basquete por que Marv Albert é insuperável) e a dupla de comentaristas formada por Mark Jackson (ex-armador dos Knicks e dos Pacers) e Jeff Van Gundy (irmão do técnico do Orlando Magic, Stan Van Gundy e ex-técnico dos Knicks e dos Rockets). A narração é impecável, os comentários são precisos e ainda o humor entre eles é excelente.

2) Espetacular a abertura da transmissão feita pela ABC, com montagens de lances e cenas de finais passadas. Vale conferir:



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terça-feira, 9 de junho de 2009

JOGO 2 - LAKERS 101, MAGIC 96 (OT)



O jogo estava bem chato até o início do último quarto, começando com um primeiro quarto de menor placar combinado da história das finais da NBA (15x15). Rashard Lewis manteve o Orlando Magic no jogo com uma atuação monstruosa, especialmente quando marcou 18 dos 20 pontos do time no segundo quarto

Dwight Howard continuou sendo pressionado dentro do garrafão com constantes variações da defesa - às vezes marcação simples, as vezes com dobra, outras vezes com 3 marcadores, ou seja, ele não sabia o que esperar. Mas essa rotação defensiva dos Lakers, ao contrário do jogo 1, passou a chegar atrasada nos arremessadores, o que facilitou as coisas para (34 pts, 11 rebs, 7 assists) e Hedo Turkoglu (22 pts), cujos arremessos voltaram a cair.

O que eu não entendi foi no que o téncico Stan Van Gundy estaria pensando quando deixou J.J. Redick na quadra por 27 minutos, limitando os minutos de Rafer Alston e Coutney Lee. É verdade que os seus guards (Alston, Lee e Pietrus) ainda não apareceram para jogar na série. Também acho que o fato de ter escalado Jameer Nelson durante 24 minutos no jogo 1, alterando uma rotação que deu muito certo na série contra os Cavs, pode ter fuzilado a confiança de Alston. Mas manter o time em quadra por tanto tempo sem um armador e fazer com que a função de conduzir a bola seja apenas do Hedo Turkoglu (o que ele fez muito bem, diga-se de passagem)??? Realmente era necessário fazer algum ajuste depois do primeiro jogo, mas esse "ajuste" eu confesso que não entendi.

Já comentei dos problemas na rotação defensiva dos Lakers. No ataque também faltou um certo ritmo, o jogo estava estranho. A diferença foi a atuação de Lamar Odom no último quarto (4 boas atuações na sequência! Não sei se fico empolgado ou preocupado com o próximo jogo). E o jogo, que estava chato, ficou emocionante no final, com constantes trocas de liderança, até os dois lances finais. No primeiro, com o jogo empatado e a 9 segundos do final, Kobe Bryant recebeu a bola, passou pelo Turkoglu, que recebeu a ajuda de outros 3 caras de azul e conseguiu se recuperar, bloqueando o arremesso do número 24, recuperando a bola e pedindo um tempo a 0.6 segundos do final. O técinco Stan Van Gundy desenhou uma jogada depois de DOIS pedidos de tempo, que resultou num ponte aérea de Turkoglu para Courtney Lee, que se livrou da marcação de Kobe Bryant com a ajuda de um bloqueio nas costas do jogador dos Lakers. A bola chegou limpa para Lee, mas ele não conseguiu fazer a cesta. Se alguém disser que a culpa pela derrota foi ele por ter errado esse lance é porque nunca jogou basquete. O lance não era NADA fácil.

Nesse mesmo lance, há uma jogada polêmica. Quando Courtney Lee soltou a bola, Pau Gasol estava tocando a rede e o aro da cesta (aparentemente o aro não se moveu). A bola nem chegou a tocar o aro, ou seja, a interferência não ocorreu. E, segundo o s supervisor de arbitragem da NBA Bernie Fryer: "if Gasol's hand had shaken the basket, caused the stanchion to move or touched the rim while the ball was on the rim, the correct call would have been goaltending. But since none of those things happened, It was a cut-and-dried no-call." Muito pior foi um bloqueio de Dwight Howard sobre Lamar Odom durante o jogo, quando ele passou a mão pela parte interna do aro para bloquear a bola. Isso sim é interferência!

Prorrogação. E os Lakers conseguiram algumas paradas defensivas e algumas boas jogadas ofensivas (especialmente a assistência de Kobe para Gasol para uma jogada de 3 pontos que deu ao time 6 pontos de vantagem). Os Lakers escaparam com a vitória, memso num jogo no qual muita coisa deu errada e com as atuações muito boas de Rashard Lewis e Hedo Turkoglu. Mas Kobe (29 pts, 8 assists), Gasol (24 pts, 10 rebs) e Lamar Odom (19 pts, 8-9 FG, 8 reb e 3 blks) mais uma vez mostraram que, quando os 3 atuam bem, o time dificilmente perde.

Não consigo visualizar os Lakers perdendo 3 jogos seguidos, nem perdendo 2 jogos seguidos em casa. Por isso, acredito que a vitória de ontem tenha sido o passo decisivo para o título. Para o Orlando, o erro de Courtney Lee (de novo, era uma bola muito difícil) poderá ser incluído na história como o lance do "se", mas não chega perto do jogo 1 das finais de 1995, quando liderando por 3 pontos e com 4 lances-livres a favor, contra os Rockets, viram Nick Anderson desperdiçar TODOS, seguindo uma bola de 3 pontos de Kenny Smith que levou o jogo para a prorrogação e à vitória do Houston.
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sexta-feira, 5 de junho de 2009

JOGO 1 - LAKERS 100, MAGIC 75



Quando, logo no começo do jogo, percebi que Andrew Bynum marcou 8 dos primeiros 14 pontos dos Lakers, e que Dwight Howard recebeu algumas pancadas que o impediram de trabalhar confortavelmente dentro do garrafão, entendi o recado: os Lakers vão agredir o garrafão do Magic e Dwight Howard vai ter que lutar muito para pontuar. E foi assim o jogo inteiro. Howard teve apenas 1 arremesso certo no jogo todo (1/6) e seus outros 10 pontos (12 no total) vieram de lances-livres (10/16). Os Lakers evitaram dobrar a marcação no pivô do Magic, protegendo os arremessadores posicionados no perímetro e, quando esses eram acionados, estavam sempre arremessando pressionados (apenas 29% de aproveitamento). Entendeu como se faz, Mike Brown?

Lamar Odom (11 pts, 14 rebs) e Pau Gasol (16 pts, 8 rebs) deram a contribuição que se esperava. Luke Walton entrou bem e Bynum mostrou um bom começo, sofrendo depois com as faltas (parte da estratégia de conter Howard). E foi Kobe Bryant (ele definitivamente está numa missão) que comandou o ataque: 40 pontos, 8 assistências, 8 rebotes. Números de Lebron que, com um bom suporte dos companheiros, foram demais para o time de Stan Van Gundy.

Mas foi a defesa dos Lakers que fez a difereça - parece que eles realmente aprenderam com os Celtics nas finais do ano passado. Turkoglu foi muito bem marcado por Trevor Ariza e Luke Walton, Rashard Lewis sofreu com Lamar Odom e Paul Gasol, Dwight Howard não teve vida fácil e os arremessadores (Pietrus, Alston, Lee) nunca conseguiram estar livres. Nem Jameer Nelson, que voltou após 4 meses devido a uma contusão no ombro e havia sido o diferencial nas duas vitórias do Orlando na temporada regular, conseguiu achar um bom ritmo.

Um vitória maiúscula para abrir a série. Mas playoffs são feitos de matchups e ajustes. Os matchups começaram todos favoráveis aos Lakers e agora teremos que ver se Stan Van Gundy é capaz de ajustar sua parte ofensiva. Vamos ver se ele entra em pânico e começa a dobrar a marcação em Kobe Bryant (acredito que não). Espero um jogo 2 mais equilibrado, especialmente pelo fato de que agora o time do Orlando não estará mais se sentindo como um turista, deslumbrado com os holofotes de uma final, mas ainda acho que os Lakers encaixaram um jogo que, se tiver a execução mantida, trará mais uma vitória.

Phil Jackson tem, em sua carreira, 43 vitórias em primeiros jogos de séries de playoffs. Dessas 43 séries, ele venceu... as QUARENTA E TRÊS!!!! E começou muito bem a quadragésima-quarta.
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NBA FINALS



A partir de hoje Los Angeles Lakers e Orlando Magic decidem o título da NBA. Os Lakers chegam às finais pela trigésima vez (14 títulos) e o Magic apenas pela segunda (a outra? 1995, com Shaq e Penny Haradaway no time, quando perderam para o Houston Rockets). Como já escrevi antes, chegaram os dois melhores times. O Cleveland Lebrons, mesmo com a melhor campanha da liga na temporada regular, não foi páreo para Dwight Howard e companhia.

Todos os analistas que tenho lido estão muito empolgados com o momento atual do Orlando Magic, especialmente considerando a forma como eliminaram os Cavs. Mas não vamos nos esquecer de que esse mesmo time teve certa dificuldade para eliminar o Philadelphia 76ers - a série chegou a ficar 2x2 e boa atuação mesmo somente no jogo 6 - e o que sobrou do Boston Celtics sem Kevin Garnett - chegaram a estar perdendo a série por 3x2 quando o técnico Stan Van Gundy finalmente percebeu que a melhor formação a ser colocada em quadra era, vejam só!, a formação com os 5 melhores jogadores (Lee, Pietrus, Turkoglu, Lewis e Howard)!!!!´

É verdade que a série contra os Cavs mostrou que o time é muito forte, tem um belo conjunto, consegue mesclar muito bem o jogo interno com Dwight Howard e o jogo externo com as bolas de 3 pontos (47% de acerto na final do leste!). Mas é verdade também que os coadjuvantes de Lebron não fizeram nada para ajudar, o que só facilitou a vida do Magic. Mas agora, o melhor jogador do adversário (Kobe) terá um elenco de coadjuvantes que poderão ajudá-lo caso a marcação consiga segurá-lo. Pau Gasol vem numa temporada incrível e de uma participação consistente nos playoffs. E Trevor Ariza e Lamar Odom mostraram que têm condições de fornecer o extra que falta para o time chegar sempre num nível acima dos demais. Lembrando do meu post no qual listei os campões dos últimos 20 anos, vejo muito mais jeito de campeão no trio Kobe-Gasol-Odom do que Howard-Lewis-Turkoglu.

Nos dois jogos da temporada regular, foram 2 vitórias do Orlando. Mas vale lembrar que o fator decisivo nos dois jogos foi Jameer Nelson, que somou 55 pontos nos dois jogos, mas fora das quadras desde março (essa contusão quase destruiu meu time no fantasy, ainda bem que eu também tinha o Derick Rose). É o tipo de armador-penetrador que causa problemas a Derek Fisher, como Tony Parker sempre causou e Aaron Brooks causou na série contra os Rockets. Estão falando numa possível volta de Nelson para as finais, mas acredito que a falta de ritmo não permita que cause muito estrago.

Sem Jameer Nelson para atrapalhar e a imagem que os Lakers deixaram nos dois últimos jogos da série contra os Nuggets dão uma boa perspectiva para o time de LA, que passou a dividir melhor as chances de arremessos entre todos os jogadores, Kobe Bryant reduziu a quantidade de arremessos e aumentou o número de assistências, o triângulo ofensivo funcional quase à perfeição, alguns reservas começaram a participar mais ativamente, especialmente Shanon Brown (que chegou no meio da temporada como "troco" de uma troca com os Bobcats, cujo objetivo maior era enxugar a folha de pagamento com a ida de Vladimir Radmanovic, e ganhou a posição de segundo armador de Jordan Farmar) e Luke Walton. Trevor Ariza está arremessnado 50% dos 3 pontos, já contribuiu com jogadas defenisivas importantes e poderá tirar vantagem da velocidade sobre Hedo Turkoglu. Bynum tem tamanho para incomodar Dwight Howard - nem é necessário que ele apareça ofensivamente, já que isso não vem acontecendo e não está fazendo falta. Mesmo que ele se limite a complicar a vida do Superman no garrafão, impedindo enterradas fáceis e mandando-o para a linha do lance-livre, seu maior problema, já terá cumprido o papel. E Rashard Lewis terá Gasol e Odom para marcá-lo, acabando com a vida "fácil" que teve contra Anderson Varejão e Zydrunas Ilgaukas. Além disso, espero que os Lakers não caiam no mesmo erro dos Cavs, que dobravam a marcação em Dwight Howard e permitiam os arremessos de 3 pontos.

E temos Kobe Bryant, que está numa missão de conquistar finalmente um título como o melhor jogador do time (em 2000, 2001 e 2002 ainda estava à sombra do Shaq). Esse título poderá colocá-lo definitivamente na lista dos 10 melhores jogadores da história. E parece que ele percebeu o "como fazer", a exemplo dos dois últimos jogos da final do Oeste, que finalmente confia em seus companheiros e que sabe que não terá muitas oportunidades daqui para frente, pois seu "relógio" já passou da marca de 1100 jogos na carreira e nos anos seguintes os adversários tendem a ser mais difíceis. A hora é agora, ele sabe disso. Esse excelente texto de J.A. Adande aborda isso muito bem.

Por isso, dessa vez acredito realmente que os Lakers têm todas as condições de conquistar o primeiro título desde 2002. E Phil Jackson se tornará o técnico mais vitorioso de todos os tempos, conquistando seu décimo título, desempatando a marca que tem com o legendário Red Auerbach, que tem 9 títulos com os Celtics.

Os especialistas da NBA estão divididos nas opiniões - alguns acham que serão em 6 jogos, outros em 7. Na minha opinião, o mais lógico é que a série termine em 6 jogos, com os Lakers vencendo os dois primeiros em casa, um dos 3 jogos em Orlando e fachando a série quando esta voltar a L.A. Porém, no bolão que estou participando, estou apenas na sexta colocação e preciso acertar o placar da série sem que ninguém que esteja na minha frente acerte para tentar ganhar a bolada. É provável que pelo menos um desses aposte numa série de 6 jogos e outro aposte numa série de 7 jogos. Por isso, vou apostar nas diferenças que eu citei entre os dois times, vou confiar que Lamar Odom apareça com suas boas apresentações com uma frequência maior que o normal, quando o time fica quase imbatível, que Rashard Lewis e Hedo Turkoglu não terão a mesma vantagem nos matchups que tiveram contra os Cavs e na determinação de Kobe. No bolão, vou de Lakers em 5 jogos. O provável: Lakers em 6 jogos.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

ENTREVISTA COM "THE LOGO"























Recomendo a entrevista que Bill Simmons fez com o legendário Jerry West em seu podcast desta quarta-feira. Para os mais perdidos, Jerry West é um dos 3 melhores Shooting Guards da história da NBA (ao lado de Kobe e Jordan), jogou pelos Lakers entre 1960 e 1974, já está no Hall da Fama desde 1980. Conhecido como “Mr. Clutch” (ou “Sr. Finalização”), pela sua capacidade de assumir os jogos nos momentos finais com cestas decisivas, é simplesmente a referência que foi utilizada para a criação do logotipo da NBA.

Como se isso não bastasse:

- É o único jogador da história a ser eleito MVP das finais da NBA sem que seu time tivesse conquistado o título (1969, quando os Lakers perderam para os Celtics);

- Teve média de 27.0 pontos por jogo na carreira e 29.1 pontos por jogo em playoffs (incluindo a marca impressionate de 40.6 ppg nos playoffs de 1965).

- Foi escolhido para o All Star Game em TODOS os anos da carreira, sendo MVP do jogo em 1972;

- Esteve no fantástico time dos Lakers de 1972, que venceu 69 jogos (recorde batido somente pelos Bulls em 1996), sendo 33 vitórias consecutivas (um dos recordes que considero imbatíveis na história do esporte) e o título da NBA;

- Suas estatísticas são impressionates;

- É responsável por um dos lances mais fantásticos da história da NBA, quando esse arremesso mandou um jogo das finais de 1970 para a prorrogação

- Como General Manager dos Lakers, em 1996, foi responsável pela transação junto ao Charlote Hornets que possibilitou escolher, na 13ª posição do draft, ninguém mais, ninguém menos que Kobe Bryant, que poderá superá-lo na lista de melhores shooting-guards da história, ficando apenas atrás de Michael Jordan.

A entrevista pode ser ouvida aqui. Falam das finais, de alguns fatos da carreira, de arbitragem, de Kobe Bryant e da rivalidade com os Celtics.

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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS SOBRE AS FINAIS DE CONFERÊNCIA



Com um pouco de atraso:

Se no jogo 5 os Lakers conseguiram mostrar alguns ajustes para enfrentar os Nuggets, tanto na parte defensiva quanto na parte ofensiva, no jogo 6 esses ajustes se mostraram ainda mais evidentes e eficientes. Na entrevista dada entre o primeiro e segundo quartos do jogo dessa sexta-feira, o técnico Phil Jackson disse que a essa altura das séries os times já se conhecem bem e já fizeram os acertos necessários em seus jogos. Basta ver a diferença em algumas estatísticas entre a derrota no jogo 4 e as vitórias nos jogos 5 e 6:

- Jogo 4: vantagem de 58 a 40 nos rebotes em favor dos Nuggets (20 a 9 nos ofensivos) e 23 a 19 nas assitências;
- Jogo 5: equilíbrio nos rebotes (43 a 42 para os Lakers) e 25 a 17 nas assistências, também em favor do time de LA.
- Jogo 6: Grande vantagem para os Lakers em rebotes (38 a 27) e assistências (28 a 14) para os Lakers.

E, na minha opinião, o dado mais importante: nos últimos 2 jogos da série, Kobe Bryant arremessou, respectivamente 13 e 20 vezes. No jogo 5, foram 22 pontos e 8 assistências, enquanto no jogo 6 foram 35 pontos e 10 assistências. Essa queda no número de arremessos e o aumento do número de assistências representou o maior envolvimento dos outros jogadores, que mostraram que podem ajudar. No jogo 5, Lamar Odom teve 19 pontos e 14 rebotes. Gasol, Ficher e Ariza também terminaram com mais de 10 pontos. No jogo 6, novas contribuições significativas de Odom (10 pts, 8 rebs), Gasol (20 pts, 12 rebs) e Ariza (17 pts). Até Luke Walton finalmente apareceu, com 10 pontos. Como escrevi no post anterior, quando Kobe e Gasol conseguem ajuda de outros jogadores o time fica muito difícil de ser batido.

Enquanto Phil Jackson mostrou porque é considerado um dos maiores técnicos da história, ajustando o time como se deve, George Karl mostrou que realmente não tem condições de levar seu time a um nível acima. E os Lakers chegam à final da NBA pela TRIGÉSIMA vez na história.

Do outro lado do país, Lebron James conseguiu evitar a eliminação em casa no jogo 5 com uma atuação monstruosa no jogo 5, um triple-double maiúsculo com 37 pontos, 14 rebotes e 12 assistências. Mas, no jogo 6, de volta a Orlando, o Magic mostrou que é o melhor time da série, voltando a aproveitar todas as vantagens de matchup’s na série, especialmente os que envolviam Rashard Lewis e Dwight Howard e confirmaram a vitória na série e a passagem para as finais da NBA pela primeira vez desde 1995, quando ainda contava com Shaqulli O’Neal e Penny Hardaway.

Lebron James deixou a quadra no jogo 6 sem cumprimentar os adversários e nem apareceu para a entrevista coletiva. Achei isso desnecessário e sua justificativa de que estava chateado por ter perdido não é correta. Uma boa piada que li é que ele teria enviado Mo Williams e Delonte West para a coletiva para ver se pelo menos naquela hora ele conseguiria alguma ajuda de seus companheiros na série. Piadas à parte, o fato é que ele fez o que podia para tentar ganhar a série, mas estava “sozinho”. E, por ter ainda 24 anos, ainda vai a aprender que não há o menor problema e cumprimentar o adversário vitorioso, ainda mais quando este ganhou com todos os méritos.



Não teremos o sonhado duelo entre Kobe e Lebron, e todas as campanhas publicitários e shows de marionetes da ESPN ficaram a ver navios, mas o fato é os dois melhores times chegaram às finais.


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